Poemas para Fita de fim de Curso
§
...
Na estrada e
longe da cidade
foi onde tudo começou
onde construir minha casa
onde cultivei meu amor
—
A semana começou com muitas sementes nas mãos e pés descalços ao chão na casa do semeador. No instante ardor dos desafios do arado, os olhos e ouvidos estão postos a uma nova forma de lavrar. Nasceram ventos, palavras, silêncios. No coração, frutos e amadurecimentos; quem dirá agora o que plantaremos?
(TORVIC, a casa do semeador).
(estrada)
Entre luz e sombras
Íamos caminhando
Havia rios e som de estrada.
.
Livro: A eternidade das árvores 🌳
O som é um caminho
o coração nos manda caminhar
há trigos, há joios
há céus, há mar
Amaria a tuas bandeiras?
soprei na aste do barco azul
cantando as folhas
nos rios da imaginação.
MEU PARAÍSO
Aqui é paz.
Aqui é lindo.
Silencioso do jeito que eu sonhei.
Eles não sabem do
Porquê de eu abandonar
aquele lugar.
Mas eu sempre imaginei que,
Fora de lá, tudo seria melhor
Para mim.
Eu saí de lá do jeito que eu
quis.
Eu que decidi sair.
Não me tiraram.
Não tentaram me tirar.
Não fui expulsa.
Eu sai.
Há quem julgue minha decisão,
Mas, eu morri do jeito mais
humano que alguém poderia.
Eu escolhi o jeito que eu
Iria partir.
Eu mesmo dei o meu próprio fim.
Estou começando com o homem no espelho
Estou pedindo para que ele mude de atitude
E nenhuma mensagem poderia ser mais clara
Se você quer fazer do mundo um lugar melhor,
Olhe para você mesmo e depois faça essa mudança
Você tem que fazer do jeito certo, enquanto ainda tem tempo
Porque quando você fecha seu coração,
Então você fecha a sua mente
TEUS FANTASMAS SÃO MEUS
Os fantasmas que rondam
Teus sonhos
Encontram-se nos sonos que sonham
Meus sonos
Refletem-se nas sombras das ondas
Que sondam
O sonho que sonhei...
Em um labirinto
E grandiosas criaturas metálicas
Perseguiam-me sem tréguas
Diante de gigantescos obstáculos metafóricos
Que me afligiam
Lembra, havia lindas mocinhas
Bem vestidas a me clarear
As saídas perdidas
E alguns maus cuidados e feridos
Quão perseguidos comigo
Sumiam ou perdiam-se
De minha ilusão
Enfim, o fim
Numa sala festiva
Tais criaturas outrora tenebrosas
Apresentando-se quais robôs
Infantis
Fechavam a única saída da sala
Sem fim, cor de anil
Que findava meu sonho febril.
AUTO REFLEXÃO:
Há momentos na vida que tomamos decisões
As quais sequer sonhamos o que virá aflorar no futuro
Ai sim são momentos que muitas vezes por não ouvirmos
E só deliberarmos,
Temos a sensação que quase sempre atiramos
No próprio pé
Momento em que acordamos do sonho
E de maneira pragmática,
Ensaiamos formas mais elementares
De começarmos a entender
Que vivemos o mundo antiético, escuso onde as pessoas
Tratam melhor quem “Bem se Veste”
Os valores humanísticos, quase sempre são substituídos
Por bens Frívolos
Assim sendo, colocamos a cabeça no travesseiro e como a sentinela,
Assistimos o alvorecer
Contudo, o amanhã nos permite outra vez sonhar e sonhar...
Sonhando buscamos alçar grandes voos,
Com perseverança, atingimos o cume
Mesmo ainda descrente do semelhante
Volto a sonhar
Pois tenho comigo a certeza de que decidi com razão
Mesmo que para sanar o coração
Doravante, tudo, tudo é receita...
NADA SABEMOS SOBRE...
Que alma não almeja
Conhecer a alma?
Quem ao menos sonhará?
O coração de outrem é outro orbe
A quem não se vê, nem comunica-se,
Com quem não se há entendimento.
Nada sabemos sobre...
Quando de nossa própria
Aquelas que são alheias
Veem, gesticulam, e falam apenas,
No mais supomos alguma semelhança,
Ou mera coincidência.
A HIPOCRISIA DOS MORTAIS:
(Nicola Vital)
Meus sonhos são abismos!
De anjos fantasmas
Que habitam o limiar de meu cataclismo
A seduzir meu pouco ser...
São anjos farmacológicos
Que só a metafisica explica.
Ora! Ora! Chega de anjos e, sonhos...
Estou farto de metafisica
E seus abismos fantasmas!
Aonde deu fim a hipocrisia
Dos mortais.
PRESSÁGIO:
Enquanto nascemos começamos a morrer.
No vigor do corpo físico, definhamos.
Essas dores que sentimos,
Apenas, mensageiras são.
Menos dias, a cada dia,
Menos ser, a cada sonho,
Menos sonhos, a cada ser.
Sob sonhos!
Sonhamos tudo outra vez.
Assim, como o pensamento, logo passamos!
E quem não é o que é
Naquilo que é se perde.
02Fev2016
SONHO AZUL:
Meus olhos te veem
Como o sol a brilhar.
Meu coração te absorve
Como o pulsar do sangue...
Meus ouvidos te ouvem
Como a praia escuta o mar.
Meu olfato te sente
Como a abelha poliniza o ar.
Minhas mãos? Ah, minhas mãos!
Te afagam como o vento ao mar.
E tua pele a transluzir
Me reluz teu âmago.
No meu sonho azul
De te amar.
EU E EU...
Ontem, meus sonhos se fizeram auspiciosos
Você nutria minha Esperança...
O meu corpo se fez um declínio,
Entre eu e eu.
E hoje, tudo é sonho sob sonho surreal!
Sonhar-te é possuir-te!
Possuir-te é um sonho.
É sonhar mais perto de ti.
Os corpos são fantasmas sem nexo
Sobre precipício que nem margem possui...
Eu me conheço e meu pensamento é avaro
As horas passam...
E meu sonho... é meu.
MEUS VOTOS PARA O ANO NOVO:
Que comecemos 2020 colocando em nosso dia a dia profissional uma maior dose de sendo de justiça.
Que o pão seja dividido, pelo menos, em justas fatias se não igualitáriamente.
Que haja mais igualdade social e respeito às diversidades...
Que os "indivíduos" saborem um drink de consciência de classe, para assim, imperar a tão almejada igualdade pelos "sujeitos" de bom senso.
E que a hipocrisia do réveillon não dissemine sua metástase no ano vindouro
MENDAZ:
Nada enceta!
A dor, a voz, os sonhos.
As máscaras e suas faces.
Os "homens" e seus comes.
Os livros e seus líricos
Os mestres e os noviços
Lúdicos e telúricos.
Não há rima nem besos
É controverso o reverso
O mítico ou abstrato.
Todo esse escopo mendaz
Num instante não distante
A tudo se perpaz.
SONHOS DE CRIANÇA:
Nas campinas bem verdinha
De esperança
Que meus pais como tais
Me fez crescer
Hoje vejo
Fragmentos de lembranças
Dos jardins
Que o “progresso” fez verter
Só restando na memória da criança
A infinita saudade de uma doce
Banabuyê
Dos negrinhos de fradinhos nos arbustos
A se esconder
Pras mocinhas nas pracinhas assustando
Entorpecer
Eu daria todo o progresso emergente
O funk, rap, internet ou avião
Pra voltar às campinas que um dia
Fui criança,
E meus sonhos pueris
Finquei ao chão.
SONHO FUGAZ:
Um varal de farpas finas
De toalhas incolor
Um negro e a dama filha
Um cão que nunca ladrou.
Um terno de goma fina
Na lapela seu amor
Vestiu-se de sonho a sina
E nunca aqui voltou
ÍMPROBO:
Os sonhos bisonhos desses tonhos,
Se alargam nas estampas bizarras doutros "momos".
Das camisas que desnudam os mesmos sonhos.
Dos manés, margaridas, os filhos probos.
Malogrando o poder real do tino...
Sob a égide do ímprobo pai da fome
SONHO ÉPICO:
Antes de crescer...
Eu queria ganhar
Um milhão de dólares
Beijar a mais linda modelo
Calçar o mais caro reebok
Tomar a mais forte tequila
Saltar o mais alto dos Alpes
Vingar o meu bullying escolar
Conhecer os quadrantes do orbe
Vestir a mais fina seda
Pensar que seria imortal
Gozar a perpetua puberdade.
Depois que “cresci”
Só queria entender
Porque não cresci
Mas também percebi
Que meus sonhos pretéritos
Deixavam-me entender
Porque não pude crescer...
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