Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Um dia eu precisei amar minha dor. Era o único jeito que tinha de continuar vivendo. Ou aprendia, ou morreria com ela. Resolvi aprender. Desde então, minha dor é minha companheira, minha mestra, minha parceira. Deixou de ser minha inimiga no momento em que eu a olhei nos olhos e aceitei conhecê-la com mais propriedade. Quis entrar nos mistérios de seus mecanismos com o intuito de poder
administrar melhor as suas consequências.
Eu não a busco, mas, quando chega, abro as portas para que não force as
janelas. Deixo que entre, ofereço-lhe um café, olho nos seus olhos para que cesse o medo e depois me empenho em deixar que fique o tempo necessário, até que se dissolva por si só, pela força do tempo.

Saudade de Amar

Deixa eu te dizer, amor
Que não deves partir
Partir nunca mais
Pois o tempo sem amor
É uma dura ilusão
E não volta mais

Se tu pudesses compreender
A solidão que é
Te buscar por aí
Andando devagar
A vagar por aí
Chorando a tua ausência

Vence a tua solidão
Abre os braços e vem
Meus dias são teus
É tão triste se perder
Tanto tempo de amor
Sem hora de adeus

Oh, volta
Que nos braços meus
Não haverá adeus
Nem saudade de amar
E os dois, sorrindo a soluçar
Partiremos depois

Eu o amo e ele me ama. Nós vamos lutar conta essa doença juntos.

(Jane Hawking)

A Teoria de Tudo

Nota: Frase do filme "A Teoria de Tudo"

Complicada?

Sim, eu sou complicada em alguns aspectos, tenho minhas manias, meus puderes, meu recato, mas, se você não esta disposto a suportar minha complexidade, jamais vai conhecer meu lado magnificamente simples.
Quem não suporta os meus óbices, os meus pontos fracos, quem, enfim, não desvenda os meus mistérios não chega a conhecer o meu melhor, as minhas maiores virtudes, os meus maiores encantos.
Qualquer tipo de relacionamento é constituído de trocas, você só desvenda o melhor do outro quando cede, quando consegue ignorar o que ele não tem de “tão” bom ou, enfim, aquilo que não lhe parece “simples”.
Quando você supera aquilo que não é “fácil” você entra na vida do outro, todavia, quanto mais complicado um homem é, mais raro e belo é aquilo que sua “complicação” esconde, mas nem todos desvendam.

Quantas vezes eu quis
Tão longe buscar o que nunca percebi
Por tantos lugares passei
Mas afinal você sempre esteve aqui

Eu fico aqui procurando o sentido da vida e me guardo na incerteza de que a vida é exatamente o não fazer sentido
Procurar explicações nos embaça a visão de enxergar o que passa diante de nossas retinas
Perdemos tempo buscando explicações das quais, acho, que nunca a teremos.
O que é fazer sentido? Talvez nunca saibamos ou até mesmo fazer sentido é exatamente à procura incansável de fazê-lo

Não planejava sentir alguma coisa por você, mas
aconteceu. Sinto muito por isso.
— P.S. Eu Te Amo

Eu e você...
Parece muito estranho
Esta vontade de estar com você abraçados sobre uma cama e do nada olhar teus olhos ver seu lindo sorriso sentido seu corpo ao meu. Sentimento envolvente dúzias de palavras ausente, calada em um toque de um beijo ardente... Vontade louca, de acariciar seu corpo nú... Súbito desejo de te amar, te amar e te amar. Nesta cama, nesta cama ardente de paixão.

Sabe, eu preciso de alguém especial como você
E não é brincadeira.
Desde o primeiro momento que te conheci, me encantei.
Meus olhos se alegraram e minha alma se encheu de vida.
Seu sorriso passou a me fazer feliz
Sua voz tornou-se doce aos meus ouvidos
Não sei, mas é algo especial.
Toda manhã espero ansioso o momento de te encontrar
Acordo com você no pensamento
E uma vontade louca de te olhar
O que é isso?
Não sei, mas se for um sonho.
Não quero acordar.

Manda Teu espírito e vem me abraçar
Pra eu não chorar
Preciso de Ti aqui
Pra me consolar...

Os Dois

Eu sou dois seres.
O primeiro fruto do amor de João e Alice.
O segundo é letral:
É fruto de uma natureza que pensa por imagens,
Como diria Paul Valèry.
O primeiro está aqui de unha, roupa, chapéu e vaidade.
O segundo está aqui em letras, sílabas, vaidades e frases.
E aceitamos que você empregue o seu amor em nós.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

A porta

Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.

Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.

Eu sou muito inteligente!

Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!

Vinicius de Moraes
A arca de Noé (1970).

Tentação

Eu fechei os meus lábios para a vida
E a ninguém beijo mais, meus lábios são,
Cmo astros frios que, com a luz perdida,
Rolam de caos em caos na escuridão.

Não que a alma tenha já desiludida
Ou me faleçam os desejos, não!
O que outrem prejulgava uma descida,
É subir para mim, elevação!

Vejo o calvário por que anseio, vejo
O Madeiro sublime, "Glórias" ouço,
E subo! A terra geme... eu paro. (É um beijo.)

A moita bole... Eu tremo. (É um corpo.) Oh Cruz,
Como estás longe ainda! E eu sou tão moço!
E em derredor de mim tudo seduz!...

Mário de Andrade
ANDRADE, M. Poesias completas: Volume 2, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014

Eu perco por exagero ou por total desinteresse
Eu tenho essa mania de fazer tudo com muita paixão
Quero, quero loucamente
Não quero, de jeito nenhum
Não gosto dessa coisa chamada talvez
Não combina comigo

"Esse vício de eternidade que a gente tem."

Que eu possa morrer de amor e, ainda sim, ser discreta. Que eu possa sentir tristeza sem que ela se aposse de toda a minha alegria. E que, se um dia eu for abandonada pelo amor, não deixe que esse abandono seja para sempre uma companhia.

Então me abraça, meu amor,
que eu conto pra você os meus anseios
e deixo que você repouse sua cabeça
entre os meus seios.

Na melancolia de teus olhos
Eu sinto a noite se inclinar
E ouço as cantigas antigas
Do mar.

Nos frios espaços de teus braços
Eu me perco em carícias de água
E durmo escutando em vão
O silêncio.

E anseio em teu misterioso seio
Na atonia das ondas redondas.
Náufrago entregue ao fluxo forte
Da morte.

Faz tanto tempo que eu te vi pela primeira vez, e tanta coisa já mudou, ainda lembro de você daquele seu jeito de ser.

CW7

"Contrato de Maternidade
Sim, eu aceito

Não dormir. E se dormir, ter a mente sempre ligada.
Ter restinhos de comida, banana, leite, iogurte, baba e ranho na minha roupa, não importa onde eu esteja.

Estar sempre acompanhada, onde quer que eu vá.
Carregar carrinho de bebê no colo em toda escada sem rampa .

Aceito não ser dona da minha mama. E não me importar que você mame sempre que precisar e quiser.
Aceito que minha linda mala se transforme em um trocador de fraldas, cheia de fraldas, lencinhos e brinquedos.

Falar ao telefone correndo, antes que você grite, chore ou me chame.
Aceito que meu assunto principal seja seu cocô, arroto e cólicas, seu dentinho que está nascendo, ou para que escola você vai.

Aceito ter brinquedos espalhados pela casa
Comer os restinhos que ficarem no seu prato
Sorrir para todas suas gracinhas
E inventar musicas para te fazer dormir.

Aceito aprender o nome de milhões de personagens de desenhos animados
Ouvir todas as musicas para criança que estão na internet, muitas em russo porque tem aquela menina loirinha com o urso que você adora, e até ouvir aquela bendita galinha.

Aceito conversar com as mães mais chatas do mundo, só para você brincar com o filho dela.
Aceito trocar qualquer passeio ao cinema, shopping ou teatro, por uma volta ao parquinho da esquina de casa.
Aceito engolir meu orgulho e vergonha, quando você se desesperar por um brinquedo no supermercado

Aceito sorrir quando eu estiver cansada,
Te abraçar quando você cair, ou chorar sem motivo
Te amar mesmo quando eu estiver furiosa

Sim, eu aceito tudo isso.
Eu aceito ser Mãe."

EU NÃO GUARDO RANCOR.
Eu aceito de volta antigos amigos que me magoaram. Sou capaz de sorrir para eles, tratar bem, dar uma nova chance.
Eu não guardo rancor.
Eu já perdoei traições. Já tentei recomeçar segundas, terceiras, quartas vezes.
Eu não guardo rancor.
Eu esqueço sentimentos ruins que senti na hora da raiva, deixo pra lá, toco a bola pra frente.
Eu não guardo rancor. Definitivamente.
Mas eu lembro de mágoas. Aquelas que passam com o tempo. Lembro dos acontecimentos, das palavras, das situações. Mas nunca deixo que sejam motivações para nada, absolutamente nada.
Magoa é diferente de rancor. O rancor persiste, resiste ao tempo. A mágoa passa com um esforço mínimo, esfria junto com a raiva no passar das horas, dos dias, dos meses... Eu também não guardo mágoas, apenas lembro. E é importante lembrar, pra que nos sirva de exemplo daquilo que não queremos para os outros, portanto, nem para nós mesmos. É importante saber de como é ser magoado, pra que não magoemos.
Eu não guardo mágoas. Mas lembro de como não quero me sentir. Jogo fora o mau sentimento, aceito de volta quem me fez sentir, desde que venha de boa fé, e aceito de coração, sem rancor.
Eu não guardo rancor.
Eu não guardo mágoa.
Eu faço da dor uma lembrança distante, não influente, inofensiva, pra que eu entenda o quanto eu cresci a partir do momento em que perdoei quem a causou.