Poemas que Rima com o Mundo

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Diante da vastidão
do nosso mundo,
Com noção de realidade
assumo a pequenez;
e na mansidão busco
residir na real altivez.


Diante daquilo que por
um segundo tenta turvar
a visão e a reflexão --
Nunca presenteio
com imediata reação.


Nem tudo na vida
pede de nós resposta
de igual naipe --
Por não valer o desgaste,
ou para não legitimar
qualquer tempestade.


Não permito jamais que
a arrogância fale por si --
Dou o nome que deve ser
dado sem palco intocado
para quem vive de estrelato.


Espero que você também
faça o mesmo porque
somos o nosso próprio
leal espetáculo sem
precisar de validação,
unidos fortemente
somos pelo coração.


Da Imbuia sagrada
somos sementes
no chão desta Pátria,
Temos história a ser
contada na proporção
que a ancestralidade
se fez dia e noite doada,
e merece ser respeitada.

O mundo em preto e branco


não é capaz de me capturar.


Tem gente que até vai à Igreja —


e não aprendeu a rezar.






E se um poderoso falar


que vai jogar uma bomba atômica,


há quem tenha a capacidade de


amenizar.






Eu, como sou poesia,


não posso me calar.


Vou até a multidão


ao coração falar.

O mundo é um baile de máscaras,
embora as usemos,
só nós dois o sabemos,
e em nossos silêncios o reconhecemos.


Dá-me a mão e dançaremos
o mesmo passo íntimo,
não há nada nem ninguém que tememos.
Dá-me a mão e pelos abismos
nos atreveremos.


Dá-me a mão e me amarás
sem que regressemos pelo caminho de volta,
não há uma só linha em que não pensemos
nas rotas que farão que no amor
assim nós dois permaneceremos.


Sob o testemunho de Mistral,
tudo está mais claro que um cristal...
que somente de amor viveremos.

Do jeito que está o mundo,
só consigo pedir a Deus:
--- Um melhor "Dia das Mães"
a cada novo segundo
do jeito poético e profundo.

Não importa o caos do mundo,
o que importa é o que podemos
fazer com muito amor por dentro.


O silêncio não é distanciamento
quando se carrega alguém
no coração e no pensamento.


Capinxigui florescido em maio,
do desejável embalo por nada
e nem por ninguém me distraio.


Neste tempo de florescimento
que cura e adoça com mel
não só o momento e o tormento.


A Ponte Hercílio Luz em centenário
ainda não sentiu os nossos passos,
prevejo caminhos sendo traçados.


Sob o Hemisfério Celestial Sul
entre sonhos e embalos cultivados,
coloco todos nas alturas confiados.

Os bailes das auroras do mundo
encontram a vulnerabilidade
escolhida para não desperdiçar
nem por um segundo
quando o tempo de amar chegar.


Onde habitar na insensibilidade
e na ironia virou segunda pele
para adornar a rotina,
Escolhi habitar na rebeldia,
e nadar contra as correntes,
porque quero permanecer viva.


Os jogos ainda não estão definidos,
algo diz que seremos surpreendidos.
Embora conversamos mesmo
apenas pelos sinais percebidos;
como se fôssemos velhos conhecidos.


Neste junho com os camboatás floridos
refazendo o chão que está mostrando
a diferenciação trazendo benefícios melíferos,
por causa de você a anunciar o Ano Novo,
devagarinho, e que me tem no coração.

Reconheço a herança ancestral,
sem igual, que todos os dias
honro além da Copa do Mundo,
com o que há de mais profundo.


O sangue que também levo
é o das intermináveis diásporas;
no Brasil, tenho raízes indígenas.


Porém, é nas três Américas
que o meu coração encontra casas.


Neste final, sou a torcida das duas.

Aniquilação de matéria escura
dos mundos que carregamos.
Desprendimento do mundo,
reinício íntimo e libertação
daquilo que nós sufocamos:


[Não será necessária a explicação].

Enquanto o mundo grita ofertas, o
bom homem silencia em
seus valores.

O Duque

O mundo não te deve nada.


Quem deve é você mesma, por todas as vezes que se prometeu e não cumpriu.


Seja leal à você.

A Culpa de Sentir Demais


Quando escuto que minhas escolhas machucaram alguém,
o mundo parece perder a cor.
É como se eu me tornasse um monstro,
como se tudo o que existisse dentro de mim
fosse apenas um vazio disfarçado de coração.


Dizem que uso pessoas como abrigo,
como quem tenta fugir de si mesma.
Dizem que minhas atitudes machucam,
que nem sempre sei permanecer sem ferir.


Então começo a me esconder.
Guardo as palavras, os afetos, os sorrisos.
Porque talvez o silêncio doa menos
do que a culpa de existir.


Mas me explica...


Como desacelerar uma vida
quando tudo em mim grita intensidade?
Como aprender a ser calma
se meu peito nasceu tempestade?


Como perceber que todos estão indo embora,
se sou eu quem fecha as portas
antes mesmo de ouvir a despedida?


E como aceitar que, no fim,
talvez eu fique sozinha,
vendo cada pessoa partir,
acreditando que me odeiam simplesmente por eu ser quem sou?


Talvez a terapia consiga traduzir
os sentimentos que nem eu compreendo,
esses nós invisíveis
que apertam meu peito todos os dias.


Porque eu já não consigo chorar.


Parece que minhas lágrimas
secaram antes de cair,
e que cada emoção precisa morrer em silêncio
para não terminar me destruindo.


Mas, no fundo,
eu não queria sentir menos.


Queria apenas que alguém entendesse
que toda essa intensidade
nunca foi uma tentativa de machucar.


Era só a minha forma, imperfeita e humana,
de amar, de permanecer, de existir.


E talvez exista um dia
em que eu deixe de pedir desculpas
por ser quem sou.


Um dia em que eu descubra
que intensidade não é pecado,
que errar não me transforma em um monstro,
e que até os corações mais cansados
merecem um lugar para descansar.


Até lá, sigo recolhendo os pedaços de mim.


Porque, se um dia todos forem embora,
eu espero que ainda reste alguém...


eu mesma.


E que, pela primeira vez,
isso seja suficiente.

A nossa ligação é de outro mundo. Não foi o acaso que nos uniu; foi a vida nos lembrando de que algumas almas estão destinadas a se encontrar, a caminhar juntas e a permanecer uma na história da outra.

Há encontros que o tempo explica, mas o nosso pertence à eternidade do coração.

Onde o Mundo Não Nos Alcança


Se você quiser,
podemos fugir para um chalé,
ver o sol se despedir no mar
e esperar a lua vestir o céu de estrelas,
como se o universo nos lembrasse
que toda despedida também anuncia um recomeço.


Se você quiser,
podemos fugir para qualquer lugar.
Não importa o caminho,
nem a distância.
Às vezes, o melhor destino
é aquele onde a mente silencia
e o coração finalmente encontra paz.


Eu sei...
é fácil falar.
É fácil sonhar com um lugar
onde a dor não nos encontre.
Mas, se você aceitar,
nem que seja por um único dia,
quero caminhar ao teu lado
até que o peso nos teus ombros
pareça um pouco menor.


Nem que seja por apenas uma noite,
vamos esquecer os relógios,
desligar o mundo,
deixar os celulares de lado
e permitir que o som das ondas
fale tudo aquilo
que nunca conseguimos colocar em palavras.


Vamos rir sem motivo,
dividir o silêncio sem desconforto,
sentir o cheiro da chuva chegando,
o calor de uma xícara de café entre as mãos,
a brisa bagunçando os cabelos
e a certeza de que ainda existem momentos
capazes de curar o que o tempo não conseguiu.


E quando o amanhecer pintar o horizonte,
talvez os problemas ainda estejam esperando por nós.
A vida dificilmente muda em uma noite.


Mas nós mudamos.


Porque existem viagens
que não servem para fugir da realidade,
e sim para nos lembrar
de quem éramos
antes que o mundo pesasse tanto sobre nós.


Então...
se você quiser,
podemos fugir.


Nem para esquecer a vida,
nem para escapar dela.


Mas para lembrar
que ainda existe beleza,
que ainda existe calma,
e que, às vezes,
o melhor lugar do mundo
é aquele onde alguém segura a nossa mão
e faz qualquer lugar parecer casa.

O Traço que o Mundo Não Leu

Quando por tua alma ousei caminhar,
sem pressa, sem medo de me perder,
vi cada detalhe em silêncio cantar,
como estrelas que aprendem a amanhecer.

Entre teus contornos, tão belos, enfim,
havia um traço que escondias de mim;
julgavas defeito, motivo de dor,
quando era o mais raro sinal de esplendor.

Foi nele que o tempo escreveu poesia,
com tinta de luz e perfume de mar;
o mundo chamava de melancolia,
mas eu o chamava de lar.

Mentiram-te tanto, fizeram crer
que eras menos por seres assim;
mas quem nunca soube o que é realmente ver
jamais compreenderia teu jardim.

A beleza não mora na forma perfeita,
nem vive acorrentada à ilusão;
ela nasce na marca discreta,
que revela o idioma do coração.

Por isso, não escondas o que és,
nem deixes teu brilho partir;
pois o traço que baixava teu olhar
foi o primeiro a me fazer sorrir.

Se Deus desenhou teu rosto em segredo,
foi para que ninguém pudesse copiar;
e aquilo que chamavas de medo
era o mais belo motivo para te amar.

Porque a perfeição é fria, passageira;
já o encanto verdadeiro não tem fim.
E foi nesse pequeno traço, à tua maneira,
que a eternidade sorriu para mim.

O silêncio do mundo
talvez seja uma forma de adaptação.


O que está fora da simulação...?


Como reconhecer o que está fora,
usando ferramentas que pertencem
ao lado de dentro?
E se tudo que conhecemos como realidade
for apenas a interface.
Isso me lembra a Caverna.
E se o instrumento que me guia
pertence àquilo, que estou a questionar.
Prefiro o conforto da minha caverna
mesmo sendo feita de escuridão.


Lembrei de uma frase do metrô:
"A gente se acostuma mas não devia"


Marina Colasanti


é obedecer tanto que deixamos
de estranhar aquilo que deveria nos revoltar.


Andréa

Trovíssima


O livro sempre me guia
Pelo mundo vasto mundo.
Em Minas ou na Bahia
Me chamam de vagabundo!

"É uma tragédia silenciosa que muitas almas generosas enfrentam neste mundo tão barulhento, onde quem sente demais parece sempre ser deixado por último."


Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.

Talvez crescer seja exatamente isso: conseguir olhar para uma pessoa que um dia significou o mundo e perceber que ela continua sendo apenas uma parte da paisagem da nossa história.
Não precisamos odiar.
Não precisamos esquecer.
Não precisamos voltar.
Podemos simplesmente reconhecer:
"Eu amei você naquela época. Mas hoje eu também amo a pessoa que me tornei."

Fomos tão seduzidos pelo universo digital, ao ponto de romantizar um mundo onde políticos influencers — eleitos por nós — brincam de governá-lo.


Essa constatação medonha é um convite a pensar sobre a profunda transformação que a política sofreu na era digital.


Hoje, a figura do político tradicional se mistura com a do influencer, aquele que domina a arte da comunicação rápida, do espetáculo e da conexão emocional imediata.


Mas, ao transferirmos nossa confiança e votos para essas figuras, muitas vezes mais preocupadas com a imagem do que com o conteúdo, acabamos por trivializar o exercício do poder.


Quando políticos se tornam influencers, a política vira palco para likes e compartilhamentos, onde o debate se perde para a viralização.


A “brincadeira de governar” — expressão que revela a leveza e a superficialidade com que algumas lideranças assumem responsabilidades sérias — coloca em risco a qualidade da democracia e o futuro da sociedade.


Nós, eleitores e cidadãos, também somos parte desse processo: somos os que elegem, os que curtem, os que compartilham.


Cabe exercitarmos um olhar crítico, exigir transparência, responsabilidade e compromisso real.


Sem isso, continuaremos reféns de uma política de aparência, onde a profundidade das ideias e a seriedade das ações ficam em segundo plano, diante do espetáculo digital.


O desafio está lançado: usar o poder do universo digital para fortalecer a democracia, não para reduzi-la a um jogo de imagens e seguidores.

O mundo que tentam Destruir, Dominar ou Suportar, sempre esteve, está e sempre estará nas mãos do Filho do Homem.


O mundo que por vezes tentamos carregar nos ombros, dominar com nossas próprias forças ou até destruir com a nossa cegueira, nunca deixou de estar nas mãos do Filho do Homem.


Há quem se esgote tentando sustentá-lo sozinho, há quem se iluda acreditando ser dono dele, e há quem, por desespero ou revolta, queira vê-lo em ruínas.


Mas o mistério maior está em compreender que não fomos chamados nem para destruí-lo, nem para controlá-lo, e muito menos para suportar seu peso sozinhos.


O convite do Cristo é outro: confiar!


Confiar que o mundo repousa seguro em Suas mãos.


Confiar que nossa parte é ser presença de cuidado, de amor e de esperança dentro dele.


Quando aceitamos essa máxima, o peso diminui, a vaidade perde força e até a destruição parece inútil.


Porque se o mundo já está nas mãos do Filho do Homem, cabe a nós apenas abrirmos as nossas para servi-lo.