Poemas para Amigos que Ja Morreram
Tem dias que o meu corpo fala…
Seu corpo já falou com você?
Acho que ele fala todos os dias, na verdade…
Tem momentos em que é como se ele se desprendesse da consciência e seguisse um caminho só dele.
Mas, no fundo, ele não está distante — está tão presente que sou eu que não consigo perceber o exato momento em que ele precisa de algo.
Ele fala.
Fala nos fios que se soltam, como se nunca tivessem nascido ali.
Fala no nó que se aperta no peito, clamando, em angústia, por algo já vivido.
Fala nos lábios que se racham, quando não recebem o elemento essencial da vida.
Fala nas gotas que rolam das janelas da alma e vão direto ao chão.
Fala no suspiro que escapa, quando o pensamento se perde ao longe.
Fala nas marcas que emergem de dentro para fora.
Fala na consciência, quando ela simplesmente desliga…
O quanto fala um corpo cansado.
Um corpo que percorre tanto, todos os dias.
Um corpo que precisa de acolhimento…
Um corpo que merece vida.
Encontrei-me em uma situação complicada
Já não conseguia ver mais nada
Procurei em todo canto
O culpado que sem encanto
Bagunçou o meu futuro morto
Perdido no meu caminho
Não consigo sentir nada
Não o acho em lugar algum
Esse coitado que sem um rumo
do meu passado tirou até o sumo
Sem saber para aonde eu irei
devo aprender a ter tato?
ir procurar em outros matos?
aquele que calado foi embora
e o presente ele irá estragar
Voltar ao inicio
Estou preso em uma espiral
não precisaria mais procurar
ㅤㅤ,esse eu já achei
,sou eu quem fez isso.
Quem já atravessou o próprio abismo sabe: o equilíbrio não se alcança, se habita por instantes. É quando a alma pousa, o coração desacelera e a vida parece, por um segundo, caber nas mãos. Há quem confunda esse intervalo com vitória, mas quem vive intensamente entende: a calmaria é só o fôlego antes da próxima onda. É o espaço entre o desespero e o recomeço, o instante em que a alma recolhe o que sobrou para continuar.
(Douglas Duarte de Almeida)
Quanto custa ser o que se é? Pergunta besta, mas incômoda. Quem já se olhou no espelho com a suspeita de que o reflexo sabe algo que você insiste em negar sabe: a resposta dói antes de chegar.
A culpa se aloja em cada gesto ousado, em cada palavra engolida, nos silêncios que preferimos. Ela é pegajosa, insistente, um lodo que adere à pele e ao pensamento. A liberdade, por outro lado, chega quase sussurrando e exige preço: ser inteiro, visível, irreversível.
Ser quem se é significa viver com a língua raspando as feridas da própria alma. Admitir que cada escolha, mesmo mínima, é uma cratera na qual a culpa pode se esconder — e que ainda assim, é ali que respiramos.
A culpa se veste de memória; a liberdade, de coragem. Oscilamos entre elas. Algumas vezes, a culpa nos segura pelo tornozelo; outras, a liberdade nos carrega pelo peito, nos atirando contra o céu.
Ser quem somos não é leve. Não é fácil. Não é barato. Mas o preço, cada suspiro, cada nó na garganta — vale mais que fingimento, mais que qualquer paz comprada com silêncio ou complacência.
No fim, o duelo nunca termina.
Mas existe algo de radicalmente bonito em atravessar essa colisão entre culpa e liberdade: sentir cada choque, cada fissura, cada centelha — e ainda assim continuar inteiro, pulsando, crua e irreversivelmente vivo.
Os homens só podem possuir bons ou maus corações.
Já as mulheres... estas podem possuir do que quiser.
Revisitei o passado
e foi uma das piores escolhas
Que eu já fiz.
O animo que eu estava
Para viver tudo de novo
Se desfez em nevoa
Que pairava sobre mim.
E na minha frente tudo destruído.
Tudo em pedaços,
E com cheiro de mofo.
A nevoa gritava feliz
E lá via eu.
Os sentimentos e tudo
Absolutamente tudo
Deixando de existir
No sopro do vento.
Quantas vezes o desânimo já bateu à sua porta, exigindo mais do que você podia oferecer, ou até mesmo tirar de si?
Medos, desilusões, angústias... É quase impossível encontrar alguém que, algum dia, não tenha sido abatido por esses sentimentos.
Mas lembre-se: ninguém pode exigir de você aquilo que não se pode tirar.
O medo não reivindica a essência da coragem, pois sabe que ali não mais existirá.
Assim como o fracasso não bate à porta do sucesso, a tristeza não desafia a alegria, e a paz não coexiste com a guerra.
Sabe por quê?
Porque o seu coração só entrega aquilo que ele carrega.
Carregue dentro de si apenas aquilo que, de fato, o ajudará a lidar com esses sentimentos.
Apague o que de mal existe, as culpas que não são suas, os pesos que não te pertencem, os pensamentos que só atrasam a caminhada.
E então, regue a sua essência.
Com coragem, com fé, com aquilo que te fortalece.
Com lembranças que te salvam nos dias escuros, com palavras que te devolvem ao centro quando tudo parece ruir.
É da raiz bem cuidada que florescem os ramos mais fortes.
É da alma em paz que nasce o gesto mais firme.
Não se trata de ignorar as dores, mas de não alimentá-las.
De saber que o que cresce em você é fruto do que você decide cultivar.
Então escolha bem.
Todos os dias.
Mesmo nos dias nublados.
Mesmo nos dias em que a força parecer pouca, porque é nesses dias que regar a essência faz mais sentido do que nunca.
Hoje acordei, e o Diabo, sentado aos pés da minha cama, disse-me:
“Ama — como quem já não tem tempo.
O inferno não é a ausência de amor,
mas lembrar que podias amar e não quiseste.
Nem Deus te salva do que deixaste de viver.”
O amanhã não existe, pelo menos ainda não existe.
Aproveitem agora e já.
O tempo é cruel, não aceita trocas e não negocia um segundo sequer.
Apenas vivam.
Sete governadores eleitos do Rio de Janeiro já enfrentaram prisão, cassação, ou inelegibilidade. Por isso, declinei o convite: ser fiscal de loja nas Casas Bahia dá mais futuro.
Benê Morais
Quando percebo que algo ameaça minha paz, já acendo o alerta.
Não é medo, é maturidade.
Porque antes de qualquer coisa, eu me respeito.
Sou muito bem comigo mesmo, e às vezes até melhor só…
Do que tentando ser “o cara certo” em uma relação errada.
A minha paz não é negociável.
E se for pra perder a cabeça, que seja por um sonho —
nunca por alguém que não sabe cuidar.,
Já fui tempestade em corpo humano.
Corria, entregava, me doava tudo em excesso, tudo por quem não merecia.
O descanso era luxo, o sono um privilégio raro.
E mesmo assim, eu seguia, quebrado por dentro, inteiro por fora.
Fui chão para muitos que nunca se abaixaram para me levantar.
Hoje, minha vida mudou.
Não porque ficou mais fácil, mas porque aprendi a escolher.
O que antes era urgência virou direção.
O que era excesso virou equilíbrio.
O que era entrega virou cautela.
E agora, quando me permito parar, respirar, dormir… incomoda.
Incomoda quem nunca viu o quanto já fui além dos meus limites.
Mas não me julgue por descansar.
Não me chame de preguiçoso.
Veja em mim alguém que aprendeu a se respeitar.
Porque meu descanso não é fuga.
É cura.
É reencontro.
É o silêncio que me devolve a paz que o mundo tentou roubar.
Preferem duvidar, apontar, se calar quando mais preciso.
Mas o que eles não sabem… é que eu já vi o futuro.
Já imaginei a virada, o momento em que tudo muda.
Cada conquista, cada passo firme, cada vitória que ainda vai chegar.
Eu não faço isso pra provar nada.
Não preciso convencer quem nunca esteve comigo.
Eu faço isso pra calar.
Calar as vozes que disseram “você não vai conseguir”.
Calar os olhares que subestimaram.
Calar o passado que tentou me limitar.
Porque quando acontecer e vai acontecer
eles vão assistir em silêncio.
Vão ver tudo o que eu construí.
Vão engolir cada dúvida, cada palavra não dita.
E eu?
Eu vou sorrir.
Não por vingança.
Mas porque eu sempre soube.
*Já fui plano B.*
Já fui a escolha de conveniência.
Aquele alguém que estava ali, sempre por perto, sempre disponível… mas nunca o suficiente para ser prioridade.
Fui o “e se não der certo com outro alguém”, o “só hoje”, o “você entende, né?”.
Fui o ombro amigo, o porto seguro, o consolo,mas nunca o destino final.
Fui plano B de quem nunca teve coragem de me colocar no centro.
De quem me queria por perto, mas não ao lado.
De quem dizia que eu era especial, mas só quando era conveniente.
De quem me procurava quando o mundo desabava, mas sumia quando o sol nascia.
E por muito tempo, aceitei.
Aceitei migalhas achando que era banquete.
Aceitei silêncios como se fossem respostas.
Aceitei ser metade, quando eu sempre fui inteiro.
Hoje, não mais.
Hoje, entendo que não nasci pra ser opção.
Não sou rascunho de ninguém.
Não sou pausa entre capítulos.
Sou história completa , e mereço ser lido com atenção.
Aos que me tiveram como plano B: obrigado.
Vocês me ensinaram o valor de ser o plano A de mim mesmo.
O homem que um dia foi muralha, hoje treme.
Meu pai, que já foi tempestade, agora é sombra do trovão.
Antes, sua voz era lei, sua presença, temor.
Erguia-se como torre inabalável, inquestionável.
Confrontava os frágeis, dominava os que dele dependiam.
Era força bruta, autoridade sem pausa,
um império de si mesmo.
Mas o tempo, esse escultor silencioso,
foi desgastando as pedras da sua rigidez.
Hoje o vejo com medo.
Não mais o medo que impunha,
mas o medo que sente.
Medo do fim, do esquecimento, da fragilidade que ele tanto desprezou.
E mesmo assim, a arrogância permanece.
Como armadura velha que ele se recusa a tirar,
como se admitir fraqueza fosse morrer antes da hora.
A prepotência não o deixou ou talvez ele nunca quis deixá-la.
Porque abrir mão do orgulho seria admitir que o tempo venceu.
E ele, que nunca soube perder,
prefere se agarrar ao que resta da sua antiga coroa.
Mas eu vejo.
Vejo o homem por trás do mito.
E, apesar de tudo, ainda é meu pai.
Mesmo que hoje ele não seja mais o gigante que um dia foi.
By Evans Araújo
Hoje eu gosto de gente da paz e do equilíbrio.
A vida já me apresentou distrações demais… e foi nelas que eu me ferrei e aprendi.
Por isso, hoje, pra colar comigo, tem que ser influência positiva, mente limpa e energia boa. Aprendi a observar mais, ouvir mais e sentir o ambiente. Piscou errado, trocou palavras e fugiu do combinado eu já fico pé atraz
Não é frieza… é maturidade de quem entendeu que paz não se negocia.
Se eu soubesse que em algum lugar a verdadeira paz existisse… talvez eu já tivesse ido para lá faz tempo. Um lugar onde eu fosse bem-vindo simplesmente por ser quem sou, sem precisar provar nada, sem precisar viver em constante redenção, autoafirmação ou busca por aprovação. Um lugar onde a existência não fosse um teste diário de resistência emocional.
Imagino um lugar onde a paz fosse simples como olhar o mar. Onde o silêncio tivesse valor e a presença não fosse uma cobrança. Onde eu pudesse ser eu mesmo, sem máscaras, sem ter que explicar minhas cicatrizes ou justificar minha maneira de ver a vida.
Um lugar onde minha escolha fosse livre: estar ou não estar, ir ou ficar. E que essa escolha fosse respeitada como parte natural da vida. Sem cobranças, sem pesos invisíveis colocados pelos outros. Apenas a liberdade de existir.
Não falo de paraíso. Não falo de um mundo perfeito ou de uma fantasia distante. Falo apenas de um lugar fora do caos humano, fora da dor constante, do choro silencioso e das perdas que a vida insiste em nos ensinar da forma mais dura. Um lugar onde a paz não fosse um luxo raro, mas uma condição natural da alma.
E, talvez, nesse lugar, eu pudesse olhar as pessoas e realmente enxergá-las. Saber distinguir os verdadeiros dos falsos, não pela aparência ou pelas palavras, mas pela essência. Ler o interior de cada um como quem entende o vento antes da tempestade.
Porque no fundo, o que muitos procuram não é riqueza, fama ou poder. O que se procura é um lugar , ou talvez um estado de espírito, onde a gente possa simplesmente existir sem guerra dentro do peito.
Talvez esse lugar não esteja no mundo.
Talvez ele precise ser construído dentro de nós, pedaço por pedaço, depois de sobreviver a tudo aquilo que tentou nos quebrar.
Continua... ainda não é o que dei finalidade ao sonho que sonhei, as visões no subcriativo. Em breve volto .
By Evans Araújo
Já sobrevivi a tantos fins do mundo,
cada ruína vestida de silêncio.
E logo depois, entre cinzas e respiros,
vieram tantos Gênesis.
O fim sempre chega,
mas o começo sempre insiste em um novo renascimento.
sozinha
já não é ausência
amadurece em silêncio
quase doce
quase liberdade
penso no que nasce
quando ninguém atravessa
minha produção sem ruído
sem moldura alheia
sem o peso do olhar que mede
o que surge de mim
talvez seja mais cru
mais meu
descubro
sou eu
Lilian Morais
