Poemas quando eu me Amei de Verdade
Prefiro sempre a calmaria,
mas enfrento tempestade,
meu suporte é a poesia,
quando a inspiração me invade
Quando a chuva trouxer a solidão,
junto a ela faça uma cantiga,
mesmo num dueto sem afinação
e que seja saudosa, até antiga
Assim lavando a sua alma
em horas de muita paz,
sua mente ficará em plena calma
junto à meditação que a chuva traz
Quando as lágrimas insistirem,
nublando o teu olhar, tenha esperança,
aquiete a alma, enxugue os olhos,
em breve o sol novamente irá brilhar
Quando chega uma trova
já não a posso sufocar
sei que ela é uma prova
para quase perfeita ficar
Mas se não uso a tal métrica
deixo assim de ser correta
não gosto de matemática
sou apenas uma poeta !
Quero mesmo é cantar
dando ritmo ao coração
e brincando de trovar
seguirei em frente, meu irmão !
Quando falta no verso a melodia
em ritmos bons do coração,
nem adianta tentar a poesia,
que foge, como foge um ladrão
Toda a poética então fica sem cor,
recolhe-se como ostra junto ao mar,
ali fica expurgando a sua dor
até uma nova pérola brotar
Quando envolvida em tédio,
segue a noite no estio,
e sobre as flores adormecidas
não há gotas de orvalho
em carícias,
apenas horas mortas
sufocadas pelo calor,
mas a canção da vida nunca para
e nem poderia pausar,
quando o que se vai no coração
é amor,
é doce sonho,
é um não querer
acordar
Neusa Marilda
Quando algo no coração indica
que está numtranse que dói
é porque nele você sempre clica
na saudade . com que o corrói
·
Abraços podem envolver
na alegria, com carinho e amor,
quando também em tristeza
são um bálsamo para a dor
Quase fui tão feliz...
nesse jardim que é a vida
mas o destino não quis
quando vi a tua partida
Quase fui tão feliz...
sem pranto e sem solidão
quando ouvia o teu canto
chegando ao meu coração
Quase fui tão feliz...
entre nuvens, luas e sóis,
mesmo sem nunca ter
dividido contigo os lençois
Quase fui tão feliz...
navegando em mares seguros
que teu amor indicava,
eras meu porto seguro!
Quase fui tão feliz...
agora nada mais sou,
a vida assim não quis,
e sem dó nos separou !
Quando algo na mente diz,
atenção...isso não tem jeito !
nem me importo, o destino assim quis,
porque os desígnios sempre aceito!
Borboleta de asas um tanto quebradas,
sempre presa num mesmo lugar,
quando curar-se e tiver liberdade,
será que ainda saberá voar?
Quando olho a mesma alma
Parecendo crescer
Está pronta a evoluir
Como o brilho das flores
E pergunto se podes olhar para mim
E me emprestar um pouco
Desse teu brilho!
Teu sorriso!
Dessa sensação de pura vida!
Que ostenta em cada gesto que faz. [...]
Apreciar o caminho, é tão importante quanto a direção.
Um SIM pode mudar o percurso, e quando for possível optar, que seja
pelas melhores
escolhas e sentido que só há em você!
– Minha vida pessoal está por um fio.
– Junte-se ao clube. É isso que acontece quando se está indo bem no trabalho.
(diálogo entre Andy e Nigel)
HIPOCRISIA:
Pensar que somos sãos
Sobre a insanidade alheia
Pensar que amamos
Quando apenas dizemos, te amo
Pensar que somos felizes
Quando nunca, nunca perdoamos
Pensar numa humanidade afável
Quando a guerra faz pela paz do homem
Pesar que somos humanos
Sempre que aos insanos ignoramos
Pensar que somos coerentes
Quando só em si a verdade existe
Pensar que tudo isso existe
Apenas, porque vivemos
Esse plano inconsequente.
É saber que pensando assim
Tudo é utópico nesse mundo vil...
POEMA TRISTE:
Quando me procurar
E não me encontrar
Deveras se fará tarde
Não chores!
Nem muito alarde...
Deixeis que o tempo enterre
As mágoas, as intempéries,
Aos sonhos que não se mede
Risos que antecedem
Soluços que há de vir.
Ah!...
Quando me procurar
E não me encontrar
Verás que a tudo inexiste
E assim eu te escrevi
Esse poema triste.
MEU FORMIDÁVEL LADRAR:
Este formidável silêncio noturno
Muito me apraz.
Quando estou dormindo para o nada...
Quando nada sinto que sou
Enquanto vivo...
O sossego da noite que orvalha Minh ‘alma,
Acentua-se no silêncio das coisas que se acalma
O que mais se acentua me atordoa,
O silêncio que murmura aos meus ouvidos,
Coisas que não há no escuro da madrugada.
Ah, não me é formidável ou apraz-me,
O esparso ladrar de cães de guarda noturno
Por fazer quebrar-se o noturno murmúrio do nada (...).
Como eu queria ladrar à noite!
Para não ser fiel aos que ladram sociedade a fio.
Contudo me é formidável o estrepe essencial,
De ser consciente.
