Poemas Profundo

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Quando eu contava cerca de sete anos de idade, vivi um episódio singelo na forma, mas profundo em suas consequências. Havia, nas cercanias de minha infância, um homem dado à intriga fácil, desses que fazem da palavra instrumento de desordem. Num instante de impaciência, ainda imaturo, nomeei-o pelo que me parecia ser: fofoqueiro.


A palavra, uma vez proferida, não se dissipa — retorna. E retornou. Chegou aos ouvidos de minha mãe, que, sem hesitação, aplicou-me a devida correção.


Não foi a dor que me marcou — pois essa é efêmera. Foi a intenção pedagógica, precisa, quase cirúrgica. Minha mãe não punia por ira, mas por princípio. E suas palavras ecoam até hoje com a força de um mandamento: “Respeite os mais velhos.”


Naquele tempo — e aqui não falo com saudosismo barato, mas com senso histórico — o respeito não era tema de debate, era prática cotidiana. No transporte público, por exemplo, não havia hesitação: a presença de um idoso bastava para que nos levantássemos. Não por obrigação legal, mas por formação moral.


Éramos moldados sob a égide de limites claros. Havia hierarquia. Havia disciplina. Havia, sobretudo, a compreensão de que viver em sociedade exige contenção do ego e consideração pelo outro.


O que observo hoje, entretanto, é uma perigosa diluição desses fundamentos. Confunde-se liberdade com ausência de freio. Exalta-se o indivíduo em detrimento do coletivo. E o resultado é visível: uma erosão silenciosa do respeito, da paciência e da responsabilidade.


Não se trata de nostalgia — trata-se de estrutura. Nenhuma sociedade se sustenta sem pilares. E pilares como respeito, disciplina e responsabilidade não são acessórios: são indispensáveis.


A pergunta, portanto, não é retórica — é urgente:


que tipo de caráter estamos formando… e que tipo de sociedade estamos autorizando a existir?

"DEUS é necessario como pão
Leve como as borboletas
Rapidido como o vento
Profundo como o mar"


Frei Clemente

“A consciência é apenas a superfície — o sujeito é muito mais profundo.”
O Ser Humano como Sistema Integrado
Nina Lee Magalhães de Sá

⁠O amor é como o mar, imenso e profundo,
Com ondas que nos envolvem sem aviso,
E nos levam em direção a um mundo
De sensações incríveis, sonhos e sorrisos.
O amor é como o sol, quente e brilhante,
Que nos aquece mesmo nos dias frios,
E ilumina nosso caminho adiante
Com uma luz que vem do coração.
O amor é como a flor, delicada e bela,
Que nasce em meio às pedras do caminho,
E perfuma a vida de quem dela cuida
Com um aroma doce e suave como mel.
O amor é a força que nos move e inspira,
Que nos faz sentir vivos e mais humanos,
E que nos une numa só harmonia
Com tudo o que há de bom nesse enorme universo.
Por isso, que o amor seja sempre celebrado,
Em todos os cantos e recantos da vida,
Como uma luz que jamais se apaga,
E uma fonte de esperança renovada

Circulo vivo, verdadeiro e profundo são os olhos humanos, que dizem muito mais do que verbos.
Veem e percebem tudo, se conectam com outros olhos, e fundidos circularmente, se manifestam em seus feitos, pensamentos, intenções, e sentimentos, e expressam tudo.
Nas rodas circulares dos olhos, não há filtros, eis a inteireza da verdade posta e não falada e ao mesmo tempo tão expressiva.
Espelham quem somos, santos olhos, são círculos de grande força e poder.
Estão no movimento do todo, expressando-se na vastidão e na profundidade da verdade de cada ser.
Circulam as relações e estabelecem as verdades que muitas vezes a vocalize contraria.
Elos circulares que representam e expressam a verdade, mesmo que essa não queira ou não possa ser vista, expressada e ou descoberta.
Certamente tem vínculo profundo com o Divino.
Lente luminosa que transbordam em verdades tão límpidas.
Essa nitidez se faz àqueles a quem esta no círculo da vida, e se reconhecem também com a completude e as verdades que somente seus olhos conseguem ver.
Almas circulares...
Que nossos olhos possam ser a porta de luz divina que transcendem os desafios terrenos em verdades onde o amor possa sempre prevalecer. Erikah Aparecida - ErikaKim (Março2026).

⁠Ao contrário de você, eu sei a diferença,
entre o profano e o profundo,
então se afaste.

Sou tua


Sou tua mais que fui de mim outrora.


Algo em mim, secreto e tão profundo,
ao ver-te, abandonou seu próprio mundo
e em teu olhar fez sua morada.


Sou tua por amor
e por querer.


Se me busco, volto a te encontrar:
que já não sei se vivo em mim
ou se apenas respiro
em te amar.

"Seja como o oceano: profundo o suficiente para que as tempestades na superfície não abalem a sua paz."


SerLúcia Reflexões

Sem abrigo

Há um sentido profundo em ignorar aquilo que é tão transparente,

Nós herdamos o que representamos na memória falha do outro,

Se na história vivida não foi construído um abrigo para suportar os momentos difíceis do inverno, então o esquecimento logo vai se apoderar do que não deixou raízes,

Éramos tão íntimos, depois completos estranhos.

No limite da honestidade e da sinceridade:


a autenticidade,


o profundo,


e o amor,


transcendem.

Há em nós um desejo profundo de sermos vistos, reconhecidos, aceitos. Esse desejo é humano, legítimo, mas quando se transforma em necessidade constante de aprovação, ele nos aprisiona. Passamos a medir cada palavra, cada gesto, como se estivéssemos diante de um tribunal invisível que decide se somos dignos ou não.
E nesse palco, a insegurança veste máscaras. Negamos a fragilidade, fingimos confiança, mas por dentro trememos diante da possibilidade de rejeição. O elogio se torna alimento, a crítica uma ferida aberta. Vivemos como se o valor pessoal fosse um reflexo nos olhos dos outros, esquecendo que o espelho mais verdadeiro está dentro de nós.
A vida, porém, não foi feita para ser vivida em função da plateia. A autenticidade é um ato de coragem: dizer o que pensamos, sentir o que sentimos, mesmo que não agrade a todos. É nesse espaço de verdade que nasce a liberdade.
Quando aprendemos a nos aprovar, a nos acolher com compaixão, descobrimos que não precisamos da permissão alheia para existir. A crítica deixa de ser sentença, o silêncio deixa de ser ameaça, e o elogio passa a ser apenas um presente — não uma necessidade vital.
A maior vitória é perceber que o valor não está em agradar, mas em ser. Ser inteiro, ser imperfeito, ser humano. E nesse reconhecimento, a aprovação externa perde o poder de nos definir.


Tatianne Ernesto S. Passaes

"Na vastidão que me abraça, num silêncio profundo,
Busco o rastro da tua luz, em cada segundo.
Estás nas brisas que tocam, nas estrelas que brilham?
Ou és o próprio espaço, onde as galáxias trilham?"

Um homem que grita como se fosse dono do mundo,
mas é só eco vazio em peito profundo.
Grande no corpo, pequeno na alma,
carrega a força, mas não carrega calma.
Veste palavras de Deus como armadura,
mas nunca deixou que elas curassem sua própria fissura.
Usa o sagrado como palco e disfarce,
mas no silêncio é o ódio que ele abraça e reparte.
A verdade dele não é verdade...
é crença inflada pela própria vaidade.
Ele acredita, então impõe.
Ele impõe, então destrói.
Bruto no gesto,
agressivo no tom,
ignorante no modo de existir ...

acha que mandar é construir.
Quem não o conhece pode até acreditar,
mas quem já viu de perto sabe:
por trás da soberba existe medo,
e por trás do medo, um homem pequeno demais para amar.
E no fim, o que se diz não é ameaça, é fato:
sozinho ele volta...
porque ninguém suporta por muito tempo
o peso de um coração fechado e exato.
Ele traz o amargo no nome,
como se já tivesse nascido marcado,
como se o destino tivesse sussurrado:
“serás peso, não abrigo”.
Há homens que aprendem a amar.
Ele aprendeu a dominar.
Confunde respeito com medo,
confunde fé com discurso,
confunde força com excesso.
Ele não conversa... Ele impõe.
Não escuta... Interrompe.
Não sente... Reage.
O amargo não está só no nome,
está na forma de olhar,
no jeito de tocar que não acolhe,
no silêncio que antecede o ataque.
Há algo nele que sempre ameaça voltar...
Não por amor,
não por saudade,
mas por necessidade de controle.
E o mais duro de admitir?
Ele acredita na própria versão.
Se convenceu de que é justo,
de que é certo,
de que o mundo é que o provoca.
Mas quem carrega ódio como combustível
não constrói... Consome.
E no fim…
o amargo que ele espalha
é o mesmo que o corrói por dentro.
Porque ninguém vive em guerra constante
sem se tornar o próprio campo de batalha.

Inspirador claramente esse seu sorriso apaixonante, um brilho profundo, sincero, que passa uma certa tranquilidade, que transmite com eficácia O Amor Inconfundível, fruto da Providência de Deus, um coração imensamente agradecido

Grata principalmente depois da conquista da sua sonhada metamorfose, uma fase revestida por um tom azulado assim como uma borboleta graciosa que traz o azul nas suas asas, versão de uma arte íntegra, intensa e naturalmente formosa

Sabe que a vida não é perfeita, mas que compensa o esforço para ser aperfeiçoada, por isso que continua mudando, errando e aprendendo, sorrindo sempre que possível, cuidando do seu próprio mundo, sabendo que nem todos são bem-vindos.

Diante disso, não é errado concluir que não confia tão fácil num primeiro momento, não quer nada que possa interferir no seu processo de se amar, de autoconhecimento, fazê-la sorrir é o mínimo e ao mesmo tempo um grande feito, que deve ser cativado, não é algo garantido.

Sono profundo e tranquilo de uma criança amada sobre um colo que passa muita confiança,

cujo coração serve como um abrigo que é cheio de amor e uma abundância imprescindível de carinho, respeito, consolo e bons sentimentos,

uma prova do zelo do Senhor desde um simples momento que com certeza ficará guardado na mente,

parte de um mútuo contentamento, um laço singular que ficará cada vez mais forte com passar do tempo.

⁠Quero ser atingido
pelo o teu olhar profundo e sincero, saborear a tua boca macia
com beijos intensos,
fazer parte da tua alegria
partilhando de prazerosos momentos repletos de euforia,
ignorando os tormentos,
focando no melhor dos nossos dias.

Quando o amor-próprio se torna profundo, aquilo que for menos se mostra raso e aceitá-lo passa a ser um grande absurdo, um descaso com a própria existência, que faz ignorar tudo que não é amável apenas por carência

portanto, um despertar muito necessário para transformar o mundo particular, provando a prudência de se amar para não aceitar um amor falso ou sem a profundidade suficiente, prestado com pouca vontade, de um jeito negligente,

Amar de acordo com uma visão humana, obviamente, não é algo fácil, muito menos, perfeito, são raros os momentos de amor de verdade, há mais erros do que acertos, da sutileza à complexidade, mas já é um começo a capacidade de amar a si mesmo.

RÉU

o beijo roubado
o coração vagabundo
pelo olhar assaltado
neste charco profundo

o amor bandido
a paixão que tortura
o sentimento proibido
o incidente da aventura

pelas palavras sequestrada
está a vítima consentida
sua alma amarrada
e a consciência amortecida


reles inconfessa
argui-se depressa
prisão de ardor
ardendo de amor

{William Frezze}

VAZIO


Profundo e raso,
barulhento e silencioso,
sutil e inquietante,
cheio e vazio.


É imensurável a profundidade de nossos sentimentos
e como, às vezes, enxergamos nosso corpo como um recipiente
que guarda momentos, lembranças, histórias e, principalmente, sentimentos.


Sentimentos esses que, por vezes, nos calam, suprimem,
e de forma silenciosa nos consomem. como num vazio existencial
inquietante, inconstante e avassalador,
como se nos corroesse o coração.


Somos recipientes,
mas há dias em que estar cheio
é só mais uma forma de estar vazio.
Eu acredito que, ao doar nossos sentimentos,
conseguimos, enfim, nos encher e transbordar.


Talvez, não tenhamos sido criados apenas para conter,
mas para derramar.
Se doar como se, dessa maneira, pudéssemos nos sentir mais completos.
Talvez, precisemos tirar do nosso recipiente e colocar em outro,
para que, então, o vazio se transforme.


Não em ausência,
mas em sentido.

O que é sagrado a gente não conta, guarda como o mais profundo segredo.


DeBrunoParaCarla