Poemas Procurando um Amor

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⁠Dos 16 aos 35 anos, a vida é uma festa ininterrupta. É a época em que buscamos experimentar tudo intensamente: desejamos conhecer todas as pessoas, vivenciar múltiplos amores, mergulhar em paixões avassaladoras, embarcar em aventuras sem fim, explorar o mundo em viagens memoráveis e descobrir quem somos de verdade. É uma fase de sangue nos olhos, risadas que ecoam eternamente, coragem ilimitada e uma energia vital que parece não ter limites.
No entanto, após os 35 anos, começamos a amadurecer de maneira profunda. A vida nos ensina a não dispersar energia em excesso e a valorizar cada momento com mais sabedoria. A convivência com a saudade se torna mais frequente, e entendemos o significado doloroso de perder alguém querido. O luto passa a fazer parte da nossa realidade, e mesmo vivendo momentos maravilhosos, somos confrontados com a fragilidade humana de maneira mais evidente. A vida se revela como um tecido fino e delicado, que a qualquer momento pode se rasgar, nos lembrando da impermanência de tudo.
Essa jornada nos transforma, nos molda em seres mais resilientes e compassivos. Apreciar cada fase da vida, desde a exuberância da juventude até a serenidade da maturidade, é um privilégio que nos ensina a valorizar cada experiência e cada pessoa que cruza nosso caminho.

Inserida por leonardo_lyra

Beijo

⁠A beijos que possuem vida
Beijos que possuem dor.
A beijos que carregam saudade
E também muito amor.

A beijos que não se tocam os lábios
Mas que vivem no coração.
A beijos carregados de palavras
Mas sem nenhuma ambição.

A beijos que o mundo carrega
Mas cuidado com a reação.
Pois beijar por beijar não tem graça.
E não deixa o mais importante
Uma marca em nossa alma.

Alexandre C.
Poeta de Libra

Inserida por poetadelibra

Pense no Hoje
Quando te criticar, saiba que você está sendo observado. Por que o teu brilho incomoda. Eles tentaram ofuscar tua essência, porém Deus está contigo. Não importa o quanto tentem, não iram conseguir!

Inserida por ChagasPiter01

⁠“prego”

Talvez que um dia no verso meu chorado
sob a luz da saudade, num versar falando
tu ouças nas rimas o meu ser apaixonado
em um grito de padecimento te saudando
Está lágrima que fez o papel ficar borrado
não se atenha. É meu prosar lacrimejando
quando vaza do coração pra ser escutado
e que na dor da solidão vai transbordando

Não é simples sofrer, ou, que nada valeu
é aperto no peito e, que ainda não passou
e cá no soneto, um suspirar cruciante meu
O grito, se ouviste, por favor, é sentimento
que vai corroendo a súplica, assim, te dou
um canto: com choro, gemido e sofrimento.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 junho 2024, 15’04” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A dicotomia entre o espaço privado das mulheres e o espaço público dos homens é um tema recorrente na análise das dinâmicas de poder e gênero ao longo da história.

No contexto das antigas sociedades monárquicas, as mulheres eram frequentemente relegadas ao espaço privado, limitadas aos domínios do lar e da família, enquanto os homens ocupavam o espaço público, engajando-se em atividades políticas, econômicas e sociais.

Um exemplo emblemático desse paradigma é observado nos objetivos das princesas dos contos de fadas, cujo principal objetivo era ser escolhidas por um príncipe.

Esta narrativa simbolicamente reforça a noção de que a realização feminina estava atrelada à aprovação masculina, representada pela metáfora do sapatinho de cristal.

Após o príncipe passar por um teste de aptidão, que envolvia a prova do sapato, todas as mulheres eram submetidas a esse mesmo critério de escolha, e apenas uma seria privilegiada.

Esse estado de submissão e falta de autonomia é simbolizado pelo sapatinho de cristal, que além de representar a castidade, também reforça a ideia de que a validação social e a consideração como indivíduo dependem da escolha por um parceiro masculino.

O ideal de amor romântico, difundido ao longo dos séculos, consolidou esse modelo, colocando as mulheres em uma posição de subordinação e limitando sua autonomia.

Qualquer tentativa de separação ou independência era muitas vezes vista como um desvio do ideal socialmente aceito, um pecado contra a ordem estabelecida.

Assim, a análise crítica desses temas revela não apenas a construção histórica e cultural das relações de gênero, mas também os impactos duradouros do ideal de amor romântico na configuração das identidades femininas e masculinas, perpetuando padrões de submissão e limitação da autonomia feminina que ainda ressoam nos dias de hoje.

Inserida por I004145959

Saudade

⁠A saudade não tem nome
Nem tempo, para se acabar
Ela maltrata o coração
E faz os olhos chorar.

A saudade é o sentimento
Mais lindo no mundo
Pois nele contém o amor,
Desde a época de menino.
Dos amigos que nós víamos
Mas hoje já tem partido.

A saudade bateu no peito
E veio aos olhos embasar
Quando a vida tinha valor
E o homem, valorizar
Mas hoje por um simples olhar
Há de engatilhar uma arma
E a vida se acabar.

A saudade não tem face
Mas sempre a vemos no tempo
A imagem da pele que tem a enrugar
Mesmo que o céu se escureça
Ela jamais irá deixar de existir

Alexandre C.
Poeta de Libra

Inserida por poetadelibra

⁠Nós fomos...

Na loucura da vida
Fomos a sensatez
Do racional.

Alexandre C.
Poeta de Libra

Inserida por poetadelibra

⁠As asas do meu sonho não conhecem fronteiras,
Rompem distâncias e o véu da realidade.
Em silêncio, minha alma te chama inteira,
Desvendando-se em versos de pura saudade.
Cléber Novais

Inserida por clebernovais21

⁠Não temos tudo que desejamos porque desta forma seria muito fácil, mas geralmente temos oportunidades para tudo...
Só precisamos agarrar elas.

Estou querendo só uma oportunidade para te fazer muito feliz!..

Inserida por apollo_nascimento

Conto: Noite de Inverno

⁠Era uma noite de inverno, o vento gelado soprava lá fora, fazendo com que as chamas da lareira dançassem alegremente. Dentro daquela casa antiga e acolhedora, as almas iluminadas se reuniam em torno do fogo, compartilhando histórias e boas energias.

A anciã da casa, com seus cabelos prateados e olhos sábios, olhou para seus convidados e sorriu. "Boa Noite almas iluminadas", ela começou, sua voz suave enviando ondas de serenidade pelo salão. "Venho aqui lhes desejar uma doce, encantada, tranquila e aprazível noite."

Os presentes sorriam, sentindo o calor do amor e da amizade que os envolvia naquela noite especial. As velas espalhadas pela sala lançavam uma luz suave e mágica, iluminando os rostos sorridentes e os corações cheios de gratidão.

Enquanto o tempo passava, as histórias se desenrolavam, algumas reais e outras imaginárias, todas tocando os corações de quem as ouvia. As emoções fluíam livremente, trazendo risos, lágrimas e suspiros de admiração.

E então, como se por encanto, a velha anciã começou a cantar uma antiga canção de ninar, cuja melodia envolvente acalmou as mentes agitadas e trouxe paz aos corações cansados. Os presentes fecharam os olhos e se deixaram levar pela magia do momento, sentindo-se transportados para um mundo de sonhos e fantasia.

E assim, naquela noite de inverno, as almas iluminadas foram abraçadas pela magia do amor e da amizade, encontrando conforto e alegria na companhia uns dos outros. Que neste inverno eles estivessem docemente aquecidos, não apenas pelo fogo da lareira, mas também pela chama da amizade que ardia em seus corações para sempre.

Inserida por AlineCairaG

⁠Me deixe

Me deixe sorrir
Mesmo que meu sorriso
Esteja carregado de lágrimas

Me deixe sorrir
Mesmo que a fome
Venha me atormentar

Me deixe dormir
Assim como o sol
A noite se põe

Me deixe partir
Se assim meus olhos
Se fecharem
E Deus exigir minha presença

Apenas me deixe
Pois ainda vou sorrir
Irei chorar
Guardar mágoas
E o mundo questionar
Pois nessa vida por mais que cresçamos.
Para Deus
Sempre seremos eternas crianças.


Alexandre C.
Poeta de Libra

Inserida por poetadelibra

⁠No silêncio do crepúsculo, onde as palavras se encontram e se entrelaçam como fios de luz, ecoam memórias de um amor que transcende o tempo. Ela disse palavras que fluíram como rios límpidos da alma, carregando consigo a promessa de um encontro futuro, onde as feridas do passado encontrariam a cura.

"É muito bonito e profundo, Ítalo... Não quero brigar, nem revisitar o que foi ou o que poderia ter sido. Um dia, nossa conversa final encontrará sua resolução, digna de ser eternizada em seu devido lugar."

Seu tom era um sussurro de esperança, uma melodia de confiança depositada nos fios invisíveis que ainda os uniam. Reconhecia nele um guardião de seu mais puro ser, aquele pedaço de sua essência que resistiu ao tempo e às tormentas da vida. Era a parte de sua inocência e genuidade que permanecia, resguardada nos braços dele.

Ele, por sua vez, respondeu com a serenidade de quem sabe que o tempo é um tecelão paciente de destinos entrelaçados:

"Quando estivermos novamente em comunhão, seremos resgatados ao paraíso."

Suas palavras eram um juramento de retorno à pureza dos sentimentos, à tranquilidade de um paraíso perdido e encontrado novamente nos laços eternos do amor verdadeiro. Assim, entre promessas sussurradas ao vento e esperanças entrelaçadas no firmamento, seus corações aguardavam o reencontro, onde a luz do amor os guiaria de volta ao lar que sempre pertenceram.

Inserida por italo0140

⁠⁠MÍSERO MOMENTO

Mísero momento meu, cheio de desalento
de um coração partido, emoção ressentida
rimas de ira, nostalgia e suspiroso lamento
- Como não sentir a está poética tão doída?
Padece a prosa e poeta todo o sofrimento
a flagelar o soneto numa agonia possuída
rude, sim, mas não simulando sentimento
é dor, é rasgar, uma sensação desmedida

Chora o versar, versa o choro, excessivo
é intenso, é amargo, farto de argumento
e que fica a perseguir, por qual o motivo
Vós, testemunheis, ó poema, o tão lento
pesar. Ah! quanto amei, e o quão é vivo
este mal, que apoquenta o pensamento.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 junho 2024, 20’11” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Dor

A dor é algo que bate no peito
Caminha conosco sem jeito
Molda um novo guerreiro.

Dor que faz as lágrimas dos olhos caírem.
O coração palpita e do peito quer saltar.

Dor não se explica, se sente
No peito e as vezes nem o tempo
Consegue apagar.

Alexandre C.
Poeta de Libra

Inserida por poetadelibra

⁠Vivemos em uma sociedade que muitas vezes nos ensina a colocar as necessidades e desejos dos outros em primeiro lugar. É como se fosse um senso comum de que devemos sempre nos dedicar aos outros, deixando nossas próprias necessidades em segundo plano. No entanto, essa mentalidade pode ser extremamente prejudicial para nossa saúde e bem-estar emocional.

É fundamental lembrar que cuidar de si mesmo não é egoísmo, mas sim uma forma necessária de amor próprio. É impossível estarmos verdadeiramente presentes e cuidarmos das pessoas ao nosso redor se não fizermos o mesmo por nós mesmos. Portanto, se cuide.

Amar a si mesmo também é fundamental para conquistar o respeito e o amor das outras pessoas. Quando nos colocamos em primeiro lugar, emitimos uma mensagem de valorização pessoal, ensinando aos outros que merecemos ser tratados com respeito e consideração. Afinal, se não nos amamos, como podemos esperar que os outros nos amem?

O Mandamento diz para amar ao próximo como a nós mesmos, e isso confirma a importância de nos amarmos antes de tudo. Quando nos dedicamos em amar e cuidar de nós mesmos, estamos capacitados a oferecer amor e cuidado genuínos aos outros. É uma troca de energia saudável, em que todos se beneficiam.

E se por acaso você não tem praticado o amor próprio, não se preocupe, nunca é tarde para começar. A qualquer momento podemos tomar a decisão de nos valorizarmos mais e nos colocarmos em primeiro lugar. Às vezes, pode ser necessário buscar ajuda profissional para aprender a construir essa habilidade tão importante, e não há vergonha nenhuma nisso. Reconhecer que precisamos de apoio é um ato corajoso e sábio.

Lembre-se: você é a pessoa mais importante da sua vida, e merece todo amor, respeito e cuidado. Portanto, se cuide, se ame e se coloque em primeiro lugar. Você perceberá como isso mudará positivamente suas relações e sua própria vida.

- Edna de Andrade

Inserida por EdnadeAndrade

⁠Olhar diferente

Houve um tempo que me olhava atravessado,
E eu não conseguia entender o significado,
Para esse olhar tão limitado.

Seu olhar por mim agora está diferente,
Mais reluzente,
Fita-me inteiramente,
De um jeito bem envolvente.
Parece estar vorazmente,
Desnudando-me a alma,
Observando meus desvio e defeito,
Sem nenhum preconceito.

Seu olhar expressa amor,
Com muito louvor,
Demonstra forte clamor,
E é encantador.

Inserida por elaine_cristina_lino

2004

Construí uma Ilusão e coloquei-a na prateleira do meu quarto, todo dia eu acordo e olho para ela.
Deixe-me, é a Minha Ilusão, vai me dizer que você não construiu a sua?
E eu falo dela para todo mundo.
Se me ouvirem falar sobre ela não sintam inveja; construí ela aos 16 anos.
A realidade insiste em quebrá-la e eu já colei tantas vezes que já não há possibilidade de cola-la.
Deixe-me em paz, dona realidade; longe de você sou só eu e a minha Ilusão.
Linda, cuidadosa, amorosa e educada.
Poucos a viram, tenho medo de ser roubada, ela é uma joia dourada… rara, dessas que não existem mais, nunca… nunca mais.

Inserida por vanessavianalima

⁠Perdoar não significa ignorar o mal, mas liberar-se do peso da amargura e permitir que a graça de Deus transforme a situação. Esta prática de perdão contínuo é fundamental para a paz interior e para a construção de relações mais saudáveis.

Amar não é uma tarefa fácil, mas é um mandamento que nos transforma. Lembra-te do perdão que concedi à mulher pecadora: “Seus pecados estão perdoados” e “Sua fé a salvou. Vá em paz” (Lucas 7:48, 50). Aquele que ama, perdoa, e aquele que perdoa, é liberto. Amar os outros, mesmo os difíceis, é um reflexo do amor que Deus tem por nós.

Inserida por dominici01

⁠Que coisa! Mais louca.
Diariamente eu acordo com mais vontade da sua boca!

Como é possível isso?
Quais feitiços existem nos teus lábios?
Quanto mais tenho os teus beijos, maior é o desejo...

Nem dá para acreditar, mal o dia amanhece e a saudade de você já me faz despertar.

Inserida por apollo_nascimento

⁠MANIFESTO

Para mim vieste no correr dos anos
dos anos ao correr surgiste ardente
cá no tom não há qualquer engano
no quotidiano tornaste tão presente
Assim, então, no intento eu fiz plano
e, quanto ao sonho, fizeste semente
gente que sonhei, ao coração lhano
sentimento sem dano, que se sente!

E, num particular dia fatal do destino
aprofundei no teu olhar, esperançoso
suspirei, a alma se viu num desatino
Hoje, me julgo, singular, ao teu lado
um achado venturoso, tão amoroso
dum sentencioso amor enamorado.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30 junho 2024, 17’41” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol