Poemas quando eu me Amei de Verdade
Quem bate sempre esquece
O quanto dói pouco importa
Depois chora e bem padece
Quando o outro fecha a porta.
O passado é sempre saudoso
Quando a coisa foi marcante
A gente fica feliz e manhoso
Lembrando como foi alucinante
Quando o amor provoca choro
É sinal que o sentimento é real
Não é mais um simples namoro
Amar demais não pode fazer mal.
Solidez
Quando o amor é verdadeiro
Os anjos cuidam da proteção
Os amantes se dão por inteiro
Ambos se guardam no coração.
Palpitações
(Quadra)
Meu coração não quer prestar
Quando penso que estou bem
Ele se dana a querer pulsar
É um rabo de saia que lhe convém.
A Poesia acalma e enobrece
Faz da alma um interlocutor
Pra nos dizer o que favorece
Quando semeamos o amor.
Versos de amor
(Quadra)
Um verso poético é animador
Quando o desejo é uma mulher
É a expressão maior do amor
Ser feliz é o q' todo mundo quer
Cama vazia é lamentável
Quando se sabe nela deitou
Alguém de valor inestimável
Que a gente muito amou.
Noite de amor
É sempre curtaa noite de amor
quando a paixão é imensurável
compara-se ao surgir d'uma flor
cada segundo é lindo e louvável
A pior coisa é quando você faz de tudo para demonstrar carinho e atenção a uma pessoa e o próprio nem se preocupa com isso, é como se não existisse o outro, E sim um simples trouxa que sempre está ali para cuidar, e no fim das contas é o que sempre faz o papel de idiota por estar querendo o bem de alguém que nem tem a coragem de perguntar como foi o meu dia ou se eu estou bem. Enfim, isso é só um desabafo de quem cansou de colocar sempre os outros na frente, porque já estava acostumado com o último lugar na vida.
Porém, nada é para sempre, até as pedras se movem com o tempo, e eu a cada dia que passa aprendo que não sou obrigado a ficar mendigando carinho e atenção de ninguém, vou me colocar sempre em primeiro lugar, por que por muito momentos deixei de fazer o que gostava para agrada uns e outros e no fim não recebia nem um simples obrigado. Por fim, a vida continua e aos poucos eu vou me adaptando com cada rejeição e assim irei corrigir meus erros, meus defeitos. E não ficar me preocupando com pessoas que não merecem minha presença, o que dirá minha atenção.
Quando me vi diante daquele abismo achei que cairia sozinho, porém fui empurrado para lá.
A morte me olhou nos olhos e eu a rejeitei. Ainda não era seu momento, a vida apesar de difícil sempre me foi bem mais atraente.
Andei resistindo a tempestade, para contemplar águas pacíficas.
Uma vez ouvi que o amor é como uma chama delicada, que quando se apaga some para sempre.
Essa frase entoou na minha mente por anos e nunca me esqueci dela.
Hoje reflito que essa chama no seu ápice se torna uma labareda que devasta o que encontra pela frente e mesmo apagada, ao olhar pras cicatrizes por ela deixada, nos faz relembrar e reviver a agoniante e terrível dor que uma simples chama pode nos causar.
Traz-me a inspiração necessária pra viver, quando nas mais sombrias noites estás ao meu lado.
Espero e espero...
Por mais distante que esteja e mesmo que demore dias para encontrar-te, sei que nada vai mudar... Todos somos feitos de fases, mas mesmo que mude sei que vai estar sempre ali...
E nos encontraremos novamente e novamente e ainda assim será como a primeira vez...
Seu ser, seu brilho, seus olhos, seu sorriso...
Estendi a mão para que alcançasses o topo, no momento quando estavas só.
O mundo era escuro e vazio e eu te levei um pouco de luz. Ela te alcançou e começaste a irradiar seu próprio brilho. Sua luz se tornou como o brilho do sol iluminando a Terra, então já não mais precisava de mim, foi aí que estive só.
Seu brilho só crescia, enquanto o meu apagava vagarosamente, naquele mesmo mundo escuro e vazio em que te encontrei.
Medo do bicho homem
Um leão rugindo, quando percebe o outro, tentando ser livre em seu habitat;
Uma cobra traiçoeira, desejando dá o bote, espalhando medo por todo o lugar;
Um rato sedento que não vive do pouco, diz: _ Tudo é migalhas, resto de coisas que a vida há de dar;
Um porco suvino, enfiado na lama, das suas verdades, espalhando a desordem, por todo lugar.
Meu voto
Quando voto meu amigo,
estou em ti a confiar,
pensando que é "honesto",
para a mim representar.
Não dou chave de banco,
para que possas enricar.
Não te dou o direito,
de querer me "enganar".
Quando voto meu amigo,
quero o bem do "cidadão",
não espero vê-lo mentindo,
passeando de carrão.
Não te dou o "direito",
de achar que sou pateta.
Pois já sei que fica por aí,
escondendo dólar na cueca.
Quando voto meu amigo,
estou "ciente" do que faço,
Mas tem gente que não sabe,
vende-se por uns trocados.
Não se engane aí "doutor",
quatro anos passa rápido.
E o povo com seu voto,
tua vida pode mudar.
Quando tudo parecer
ser apenas dor
E as lágrimas rolarem
em sua face
Deixe que lavem tuas feridas,
e reguem tua alma
Prepare o teu coração
paraa alegria da colheita
Pois os botões das mais
belas rosas surgirão
E na tua face irá brotar
o mais belo dos sorrisos.
Quando cala o poeta
Mas um dia o poeta cala
O que fica são seus versos
Como folhas ao vento
ou um mapa aos corações
Que perpetuam o amor
universo de emoções
Quando cala e escreve
leva amor aos quatro ventos
Mas um dia ele se cala
em um mar de sentimentos.
A pressa
Era tarde como de costume, quando atravessei a rua que dava acesso a minha casa. E por um momento parei para observar algo que me chamou a atenção. A casinha verde da esquina estava escura, e por alguns instantes aquilo me incomodou. Mas segui para casa, estava muito cansada.
No dia seguinte pela manhã ao sair de casa, fiquei atenta ao passar pela casa verde. Estava tudo igual, linda e graciosa como sempre, as rosas estavam reluzentes de tão lindas. Respirei fundo e segui apressada. Ao final do dia voltando para casa, outra vez senti falta de algo naquela rua, as luzes da casa verde não estavam acesas novamente. O que teria acontecido? Dona Benta viajou? Estranho. Incômodo novamente.
Na manhã seguinte, tudo normal. As flores... ah, as flores, tão lindas! Dona Benta é tão caprichosa com suas plantas! Respirei fundo e sorri, apressando os passos. Ao voltar a noite, não pude deixar de notar que ali, já não tinha a mesma alegria. Tudo escuro, e sujo em frente a casa, folhas muchas na calçada. Algo realmente aconteceu ... foi o que pensei.
Então, ao sair para o trabalho pela manhã, meus olhos já buscavam respostas. Parada olhando para aquela casinha que outrora transmitia beleza e alegria, murmurei: _ Estranho! As plantas estão murchas, as rosas ... o que houve? Meu pensamento foi interrompido pela voz do seu Evaldo, vizinho do lado, que cabisbaixo respondeu: _ Sim! Dona Benta faleceu. Silêncio, nó na garganta, e uma dura resposta. Por isso a tristeza na casa verde... _ Ah, nossa! E eu nem soube, sinto tanto! Respondi ao seu Evaldo, e saí, tomada por uma emoção inexplicável.
Que droga de vida é essa? Essa correria que não nos deixa perceber ... Sempre tive vontade de parar e conversar com dona Benta. Sempre a vi como uma senhora distinta, e tão educada! Trocávamos bom dia, e boa noite tão calorosos! Mas a conversa ficou apenas em meus pensamentos. A correria nunca deixou, ou eu me deixei levar por ela.
Faz algum tempo,
não sei exatamente quando,
nem como aconteceu...
mas deixei de ser frágil.
BMelo✍️
