Poemas para Fita de fim de Curso
Soneto da Eternidade
No manto azul da noite, o sonho invade,
Trazendo a paz de estrela cintilante,
O tempo se dissolve em eterno instante,
E o coração se acalma no leito da saudade.
Na voz do vento, ouço a eternidade,
Que sussurra segredo, calmante.
Enquanto o céu desenha, radiante,
A essência pura da imortalidade.
Na vastidão do ser profundo,
Mergulho em pensamentos infinitos,
Buscando a verdade além do mundo.
Pois sei que no silêncio dos aflitos,
Há um eco de luz que nos inunda,
E torna eternos nossos gritos.
Sombras da existência
Trabalha sem amor, na vida escassa,
Caminha sem um norte, em sombras frias.
O tempo se desfaz em agonia,
E o olhar se perde, onde nada passa.
O sangue, já sem cor, sem fé, sem brasa,
Flui lento, em gestos vãos, sem fantasia.
Nos corpos que se movem, a apatia,
Na rotina apagada, nada abraça.
Sonhos desfeitos, vida sem encanto,
O grito preso, a voz que já não clama,
Na noite que se alonga, só o pranto.
E o fim se aproxima, fria trama,
A escuridão avança com seu manto,
E o que restará? Só a voz que chama.
O desejo da mariposa
A mariposa não teme a morte,
anseia a luz como quem sonha o eterno.
Seu voo é um verbo que se conjuga em chamas,
um desejo faminto de tocar o impossível.
Ela não conhece a linguagem do medo,
apenas o chamado incandescente,
um segredo gravado em suas asas
como um poema que se desfaz no fogo.
Na lâmpada, no círio, na estrela,
tudo nela é pressa de ser centelha,
de ser faísca e se tornar universo,
de arder até o nome se apagar no vento.
E então, no último tremor das asas,
quando o brilho a devora sem piedade,
ela se torna o que sempre quis:
luz sem corpo, incêndio sem fim.
O Eterno Crepúsculo
Caminha o homem, sem rumo, sem lares,
Sob um céu de cinzas, em tons sepulcrais.
O vento murmura segredos dos ares,
Levando memórias, levando sinais.
As cidades jazem, ruínas vazias,
O tempo as consome, num último ardor.
Os nomes se apagam, virando poesias,
Sussurros dispersos, sem fé, sem fulgor.
A vida, um eco que morre ao ser dita,
Um breve estilhaço em meio ao vão.
O homem conhece a dor infinita
De ser luz fugaz na imensidão.
Sem pressa caminha, pois nada perdura,
Nem o tempo, nem a razão.
E no efêmero, a beleza mais pura,
O peso da morte, a redenção.
Ergue-se o sol, um astro em cansaço,
Suspenso no abismo do tempo sem fim.
O homem sorri, num último instante,
E some no vento, num verso ruim.
O ÚLTIMO HOMEM LÚCIDO
Há um homem que caminha
sem pressa, mas sem lugar.
Ele não tem casa, não tem templo,
nem tem vontade de rezar.
Carrega nos olhos o peso
de quem entendeu cedo demais
que viver é transitar entre enganos,
e amar, um luxo dos incapazes.
Recusou o conforto das crenças,
o colo das certezas vendidas,
preferiu o frio da dúvida,
a vertigem das palavras não ditas.
Enquanto o mundo se distrai
com espelhos e ilusões de poder,
ele sussurra perguntas antigas
que ninguém mais quer responder.
"Quem sou eu?" — ninguém responde.
"Pra onde vai o tempo?" — silêncio.
No teatro da existência,
ele é o ator sem texto, sem lenço.
Não é herói, nem mártir, nem vilão.
É só alguém que não dorme,
porque vê demais, sente demais
e já perdeu a fome.
Mas ainda canta, às vezes,
não por alegria ou fé.
Canta porque o som da própria voz
é tudo o que lhe resta em pé.
Fragmento de Alguém
Não há começo.
Há restos.
O que ficou depois que a vida passou
e os olhos ficaram presos à janela.
Não é nome o que se carrega,
mas marcas —
de amores que queimaram antes de aquecer,
de palavras ditas tarde demais,
de silêncios que falaram por nós.
Já se imaginou inteiro,
quando a juventude ainda ardia
e alguém dizia que o tempo era um engano
e amar, uma vertigem sem rede.
Depois, aprendeu a ternura dos gestos mínimos.
O chá servido com mãos que tremem,
a música baixa que cobre a ausência,
o toque que não exige, mas ampara.
Não se busca memória.
Busca-se não sumir.
Não se deseja contar,
mas apenas soprar os cacos
de quem ainda respira entre ruínas.
Não se sabe terminar.
Nem os versos.
Nem os dias.
Nem a si.
Fragmento de Mim
Não começo.
Não termino.
Sou o intervalo entre o que passou e o que nunca veio.
Carrego pedaços —
ecos de vozes que já não me chamam,
calafrios de toques que o tempo apagou.
Já me entreguei inteiro a quem não ficou.
Já ardi por dentro sem que ninguém visse a fumaça.
Aprendi a amar no escuro,
com medo da luz mostrar demais.
Hoje, caminho com mais cautela.
Não por medo, mas por memória.
Há ternura no gesto contido,
há desejo no silêncio que não grita.
Não procuro mais sentido.
Procuro abrigo.
Um canto onde eu possa não explicar.
Apenas ser — sem enredo, sem promessa.
Tenho um mundo dentro que ninguém visita.
Um vazio que aprendi a conversar.
Às vezes, só preciso que alguém escute
o que nem eu consigo dizer.
Sou feito de pausas,
de tentativas,
de páginas rasgadas que nunca viraram história.
Mas ainda estou aqui.
Mesmo que em pedaços.
Uma paixão.
Eles eram dois sonhadores, claro, viviam no mundo da lua, sim, em um mundo magico repleto de coisas boas. Eles sabiam que as nuvens não era de algodão, eles sabiam, por isso... junto com ela foi o resto das minhas palavra de amor!
- De um romance pela metade 1999
Se eleve-se seja a elevação que
você sempre sonhou, seja a sua
maior evolução desses poucos
% que não procura a evolução
cotidiana.
Não vivemos muita coisa. Nem vamos viver.
Não rodopiamos na chuva
Não caminhamos por aí, sem rumo
Não fizemos planos
Não trouxemos para casa um gato abandonado
Não assistimos juntos um filme antigo
Não dividimos o sorvete no mesmo pote
Não cultivamos plantas, medos, sonhos, almas
E agora?
Agora, é adeus e boa sorte.
Rumo ao frio, ao vazio, ao desconhecido!
Viajante
Imerso no seu mundo de sonhos
Viajante
Preso na sua fantasia
Viajante
Cheio de planos que não se concretizarão
Viajante menino
Viajante homem
Com a retina cheia de luz e saudades
Viajante que brilha mais que o sol
Que dá mais voltas que o sol
Que tem mais histórias para contar
Que o próprio sol...
Viajante que traz em si
Toda a força, coragem e gana de viver
De um menino correndo atrás de uma pipa
Viajante que me faz lembrar
Livros que preciso ler
Coisas que preciso fazer
Palavras que tenho que aprisionar...
Viajante...
Que viagem te conhecer!
Obrigada por tudo
Pelo incerto
Pelo absurdo
Em uma curva qualquer
eu devolvo dobrado
Seus sonhos sombrios
Infinitos
vazios
calados.
Quero tanta coisa
Tanta coisa boba e banal
Tanta coisa fácil de ter
Quero destravar os sonhos
Deslimitar as fronteiras
Derrubar as cercas as travas as amarras
Quero buscar o limite do horizonte
E plantar nele o meu arcoíris
Quero olhar de frente o sol
Até queimar
Minha retina.
Quero a embriaguez da chuva
O calor dos vulcões
A sensação de acordar ma roça
Quero tanta bobagem que tenho vergonha de dizer
Fazer uma escultura de pedra
Usando seixos do riacho
Quero deitar no meio da rua
Quando for já tarde e seguro
Quero tomar banho na fonte
Usando máscara e snorkel
Quero um sem fim de coisas bobas
Que é para esquecer que eu não tenho
Você.
Ainda vamos descobrir um jeito de ficarmos juntos
Juntos na chuva, no sonho, no sal
Juntos na primavera, nos verões, nas manhãs de outono
Juntos na sala, na cozinha, no quarto, no banheiro
Juntos juntos
E juntos separados
Juntos quando uma boca completar a frase do outro
E juntos quando a risada for igual,
Consoante, firme e verdadeira
Ainda vamos descobrir um jeito, um lugar, um som, um momento
Que nos ate
Que nos prenda
Que seja nosso
Vamos descobrir ou inventar, não importa
Vamos fazer esse dia
Ou fingir que ele existe
Vamos acender todas as estrelas
E beber cada uma delas até o fim
E assim, grávidos de luz e poesia
Parir o mundo onde possamos existir.
Acabou, acabou, acabou!
Que venha 2018
Bonito, puro e elegante
Cheio de sonhos e promessas
Que faça acontecer o amor
Que restabeleça a saúde
Que recobre o ânimo, a vontade, a esperança
Que traga novos amigos
Que conserve a família unida
Que seja bom de viver
Que seja um visitante ilustre...
Que se esparrame em nós!
Nessa noite escura
Permanece apenas
As luzes de nossos sonhos
Que apesar das dificuldades
Insistem em brilhar
São mais fortes que nós
Quando o quesito é
Confiar na esperança
Ou como a luz,
Que reluz, e no fim reproduz
O único ser que nos conduz
Quando as portas se fecharam
Elas ficaram acesas
Não havia como
Entrar para apagar
Então entendi que ali era a luz da esperança
Como a luz do quarto que saímos e esquecemos acesa
Mas não temos oportunidade de entrar para apagar
Apagar uma luz, que foi propositalmente esquecida acesa pelo Pai das luzes, que iluminou as estrelas e as nomeou com nomes e as deixou acesas, para que somente ele pudesse apaga-las.
Então, sejamos lógicos, mas sonhadores,
Aceitemos limites, mas sem desistir.
Pois o impossível, com suas cores,
Às vezes nos dá mais do que pedir.
Um Mundo de Sonho/Um Sonho de Mundo
Deslizo pelas rugas dos lençóis,
O lume do dia
Vem brincar sobre o teu corpo.
Olho-te…Espero-te…
Saímos,
Vulgos exploradores,
Com vontade de descobrir recantos
Torná-los nossos.
Naquela loucura infantil
Característica dos amantes.
Conduzida por Ti, sorvo ruelas
Vislumbro varandins a dourar ao sol
Dirigimo-nos ao mar
Sabes sempre,
Adivinhas sempre, onde quero estar!
Sol, areia e salpicos salgados.
Envolto pelas lágrimas marinhas,
Reflectes-te em mil pedaços,
Cada qual com o seu brilho,
A sua cor…
As minhas mãos procuram as tuas,
Querem entrelaçá-las, guardá-las…
Hoje, tenho as tuas gargalhadas,
Diluídas na brisa fresca que teima em brincar com os meus cabelos.
Os raios de sol vêm,
Suavemente,
Despedir-se de nós….
Deslizo pelas rugas dos lençóis
E, acordo d’um dia perfeito
No sonho de uma noite.
Sonhar é viver…
Sonhar é viver...
É deixar a vida acontecer.
O importante é fazer de cada minuto uma vitória,
Uma glória, Um sentimento...
Que se conquista a todo o momento.
Sonhar também é ficar feliz
Sonhar é encantar,
É saber esperar.
Porque todos nós sonhamos!
Sonhamos com todas as coisas
Que desejamos ter e não temos!
Sonhamos com os nossos sonhos
Sonhos feitos à medida da nossa cabeça!
Sonhamos com amores
Amores feitos à medida dos nossos corações.
Não vamos deixar voar os sonhos.
Vamos segura-los com a mão,
Com Ternura, com Paixão…
Não vão eles fugir…
Mas… Se partirem, se isso acontecer,
Vamos então deixar que partam mas apenas
Com um suspiro!
Por isso não vamos deixar morrer o sonho.
Vamos lutar à nossa medida!
...e se não conseguirmos aprender a sonhar
Mesmo depois de tanto tentar
O mais importante é saber que esse dia
"um dia vai chegar"
e que vais PODER SONHAR...!
SONHAR À TUA MEDIDA!
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