Poemas Profundo

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Que cada momento desta noite proporcione
um descanso profundo e reparador,
Que as estrelas floreiem sua alma com
lindos e serenos sonhos, e,
Que o amanhã seja um dia repleto de realizações e bênçãos.

⁠No instante em que nossos olhares se encontraram,
Um sentimento raro e profundo se despertou,
Eudaimonia, como um raio de luz, me tocou,
A felicidade genuína, em meu peito, se instalou.

Teu sorriso era um reflexo do sol da manhã,
E naquela conexão, o coração acelerou, a mente acalmou,
Eudaimonia, sussurrou o vento, um encanto me envolveu,
Um estado de graça, um momento que nunca se apagou.

A alegria transbordava como um rio em cheia,
Eudaimonia fluiu como uma melodia serena,
Cada palavra trocada, um tesouro, uma joia rara,
Naquela primeira vez, a vida ganhou nova cena.

Eudaimonia, um sorriso verdadeiro no canto dos lábios,
Um sentimento de plenitude, como a dança das águas,
Na lembrança desse encontro, um brilho persiste,
A primeira vez que te vi, a Eudaimonia se fez morada.

⁠O amor é como o mar, imenso e profundo,
Com ondas que nos envolvem sem aviso,
E nos levam em direção a um mundo
De sensações incríveis, sonhos e sorrisos.
O amor é como o sol, quente e brilhante,
Que nos aquece mesmo nos dias frios,
E ilumina nosso caminho adiante
Com uma luz que vem do coração.
O amor é como a flor, delicada e bela,
Que nasce em meio às pedras do caminho,
E perfuma a vida de quem dela cuida
Com um aroma doce e suave como mel.
O amor é a força que nos move e inspira,
Que nos faz sentir vivos e mais humanos,
E que nos une numa só harmonia
Com tudo o que há de bom nesse enorme universo.
Por isso, que o amor seja sempre celebrado,
Em todos os cantos e recantos da vida,
Como uma luz que jamais se apaga,
E uma fonte de esperança renovada

Sou tua


Sou tua mais que fui de mim outrora.


Algo em mim, secreto e tão profundo,
ao ver-te, abandonou seu próprio mundo
e em teu olhar fez sua morada.


Sou tua por amor
e por querer.


Se me busco, volto a te encontrar:
que já não sei se vivo em mim
ou se apenas respiro
em te amar.

"Na vastidão que me abraça, num silêncio profundo,
Busco o rastro da tua luz, em cada segundo.
Estás nas brisas que tocam, nas estrelas que brilham?
Ou és o próprio espaço, onde as galáxias trilham?"

VAZIO


Profundo e raso,
barulhento e silencioso,
sutil e inquietante,
cheio e vazio.


É imensurável a profundidade de nossos sentimentos
e como, às vezes, enxergamos nosso corpo como um recipiente
que guarda momentos, lembranças, histórias e, principalmente, sentimentos.


Sentimentos esses que, por vezes, nos calam, suprimem,
e de forma silenciosa nos consomem. como num vazio existencial
inquietante, inconstante e avassalador,
como se nos corroesse o coração.


Somos recipientes,
mas há dias em que estar cheio
é só mais uma forma de estar vazio.
Eu acredito que, ao doar nossos sentimentos,
conseguimos, enfim, nos encher e transbordar.


Talvez, não tenhamos sido criados apenas para conter,
mas para derramar.
Se doar como se, dessa maneira, pudéssemos nos sentir mais completos.
Talvez, precisemos tirar do nosso recipiente e colocar em outro,
para que, então, o vazio se transforme.


Não em ausência,
mas em sentido.

Você chegou e bagunçou meu mundo
Sendo Doce como um limão
Fala com força, tudo profundo
Calma e tranquila como um furacão
Me pego com frequência vendo suas fotos, você é linda, não me arrependo..
No fundo eu me imagino no seu mundo, no futuro quem sabe assim,
Sem querer, querendo

Sua fala e gesto têm um impacto extremamente profundo na minha alma.
Vejo que nosso mundo não é igual, não é algo que me assuste, mas é algo que me traz dúvida.
O seu amor seria o mesmo que o meu? Ou seria uma idealização de quem você conheceu?
Eu sinto suas dores dentro de mim, pois elas fazem parte de mim também.
Mas será que nosso mundo pode colidir e causar uma explosão cósmica na qual não sobre nada além de poeira?

Quando eu contava cerca de sete anos de idade, vivi um episódio singelo na forma, mas profundo em suas consequências. Havia, nas cercanias de minha infância, um homem dado à intriga fácil, desses que fazem da palavra instrumento de desordem. Num instante de impaciência, ainda imaturo, nomeei-o pelo que me parecia ser: fofoqueiro.


A palavra, uma vez proferida, não se dissipa — retorna. E retornou. Chegou aos ouvidos de minha mãe, que, sem hesitação, aplicou-me a devida correção.


Não foi a dor que me marcou — pois essa é efêmera. Foi a intenção pedagógica, precisa, quase cirúrgica. Minha mãe não punia por ira, mas por princípio. E suas palavras ecoam até hoje com a força de um mandamento: “Respeite os mais velhos.”


Naquele tempo — e aqui não falo com saudosismo barato, mas com senso histórico — o respeito não era tema de debate, era prática cotidiana. No transporte público, por exemplo, não havia hesitação: a presença de um idoso bastava para que nos levantássemos. Não por obrigação legal, mas por formação moral.


Éramos moldados sob a égide de limites claros. Havia hierarquia. Havia disciplina. Havia, sobretudo, a compreensão de que viver em sociedade exige contenção do ego e consideração pelo outro.


O que observo hoje, entretanto, é uma perigosa diluição desses fundamentos. Confunde-se liberdade com ausência de freio. Exalta-se o indivíduo em detrimento do coletivo. E o resultado é visível: uma erosão silenciosa do respeito, da paciência e da responsabilidade.


Não se trata de nostalgia — trata-se de estrutura. Nenhuma sociedade se sustenta sem pilares. E pilares como respeito, disciplina e responsabilidade não são acessórios: são indispensáveis.


A pergunta, portanto, não é retórica — é urgente:


que tipo de caráter estamos formando… e que tipo de sociedade estamos autorizando a existir?

Escrever é esvaziar o peito encharcando o papel com os sentimentos mais profundo da alma.
A poesia torna -se um berço para os corações cansados.


PauloRockCesar

Pois ser humano é ser esse vidro e esse aço,
Um mistério profundo que a vida nos deu.
E no abraço de um verso, nesse imenso espaço,
A gente descobre que o céu nunca se esqueceu.


------- Eliana Angel Wolf⁠

O ouro do dia se funde agora ao breu da noite,
E o céu se veste de um veludo profundo e sagrado.
É hora de desarmar o peito, guerreira da luz,
E deixar que o silêncio guarde o que foi conquistado.


----- Eliana Angel Wolf⁠

⁠Ah, profundo poço de puro egoísmo. Que dizes: é por você e não por mim.
Máscara que blinda suas intenções e a bondade falsa de interesses pessoais. Fere com medo de ser ferido, mesmo sem correr tal risco.
Esmagalha ingênuos e sinceros corações, enquanto mente em favor próprio. Encontra desculpas para justificar seus atos e se convence delas.
Mas a inocência já se foi e a percepção da verdade se reergue mais uma vez. Outrora cria cegamente, mas hoje desconfia até de si mesmo.

O silêncio grita


O silêncio grita quando na ausência de ruído.
Isso é tão profundo que se torna insuportável,
E indica uma tensão medida,
No momento que o grito é inevitável.


O silêncio grita, é uma reflexão psicológica
Em situações onde o que não é dito
É mais forte do que o tempo e a lógica
E é associado a dor e ao tédio maldito.


O silêncio que grita é um paradoxo
Comum e potente, indica a ausência de palavras
E pode ser mais expressiva ou insosso
Torturante mais do que o barulho nas trevas.


O silêncio que grita é angústia na alma,
A dor oculta que sangra no peito
Corrói por dentro e deixa um trauma
É terrível essa dor sem nenhum proveito.


Por fim, o silêncio que grita é ensurdecedor
É experiência subjetiva e ausência de som
É interpretada pelo cérebro como uma dor
Um sinal intenso e perigoso que não é bom.


Raimundo Nonato Ferreira
Fevereiro/2026

Oceano cor de mel


No oceano dos castanhos olhos seus, descubro um profundo mergulho a cada vez que me prendo à admirar,
às vezes viajo para águas escuras e sombrias,águas fortes que tocam a alma, distantes e carregadas de melancolias,porém,são nos mesmos cor de mel,que enxergo a transparência;a doçura;a certeza;a segurança;
a paz;o abrigo e um sentimento verdadeiro,
é no fundo dos seus olhos,onde me encontro e me perco.

A treva quis ofuscar o brilho da luz e a prendeu em um poço profundo.
A luz cresceu, resplandeceu e ficou mais forte!
A treva continuou a ser escuridão.

Hoje vi meu amor, com seu novo amor.


Isso mexe num lugar muito profundo, ainda mais quando a pessoa não foi “qualquer pessoa” pra você. Às vezes a gente acha que já aprendeu a conviver com a ausência… até a vida colocar a cena na nossa frente. E aí volta tudo de uma vez: lembrança, saudade, comparação, vazio, perguntas que nem fazem sentido mais.
O pior é que não existe uma lógica exata pro tempo nessas coisas. Você mesmo falou: “já faz alguns anos”. E mesmo assim doeu. Porque amor verdadeiro não some igual fumaça, ele vai mudando de lugar dentro da gente. Tem dias que parece cicatriz. Em outros, parece ferida aberta de novo.
Mas tem uma coisa importante no que você escreveu: mesmo sentindo tudo isso, você falou “temos que seguir o baile” e “quero só ficar bem”. Isso mostra que, no fundo, você não quer se prender à dor. Você só está cansado dela.
E sinceramente? Essa noite ruim não significa que você voltou pra estaca zero. Significa só que você é humano, e que aquilo teve importância real na sua vida.
Hoje talvez o coração esteja pesado, a cabeça acelerada, o sono destruído. Mas isso passa. Não de um jeito mágico, nem rápido como a gente gostaria… mas passa. Principalmente quando a gente para de lutar contra o sentimento e entende: “ok, doeu”. Só isso. Sem se diminuir por sentir.
Você não precisa deixar de amar o que viveu pra continuar vivendo.
E um dia essa lembrança vai parar de te atravessar desse jeito.
Por enquanto, tenta só sobreviver ao hoje. Dormir melhor amanhã. Respirar um pouco mais leve na próxima semana. Às vezes a cura vem assim, silenciosa.

Pálpebras fecham,
O sono que é profundo,
Noite sorri à lua.


Lu Lena / 2026

A maternidade atípica é uma experiência intensa, visceral e de amor profundo que transcende a compreensão superficial, exigindo uma força que humaniza e transforma a dor em esperança.
É um enfrentamento constante de preconceitos, desumanização (como a visão de “mães de anjos”), e uma necessidade angustiante de rede de apoio e busca por políticas públicas em prol de nossos filhos.
Lu Lena

ABISMO PROFUNDO

​Alma que afunda,
Pranto em ondas de aperto,
Mar de solidão.

Lu Lena / 2026