Poemas que Falam sobre o Olhar
Para ser um gigante na vida faz-se necessário um coração pequenino, um olhar tenro e um sorriso largo de nossa eterna criança
A percepção máxima dos sentidos só é realmente aguçada quando estes são invertidos: quando o olhar grita, o ouvido vê, o tato escuta, o nariz sente e a boca aspira... Aí sim o real acontece
As estrelas que guardamos em nosso olhar reluzem na escuridão do coração, para muito em breve poderem renascer na luz do teu caminhar
Vc já percebeu que o caixa rápido nem sempre é o mais rápido?! As vezes um olhar ao redor lhe proporciona alternativas melhores do que as já rotuladas. Descondicione sua mente
Há dons que não se explicam: brilham no olhar, impõem respeito no silêncio, e erguem reinos com a força da palavra.
Aquilo que parece impossível para o olhar comum é perfeitamente lógico para quem compreende o código da realidade.
Daqui a um século como agora, olhar-me-ei no espelho, estupidamente sereno, impávido sem me preocupar com o IRA, O ISLÃ, Israel ou Palestina, a guerra das religiões que tentam impor suas doutrinas através do terror e carnificinas, toda essa complexidade humana que em nome de um Deus que é bom generoso e imaculado e emana luz. Daqui a um século, como todos os dias, olhar-me-ei no espelho procurando qualquer traço desse ser divino, que diz que sou imagem sua e semelhança, no entanto sou indolente, indiferente se na áfrica crianças morrem de inanição, se no Brasil são vítimas de drogas e prostituição e diante do espelho só me incomoda o meu cabelo em desalinho, os meus pés de galinha, as marcas indeléveis deixadas pelo tempo, o reflexo desse vidro enigmático que absorve a minha existência e rouba a minha identidade, tanto que todos os dias me olho no espelho, todos os dias há milênios olho no espelho e me pergunto tendo o silêncio frio e implacável como resposta: quem sou eu?
A adolescência estacionava o olhar entre as varandas da rede onde o mundo tomava dimensões que o tecido bordava, a quietude das coisas embalava uma canção de ninar naquela insanidade de brisa e grilos e os ruídos que a natureza produz; sonhava um mundo sob os cachos dos cabelos e o milagre das coisas boas viria na voz grave da mãe, que cantava uma oração misturada ao cheiro de café matinal. A aranha tecia sua teia para as noites longas a catar aliens e objetos não identificados que se prendiam a seus fios pegajosos; entre as frestas das telhas entrava um facho de luz que não doía nada, mas diziam mísseis apontados pra Washington e Moscow. Os meus cachos protegiam a testa, o medo que pudesse transparecer da guerra fria se perdia no meu jovem entendimento e na minha gentil ignorância; o meu olhar atravessava o tecido da rede, a aranha atravessava a noite, os misseis atravessavam os pesadelos tornando real a profecia do apocalipse; Londres, Nova Iorque e Paris vaporizavam os gases de ogivas letais; "não concluir meu último poema" era um grande arrependimento; Priscila jogando peteca na calçada era uma grande preocupação; não morreremos de infarto era uma constatação. Esta ansiedade estressante ditava o ritmo do cotidiano, mas tia Matilde, a professora de história ainda mencionava tratado de Tordesilhas, a colônia, o trabalho escravo e tudo o que nos fora usurpado pela coroa portuguesa. No final da tarde Priscila cantarolava Jerry Adriani, os pescadores bebericavam, entre uma, e outra história fantástica de pescarias inimagináveis; a aranha devorava suas presas, os armadores rangiam os meus medos embalados na rede, protegidos pelas varandas e as fantasias da minha adolescência
Um centímetro separa a felicidade da felicidade; um olhar separa o amor do ódio, uma bala pode abalar muita gente e aliviar uma nação
não posso mais te olhar como o céu, a noite e as estrelas, agora outra imensidão me preenche e os raios da manhã dourando a tua silhueta na calçada me faz imaginar que o infinito é o espaço ínfimo entre teus olhos, teu sorriso e tua boca... sei que essa viagem é longa e a eternidade é feita de segundos, mas onde estarei na ausência do teu abraço, a eternidade é tão lacônica e a brevidade das ilusões sussurra nas brisas matinais... não posso mais te olhar como um luar que morre nos primeiros raios da manha; este sentir me ensinou pra sempre que pra sempre é sentir assim... as aflições que conduzem a noite trazem a serenidade que nos ensina a esperar, é isso que chamam de esperança. ah, este sentimento esquisito de sentir as estações como se pudéssemos manusear o tempo... o tempo bate portas, colore as florestas, descolore as nossas cãs em busca de horizontes, mas essa ilusão que acolhe nossos olhares é só um tema poético batido, surrado e de validade prestes a vencer. quero caminhar por uma trilha que me conduza sempre a tua presença
Certas ajudas nem precisam ajudar, basta que fiquem quietas, sem falar, somente a olhar e escutar. Nisto reside o consolo de meu clamor, de minha dor e de meu chorar.
Um olhar, uma expressão... Pra que palavras? O coração se expressa de tantas maneiras... Basta querermos compreender o porquê das coisas mais simples. O significado vai estar lá, desmistificado e sem rodeios. Porque expressão e significado são intrínsecos e homogêneos.
Os meus sentimentos eu não escondo, são tão evidentes no meu olhar. O amor é perfeito, habita o peito ( é como uma canção de ninar).
Na intensidade do seu olhar, pude notar o quão imensurável é o seu amor por mim.
O olhar descreve profundamente as coisas do coração.
Você e tão doce, tão doce, que só de olhar para você, virei diabético.
Parece uma égua me dando coice com pé de moleque 😅
A inveja de algumas pessoas ressalta só na forma de olhar, deixando nítido um enorme incômodo ao ver as suas conquistas.
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