Poemas quando eu me Amei de Verdade

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A PALAVRA SEGUINTE
Autor: Góis Del Valle

Nem quando você perceber.
Perceber não será entender.
Entender fará você duvidar de si mesmo.
Duvidar da própria verdade fará nascer questionamentos.
Questionamentos conduzem às verdades que fazem enxergar.
Enxergar nem sempre é suportar.

Não duvide do amor escondido.
Escondido, ele habita as formas mais simples de sentir.
Sentir não basta para reconhecer.
Reconhecer exige coragem para enfrentar a própria verdade.
Verdade que talvez revele aquilo que você passou a vida inteira
tentando negar.


Negar não muda o que o coração já decidiu.
Prosa Poética

Quando você tem consciência de quem você é
E o que quer para a sua vida
Nada lhe importa sobre definições errôneas que fazem de ti

Quando precisar de um conselho, nunca o peça para sua dor.


Ela pode até dizer alguma verdade, mas quase sempre fala em nome da ferida, não da vida inteira.

Quando a gente deixa de amar e começa a compreender


Existem momentos na vida em que o amor não acaba — ele se transforma.
E não é porque o outro mudou, se afastou, traiu, perdeu a cor.
É porque, pela primeira vez, a gente abre os olhos de dentro.


Percebe que o que chamava de amor era, na verdade, medo de ficar só.
Que o que chamava de saudade era apego ao que feriu.
Que o que chamava de intensidade era carência fantasiada de destino.


E aí, algo muda.


Já não é mais sobre conquistar, nem sobre provar.
Não é mais sobre ser vista, nem escolhida.
Não é mais sobre ter razão, nem vencer discussão.


É sobre reconhecer os ciclos internos que o corpo já vinha avisando.
É sobre honrar a alma que já estava cansada de ser rebaixada em troca de migalhas.
É sobre olhar no espelho e saber:
“Eu não preciso ser amada pra saber quem sou. Eu preciso ser inteira pra reconhecer o que é amor.”


E então a gente percebe:


Aquele “eu te amo” que mexia com a gente
mexia muito mais com o ego
do que com a essência.


E que a saudade dele ou dela
não era de quem a pessoa era,
mas de quem a gente queria acreditar que ela poderia ser.


E aí vem a virada.


Quando a gente deixa de amar como dependência.
E passa a compreender como consciência.
Quando o desejo deixa de ser “volta pra mim”
e se torna “se encontre, por favor”.


Porque o verdadeiro amor — o amor final —
não é aquele que força reencontros,
mas o que deseja cura.
Mesmo que seja longe daqui.


E quando isso acontece, não dói mais.
Não arde mais.
Não prende mais.


Só devolve paz.


Porque o amor que fica,
depois que o apego vai embora,
não é sobre posse —
é sobre presença.

Você é minha calma


No turbilhão da vida, tua voz me aninha,
Farol que me guia, quando a noite é sozinha.
Teus olhos são cais, onde posso atracar,
Eu sou tempestade, mas tu sabes acalmar.




És silêncio que canta no fundo da mente,
Um sopro sereno, um abraço presente.
Na pressa do mundo, tu és contramão,
No caos da cidade, és pura canção.




Você é minha calma, meu porto, meu chão,
Um tempo sem hora, um lar na canção.
Na pressa do mundo, eu paro e percebo:
Minha paz tem o som do teu beijo.




Teu riso é remédio que o peito procura,
Um sopro de leveza, um toque de ternura.
És pausa bonita no correr dos dias,
A dança perfeita das nossas poesias.




Você é minha calma, meu porto, meu chão,
Um tempo sem hora, um lar na canção.
Na pressa do mundo, eu paro e percebo:
Minha paz tem o som do teu beijo.




Se o vento me arranca, tua mão me segura,
Na fúria do mar, és minha ternura.
E quando o amanhã parece incerteza,
Te encontro em mim, és pura clareza.




Você é minha calma, meu porto, meu chão,
Um tempo sem hora, um lar na canção.
Na pressa do mundo, eu paro e percebo:
Minha paz tem o som do teu beijo.




Você é minha calma...
Você é meu chão...

Somos a versão que quase ninguém vê.


Somos o que dizemos sobre os outros quando eles não estão por perto para ouvir. Somos o resultado das batalhas que travamos em silêncio, dentro de nós mesmos.


Somos, muitas vezes, aquilo que criticamos nos outros, mas praticamos às escondidas. Somos um pouco do que as pessoas enxergam em nós, mas também muito do que escondemos do mundo.


Somos os desejos que guardamos por medo de sermos julgados, os sonhos que não confessamos, os gostos que preferimos manter em segredo.


Somos a forma como enfrentamos os nossos próprios conflitos e, ao mesmo tempo, a maneira como julgamos os conflitos alheios.


No fim, somos um conjunto de luzes e sombras, de verdades e contradições. Conhecer quem realmente somos exige coragem, porque a nossa essência nem sempre está naquilo que mostramos, mas principalmente naquilo que fazemos quando ninguém está olhando.

Quando você pensar em desistir..


Desista, sim.


Mas desista de tudo aquilo que rouba a sua paz.
Desista do que enfraquece a sua alma.
Desista do que alimenta o medo e apaga o brilho dos seus sonhos.


Desista das dores que insistem em morar no seu coração.
E desista de quem nunca soube reconhecer o valor da pessoa extraordinária que você é.


Há desistências que não representam derrota; representam coragem. Há portas que só se abrem quando temos a força de fechar outras. Desistir do que nos prende, do que nos atrasa e do que nos impede de crescer é, muitas vezes, o primeiro passo para reencontrar a nós mesmos.


Eu já desisti de muitas coisas. E hoje compreendo que algumas despedidas foram, na verdade, os mais belos reencontros da minha vida. Porque toda vez que deixei para trás o que me machucava, abri espaço para que a esperança florescesse novamente.


Nem toda desistência é o fim. Às vezes, ela é apenas a forma que Deus encontra de nos conduzir a um novo começo.

Bom dia!
Quando está pensativo em busca de resolver as questões da vida, veja a seu lado que tudo está mudando em prol do seu desejo. Reavalie seus ideais e tudo se encaixa. Bom final de semana!🌹🌹
Ery santanna

Bom dia!
Neste corre-corre louco quando a vida moderna nos impõe, cada um de nós tem, de fato, muito pouco tempo.🏃🌹
Ery santanna

"Quando o outro fere, o mundo pesa.
A desconfiança dita o tom,
e o diálogo vira um inquérito policial.
Para permanecer inteira,
a única saída é pedir o arquivamento do caso
e bater em retirada,
por puro amor à própria paz."


Marilene Mesquita, 10/07/2026

"Jalison Santos estava certo quando disse:


A realidade é a vida, e a vida é a realidade."

Pra que ficar feliz quando o outro erra?

Nessa vida,
quem não errou,
que atire a primeira pedra.

Todo mundo está sujeito ao erro.

A estrada da vida
é uma grande pedra.

Só tomando uma topada
pra entender
que qualquer humano erra.

Quando se é novo é sempre a somar. Somam-se amigos, emoções, experiências, livros, canudos, lugares, responsabilidades, preocupações e ambições, vícios e prazeres que não viciam.
Até cada ano de vida que se viveu é celebrado como se fosse uma proeza. É triunfalmente que se chega aos 6, 10, 14, 18 ou 22 anos. E com razão. Ainda consigo lembrar-me que eram obra.
Depois, não sei a que idade (é aquela em que nos deixamos de importar tanto com as coisas, daí nunca darmos por ela), começamos a compreender a alegria e a liberdade de subtrair coisas e pessoas que só nos pesam, roubando-nos tempo, paciência e a calma necessária para sobrevivermos e que se vão tornando, monstruosa e deliciosamente, cada vez maiores.
O tempo de subtrair é cruel e frio e imensamente libertador. Dá vida aos últimos anos de vida que temos. Sim, porque a vida acaba. A morte acontece e, irritantemente, dura para sempre. Há quem diga que é como o tempo antes de nascermos (até um gênio como Samuel Beckett caiu neste pensamento impreciso) mas não é. O tempo depois de morrermos é sempre pior do que o tempo antes de nascermos.
Ninguém sobrevive. Nascemos, vivemos e morremos. Sobreviver é tão estúpido como anteviver. A grande diferença entre estar perto da nascença e estar perto da morte é que a proximidade da morte é necessária e suficientemente melhor conselheira.
Antes de morrermos convém nos despirmos até estarmos nus; só com os nossos verdadeiros amores.

Miguel Esteves Cardoso

Carne


Um homem
é o que sobra
quando tudo que ele inventou
cai.
Nu
e não tem beleza nisso.
Tem falha.
Tem medo.
Tem coisa mal resolvida
latejando por dentro.
Na soleira
ele trava.
Porque entrar exige verdade.
E fugir…
já não dá mais.
O corpo sabe.
A consciência pesa.
Não tem pra onde olhar.
E ali, parado,
sem saída limpa,
ele vê:
não é forte,
não é inteiro,
não é nada do que contou.
É só aquilo
que nunca teve coragem
de encarar.
E isso…
fica.

"Há propósito em tudo; o despropósito começa quando deixamos de ouvir a voz de Deus."


Marilene Mesquita

Foi observando o relógio
Que percebi que o tempo
é bicho estranho


Quando observei
nem vi o tempo passar


Eu ainda estava no ontem


Não deixe pra amanhã
O que se pode fazer hoje


Por que o tempo passa rápido


hoje é o amanhã
e o futuro já é ontem

O que somos quando tudo isso acaba? O que nossos corpos se tornam quando chegam ao limite?
Você me mostrou a verdade antes que tudo acabasse. Agora, sinto que não consigo continuar. Sinto que preciso de você. Às vezes, deixo a escuridão me levar o mais longe possível nas noites frias, e tenho a impressão de que isso vai acabar me matando.
Alguma coisa dentro de mim foi destruída.
Sinto que Deus me abandonou. Por quê? Perdi minha fé no dia da sua partida.
Eu sei que esse dia era inevitável. Sei que preciso ser forte. Mas minha alma já perdeu o brilho. Sinto o envelhecimento chegar a cada novo amanhecer.
Eu nunca serei o mesmo, não é?
Sempre procurarei aquele estado de paz em mares agitados. Continuarei me culpando por ser tão apegado, mesmo quando você dizia que eu não deveria.
Sempre odiei despedidas. Há sempre um pouco de verdade em cada última palavra que dizemos.
Às vezes, ainda acordo com medo, mesmo depois dos bons sonhos. Tenho medo de não suportar o peso de tudo isso. E, às vezes, queria poder me permitir ser vulnerável. Queria gritar tudo o que guardo até que minha voz falhasse.
Eu queria ser mais como você.
Pai...
Você já sentiu medo de que, um dia, o peso de todas as dores que carregava caísse sobre você?
Você já teve medo do futuro?

"Jalison Santos estava certo quando disse:


Aprender no pouco é reconhecer que o muito deixará vazio."

Quando olho o infinito que existe em você… lembro que o infinito também mora em mim.

Sua alma toca a minha de um jeito que o mundo não consegue explicar.

Ela cura sem prometer.

Abraça sem prender.

Transborda sem pedir nada em troca.

Talvez porque sejamos feitos da mesma essência…

Folhas da mesma árvore.

Raízes da mesma vida.

Pó da mesma criação.

E, diante dessa conexão, meu coração apenas sussurra: amém.

Porque reconhecer você em mim…

é, finalmente, reconhecer a mim mesma em você.

No fim, talvez o amor mais verdadeiro seja aquele que desperta a consciência de que nunca estivemos separados.

Quando nos deparamos com os questionamentos sobre nossa serventia para as pessoas que amamos, inevitavelmente olhamos para todos os esforços que fazemos ao longo da vida, para as coisas de que abrimos mão, ou não, pelos outros. Buscamos atender às demandas da nossa família, não deixando nada faltar ou, pelo menos, garantindo o essencial para uma vida confortável.

Essa sensação de quem chegou lá, de quem cumpre seu papel, de quem consegue suprir as necessidades, é completamente desconhecida por mim. Eu vivo uma desordem constante. Por mais que me esforce, não consigo fazer tudo o que preciso pela minha mulher, pelo meu filho, pela minha mãe e por mim. Me sinto sobrecarregado, cansado, triste e sozinho. Me vejo em um barco muito grande, movido a remo, e o único que está remando sou eu. Pior do que isso, tenho a sensação de estar remando na direção errada.

Eu nem sequer me sinto bem por me sentir assim. Me acho fraco por deitar e perder uma noite de sono chorando por não conseguir alcançar todos os objetivos ou por ser egoísta a ponto de desejar ter ou fazer algo que não está entre as prioridades da minha família.

No fim das contas, acho que todo homem vive assim, as cobranças, os anseios, as responsabilidades… A diferença é que alguns dias são mais sombrios do que outros e essa noite está demorando a passar.