Poemas para Amigos que Ja Morreram

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Impetuosa

⁠Eu não estou aqui.
Já faz um tempo, mas não estou aqui.
É como se minha consciência pairasse
em outro lugar.
Enquanto isso, o meu corpo se encontra fixado no tempo,
onde há folhas mortas e paredes desbotadas.
O céu está como jornais molhados — quase pingando, querendo cair.

E eu... um ser tricotômico,
que se iguala a mais uma natureza: o êxtase do momento.
Meus olhos, cheios de água, não aguentam tamanha tristeza que o céu expõe.
Se expande em mim léguas e léguas, mas não há horizontes, pois não sei pra onde ir.

Como voltar pra casa, se já não me sinto em casa dentro de ti?

Minha vida...
Entendo o tempo lá fora.
O que há em ti que me abrigue de volta?
Por onde me levará o meu caminho, se ando perdido?
Sem horizonte, sem mulher e sem direção.

Ela vem...
Ela vem como quem não quer muito,
e sim o suficiente para apaziguar suas emoções.
Por dentro da janela, eu a espio nervosa,
como se fosse a única maneira de retribuir através da dor.
Sem se importar com o que virá depois,
ela simplesmente se derrama na cidade cinzenta,
onde pessoas andam como cápsulas vazias em meio ao temporal.
A chuva cai, e em meu coração troveja...

Ela vem.
Mais cedo ou mais tarde,
já não importa —
ela vem.

Obscuridade,
vazio existencial,
abismo além do bem e do mal.

Nos tornamos parte
daquilo que tememos,
acolhidos por um frágil mecanismo de fuga,
despertados como nunca antes.

Vida — eu vi a sua face.
Quando percebi o seu olhar voltando-se para mim,
eu sofri.

Eu desejei voltar,
não ao coma,
mas ao nada,
bem além da morte.

"Já pararam para pensar que a
Sensualidade e a Energia Feminina
são tão Poderosas que, desde que o
mundo é mundo, sempre tentaram
criar regras' para nos controlar,
calar e reprimir..."


(Hevelyn Villani)

O agora é sempre o maior presente.

O ontem já foi, o amanhã ainda não chegou. Só o agora está nas mãos.

Quem aprende a viver o presente descobre que todos os dias são dádivas.

Das palavras que se foram...
Já joguei cartas e poemas que o passado passou a limpo. Já rasguei tantas frases tolas escritas no calor da emoção. Já amassei bilhetinhos rasos e declarações exaltadas, rabisquei sobre o que já estava escrito, e disse tudo igual de um jeito diferente. As palavras dançam no papel, e por vezes dançam mal, mesmo assim seu ritmo é único, não há igual...Nas horas mais improváveis elas parecem bailarinas ao luar flutuando entre vaga-lumes, de repente caem e se misturam às folhas secas...O ritmo das letras não pausam, apenas diminuem...Enquanto puderem meus dedos bailar, danço. E com cada letra e sinal como se ao som de uma nota e ponto uma vírgula viesse a brilhar, vou escrevendo meus silêncios falantes, e meus risos secretos.Já perdi poema, poesia e texto sem fim, a cada letra perdida se foi junto um pouco de mim... meus pensamentos mais caros de graça os vi partir...Doei aos olhos que leem, e aos corações que podem sentir..
As palavras vão e com elas nossa energia, quem as leva distribui, esconde ou aprecia, mas no fim ...não há fim!

Sonhei com a minha avó já falecida, dizendo que não queria mudar o telhado da sua casa, que era de telhas, para telhado de "pau a pique" eu dizia que se ela não quisesse, era só deixar o telhado e Mudar só as paredes da casa, que precisavam de uma reforma.
Eu em seguida dizia pra ela tomar banho, que tínhamos que sair, então dei a ela meu shampoo e creme pra colocar no cabelo, ia dar o shampoo do meu marido, mas vi que já estava acabando, então não dei, ela saiu pra tomar banho e me olhava com um olhar muito duro.




Julho de 2023

O político e a areia

Certa vez um político já calejado pelos anos de vida pública estava chateado e sucumbindo pelos escândalos, o mesmo já cansado de tanto ser exposto e ter sua vida particular devastada, estava decidido a abandonar o mandato para assim tentar apagar o fogo eminente que vinha em sua direção.

Um de seus mais fieis assessores indignado com a atitude de tal político que a décadas estava a frente de mandatos e nunca havia nesses anos todos se entregado ou recuado a qualquer conflito foi questionar esta atitude tão drástica que o seu chefe tomaria.

O fiel escudeiro de longa data expressou em suas palavras o sentimento do povo em relação ao seu líder tentando desta forma estimular e fazer com que ele refletisse para não abandonar o mandato e lutar, pois um povo que o segue e acredita em seu líder, mesmo que ele estivesse em um deserto sem água e pedisse para que o povo que o seguisse bebesse a areia dizendo que a mesma era água e iria saciar sua sede, eles o fariam por acreditar em sua liderança.

O político olhou para seu fiel escudeiro e falou a ele que iria deixar esta última lição para que ele refletisse em sua vida.

O povo beberia areia não por que ele era um grande líder ou por que o idolatravam como tal, muitos antes dele nem sabiam falar ou discursar e foram considerados grandes estadistas, o povo beberia areia por desconhecer o sabor da água e por esse desconhecimento os mesmos sempre o seguiram, pois o conhecimento abre os olhos do mais tolo dos homens.

Nunca menospreze uma gota de água na areia do deserto, pois milhares dela forma rios, mares e oceanos.

Ode de despedida


As árvores da minha terra
já não morrem em pé…

morrem nas manhãs frias de nevoeiro,
morrem numa paleta policroma desbotada,
morrem num tempo esculpido por uma soturna melancolia,
morrem no ocaso da memória continuamente vivida,
morrem na toponímia de um corpo consumido,
morrem 
morrem as minhas raízes
silenciadas dentro de mim.

O Silêncio do relógio:


O medo que eu sentia se desfez no cansaço,
eu já não tenho medo da morte, nem do fim.
Antes eu tinha, mas hoje o tempo é escasso,
e o peso do que carrego já transbordou de mim.
​Eu desconto a minha dor nas pessoas, eu sei,
e por isso eu evito me aproximar delas agora.
No silêncio dos muros que eu mesmo levantei,
espero o momento de, enfim, ir embora.
​Pois algum dia ficarei off-line para o resto da vida,
uma ausência que o mundo não saberá explicar.
E na alma cansada, uma certeza incontida:
sei que não existe uma cura para a minha doença,
apenas o silêncio que me ensina a parar.

QUINTANA E O AMOR

Muitas vezes nessa vida
Confesso que já chorei!
Já chorei por coisas bobas
Já chorei por quem amei
Lhes juro, a dor é grande
O tamanho eu não sei
Eu só sei que quem já amou
Sabe do que eu falei...

E quem não quiser chorar
Creia, eis a solução:
Não procures o amor
Endureça o coração
Tu só não vai experimentar
A mais linda emoção
O mais lindo sentimento
A incrível sensação
Vais parecer que flutuas
Na leveza da paixão.

E por falar em sentimento
Me lembro de um senhor
Que morou no meu Rio Grande
Da vida era doutor
Escreveu as coisas mais lindas
Soube a paixão expor
Mário de Miranda Quintana
O professor do amor...

Eu aprendi com o Quintana,
Exaltar o amor...
Pra meus filhos lembrarem
Quando eu me for
E vão tornar a falar
Assim como eu falei:
—Eu aprendi com papai,
Exaltar o amor...

Thiago Rosa Cézar

Já que os técnicos e jogadores que atuam no futebol brasileiro são estrangeiros, a seleção brasileira ideal deveria ser formada por: Rossi, Andrés Gómez, Gustavo Gómez, Cuesta, Piquerez, Arrascaeta, Carrascal, Jhon Arias, Borré, Flaco López,
Carbonero. Sem xenofobismo.



Benê Morais.

Não quero falar da tragédia do mundo.
Ela já grita sozinha.
É preciso olhar além do caos, além das dores,
além da pressa,
além da ilusão de controle,
além até da esperança.
Não olhar de modo ansioso,
mas com consciência
e profundidade.


Plantas conversam em línguas que não ouvimos, animais atravessam o planeta sem mapas, Águas-vivas ensaiam a eternidade, Peixes vão tão fundo
que a luz fracassa, a arte dá formato a cenários mentais. E mulheres fabricam universos
dentro do próprio ventre.


Como negar
que algo sagrado respira aqui?
Talvez maturidade seja isso:
tentar ver o mundo além da nossa bolha,
além do reflexo corrompido da nossa alma.
Libertá-la.
Conectar-se com os milagres.
Aceitar a própria animalidade.
E lembrar
que não somos feitos só de ambições,
mas de experiências.
— Allan Meraki

Sempre volto ao início.
Às séries que já sei de cor,
ao filme onde ainda choro,
às mesmas vozes
que nunca aprendi a calar.


Há algo em mim que não solta —
correntes invisíveis
marcando meus pulsos,
puxando devagar
tudo que tento deixar.


Dou um passo à frente,
mas o chão pesa.
Um “e se?” se aloja no peito
como uma pergunta sem resposta,
ecoando mais alto
que qualquer certeza.


Carrego risadas antigas
como quem guarda relíquias,
mas são elas que me quebram:
memórias rasgam por dentro
e levam pedaços meus
sempre que voltam.


Sinto sua falta
mais do que digo.
Sinto medo
mais do que admito.
E desejo o amor
como quem precisa respirar.


“Sinto muito” —
palavras que nunca chegam,
desculpas que se perdem
no silêncio que ficou.


E eu erro de novo,
volto de novo,
revivo de novo —
um ciclo que se fecha
antes mesmo de terminar.


Confundo passado com presente,
visto lembranças como futuro,
e me perco
no que já não existe.


Diziam que a saudade matava.
Mas não —
ela é mais lenta que isso.


É um veneno fraco,
escorrendo pelas horas,
corroendo por dentro
sem pressa de acabar.


O passado já passou,
o veneno já secou —
mas o gosto amargo
ainda mora em mim.


E, mesmo assim,
eu volto.

Eu entendo a sua razão, contudo, eu valho a pena.
Já de um tempo, amo na intensidade, e cuido, como jamais havia feito. Quando errado, e estive, quero de pronto resolver, e é possível.
Você sabe os que me matam, você está inserida neste contexto, entre os três outros, você é o único vazio palpável, o equilíbrio entre os que se foram, me preenche com felicidade.
O amanhã pode ser breve, já que não demanda da nossa vontade, Deus é quem sabe.
Eu não quero te perder, você é o meu diamante. Quero amenizar as feridas, as nossas, e as que já carrego.
Gostaria muito de casar contigo, não se trata de vaidade, e não somente de um sonho, tem a ver com compatibilidade de almas.
Agnaldo Souza

Tem coisas que são necessárias comprar pra trabalhar, já outras trabalhar para comprar
CJR
@claudioribcjr

Bom Dia

⁠Foi por mim, foi por você a maior prova de amor que já vimos e recebemos. Obrigada Senhor por esse amor tão grande. Que esse dia seja de muita paz, reflexão e oração.

Feliz Sexta-feira!

Amor, não tente me impressionar com promessas ou gestos que o vento pode levar.
Meu coração já navega há muito tempo em mar aberto.
Sou barco à deriva, distante de qualquer porto seguro,
Sem mapa nas mãos e sem a certeza de um abrigo onde ancorar.


Porque entre todas as direções que o mar oferece,
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.


A vida me lançou nessas águas profundas.
Onde o silêncio é companheiro e o horizonte parece infinito.
É justamente nessa imensidão que a tua lembrança surge como farol distante.
Iluminando pensamentos que eu não consigo afastar.


Porque entre todas as direções que o mar oferece.
é
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.


Olho para o horizonte vazio, o mar quieto e deserto.
E nele encontro a imagem de você. Foi tão pouco o tempo que estive ao teu lado.
Mas suficiente para gravar tua presença em mim como marca que nem o tempo.
Nem as tempestades conseguem apagar.


Porque entre todas as direções que o mar oferece.
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.


Agora sigo um marinheiro desgarrado.
Navegando entre memórias e saudades.
Levando no peito a certeza de que, mesmo longe.
Existe um lugar no mundo onde meu coração sempre tenta voltar.


Porque entre todas as direções que o mar oferece.
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.


Porque entre todas as direções que o mar oferece.
É sempre para você que meus pensamentos insistem em navegar.

Homem safado é igual a pneu careca: todo mundo vê que já rodou o mapa inteiro, a mulher sabe que não tem aderência nenhuma, que em qualquer curva mais fechada vai deslizar… mas insiste em dizer que “ainda aguenta mais um pouco”.
Ela sabe que não passa segurança, que não dá estabilidade, que vive prometendo que agora vai calibrar direito. Sabe que não dá pra confiar porque uma hora ou outra ele fura, e sempre no pior momento. Mas lá vai ela, rodando com o risco piscando no painel da consciência.
E o curioso? Só decide trocar quando ele começa a murchar de vez. Enquanto ainda dá pra encher e fingir que está firme, ela tenta. Enche de novo, ajeita aqui, empurra dali… até ficar na mão mais algumas vezes.
Aí percebe que segurança não combina com borracha gasta.
Mas sejamos honestos: tem quem goste de pneu meia-vida. Diz que já está “amaciado”, que conhece o caminho, que é experiente… Esquece só de mencionar que experiência demais, às vezes, é só excesso de estrada, e nenhuma intenção de trocar de rumo.

Do que era ao silêncio, o que restou foi pó:
teu nome na boca já não tem calor,
o anel, que apertava, agora é só metal,
e o "eu te amo" virou eco no corredor.

Não há vilão, nem cena de drama,
só dois que se cansaram de fingir.
A cama, antes nossa, agora é um túmulo,
onde o amor morreu sem nem pedir.

Eu te solto, como solta o pássaro preso,
não por ódio, mas por falta de ar.

Vai, leva o que foi teu: o riso, o peso,
e deixa comigo o vazio que sobrar.

Adeus não é grito, é suspiro cansado,
um casamento que acabou sem ser amado.

quando os loucos descobrem
que são anjos eles já são demônios
já é tarde quando a realidade
passa a ser sonho
seremos felizes
quando a mentira passar a ser verdade