Poemas Profundo

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O ouro do dia se funde agora ao breu da noite,
E o céu se veste de um veludo profundo e sagrado.
É hora de desarmar o peito, guerreira da luz,
E deixar que o silêncio guarde o que foi conquistado.


----- Eliana Angel Wolf⁠

⁠Ah, profundo poço de puro egoísmo. Que dizes: é por você e não por mim.
Máscara que blinda suas intenções e a bondade falsa de interesses pessoais. Fere com medo de ser ferido, mesmo sem correr tal risco.
Esmagalha ingênuos e sinceros corações, enquanto mente em favor próprio. Encontra desculpas para justificar seus atos e se convence delas.
Mas a inocência já se foi e a percepção da verdade se reergue mais uma vez. Outrora cria cegamente, mas hoje desconfia até de si mesmo.

O silêncio grita


O silêncio grita quando na ausência de ruído.
Isso é tão profundo que se torna insuportável,
E indica uma tensão medida,
No momento que o grito é inevitável.


O silêncio grita, é uma reflexão psicológica
Em situações onde o que não é dito
É mais forte do que o tempo e a lógica
E é associado a dor e ao tédio maldito.


O silêncio que grita é um paradoxo
Comum e potente, indica a ausência de palavras
E pode ser mais expressiva ou insosso
Torturante mais do que o barulho nas trevas.


O silêncio que grita é angústia na alma,
A dor oculta que sangra no peito
Corrói por dentro e deixa um trauma
É terrível essa dor sem nenhum proveito.


Por fim, o silêncio que grita é ensurdecedor
É experiência subjetiva e ausência de som
É interpretada pelo cérebro como uma dor
Um sinal intenso e perigoso que não é bom.


Raimundo Nonato Ferreira
Fevereiro/2026

Oceano cor de mel


No oceano dos castanhos olhos seus, descubro um profundo mergulho a cada vez que me prendo à admirar,
às vezes viajo para águas escuras e sombrias,águas fortes que tocam a alma, distantes e carregadas de melancolias,porém,são nos mesmos cor de mel,que enxergo a transparência;a doçura;a certeza;a segurança;
a paz;o abrigo e um sentimento verdadeiro,
é no fundo dos seus olhos,onde me encontro e me perco.

A treva quis ofuscar o brilho da luz e a prendeu em um poço profundo.
A luz cresceu, resplandeceu e ficou mais forte!
A treva continuou a ser escuridão.

Hoje vi meu amor, com seu novo amor.


Isso mexe num lugar muito profundo, ainda mais quando a pessoa não foi “qualquer pessoa” pra você. Às vezes a gente acha que já aprendeu a conviver com a ausência… até a vida colocar a cena na nossa frente. E aí volta tudo de uma vez: lembrança, saudade, comparação, vazio, perguntas que nem fazem sentido mais.
O pior é que não existe uma lógica exata pro tempo nessas coisas. Você mesmo falou: “já faz alguns anos”. E mesmo assim doeu. Porque amor verdadeiro não some igual fumaça, ele vai mudando de lugar dentro da gente. Tem dias que parece cicatriz. Em outros, parece ferida aberta de novo.
Mas tem uma coisa importante no que você escreveu: mesmo sentindo tudo isso, você falou “temos que seguir o baile” e “quero só ficar bem”. Isso mostra que, no fundo, você não quer se prender à dor. Você só está cansado dela.
E sinceramente? Essa noite ruim não significa que você voltou pra estaca zero. Significa só que você é humano, e que aquilo teve importância real na sua vida.
Hoje talvez o coração esteja pesado, a cabeça acelerada, o sono destruído. Mas isso passa. Não de um jeito mágico, nem rápido como a gente gostaria… mas passa. Principalmente quando a gente para de lutar contra o sentimento e entende: “ok, doeu”. Só isso. Sem se diminuir por sentir.
Você não precisa deixar de amar o que viveu pra continuar vivendo.
E um dia essa lembrança vai parar de te atravessar desse jeito.
Por enquanto, tenta só sobreviver ao hoje. Dormir melhor amanhã. Respirar um pouco mais leve na próxima semana. Às vezes a cura vem assim, silenciosa.

Pálpebras fecham,
O sono que é profundo,
Noite sorri à lua.


Lu Lena / 2026

A maternidade atípica é uma experiência intensa, visceral e de amor profundo que transcende a compreensão superficial, exigindo uma força que humaniza e transforma a dor em esperança.
É um enfrentamento constante de preconceitos, desumanização (como a visão de “mães de anjos”), e uma necessidade angustiante de rede de apoio e busca por políticas públicas em prol de nossos filhos.
Lu Lena

ABISMO PROFUNDO

​Alma que afunda,
Pranto em ondas de aperto,
Mar de solidão.

Lu Lena / 2026

Às vezes, quem a gente mais ama acaba caindo em um poço profundo.
E quando isso acontece, fazemos de tudo para ajudar: jogamos cordas, colocamos escadas, estendemos as mãos, descemos até o fundo tentando mostrar cada degrau do caminho de volta.
Mas existe uma dor difícil de aceitar: nem sempre podemos subir pela pessoa.
Há momentos em que ela escolhe permanecer no fundo, mesmo tendo ajuda. E, nesse instante, precisamos lembrar que também temos nossa própria escada para subir. Não significa abandonar quem amamos, nem retirar a escada do poço. Significa entender que a subida precisa partir dela.
Porque amor também é perceber o limite entre ajudar alguém… e se perder tentando salvá-la.

Ao segurar sua mão,
o mundo desacelera,
e um encantamento desperta
no brilho profundo dos seus olhos.


O coração dela, inquieto,
abandona as amarras do silêncio
e guia seus passos —
livre, pulsante, sem mapas,
sem pedir permissão.


Eu a vejo se tornar alma:
leve, intuitiva, inteira,
um feixe de ternura
pulsando luz sobre mim.


Há um brilho que dança em seus olhos,
um tremor doce nos lábios,
uma paixão que arde devagar,
como fogo que nunca se apaga.


E eu permaneço diante dela,
maravilhado por essa beleza
que se revela inteira
no instante em que ela sorri para mim.

Ao segurar sua mão,
o mundo desacelera,
e um encantamento desperta
no brilho profundo dos seus olhos.

Um homem que grita como se fosse dono do mundo,
mas é só eco vazio em peito profundo.
Grande no corpo, pequeno na alma,
carrega a força, mas não carrega calma.
Veste palavras de Deus como armadura,
mas nunca deixou que elas curassem sua própria fissura.
Usa o sagrado como palco e disfarce,
mas no silêncio é o ódio que ele abraça e reparte.
A verdade dele não é verdade...
é crença inflada pela própria vaidade.
Ele acredita, então impõe.
Ele impõe, então destrói.
Bruto no gesto,
agressivo no tom,
ignorante no modo de existir ...

acha que mandar é construir.
Quem não o conhece pode até acreditar,
mas quem já viu de perto sabe:
por trás da soberba existe medo,
e por trás do medo, um homem pequeno demais para amar.
E no fim, o que se diz não é ameaça, é fato:
sozinho ele volta...
porque ninguém suporta por muito tempo
o peso de um coração fechado e exato.
Ele traz o amargo no nome,
como se já tivesse nascido marcado,
como se o destino tivesse sussurrado:
“serás peso, não abrigo”.
Há homens que aprendem a amar.
Ele aprendeu a dominar.
Confunde respeito com medo,
confunde fé com discurso,
confunde força com excesso.
Ele não conversa... Ele impõe.
Não escuta... Interrompe.
Não sente... Reage.
O amargo não está só no nome,
está na forma de olhar,
no jeito de tocar que não acolhe,
no silêncio que antecede o ataque.
Há algo nele que sempre ameaça voltar...
Não por amor,
não por saudade,
mas por necessidade de controle.
E o mais duro de admitir?
Ele acredita na própria versão.
Se convenceu de que é justo,
de que é certo,
de que o mundo é que o provoca.
Mas quem carrega ódio como combustível
não constrói... Consome.
E no fim…
o amargo que ele espalha
é o mesmo que o corrói por dentro.
Porque ninguém vive em guerra constante
sem se tornar o próprio campo de batalha.

“A consciência é apenas a superfície — o sujeito é muito mais profundo.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá

Busco percorrer o caminho do seu coração, mergulhar no profundo dos seus olhos.


Almejo me enrolar nos teus cabelos vermelhos, a fim de viver um amor verdadeiro e sem rodeios.


Desejo genuinamente ter um corpo que se entregue a mim por inteiro, não pelo dinheiro, e sim pela renúncia.


Espero que você compreenda que eu não sou perfeito, mas por você eu jogo meu orgulho e egoísmo no fundo do mar, só para te amar e ter seus beijos só para mim.


Kaique Brito.

O Barulho do Silêncio

O barulho do silêncio em meus ouvidos é um cântico profundo de uma luta sem fim.

Ou talvez esse barulho seja tão alto, intenso e veloz que eu, em meus devaneios, ainda não tivesse percebido o quão forte me torno na presença do silêncio.

Meu silêncio sempre está comigo.
Meu silêncio fala, grita e chora.
Meu silêncio sussurra, acolhe e abraça.
Meu silêncio eu não divido, não compartilho com ninguém.
Meu silêncio é meu, somente meu.

Foi assim que decidi certo dia.

Mas nem tudo acontece conforme nossos pensamentos ou decisões tomadas nas horas mais nebulosas de nossas vidas.
E foi assim que comecei a abrir as janelas dos meus olhos e a porta do meu coração.

O silêncio não mata.
No entanto, pode presenciar a morte chegar.

Poema sobre a morte

A morte é um mistério profundo,
um enigma sem solução.
Ela vem sem aviso prévio,
sem convite ou permissão.

A morte é como uma sombra,
que nos segue por toda a vida.
Ela nos leva para o desconhecido,
sem deixar pistas ou saídas.

E quando a morte chega,
ela leva tudo o que temos.
Deixando apenas lembranças,
e um vazio que não podemos preencher.

Mas talvez a morte não seja o fim,
apenas uma transformação.
Uma passagem para outro lugar,
um renascimento para a eternidade.

Então, não tenha medo da morte,
ela é apenas uma parte da vida.
Abrace-a com coragem e dignidade,
e viva cada momento com intensidade.

Acredita-se que o amor mais verdadeiro e profundo mora no coração de uma mãe. Esse sentimento começa muito antes do nascimento, ainda durante a gestação, quando a vida começa a se formar em seu ventre sagrado. A cada toque na barriga, ela sonha e imagina o futuro, pensando no mundo que deseja preparar com carinho para seu filho.
Ser mãe é viver um sentimento eterno, nascido do amor mais puro. Mesmo enfrentando os incômodos da gestação, como enjoos e desejos, ela continua sonhando, fazendo planos e acariciando com carinho cada pequeno movimento do bebê, que já bate em harmonia com seu coração.
Os filhos nascem, crescem e, um dia, formam suas próprias famílias, num ciclo onde os sentimentos renascem, marcados pelos laços de um amor que nunca se desfaz. O tempo pode passar, a vida pode seguir outros caminhos, mas, no íntimo de uma mãe, um filho será sempre sua criança — alguém que precisa do seu colo, do seu cuidado, do seu amor incondicional.
Uma vez mãe, sempre mãe. O amor que nasce ali é eterno.
Acredito que Deus, em Sua infinita sabedoria, escolheu as mães como a forma mais pura de expressar o Seu amor. Em cada abraço, em cada gesto de carinho, revela-se a fonte divina da vida. Nos olhos de uma mãe, encontramos a essência mais verdadeira do que é amar sem limites.
Podemos afirmar com certeza que mãe é um anjo, que cuida, protege e, à medida que os filhos crescem, seu amor permanece imutável. O que ela sente vai além de qualquer imaginação, ultrapassa todas as fronteiras. Os instintos de uma mãe nos dão fé em sua direção, pois ela sempre deseja o melhor para seus filhos e luta para que não faltem felicidade e paz em suas vidas.
Mãe é o nome mais doce de se pronunciar. Ela é a base segura de nossos sentimentos, a certeza de que, mesmo quando crescemos, continuamos sendo para ela, eternamente, crianças..

"Seja como o oceano: profundo o suficiente para que as tempestades na superfície não abalem a sua paz."


SerLúcia Reflexões

Cada vez que em ti eu PENSO,
É um sentimento PROFUNDO,
Fico as vezes meio TENSO,
Querendo gritar pra o MUNDO,
Que esse amor INTENSO,
Ta me tocando bem FUNDO