Poemas Nao quero dizer Adeus
Silêncio que Vê
Veja tudo. Não diga nada.
Há poder na alma calada.
Nem todo eco precisa soar,
Nem todo olhar quer julgar.
Observe o mundo com doçura,
Com olhos cheios de ternura.
Há milagres em cada esquina,
Mas só enxerga quem se inclina.
O sábio vê sem apontar,
Escuta sem se apressar.
Há força em quem silencia
E fala só com empatia.
Veja a dor, sem espalhar.
Veja o erro, sem condenar.
Veja a luta, sem zombaria.
Veja a fé, mesmo em agonia.
O silêncio não é omissão,
É lapidar do coração.
É preparar o gesto exato,
O abraço firme, o bom ato.
Veja tudo. Guarde o olhar.
O mundo precisa de quem sabe escutar.
Pois quem muito vê e pouco diz
Planta paz onde ninguém é feliz.
Veja Tudo, Construa em Silêncio
Veja tudo.
Não diga nada — ainda.
Respire.
Nem tudo que se observa exige voz.
Algumas verdades pedem chão firme,
outras, coração que já curou a própria dor.
Veja as falhas — com compaixão.
Veja os erros — como lição.
Veja o mundo — e transforme-se.
Pois quem quer mudar o outro,
começa por si.
Veja, sim, o caos lá fora.
Mas olhe também o céu dentro de você.
O silêncio não é fraqueza,
é a semente do discernimento.
Não diga nada…
até que suas palavras edifiquem,
levantem muros de paz
e janelas de esperança.
Fale quando for para construir,
agir quando for para elevar,
calar quando o ruído não for ponte,
mas muro entre corações.
Veja tudo.
Sinta tudo.
E quando falar,
que seja luz.
“Seu Bem, Mas Não Demais”
As pessoas querem o seu bem,
Mas que não brilhe além do trem.
Se for sucesso, que seja pouco,
Pra não ferir o ego louco.
Querem te ver subir, sorrindo,
Desde que seja no mesmo ritmo.
Se voar alto demais, cuidado:
O aplauso vira olhar fechado.
“Torço por ti”, dizem com calma,
Mas pesa a inveja dentro da alma.
E se a vida enfim te recompensa,
Vem a comparação — e a sentença.
O mundo aplaude quem resiste,
Contanto que não se destaque na pista.
Pois teu progresso vira espelho,
Reflete o medo, o próprio conselho.
Então, caminhe — firme e inteiro,
Não pelo grito alheio, passageiro.
Brilhe, mesmo que incomode,
Porque tua luz é o que te move.
Medo de Amar
Se um dia gostar de alguém, não tenha medo de abrir seu coração e falar dos seus sentimentos, pois os sentimentos devem ser compartilhados, e falar do que se sente é maravilhoso, por quantas vezes perdemos pessoas por medo de falar, o que se sente, ou deixamos alguém que poderia ser um amor ou uma paixão, sair de nossas vidas, por medo de falar o que estamos sentindo pela pessoa, então sempre que gostar de alguém fale, não tenha medo da reação do outro, você disse o que sentia.
Dignidade Vale Ouro
Em meio às voltas da vida apressada,
Seja a verdade tua estrada traçada.
Não importa o caos ou a escuridão,
Jogue limpo, siga o coração.
Não minta, não omita, não finja saber,
O que pesa na alma, só tende a doer.
A verdade liberta, mesmo que doa,
É ponte segura, firme, boa.
Tenha cuidado com o que se entrega,
Afeto não é brinquedo que se pega.
Seja inteiro, seja luz, seja gente,
Seja sempre claro, transparente.
Quem planta respeito, colhe amor,
Quem age com honra, não sente temor.
A vida devolve, de forma certeira,
Tudo que damos, de maneira verdadeira.
Dignidade… tesouro profundo,
Mais valioso que o ouro do mundo.
Pois quem vive de forma honrada,
Deixa sua alma bem enraizada.
Você não está perdido.
Está em processo.
Deus ainda está escrevendo sua história,
mesmo que, agora, tudo pareça confuso.
E ouça com atenção:
Ele não espera que você volte perfeito.
Ele só quer que você volte.
Volte com a alma rasgada,
com o coração remendado,
com os olhos marcados por lágrimas antigas.
Volte sem medo.
Volte com verdade.
Volte com sede.
Porque quando você volta,
não é para o julgamento…
é para o recomeço.
Deus não te quer limpo pra depois te amar.
Ele te ama para depois te limpar.
Ele não pede força,
Ele te oferece refúgio.
Ele não exige que você acerte tudo,
Ele te convida a caminhar ao lado dEle,
um passo de cada vez.
E mesmo que você tenha se afastado mil vezes…
basta uma volta.
Um olhar.
Um “Pai, eu tô aqui”.
E o céu se abre em festa por você.
Então levante-se.
Mesmo ferido.
Mesmo cansado.
Mesmo sem entender tudo.
Deus não desistiu de você.
E nunca vai desistir.
Volte.
Porque a graça não espera perfeição…
Espera decisão.
Tenho uma mão cheia de nada.
Mas está cheia! E tenho esta mão.
Não me enriquece nem é apelativa, mas eu não a escondo nem dela me envergonho, esta mão cheia de nada passa despercebida, ou melhor dizendo, vira-se o olhar pois incomoda; incomoda e aterroriza simultaneamente, é que a pobreza de espirito de quem finge que não vê é imensuravelmente maior do que a pobreza de uma mão cheia de nada.
Com esta mão eu não perdi o direito de apontar embora seja ignorada se o fizer e caso o faça, será com a minha estima pessoal totalmente destruída, ai que força que é precisa para nos levantarmos!
Com esta mão que convém ser desmembrada, pego na caneta e reescrevo a historia...ou talvez não; no entanto vejo nela a minha força, e enquanto a mão se destaca por estar vazia, eu estou ligada a ela e dentro de mim, em mim, há mais do que esta mão que mostro e também esta mão que mostro, não tenho receio;
Se um dia por qualquer motivo me apertar a mão aquele que antes passou por mim e fingiu não me ver, eu sou rica em conhecimento e sei com quem lido, até posso brincar um pouco ou até muito, se a ética não fizesse parte de mim e por isso reflito e talvez já com mais astucia e até maldade...ai o que eu podia fazer! Pondero.
Se um dia me apertar a mão aquele que me ignorou e nem me reconhece porque a minha mão já julga poder servir-lhe, eu acedo, mas estou longe, ausente, tal como quando passou por mim esse alguém e me virou as costas;
A sua intenção? Sim, sei qual é. Assim a minha sensação é a de estar à frente de um pateta; pelo contrário, esse alguém jamais me conhecerá e não irá tirar de mim o que procura.
Experiência de Vida.
E já agora, pelos mesmos motivos, caso a minha mão não estivesse efetivamente vazia, a minha reação era exatamente a mesma.
Ao lutar, escolha bem as armas que usa.
Recursos? Veja bem os que tem. Não aceite de olhos vendados "ajudas" alheias.
Está limitado? Todos estamos, quem lhe diz o contrário, talvez queira vender algo aproveitando as suas fragilidades para fazer face à deles próprios, talvez...
Que luta não é desigual? Se a luta fosse igual, as forças estariam equilibradas e portanto não existiria luta ou guerra...quem ataca também tem medo.
Quem ataca tem medo? Se assim não fosse, para que precisaria convencer este mundo e o outro além trincheiras? Trincheiras que delimitam um ringue mas não o campo de batalha.
Quando entram discretamente nas nossas casas e atacam nas nossas próprias raízes, não precisam de enviar soldados, não precisam derramar o seu sangue... nós tratamos de tudo aniquilando-nos.
Ao olhar para o mundo, suponho estar a ver mal, parece-me assistir a um suicídio colectivo.
Eu sou otimista, sonhadora...ou estaria calada. encolhida no meu canto, aquele que dizem ser o que devo ocupar.
Feliz Dia do Trabalhador ‼️
A festa agrada.
Cuidado com as canas.
- reflexão imperfeita por alguém imperfeito, permeável, eu.
“Lo confesso“ (soneto)
Os versos de amor que não lhe cantei
Aquele poema tão terno que não o fiz
Por achar que era sabido o que te dei
E que todo meu sentido lhe era servis
Passei pela saudade e de ti não serei
Vi que foi mesmice, pois teu olhar diz
Mas em cada verso no versar te porei
Registrando o quanto, então, te quis!
Mas agora é tarde, apenas sensação
Não mais sinto uma delirante paixão
Revelo-te sem quaisquer nostalgias
Leia-me com os olhos do sentimento
Pois, são confissões sem sofrimento
Que deixei abafadas noutrora poesias.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 julho 2025, 20’09” – Araguari, MG
"Recomeçar não é fácil!
Exige consciência, ação e disciplina.
Mas é a prova de que
você não é fraco(a):é quem entendeu a importânciade respirar, recuar e
se reconstruir.
Hoje é o dia em que vocêpode escolher para erguersua melhor versão.Aproveite cada passo!"
> O mundo não gira quando o gigante pisa. O mundo treme quando o pequeno sangra e escolhe levantar.
O gigante vence pelo peso.
O pequeno muda tudo pela coragem.
— Purificação
---
– Estilo resistência emocional
> O mundo não muda com a vitória do opressor. Ele muda quando o oprimido grita com o peito rasgado: “Não aceito!”
Não é a força que transforma.
É a dor que vira coragem.
— Purificação
---
Vidas de monges
Indecisamente não me decido... não me defino... não delibero.
O que pensar?
Adormecer, não mais acordar.
Nos braços de Orfeu, eternamente me deixar ficar.
Fechar os olhos... cerrar a consciência... não ver o tempo passar.
O que pensar deste mundo louco...
Está se desfazendo pouco a pouco.
Estradas desregradas... não sinalizadas.
Ruas sem saída. Becos de escuridão.
Portões fechados.
Casas com muros altos totalmente cercadas.
Não sei o que pensar.
Tenho medo... um frio percorre minha espinha...
Quase me desespero.
Nem sei mais se está certo o que quero... meus sonhos almejo rapidamente deles me esquecer.
Tenho abrandado os meus quereres.
Pra diminuir ao máximo o meu sofrer.
Tenho sentido que não há mais muito sentido... na vida, nos sonhos, no acordar todo dia e no adormecer quando o sol acabou seu trabalho fazer.
Esta vida!? Por que se está a viver?
Afastamo-nos bruscamente.
Apartamo-nos completamente.
Nada de abraços... nem apertos de mãos...
Trancamo-nos em nós mesmos.
Construímos redomas de vidro.
Camuflamo-nos em lúgubres poesias.
Invejamos as sombras que esbarram em nós sem nenhuma ostentação.
Ignoramos as batidas aceleradas do nosso coração.
Sempre... e apenas...
Um aceno de longe.
Vivemos vidas de monges.
A Arte de Vencer Sem Ser Visto"
O leão sabe quem é — não ruge por aprovação.
A vaidade é a isca dos precipitados; o sábio permanece invisível.
Deixe que se sintam espertos — o caçador só dispara quando a presa se entrega.
Não se exiba; observe. Quem acha que domina, entrega os próprios pontos fracos.
A sabedoria é silêncio em movimento. A soberba anuncia sua queda antes do tombo.
Quanto mais confiantes eles estiverem, mais descuidados se tornam.
Esconda sua força na calma. Finja fraqueza, até que seja tarde demais para eles.
A estratégia do invisível sempre constrói vitórias sólidas.
— Purificação, o Estoico
Lamentos
Quanta dor...
Não queria estes versos escrever.
Minha vontade é toda dor do mundo esconder.
Mas há algo que em mim insiste.
De escrever meu coração não desiste.
Tornar palpável meu sofrimento...
Quem sabe diminui meu tormento.
Lamento.
Triste não te quero deixar não.
Não deixe esta minha dor perto de ti chegar.
Não leia esta dorida lamentação.
> O mundo não muda com medalhas nos pescoços dos gigantes. O mundo explode quando um pequeno se recusa a morrer calado.
Não é sobre vencer.
É sobre não aceitar morrer invisível.
— Purificação
Surto de alforria
Estamos surtando -
Mas não.
Não é um surto psicótico.
Estamos em um surto contra nós mesmos.
Contra a vida.
Contra todas aquelas coisas e verdades que nos obrigamos a engolir diariamente.
A loucura brota da mesma vertente da sanidade.
Duas faces de uma mesma moeda.
A depender das circunstâncias:
veremos apenas uma delas como verdade absoluta durante uma vida inteira.
E do que tanto digo sem dizer?
Por ora, anuncio o descrédito por si mesmo.
Ou, a loucura de acreditar.
Falo do ódio a si próprio.
Ou, da loucura de, talvez, ousar se amar.
Quero proclamar minha loucura
com a aventura de dar-me alforria.
Denunciar minha sanidade,
de ter me mantido em cativeiro,
privando-me da exposição,
do julgamento,
do apedrejamento em praça pública.
Estou surtando.
Ou, sendo curada por minha loucura.
A Caixa Que Há em Mim
Às vezes sou caixa esquecida,
Com tampa que nunca se encaixa,
Não é falta de querer fechar,
Mas a dor que pesa e não disfarça.
Faço força contra o invisível,
Como quem tenta calar o mar,
Mas tenho medo que, ao forçar,
Essa caixa venha a rasgar.
O que mora dentro é tempestade,
Segredos, gritos, confusão,
E se escaparem pelo ar,
Quem vai entender meu coração?
Seria alívio ou fim de mim?
Peso solto ou alma exposta?
O medo diz: “Fique aí dentro”,
Mas a alma já não gosta.
Talvez seja só um grito preso,
De alguém que quer se libertar,
Cansada de viver com medo
Daquilo que os outros vão julgar.
Sou prisioneira de mim mesma,
Da mente que insiste em calar,
E nesse cárcere tão discreto,
Vivo a vida sem me mostrar.
Mas sinto... a caixa está rasgando,
E o que há em mim vai se espalhar.
Quem sabe então, nessa explosão,
Eu aprenda enfim: me libertar.
A beleza destacada em um todo, sentimentos de desejo e o carisma que se sobressai.
Não são meras palavras retradas, mas a intensidade de uma alma vagante.
O desejado, objetivo de prazer
Nessa incansável penumbra, a busca pelo invisível.
O coração latente, sangra
Não há mais uma troca saudável, ou um verdadeiro sentir.
O que parecia ser , é a penas mais do mesmo.
E o belo mais uma vez é feio.
Poesia de Islene Souza
"A Lâmina da Escolha"
Ser? Não.
Agir.
Essa é a lâmina que me corta e me cria.
Entre o peso da dor
e o silêncio do nada,
eu escolho o trovão do movimento.
A vida não é teatro,
é trincheira.
Não há plateia — há guerra.
A dúvida tenta me calar,
mas minha vontade é espada.
Meu medo é matéria.
E o aço nasce do fogo.
Sofrer? Todos sofrem.
Ceder? Só os fracos.
Cair? Sim, mas com honra.
Desistir? Nunca.
Mesmo cego, eu vejo longe.
Mesmo ferido, eu avanço.
Mesmo sozinho, sou exército.
A morte virá.
Mas quando vier,
encontrará um guerreiro em pé,
e não um espectador sentado.
— Purificação
---
