Poemas Profundo
O silêncio não reside no vazio,
mas em si mesmo, profundo e calmo.
O mundo se despe de impérios,
de parasitas e sanguessugas,
das rebeliões que desafiam forças.
Em silêncio, o mundo se libertou.
No silêncio onde o amor se esconde,
Somos donos de um vazio profundo,
Ecoa suave uma verdade única,
Que só a alma sente no mundo.
Amar é navegar na própria essência,
Sem mapa, sem rota nem destino,
Cada passo revela a imensidão,
De um vazio que é puro e acolhedor.
Para caber em qualquer fresta,
O amor nos lança na dúvida e no ar,
Entre o toque e a promessa.
Na dor e na calma desse espaço,
Encontramos a coragem de ser original,
No amor, o absoluto e o efêmero,
Tudo é forte, nada é derradeiro.
Mulher virtuosa, você me envolveu em um êxtase tão profundo que eu nem imaginava existir caminho para chegar. Tua força selvagem, essa loba furiosa que devasta e acende, veio como um vento quente que arranca máscaras e certezas.
Em tua sensualidade incontida, encontrei um território novo — um mapa que eu jamais soube ler, mas que teu toque revelou. Cada gesto teu era bússola, cada suspiro, direção.
E, sem perceber, desembarquei no aeroporto do amor: esse lugar onde a alma pousa cansada e acorda inteira, porque foi tocado por alguém que carrega virtude, intensidade e verdade no mesmo corpo.
Vida
Sigo nesse mundo cheio de amor profundo, sabendo que a vida nos revela algo que nos alegra e nos desespera.
Unimos sempre força para seguir e nunca desistir .
Somos fortes e persistentes, levando mensagens positivas para todos aqueles que estão presentes.
Oh! Vida, Oh Vida! deixa eu seguir meu caminho e assim sofrer sozinho .
Quando ela chegou, me tocou, meu mundo mudou .
Foram muitos planos depois de tantos desenganos .
Oh! Vida, Oh! vida, deixa eu ir para um lugar distante daqui!
Amanhã serei mais forte e resistente, levando mensagens positivas à todos presentes .
Vida! Oh! Vida! Seguimos nessa corrida, agradecendo sempre, Vida!
No vasto oceano do silêncio profundo,
Navega a alma solitária em seu mundo.
Entre sombras frias e noites eternas,
A solidão traz suas dores internas.
Em terras vazias, o coração se perde,
Ecoando sua tristeza, tão imenso alarde.
Cada suspiro é como uma brisa fria,
Em meio à escuridão que tudo cobria.
Os passos solitários, sem companhia,
Seguem por caminhos de melancolia.
No horizonte distante, uma miragem ilusória,
A esperança brilha, mas se torna efêmera história.
O vazio preenche cada canto do peito,
Enquanto os sonhos dançam em desafeto.
As lágrimas são gotas que caem no abismo,
Um grito mudo, aprisionado no egoísmo.
Mas em meio à solidão, há um lampejo,
Um fio de luz que corta o despejo.
É o amor que surge como estrela brilhante,
Desfazendo a escuridão, trazendo um instante.
Pois a solidão é apenas uma estação,
Que prepara o coração para a transformação.
E na solitude, aprendemos a nos encontrar,
A valorizar a presença, a aprender a amar.
Portanto, ó solitário, não te deixes abater,
Pois em cada desafio há algo a aprender.
Encontra na solidão um elo de sabedoria,
E transcende a tristeza em pura poesia.
A solidão, embora pareça sombria,
Pode ser uma jornada de auto-harmonia.
Encontra-te em ti mesmo, no mais profundo ser,
E descobre a verdadeira essência do viver.
O amor platônico, tão complexo e profundo,
Um caminho de dualidades que nos confunde.
Na espera, encontramos a felicidade pura,
Mas também a tristeza que nos perdura.
Dizem entender o amor, mas será verdade?
Acredito que é algo além da realidade.
Pois o amor não se compreende, se sente,
É uma jornada individual e envolvente.
Se me cativas, então te amarei intensamente,
Mas será que em seu coração deixei uma semente?
Ah, o dilema do amor platônico persiste,
Sua incerteza me consome e me assiste.
Tu me fascinas, intrigas e dominas,
Em meus pensamentos, tuas pegadas são divinas.
Será que sou teu tanto quanto és minha?
Essa incerteza em mim se aninha.
No meu coração, na minha mente, é tua morada,
Vagando pela minha alma, sem rumo ou estrada.
Até quando essa paixão indecisa persistirá?
Quero descobrir, ou libertar-me desse lugar.
O arrependimento… Mesmo o arrependimento mais profundo e sincero, ainda não é suficiente para livrar alguém das consequências dos seus maus atos. Ele é importante e essencial para reforma de caráter, mas somente quando é seguido da reparação, ou seja, em fazer o bem àqueles a quem se haja prejudicado.
Alessandro Lo-Bianco
Desejo Oculto
Acalentado coração confuso
Profundo desejo oculto
Pulsa sinais de amor
Instaura se uma nova dor
Nas cartas embaralhadas ;
Refuta a realidade
O peito carregado de saudade
Traz em si uma nuvem de lembranças.
A todo momento uma constante briga
No peito uma ferida
Na mente uma cicatriz ;
Uma luta e reluta
Constante busca
Em nome do amor ;
Memórias viram saudade
Arde , arde , arde
Toda vez que te vejo.
A mente se choca toda vez que a vejo
Tento negar o inegável,
Imaginar o inimaginável
E pensando sozinho ,
Como seria bom.
Se pudesse confessar aquilo que penso
Ora , seria intenso.
Como num verso de poesia declamado
Machado de Assis? Jorge Amado?
Não .
Verso de memórias , relembrando o que há de bom
O que há de bom em amar ,
Amar,
Amar,
Amar ,
Até que um dia eu possa me curar.
CÓDIGO DE BARRO
Tenha sempre a prudência, o velho tino
de saber que não sabe tão profundo
sobre a vida; os mistérios; o destino;
as verdades de agora e de além mundo...
Se nem sei de qual dom sou oriundo,
vim brincar de viver; eis o menino
sob a capa do sábio moribundo
que descobre-se apenas um cretino...
Saibam todos que nosso tudo é nada,
somos terra batida nesta estrada
viciada - nos traga igual cigarro...
Não voamos além do próprio chão,
nem viemos dotados de visão
para ler nosso código de barro...
RELEVO SENTIMENTAL
Às vezes, sou um abismo tão profundo,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Sinto vertigem – caindo-me nas entranhas do mundo.
Às vezes, sou uma planície tão extensa,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Perco-me num horizonte vago – sem fim.
Às vezes, sou um deserto tão escaldante,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Não sei se paro ou sigo adiante.
Às vezes, sou um planalto tão irregular,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Embrenho-me em depressões cheias de espinhos e cipoal,
Cercadas de montanhas difíceis de escalar.
No mais das vezes, apraz-me ser este relevo,
Pois, ao olhar para dentro de mim,
Sou nova paisagem a cada dia,
Não conheço monotonia:
Se hoje sou depressão;
Amanhã, sou majestosa montanha,
Com meu olhar otimista,
Olhando o mundo a perder de vista;
Depois de amanhã, sou verdejante colina.
Com flores, pássaros e rios de água cristalina –,
Sou vida que não conhece rotina.
E amar o mundo, o universo profundo,
O corpo desnudo do ser e a energia dos frutos,
O processo de se autoconhecer...
É amar o útero
Quero todas as coisas que me convém do mundo
Sem preferências pessoais, somente o que for profundo
Mas uma das coisas que vem de interesse a mim
Com certeza é o sentimento de amor... Que é um sentimento sem fim;
No Olhar do Sábio
No olhar profundo de um sábio, calmo e raro,
Não há respostas, nem um simples amparo.
Há um silêncio que é prece e é perguntas,
Onde o Eterno e o humano levantam suas pontas.
De um lado, o Homem, feito de terra e temor,
Com o peso na alma e um quieto fervor.
Do outro, o Infinito, a voz sem qualquer som,
Que desenha mundos no mais fundo dom.
É neste abismo, nesta fronteira estreita,
Que a alma se perde e, perdida, se aceita.
O sábio não fala, apenas contempla a trilha
Onde a alma e a razão, enfim, se encontram.
Não é um debate, nem um duro questionário,
É o suspiro da terra buscando o seu sólio.
É a mão que se abre, vazia e serena,
Aguardando a resposta que acalma ou que envenena.
No olhar do sábio, a dualidade cessa:
D'us e o Homem na mesma quietude acesa.
E quem o encara, por um instante breve,
Vê a ponte impossível que o silêncio tece.
Cristina Santana
Ao segurar sua mão,
o mundo desacelera,
e um encantamento desperta
no brilho profundo dos seus olhos.
O coração dela, inquieto,
abandona as amarras do silêncio
e guia seus passos —
livre, pulsante, sem mapas,
sem pedir permissão.
Eu a vejo se tornar alma:
leve, intuitiva, inteira,
um feixe de ternura
pulsando luz sobre mim.
Há um brilho que dança em seus olhos,
um tremor doce nos lábios,
uma paixão que arde devagar,
como fogo que nunca se apaga.
E eu permaneço diante dela,
maravilhado por essa beleza
que se revela inteira
no instante em que ela sorri para mim.
Ao segurar sua mão,
o mundo desacelera,
e um encantamento desperta
no brilho profundo dos seus olhos.
Poema sobre a morte
A morte é um mistério profundo,
um enigma sem solução.
Ela vem sem aviso prévio,
sem convite ou permissão.
A morte é como uma sombra,
que nos segue por toda a vida.
Ela nos leva para o desconhecido,
sem deixar pistas ou saídas.
E quando a morte chega,
ela leva tudo o que temos.
Deixando apenas lembranças,
e um vazio que não podemos preencher.
Mas talvez a morte não seja o fim,
apenas uma transformação.
Uma passagem para outro lugar,
um renascimento para a eternidade.
Então, não tenha medo da morte,
ela é apenas uma parte da vida.
Abrace-a com coragem e dignidade,
e viva cada momento com intensidade.
POESANDO
Quando falamos de poesia
A alma se veste de louvor
Num profundo sentimento
Esquecemos qualquer dor.
A poesia é o verdadeiro encontro
Na beleza do encantamento
São fragmentos, são versos
Poesando o momento.
Ela extravasa a juventude
Viajamos na imaginação
Da mente e do coração.
Nas suas múltiplas faces
Na ausência da identidade
A poesia grita com liberdade.
Irá Rodrigues
Minha mãe, meu mundo
Meu universo, meu tudo
Meu pensamento mais profundo
Meu maior anseio é oferecer-te o mundo
O amor é bom de viver,
difícil de entender,
largo demais para abraçar,
profundo demais para sobreviver,
único demais para morrer,
lindo demais para se perder.
"Dizem que as canções nos arrebatam ao mais profundo de nossas almas. Mostrando as lagrimas que estão armazenadas para serem liberadas.
E por fim, da o alivio a "Alma".""
