Poemas Reflexivos
O incerto sempre é certo
Não temos domínio do depois
A cada segundo vivemos um milagre
A insegurança bate forte
A pressão imposta
A necessidade do imediato
Tudo satura, desgasta
Só nos resta viver
Ou sobreviver
Um dia de cada vez
Pois é o que temos
Não há momento ideal
O amor não é um mar de rosas
Amizades podem ser passageiras
E nós, passageiros dessa vida
Onde um caminho certo não há
E nada, depende só de nós
Como dizem
Cativeiro das Palavras
Nunca sei o que escrever.
As palavras chegam sem aviso,
como pássaros desorientados
que pousam no peito
e logo se lançam ao vazio,
deixando o silêncio
como única companhia.
Sempre há dúvida.
Onde estão as inspirações?
Onde se esconderam os sorrisos
que um dia iluminaram o caos?
Talvez seja apenas questão de tempo,
tempo que não há,
tempo que se dissipa
como névoa em manhãs febris.
Mostre-me as lágrimas
que tais sorrisos trouxeram consigo,
como marcas discretas
nas dobras da memória.
Entre tantos sentimentos vazios,
confusos e desgastados,
é difícil encontrar algo verdadeiro,
algo que não se dissolva
na vastidão dos dias incertos.
Demônios Internos
Não há demônios sob a cama,
nem monstros à espreita
nas frestas da escuridão.
Procure-os dentro de si
e os encontrará,
enraizados na alma,
como raízes densas
de medos nunca podados.
Eles se alimentam
do silêncio amargo
das noites insones,
bebem das culpas
que se ocultam
nas sombras da consciência,
crescendo nas rachaduras
dos segredos sufocados.
Não há monstros lá fora,
não há presenças que assombrem,
apenas os fantasmas
que nós mesmos criamos
com os escombros
das verdades que tememos.
Eles não gritam,
não quebram portas,
não urram no escuro.
Sussurram
na voz da ansiedade
que ecoa dentro do peito,
esperando que um dia
tenhamos coragem
de encará-los
sem medo do reflexo.
Início do Fim
A morte
não é um golpe final,
nem o apagar abrupto
de uma chama que ardeu em vão.
Ela começa
no primeiro sopro de vida,
como um murmúrio ancestral
gravado na espinha dorsal do tempo,
uma promessa silenciosa
de que tudo que nasce
traz em si
o prenúncio de partir.
Somos nós
quem tenta adiá-la
ou apressar sua chegada,
como se a permanência
fosse um direito herdado,
como se o fôlego
fosse posse
de quem o exala,
esquecendo que o ar
é só um empréstimo
da eternidade.
Entre o nascer
e o desfolhar da última pétala,
somos intérpretes falhos
de um roteiro
traçado pelas mãos do acaso,
dançando na corda bamba
do existir,
prolongando cada passo
como se a terra
não estivesse sempre
a um deslize
de nos tragar.
A morte
não é antítese da vida,
mas sua sombra inseparável,
um vulto paciente
que nos acompanha
até o instante
em que já não há mais corpo
para projetá-la,
quando o vazio,
enfim,
reivindica o espaço
que sempre lhe pertenceu,
e nós,
como poeira,
nos dissolvemos
no ventre do universo.
Versos de Revolta
Deixo meus versos
como rastros de fogo
num caminho que arde
pela culpa dos insensatos.
Minhas palavras ficam,
gravadas como cicatrizes
na pele da memória,
reação contra a hipocrisia
que escorre
das bocas ornadas
de tantos "intelectuais",
cuja erudição é verniz
sobre o vazio.
Não há o que temer!
Pois tudo já é temido!
O perigo não se manifesta
onde a covardia se veste
de autoridade,
onde a segurança se impõe
como jugo elegante,
um escudo frágil
contra a incerteza
que ruge no mundo.
Vivo em segurança?
Ou em confinamento?
Essa segurança sufoca,
nos molda em cúpulas
de certezas frágeis,
ergue muros invisíveis
que nos protegem
do caos lá fora,
mas nos exilam
dentro de nós mesmos.
Há de parar!
Ou então, pararemos nós!
Porque quem vive assim,
enjaulado em verdades prontas,
aprende a temer
até o próprio pensamento.
E se o medo crescer
maior que o desejo de liberdade,
é a alma que se condena
ao cárcere da resignação,
onde as palavras morrem
antes mesmo
de se tornarem grito.
Os versos que deixo
são insurgências contra o conformismo,
ecos de um coração inquieto
que se recusa a aceitar
a rotina disfarçada de escolha.
É urgente quebrar o silêncio
que nos encobre de poeira,
é preciso incendiar
as ideias moribundas
antes que a chama interna
se apague de vez.
Cicatrizes que Florescem
Eu carrego o peso dos dias não ditos,
os ecos de passos que não me pertencem,
fragmentos de uma estrada sem destino,
onde a dor se enrola nas raízes do tempo
e floresce como cicatriz que canta.
Há um grito em cada gota de chuva,
uma confissão no som que corta o vento.
A alma se espraia pelos campos secos,
e o coração, inquieto,
brota em flores que não pediram cor.
Sou rio que deságua na própria margem,
meu curso incerto entre pedras e paus,
correndo por entre trilhas rasgadas
que costuram minha pele ao chão da existência.
Não há ponte que atravesse o que sou.
Em noites de silêncio denso e cru,
a lua sussurra verdades que não quero ouvir,
desvenda os espelhos internos,
onde sou herói e vilão,
onde luto contra meu próprio reflexo
até me tornar pele, osso e vontade.
E quando o sol, ao fim de seu fôlego,
se deita sobre os montes quebrados,
meu corpo, feito de sonhos e poeira,
abre os braços para um horizonte que se dissolve
no vão entre ser e querer ser.
Eu permaneço inteiro
na tempestade que arranca galhos secos,
pois sou árvore que cresce do avesso,
raiz que abraça o abismo
e flores que desafiam o solo.
Sou também a calmaria que sucede o caos,
a certeza que nasce do chão devastado,
o tronco que se curva, mas não quebra,
que desafia o vento com sua seiva viva
e canta, mesmo quando a dor ecoa.
Entre o Assassino e a Vítima
Quem sou eu?
Um humano imperfeito,
destroçado entre o espelho e a carne,
cometendo crimes contra mim mesmo,
atentados sutis que corrompem a alma
e rasgam a pele da consciência.
Sou vítima ou assassino
daquilo que me tornei?
Voluntário no ato de me ferir
ou involuntário na arte de desmoronar?
Sou necessidade que enlouquece,
psicose que se veste de razão,
ou um delírio lúcido que encena
a tragédia de ser quem sou?
Sou mesmo louco?
Ou a loucura é a máscara
que uso para não ver a verdade
do caos que me habita?
Sou mesmo eu?
Ou sou um espectro fragmentado,
uma nota dissonante
na sinfonia do que jamais fui?
Indizível.
Como nomear o vazio que preenche
os espaços entre meus gestos?
Como afirmar com certeza
que sou algo além do que falha
ao tentar existir por completo?
Se a dúvida me define,
sou tanto a ferida quanto a lâmina,
a mão que acolhe e que esmaga,
o vulto que se esconde atrás de um rosto
que mal reconhece sua própria sombra.
E se o espelho estilhaçado
reflete múltiplos eus
que coexistem na fissura do real?
Serei eu o caco que corta
ou o reflexo que sangra?
Sou a colisão entre o ser e o não ser,
o vértice do abismo onde a dúvida ecoa
e a própria identidade se desfaz.
Há um grito que rompe o silêncio,
uma palavra que treme na garganta,
como se nomear-se fosse desabar
e aceitar-se fosse um pacto
com a dor que me habita.
E no limiar dessa guerra interna,
sou o paradoxo que respira,
uma verdade que mente para si mesma
enquanto tenta sobreviver ao próprio fardo.
Ser é ser incompleto.
Sou a imperfeição que sobrevive
no abismo entre razão e caos,
desafiando a lógica
com um coração que ainda pulsa
mesmo quando a mente implora por trégua.
Na quietude noturna, as palavras fluem como melodias suaves entre dois corações distantes, mas eternamente ligados pelo olhar. A tela fria do celular se ilumina com frases carregadas de um sentimento puro, intenso, relembrando-me de um tempo em que cada encontro com teus olhos era um renascimento, uma promessa de eternidade capturada num único momento.
Tu não sabes, talvez, o poder inebriante que teu olhar possui sobre mim. É uma força que desafia o tempo e a distância, um poder que me faz sentir vivo novamente, vibrante, como se meu coração, adormecido pela rotina e o afastamento, despertasse ao menor sinal do brilho dos teus olhos.
Ah, se eu pudesse viver sob esse olhar todos os dias, não haveria amargura capaz de tocar este coração que, mesmo partido, bate mais forte ao pensar em ti. E agora, mesmo distantes, sinto como se cada palavra que trocamos fosse um passo em direção ao outro, um caminho trilhado em palavras que tentam, desesperadamente, conectar nossas almas novamente.
Essa loucura, esse desatino que me consome, tem raízes no profundo do teu olhar, que mesmo através de um simples reflexo no espelho, tem o poder de alterar todo o meu ser. Como desejo, então, que um dia, não muito distante, nossos olhares se encontrem novamente e nada mais irá importar, pois estaremos juntos, finalmente, sem barreiras ou sombras do passado. Nesse momento, será apenas você e eu, e um amor que se recusa a ser esquecido, perpetuando-se além do tempo e do espaço.
Algo de mim
Quisera eu...
Ser mar, ser jardim, mundo afora ou em mim.
Tenho em mim tão pouco.
Se parto, em vão; se fico, a sós.
Quisera eu...
Ser assim, ao menos em mim:
mar... jardim...
Pois se fico, em vão; se parto, a sós.
Identidade
O homem, por mais que se erga sobre inúmeras sobreposições, não se afasta de si mesmo, pois é projeção de sua própria essência. Com respeito às sobreposições, não são estas desvios de quem ele realmente é, mas sim manifestações da mesma identidade, como reflexos de uma virtude essencial que se desdobra de diferentes formas sem perder-se.
Todo mundo é um universo diferente. Não existe essa de comparações. As comparações só servem pra afastar as pessoas de si próprio, de outras.
Tudo entre o nosso e o outro universo particular deve ser de uma forma "igualmente única"...mas não unicamente igual. (NÃO EXISTE)
Não devemos nos medir da mesma forma. Acredito que esse seja um dos segredos para a paz; do interior ao exterior.
Comparações causam apenas caos, e deste não nascerá nada além de brutalidade.
A violência das palavras pode causar danos profundos e duradouros em uma pessoa. Assim como um golpe físico, as palavras podem ferir a alma, deixando cicatrizes emocionais que podem perdurar por toda a vida. Elas podem minar a autoestima e a confiança, causar dor e sofrimento, e até mesmo desencadear problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e trauma psicológico.
Além disso, a violência das palavras pode criar barreiras na comunicação e nos relacionamentos interpessoais. Ela pode criar um ambiente tóxico, onde o respeito e a empatia são substituídos por hostilidade e desconfiança. Isso pode levar a um ciclo de violência verbal, onde as pessoas se machucam mutuamente em um ciclo de dor e ressentimento.
É importante, portanto, cultivar a gentileza e a empatia em nossas comunicações, escolhendo com cuidado as palavras que usamos e o tom que empregamos. Lembre-se de que as palavras têm poder e podem deixar uma marca indelével na vida de alguém. Use esse poder com responsabilidade e sabedoria, buscando sempre construir, em vez de destruir, nos seus relacionamentos e na sua comunicação com o mundo.
Estamos adentrando na derradeira fase da Artificialização e Robotização do Organismo Humano!
O Exercício da Reflexão Crítica e da Correctude ou Integridade constitui o Único Antídoto para a Manutenção da Naturalidade!
Se quiser ser um grande Homem não só por fora mas também por dentro leve consigo, em qualquer lugar onde for, a Reflexão Crítica e a Correctude!
Pois, a Reflexão Crítica trará Sabedoria e a Correctude trará Paz!
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA CANDIDATOS AO REINO DOS CÉUS
Para ter Paz precisa ser Correcto, para ser Correcto precisa ser Sábio e para ser Sábio precisa exercitar a Reflexão Crítica!
Reflexão Crítica causa Sabedoria, Sabedoria causa Correctude e Correctude causa Paz!
Quanto maior for o nível de exercício da Reflexão Crítica maior será o nível de Consciência ou Sabedoria e quanto maior for o grau de Correctude maior será o grau de Paz ou Reino dos Céus!
Até que ponto exercitou a Reflexão Crítica para merecer o alto nível de Sabedoria e até que ponto foi Correcto para merecer o alto grau de Paz?
Eis a questão para os Candidatos ao Reino dos Céus!
O nível de Sabedoria e o grau de Correctude são os Critérios usados na Avaliação dos Candidatos ao Reino dos Céus!
O mínimo nível de Sabedoria e grau de Correctude implica o mínimo grau de Paz, o médio nível de Sabedoria e grau de Correctude implica o médio grau de Paz e o máximo nível de Sabedoria e grau de Correctude implica o máximo grau de Paz!
Os diversos graus de Paz correspondem aos diversos Mundos existentes no Cosmo e as Almas Humanas são distribuídas em cada um desses Mundos conforme o seu nível de Sabedoria e grau de Correctude!
Para estar no máximo grau de Paz precisa ser Correcto em tudo!
A Recomendação de Todos os Grandes Sábios que passam pelo Planeta Terra é a Mesma em Todos os Tempos:
Perseverança e Coragem em Exercitar a Reflexão Crítica e em ser Correcto em Tudo!
O QUE É DESENVOLVER A INTELIGÊNCIA?
A Inteligência resulta da Consciência.
Desenvolver a Inteligência implica desenvolver a Consciência.
Na sua essência a Inteligência é a Percepção e a Atitude Correcta, assim, desenvolver a Inteligência é treinar a Percepção e a Correctude.
O treinamento da Percepção é através da prática contínua da Atenção numa só coisa ou em todas coisas ao mesmo tempo, enquanto, o treinamento da Correctude é através da prática contínua da Reflexão Crítica e do 'ser Correcto em Tudo'.
DIMENSÃO INCONSCIENTE versus DIMENSÃO CONSCIENTE
DIMENSÃO INCONSCIENTE
É oculta, subjetiva, espiritual e religiosa.
É da Alma, é a Consciência ou Informações impregnadas na própria Alma.
É reminiscente, compõe-se de Informações marcantes oriundas de cada Mente em cada vida passada ou diretamente do Espírito.
Determina a Personalidade com que a Alma nasce.
Corresponde a casa 12 na Astrologia.
É conhecida através da meditação, intuição, introspecção e autoreflexão, quando a Alma direciona sua total atenção para si mesma.
DIMENSÃO CONSCIENTE
É evidente, objetiva, científica e filosófica.
É do Corpo, é a Mente ou Informações gravadas e fluentes no Cérebro.
É corrente, compõe-se de Informações oriundas do processo de Educação ou Aculturação.
Determina o Comportamento cotidiano da Alma.
Corresponde a casa 1 na Astrologia.
É conhecida através da observação, experimentação, estudo e reflexão, quando a Alma direciona sua atenção para comportamentos, fenómenos corporais, estrutura neuro-encefálica e pensamentos.
PODERES DA ALMA HUMANA
A Alma Humana tem vários Poderes, dentre os quais destacam-se:
O Sentir; o Movimento; a Atenção; o Pensar; a Reflexão; a Imaginação; o Apego; a Projeção.
Numa sociedade marcada pela Inteligência Artificial, mais do que em qualquer outra sociedade, o Homem deve praticar a Reflexão e buscar a Sabedoria e praticar a Atenção e buscar a Serenidade!
Reflexão, Sabedoria, Atenção e Serenidade são as palavras-chave que me definem nesta sociedade.
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