Poemas Realidade da Vida
Sonhos e querer....
(Marcel Sena)
Às vezes eu acho que o mundo acabou.
Às vezes eu acho que nem começou.
Queria eu, crer na sua crença,
Queria eu, fazer a diferença,
Diferente não sou,
Entre gritos e gemidos, sussurrando estou.
Te vejo e reparo, avalio sua face,
Vulgar, indiscreto seus dotes eu meço.
Chorei, resmunguei, não quero a dor.
Incrédulo, sincero, a dor me persegue.
Na vista, um corpo domina,
Me, toma, me laça, pela vista conquista.
Queria poder profanar sua crença.
Poderoso não sou, sinceridade e tédio é o que me restou.
Sou humano, sou fraco e cheio de pecados.
Um vernáculo de amor indecifrável.
Assim segue o mundo, de crentes e descrentes impondo sua mente.
Uma coisa eu sei: amar, ser amado, improprio ou errado.
Sua vida, tuas vidas, nossas vidas, minha vida.
Acabe o mundo e assim sempre sou. Implorante ou impondo
Pensamento desconectos que o mundo mudou.
Cuiabá. 14 de junho de 2015;
Ontem a noite, tive um daqueles sonhos insanos. Daqueles que vivenciam os desejos mas obscuros escondidos no sub-consciente.
Juro que estaria condenada à morte.
Como se fosse realmente real, tremor, suor, ansiedade e todas as emoções possíveis, à flor da pele.
Não devo preocupar-me, afinal, só mais uma súbita fuga da realidade.
Deito-me mais uma vez, sob o mesmo travesseiro que guarda meu corpo enquanto minha mente e alma viajam por territórios inexistentes. Viajam a fim de desfrutar das infinitas possibilidades dadas pela minha tão fértil imaginação.
Por favor, não me acorde.
Morna tristeza
Quisera eu livrar-me da morna tristeza, que chamejasse, pouca ou alguma verdade.
Há fogo, contudo, aceso na chama do desapontamento, assim, como carne e sangue.
Nebulocoginição
Que vejo eu, se ver é só ideia vã,
Reflexo vão da mente, sombra escura?
Se tudo quanto é mundo se me espelha,
Será o mundo real? Ou só figura?
Quem me afirma que há pedra, céu e chão,
Se tudo é sonho feito em consciência?
Talvez o Sol se apague ao meu fechar,
E Deus, talvez, em mim só tenha essência.
De que me serve a carne e seu quebranto,
Se não sei se é de mim, ou de um invento?
Pois posso ser apenas leve encanto,
Imagem ou curto pensamento.
O que escrevo não tem a ver com nós
Faço isso por que me sinto leve
Vejo mas em escrever
Do que falar o que penso para pessoas que não vai me entender
Me disseram que minha mente é um enigma
Mas ninguém imagina
O que faço para ser tão otimista
Em busca de ser feliz
Procurando viver a realidade
Não sendo um fantoche
De pessoas que não dão a minima para realidade
Minha realidade é uma fantasia
Que todos os dias
Troco por uma que vai me trazer mas alegria
Vivo uma vida de mentiras
Por que nunca falo o que passo na vida
E para muitos vivo na mordomia
De ter o que quero sem ter que ralar de noite e dia.
Asas de Anjo
Me proibiram de usar asas...
As asas que me faziam voar...
Que me faziam viver sonhando...
Me disseram que estou preso em um mundo real
Que tenho que ser igual...
não sei ao certo se sou anjo, ou humano...
se sou poeta ou anônimo,
se sei, ou não sei...
se são conceitos ou liberdade para novos sonhos,
Não estou aqui pra ser fraco ou forte...
os dias vencerei...
e ensinamentos guardarei...
Se não posso mais viver sonhando...
Então eu transformo meus sonhos em realidade.
Não precisamos de asas...
Precisamos apenas de vontade!
O templo do tempo
Por onde os sábios andam?
Andam pelos montes
Onde as cidades se encontram
Vendo a vida por sua beleza
Entendendo as tristezas
Sábios encontram razões
Independente das opiniões
Andam por entre a gente
Tentando nos ensinar a ser gente
Vivem diante de acusações
recuperando corações...
Seus gestos, feliz aquele que traduzir
Muitas vezes estão diante de ti
lutando pelo que é real
Não desistem dos seus sonhos,
do amor, do seu ideal.
"Hoje, em sonho, um estranho me disse algo, que me trouxe uma tristeza desenfreada.
Como em morte, em um outro mundo, eu acordara.
Disse-me ele: 'Que naquele mundo, cada hora, equivalia a um pulsar, do coração da amada.'
Me disse também, que poderia passar ali mil anos, ela e eu, jamais seríamos uma só alma.
Até então o sonho, transformado em pesadelo, só me fazia querer voltar pra casa.
Voltar pra realidade, para a vã esperança, de tê-la em meus braços, embalada.
Me perdi na beleza daquele lugar, entre as árvores, o perfume das flores e o verdejar das matas.
Em um piscar de olhos, estava eu, em casa; trêmulo, embebido em suor e os olhos cheios de lágrimas.
A cama vazia, minha pele fria, e em meu peito, o desespero gritava sua falta.
Percebi que aquele sonho, fora mais real do que eu esperava.
Era verdade; cada batida daquele coração, um dia me confidenciara.
Que poderia eu ser porto, abrigo, contra as mazelas desta vida desgraçada.
Mas não importa o que eu fosse, ela jamais seria a minh'amada.
Era certo, nessa vida, jamais seríamos uma só alma..."
Viver é ser testemunha do seu tempo,
se você não adquiriu conhecimento suficiente,
para perceber a realidade a sua volta,
e o jogo do Poder...
Você não vive,
você apenas existe!
Madrugada silenciosa é sinônimo de pensamentos que fazem um tremendo barulho aqui dentro.
Essa turbulência gritante em mim traz consigo as incertezas de um futuro próximo, e isso me angústia.
O medo é assustador quando não se sabe quais serão as próximas etapas, ou melhor, o que essas etapas vão render.
Imaginar te perder, por exemplo, além de amedrontar causa um certo desespero, pois infelizmente é uma possibilidade quando não se sabe o que pode acontecer.
Hipóteses serão inúmeras, surpresas serão inevitáveis, sentimentos incontroláveis, essas são algumas das coisas da vida e os seus quebra-cabeças.
Entretanto enquanto houver vida para ser vivida farei o que preciso for para amenizar essa dor, que insiste em querer me enlouquecer, quando penso que posso te perder.
Porque te perder pode até ser uma possibilidade, mas não permitirei que se torne realidade.
Com os olhos abertos
cheios de realidades
minha mente encarcerada
sou refém de suas vontades.
Com os olhos fechados
agora posso me enxergar
já não vejo mais amarras
estou livre para voar.
Aglomerado de folhas unidas por um elo,
Papel áspero que, fontificado, as protege.
No início e no fim, se tais palavras descrevem,
Apresento à vista: um caderno.
Um caderno, ou melhor, um diário que, simples,
Traz à lembrança uma época branda,
Quando a riqueza era lenda
Ou, por que não dizer, a liberdade, uma dádiva,
E estudar, uma oportunidade.
Tudo mudou, e com isso, o significado.
Hoje, o caderno é um recurso cuja importância se perdeu.
A riqueza se foi, o significado do significado
Desconfigurou-se. Pois tudo se pode ter,
Mas o porquê de ter não existe;
O para quê se dissolveu.
O altruísmo e a resiliência de outrora
Tornaram-se as lendas de hoje.
Sonhos escaparam dos sonhos para uma realidade medonha,
Onde significar é apenas alinhar-se
A uma linha percebida, que leva ao nada.
Liberte-se das somas que lhe faz labirintar.
Só existimos quando encontramos nossa individualidade.
Apenas a diferença acrescenta.
...seja!
(Nepom Ridna)
Das alturas profundas de minha alma,
Tem um mirante.
Onde ele pode escolher um ângulo,
Para criar o enredo de um filme.
Dependendo do ângulo que ele escolher,
Ele irá criar um tema.
Pode ser um drama, uma comédia, ficção...
...tem um filme muito triste...
...triste, muito.
(Nepom Ridna)
Se você nunca saiu de casa, você não é um filósofo.
Filosofar exige mais do que ler livros ou frequentar uma universidade. Um verdadeiro filósofo não pode se limitar à segurança do próprio lar, da sua bolha social ou da aprovação familiar.
A filosofia nasce da observação direta da sociedade, da experiência vivida e da reflexão sobre o que se vê e sente.
Um filósofo precisa se aventurar pelo desconhecido, aprender a se adaptar, isolar-se quando necessário, chocar-se com diferentes realidades e questionar o mundo ao seu redor, com desejo de libertar o ser humano da ignorância e da alienação.
Como alguém poderia filosofar sobre a sociedade apenas com base no que leu?
Sem experiência própria, sem embates reais, sem uma visão crítica construída na prática, a filosofia se torna apenas repetição de ideias alheias e não uma busca genuína por conhecimento.
Ser filósofo não é escolha,ser filósofo não é apenas um titulo.
Cuida da tua capacidade de influenciar aos demais com teus sorrisos e boas ideias, se lanças pedras falseadas de veludo no caminho de alguém, elas podem rolar de volta e atingir teus dias inexoravelmente.
Em realidade, apura em ti a percepção do bem que há em teu semelhante e alegra-te com as virtudes que ele já faz brilhar em si. Lembrando-te que tu e ele podem chegar muito mais à frente ao afastarem-se da competição e unirem-se em cooperação por um mesmo ideal.
E viva em paz, sabendo que o Tempo guarda todas as respostas, derrubando fantasias e vaidades, sublimando a realidade que dá verdadeiro sentido aos teus dias junto ao teu próximo.
Não seja “bonzinho” demais.
Porque coisas ruins acontecem com pessoas boas,
e o pior de tudo é que você ficará se perguntando o porquê dessas coisas acontecem e não terá respostas.
Mais dia menos dia, somos surpreendidos pela impotência de sermos quem somos.
Acordamos do sonho de ter uma vida duradoura, estável.
Batemos de frente com o muro da realidade, e o muro desmorona.
Não queremos ser espectadores de violência, nem muito menos coadjuvantes ou protagonistas, mas infelizmente fazemos parte das estatísticas.
Há momentos assim que são de muitas perguntas e nenhuma resposta.
Somos reféns da liberdade alheia, do livre arbítrio criminoso, onde quem escolhe ser protagonista da violência, transforma em vítima quem não pagou o ingresso para participar da barbárie.
Ando me estranhando
não sei o que ando sonhando,
mas bem que podia ser verdade,
trocaria meu sonho pela realidade
