Poemas para quem Partiu dessa Vida
A vida é uma atrevida travessia
Há quedas e constantes tropeços
Forçando-nos a estagnar no tempo
Só os destemidos buscam recomeço.
Sangue no chão nunca foi sinal de derrota.
É sementeira.
A vida nos ensina:
O que parece fim é começo.
O que dói, fortalece.
O que sangra, renasce.
Cada luta, cada queda, cada ferida aberta no asfalto da existência...
Não é marca da morte, mas raiz da resistência.
É do chão manchado que brota a revolução.
É da dor regada que nasce a revolução.
Essa abordagem transforma a dor em poesia visual, alinhada ao espírito de resiliência que a frase propõe.
Deus está presente em teu coração?
Deixa-O entrar, e tua vida se transformará do vinho para a água.
Viver melhor é aprender a amar o próximo.
Sapienciais 3:18
Busquei muita sabedoria nas bibliotecas, igrejas e universidades da vida, mas só encontrei sabedoria humana. Contudo, quando tive um encontro real com Jesus Cristo, conheci a verdadeira sabedoria, uma sabedoria que não é enfadonha, mas sim confortável.
Sapienciais 2:7
O mistério da sabedoria em tua vida é uma alavanca para teu ministério, pois proporciona interpretações e revela ao meu povo o caminho da paz, do amor e da salvação.
Degraus da Vaidade
A vida é feita em degraus,
e cada degrau, uma entrega.
Subimos com esperança,
mas a escada é feita de brumas.
O primeiro degrau brilha com sabedoria,
mas logo aprendemos que saber não salva.
O tolo e o sábio partilham o mesmo pó,
e o tempo apaga ambos os nomes.
No segundo degrau, plantamos com suor,
mas a colheita, por vezes, vai às mãos de estranhos.
O herdeiro não labutou,
mas ceifa o que não semeou.
O terceiro é o do propósito —
mas há planos que não nos pertencem.
O Altíssimo ri dos acúmulos dos ímpios,
que servem, sem saber, aos justos.
O quarto degrau é o sucesso,
espelho dos olhos alheios.
Corremos por glórias vazias,
esquecendo que pó não segura troféus.
O quinto degrau é o da solidão dourada:
o homem que junta, mas não se alegra,
sem mãos que lhe toquem o ombro,
sem olhos que o chamem de irmão.
O sexto é a coroa da fama,
que brilha até o trono se esvaziar.
O povo esquece o nome do rei,
e suas obras morrem com seu eco.
O sétimo é o ouro que nunca basta.
Quem ama a moeda,
nunca ama o bastante.
A alma faminta não se farta com cifrões.
O oitavo é a cobiça —
o desejo de sempre mais.
Mas o que se contenta com pouco
já possui o que o mundo inteiro busca.
O nono é o riso sem alma,
o som dos espinhos queimando em vão.
O tolo se diverte com fumaça,
e não percebe a cinza que resta.
O décimo é o louvor aos perversos:
morrem os maus,
e recebem flores da mesma cidade
que sofreram por seus feitos.
E assim subimos os degraus,
cada um ensinando o peso da vaidade.
Mas mesmo em meio ao vazio,
há sabedoria para quem escuta.
Pois o homem sábio
não nega os degraus,
mas sobe por eles
com olhos no alto —
onde não há vaidade,
só eternidade.
A vida é feita uma escada que temos que subir
não importa o quão alto consiga ou se esforce para chegar!
Haverá os que pulão vários degraus e acham estar no ponto mais alto
Haverá os que acham que esta difícil de mais subir degrau por degrau.
O que diferenciará você dos demais ou um dos outros é nada mais
que sabermos quantos degraus fomos capazes de subir superando nossos limites e adversidades. Pois se tivermos uma queda não importando a altura
que tivermos conquistado seja o penúltimo ou o último dos degraus.
Não nos abalaremos se tivermos que subi-los novamente por conhecer nossa capacidade de recomeçar do primeiro.
"Devemos buscar ter a visão igual ao da águia para conquistar tudo em nossa vida.
E ir nos permitindo sempre voar o mais alto possível.
Quem não vê isso como qualidade em nós e tenta nos fazer desistir.
Ou não acredita na própria mudança,
ou deixa as pessoas fazerem ela acreditar que sempre será como pombo e voará abaixo de seus sonhos a vida toda"
"Olhe sempre os dois lados da vida,
como quem examina uma nota de cem,
buscando a verdade além das aparências."
No início, nos ensinam que lá fora extem monstros.
Mas ao longo da vida, descobrimos que os monstros são pessoas.
A realização de um sonho custa caro e pode custar uma vida inteira.
Mas desistir de um sonho é sem custo e leva apenas segundos.
Algumas pessoas passam por nossa vida
E não são tão relevantes,
Tem as que se tornam muito importantes,
E outras para terem um fator determinante.
E de algum modo, todas as que passam,
Tem sua parcela fundamental,
Algumas para nos deixar um lição crucial.
As que passam, e para nós se tornam especiais
E tem as que fazem, com que não as esqueçamos jamais
Talvez o problema na vida seja esse,
Sempre querer o muito de tudo
O intenso, o profundo
E se frustrar
Por ter somente uma pequena partícula
Uma escolha errada pode mudar sua vida em questão de segundos.Tudo vai se transformando em minutos.
O mundo muda o tempo todo.
E a gente termina mudando também.
O mais incrível é descobrir o tanto de gente que torce contra você. Parece que a sua derrota alimenta os seus egos. Mais esse é o aprendizado que fica da sua escolha errada.
O pior é que você só descobre que fez a escolha errada depois que aquele segundo já aconteceu.
ATÉ QUE AMANHEÇA
Embrulho a vida,
Momentos doces e amargos,
Lembranças pesadas ou leves passagens,
A suavidade de um beijo
Ou agruras quaisquer na viela do esquecimento
Empacoto o presente...
Ou os mais íntimos toques
Que eu não consigo reprimir
E vigio...
Vigio a melancolia didática,
Toda aspereza da mais simplória estrofe
Que eu escondo no fundo do arquivo
Contudo arranha-me a sensibilidade...
Vigio fantasmas que me empurram da escada
Ou penduram cordas nos caibros
Como um sinistro convite
Vigio a porta, que um forte vento teima em abrir
A campainha que nunca toca...
O telefone que nunca chama
Para confidencias durante a madrugada
Vigio a Remington num esquisito toque-toque
Como um estranho soneto de um enredo obsoleto...
O gotejar incessante de alguma torneira
No mais profundo silencio
Ou passos pelas dependências da minha ânsia
Vigio pilhas de livros sobre a minha ignorância
Vultos atrás da cortina
Sussurros no hall superior
E uma gargalhada estridente, efeito de aguardente
Que vem do corredor...
Vigio a madrugada com seus enigmas
Que conduz o seu perfil ao meu subconsciente
E me transporta a este estado de tensão e medo...
Até que amanheça e me autopsiem...
Homem sem Fé
Autor: Tadeu G. Memória
Existo na vida e vivo num sonho
Morro no dia a dia e me enterro na letargia
Existo no sonho de todas as coisas incríveis quer não existem.
Faço amor mas não amo o que faço,
Ou amo o que faço, mas não faço com amor.
Eu sou homem,
O homem sem nome, sem onde, sem fé.
Sou parte do que componho,
Sou metade verdade, metade sonho.
Existo num sonho ou sonho que existo.
Sou homem,
Tenho dois olhos que só acreditam no que vêem
Ou só vêem o que acreditam.
Tenho uma boca que sente fome,
Ou pressente a carne,
Tenho mãos que se pedem pra abrir,
Mas só abrem pra pedir.
Tenho um corpo que tem necessidade de sentir,
Mas só sente necessidade.
Tenho um sorriso que só contrai,
Tenho um rosto que é só estampa,
Tenho um perfil que se envolve com o tudo
Mas absolve no nada.
Existe nisso tudo, e por isto tudo persisto na inexistência.
GARIMPEIRO
A vida é um rio,
E o poeta garimpa todo sentir,
Diamantes e esmeraldas
Seriam grandes amores,
Eu só tenho cascalhos
Numa estação de estio...
Às vezes a vida esquece a gente,
E a gente vai passando,
Passando despercebidamente,
Passeando pela vida...
Pensando que a vida passa,
E a vida passando a gente...
Não quero entender a vida
nem sei se posso entendê-la
permeio caminhos tortos
chorando por seus abortos
me inspirando com a lua
me encantando com as estrelas
não quero entender o amor
nem sei se seria capaz...
o amor está bem além
do que me traz satisfação e paz...
AUSÊNCIA
Prismas diferentes dão tonalidades diferentes às verdades da vida. Ás vezes sob o cajueiro centenário, que se espalha no fundo do quintal, fico a observar o firmamento; acho que é uma forma romântica de preencher ausências; é um ângulo que de certa forma me protege de mim mesmo. Cada estrela dessas é uma ausência e sob o cajueiro eu sou um prisma perdido que seus galhos camuflam, e a angústia de ser só é de alguma forma sacudida; e os meteoros que viajam cambiantes eu chamo de estrelas cadentes e faço um desejo. O cajueiro já me conhece, e conhece todos os meus desejos; conheceu a minha primeira namorada e seus gemidos; bem perto de sua raiz enterrei demônios: cajuzinhos em oferenda para o Deus das estrelas; acreditava que assim as namoradas voltavam; mas no meio da noite sempre tinha pesadelos com seus galhos me apertando; acordava de madrugada, corria pra janela e observava o cajueiro sacudido pelo vento litoral; parecia comemorar alguma coisa; talvez a minha ausência, até que de trás de seu tronco iam surgndo as namoradas, que leves como algodão, eram carregadas pelo vento ou arremessadas pelos seus galhos em direção a abóboda celeste. Cada estrela dessas é uma ausência, mas o cajueiro floresce com a neblina primaveril numa promessa fiel e infalível de frutificar e acolher agruras e angústias de qualquer ausência.
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