Poemas Reflexivos
A vida é uma explosão de fenômenos diversos, moléculas bombardeando umas sobre as outras, uma verdadeira batalha existencial de imensuráveis, incontáveis fragmentos atômicos, transformando e recriando matérias diversas, sejam em formas vivas ou matérias inertes. É o milagre do universo sempre em constantes transformações.
A vida é um caminho inesperado, imaginamos trilhar determinados rumos, mas o imediato se estabelece a nossa frente, caminhamos e não fazemos a menor ideia onde vamos chegar.
Na boa? Já vivi o suficiente para compreender que este mundo não passa de um efêmero estágio. Há uma eternidade de vida pela frente.
A vida é bela, todos poderiam viver sua beleza, mas a ganância de poucos é a desgraça de muitas vidas.
Quem tem medo de morrer acaba nao vivendo. A morte é a única certeza da vida, cedo ou tarde estaremos de partida.
A vida consiste na eminência do agora, o amanhã não passa de uma miragem, na vastidão do deserto que se chama; o amanhã.
Preciosa vida que me escapa, sem poder reter em mim
Na constante do tempo passa, segue certo ao fim.
A vida é um baile e cada indivíduo ostenta sua fantasia. Uns com temas alegres, outros com temas sem alegria.
É certo que uns nem chegam a viver, outros nascem e nem vivem, e os demais, ainda que vivam, certamente hão de encarar a morte. Tudo se desdobra em diferentes lapsos temporais, uns vivem pouco, outros vivem mais, de certo que insta existir a diferença do logos, tamanha diferença é insignificante perante a eternidade. Viver ou não viver, haverá o tão chegado infinito, além do entendimento humano, surpresas nos esperam.
Para viver bem nesta dimensão, necessário faz se ater a ilusão. A realidade é fatal, morreremos, bem ou mal, para este mundo carnal.
Enquanto uns dão valor a objetos, sobrepujando o valor de uma vida até, outros perderam à vida o valor, segue o desdém.
A diferença na vida se dá, creio eu, na benevolência do Eterno Pai ao conceder ao ser criado, a oportunidade de viver eternamente, ante aos que estarão extintos para todo o sempre, apagados de uma oportunidade existencial eterna.
