Poemas que falam de Sentimentos
AMOR E ÓDIO
O amor germina
No solo ácido
Da rocha nua
Entre os fragmentos
Embaralhados
Feito pranto
Resistindo a gravidade
Riscando a face
Imortal
Na cordilheira íngreme da vida
191225II
Se tu não gostas de alguém, então não deverias vivenciar a vida deste. Isso só irá fomentar o ódio, alimentar a inveja, potencializar a ganância e a emulação. Dará ênfase à zelotipia, nutrirá a cupidez, a avidez e a sofreguidão.
160720
Muita devoção à sua própria religião e difamação
à religião do outro resulta em ódio e discussão.
Há estupidez maior que isso?
A religião justa em todos os tempos é aquela que ilumina as pessoas
e conduz a uma maneira pacífica de viver.
Pessoas religiosas nunca devem sacar espadas umas contra as outras.
Cura, Senhor, as feridas, cicatriza as magóas, opera, ó Pai, todo ódio.
Anestesia dores da alma, hidrata com o soro da fé.
Injeta Tua força e unção pra levantar os caídos e sarar toda enfermidade do espírito.
Porque a melhor medicação para todos os doentes vem diretamente do Trono.
"Maturidade"
"Só a maturidade ensina que amar é melhor do que nutrir o ódio.
Que o perdão é mais satisfatório do que a vingança.
Que fazer amigos é mais saudável do que cultivar inimigos.
Que a reciprocidade nem sempre será uma via de mão dupla.
Por fim, a maturidade ensina que, se soubéssemos disso antes, não teríamos perdido tanto tempo sendo infelizes."
@Suédnaa-Santos
Guarda também esta velha verdade, meu neto:
"Todo homem que sobe ao alto usando o ódio das pessoas…
um dia precisará manter esse mesmo ódio vivo para continuar de pé."
A pessoa passa a exercer a vilania que tem: o ressentimento, o ódio, a mágoa, a inveja, a ira que ela tem na vida e reprime por questão de viver no coletivo. A convivência exige educação e regras. Não se deve atravessar os espaços das pessoas.
_Jane Silva
Vencer com o Bem
Não carrego a vingança nas mãos,
nem afio o ódio no silêncio do peito.
Entrego a Deus o peso da justiça,
porque há batalhas que não são do meu jeito.
Quando a dor pede resposta em grito, aprendo a responder com oração.
A ira que o mundo quer que eu abrace eu deixo escorrer pelas mãos da redenção.
Se o inimigo vem faminto de amor,
é pão que ofereço, não desprezo.
Se chega sedento de paz,
é água viva que derramo sem medo.
Pois sei:
o bem que nasce do perdão
arde mais forte que qualquer punição.
São brasas que queimam a consciência, não para destruir,
mas para trazer reflexão.
Não me deixo vencer pelo mal que machuca, nem pela sombra que tenta ficar.
Eu venço quando escolho a bondade,
quando deixo Deus julgar.
Porque a justiça não falha em Suas mãos, e o amor sempre vence no final.
Quem caminha com o bem no coração nunca perde
— mesmo ferido pelo mal.
Quando o ódio acampa,
não se esqueça que para tudo
sempre existe esperança.
Deus nos ergue das profundezas
e da condição aberrante
existencial de criatura,
creio n'Ele de maneira profunda.
Repudio existencialmente
a máxima literária que um dia
foi escrita por uma pluma sofrida:
"El corazón humano es un ángel caído".
Mary Shelley, lado a lado,
com a morte teve convívio,
e com ela escreveu o seu destino.
... é doloroso
constatar que, mesmo após
tantos séculos, limitações como
o ódio e o ressentimento agreguem
mais argumentos e justificativas
do que a prudência
e o amor!
*Olhos que Merece*
Não vou te olhar com ódio e nem com ternura
Vou te olhar com os olhos que merece
Olhos de quem entendeu a lição
De quem aprendeu a se escolher na mesa
Não é vingança, não é carinho
É limite, é nome, é ponto final
É fechar a porta sem bater
E seguir em paz, sem fazer mal
Porque quem ama de verdade não machuca
E quem machuca nunca soube amar
Então te devolvo pro teu destino
Com os olhos que você me ensinou a usar.
(Saul Beleza)
O Cardápio e o Juízo
Por Marcio Melo
Adeus a este mundo que chama de normal
O ódio que impera sobre o sangue dos inocentes.
Eu não caibo aqui,
Pois prefiro o meu mundo interior,
Onde a música e a poesia dançam abraçadas,
E a primavera não morre nunca.
Mas todo dia o cardápio é servido:
Mulheres, crianças, homens,
Partes colhidas das guerras, da fome, da miséria,
Montadas com sofisticação
Pra o mundo comer sem culpa.
Então eu acredito em Deus de novo.
Não por medo,
Mas por esperança.
Porque haverá um tribunal divino,
Um juízo final
Que há de consertar o que quebramos.
A natureza, as espécies,
Toda a criação profanada.
E nesse dia, salvos ou não,
Quem destruiu será queimado como palha seca,
Pulverizado da existência.
Porque justiça sem conserto não é justiça.
Até lá, eu fico no meu mundo.
Até lá, eu escrevo.
Porque alguém precisa dizer
Que o banquete da crueldade
Um dia acaba.
As “orações” alicerçadas no ódio dos Idiotas Apaixonados da Esquerda — ou Direita — não alcançam os céus.
Porque não são preces, são disfarces.
Não nascem da humildade, mas da soberba travestida de virtude.
São palavras lançadas ao alto com a pretensão de parecerem justas, quando, na verdade, carregam o peso da condenação seletiva e do desejo íntimo de ver o outro ruir.
Há algo de profundamente contraditório em pedir por justiça enquanto se cultiva o desprezo.
Em clamar por um mundo melhor enquanto se alimenta, diariamente, a pior versão de si mesmo.
O ódio, ainda que bem articulado, não purifica intenções — apenas as revela.
Os apaixonados pela própria narrativa confundem fé com torcida.
Transformam convicções em trincheiras e passam a rezar não por transformação, mas por confirmação.
Querem um céu que concorde até com seus piores ressentimentos, um divino que valide seus desafetos, uma moral que funcione como espelho — nunca como confronto.
Mas o que é verdadeiro não ecoa em gritos raivosos.
O que é elevado não se sustenta em paixões cegas.
E nenhuma palavra carregada de desprezo atravessa o silêncio que separa o ruído humano daquilo que, de fato, exige escuta interior.
Talvez o problema não esteja nas palavras ditas, mas naquilo que as sustenta.
Porque toda oração, antes de subir, precisa ser capaz de descer — ao ponto mais honesto de quem a pronuncia.
E ali, onde não há plateia nem aplauso, o ódio perde a eloquência… e a verdade, enfim, encontra espaço para existir.
Nas Engrenagens da Polarização movida pela força do Ódio, nada ameaça mais o Lucro do que o
Nosso Silêncio.
Uns só lhe desejam cadeia porque ignoram que as facções mais proeminentes do país nasceram nela…
Outros, a morte, porque ignoram que ela o tornaria mártir e inviabilizaria a possibilidade de conversão dos asseclas apaixonados.
Mas o fato é que nada é mais valioso que o Ruído na Economia da Atenção.
Porque, nesse mercado voraz, pouco importa a natureza do acontecimento — se justiça, vingança ou acaso — desde que ele produza barulho suficiente para alimentar as trincheiras da paixão.
O ruído não precisa esclarecer; basta inflamar.
Não precisa resolver; basta ocupar o tempo e o espírito daqueles que já decidiram antes mesmo de pensar.
Assim, as grades viram argumentos, a morte vira símbolo e o escândalo, combustível.
Tudo é rapidamente capturado, embalado no vácuo do ódio e redistribuído como narrativa — não para compreender o país, mas para manter acesas as fogueiras da devoção cega.
E enquanto os mais fervorosos se ocupam em disputar quem deve ser punido, salvo ou venerado, a engrenagem que realmente se beneficia segue trabalhando silenciosamente: a que transforma indignação em audiência, e audiência em poder.
Talvez por isso os que mais lucram com o tumulto jamais estejam verdadeiramente interessados em encerrá-lo.
No fundo, sabem que a paz produz reflexão — e reflexão quase nunca é boa para quem vive do espetáculo permanente.
No fim das contas, o verdadeiro prêmio nunca foi a justiça, a punição ou a redenção.
Sempre foi a Economia da Atenção.
Que a paz alicerçada no ódio dos que espalham o caos jamais alcance os espíritos de bom caráter!
Amém!
Há uma paz descaradamente oferecida que não nasce do amor, mas da dominação e da chantagem.
Uma paz forjada no silêncio imposto, na intimidação disfarçada de ordem, e no medo travestido de harmonia.
É a paz dos que espalham o caos, mas se dizem pacificadores — dos que confundem obediência com virtude e opressão com estabilidade.
O verdadeiro espírito de bom caráter não se acomoda diante dessa farsa.
Ele sabe que a paz construída sobre as amarras invisíveis do ódio é apenas uma pausa entre violências, um disfarce temporário do desequilíbrio moral.
Que essa falsa paz jamais encontre morada nos corações íntegros, nos Espíritos de bom caráter, pois onde habita o amor pela justiça, o ódio não se cria.
Que jamais sejamos seduzidos pela calmaria ardilosa dos covardes, e que nossa serenidade continue sendo fruto da consciência da Liberdade de Pensar por conta própria, não da submissão e da chantagem.
Amém!
”Alguns torcem contra os Grandes, mesmo sem motivo (além da papagaiada do odio)! É automático! Torcem contra a Coca Cola, contra a Apple, contra a GLOBO, contra os Estados Unidos! E daí? Conseguem nada com essa torcida contra!”
Frase Minha 0010, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"O melhor remédio para tudo é o tempo. O tempo cura de ódio e vingança a amor e dinheiro perdidos!"
Frase Minha 0249, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Nem toda batalha entre pessoas é vencida só com ódio e armas. Tempo e paciência podem ser mais eficientes!"
Frase Minha 0279, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"O antídoto mais eficiente contra o ódio, o ciúme e a inveja (juntos ou separados), pode estar na indiferença.”
Frase Minha 0293, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
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