Poemas sobre mulheres
A mulher é livre para vestir o que quiser, quando e onde quiser?
Cada pessoa tem o direito de escolher o que vestir de acordo com sua preferência e conforto, independentemente do gênero.
No entanto, é importante lembrar que o respeito mútuo e a compreensão também são fundamentais ao considerar a cultura, contexto e normas sociais ao redor.
Embora a mulher tenha a liberdade de vestir o que quiser, o preço a ser pago na vida real, tal como ela é, permanece muito alto.
'Prevenção e caldo de galinha não fazem mal a ninguém' - essa é minha linha de pensamento.
O corpo é da mulher, então ela é livre para vestir o que quiser, quando, onde e como quiser?
Ampliando o debate...
A intensa competição entre mulheres pelo masculino é influenciada pelo patriarcado ou é inerente ao instinto feminino?
Eis a questão!
O instinto materno é uma construção social ou uma característica inata das mulheres?
Eis a questão!
Na era dos excessos, paquerar uma mulher pode nos custar processos.
“cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém."
A figura da 'mulher objeto' movimenta muita grana dentro do sistema capitalista, especialmente para a indústria da mídia, publicidade, entretenimento e pornografia, contribuindo para a perpetuação de normas de gênero prejudiciais.
Enquanto essa lógica permanecer, nada mudará de concreto na vida das mulheres.
Durante a gestação, o corpo da mulher passa por uma série de mudanças hormonais, preparando-o para o parto e desencadeando uma variedade de efeitos físicos e emocionais na grávida.
Atribuir exclusivamente à construção social seria desconsiderar esses elementos biológicos, negligenciando uma parte fundamental da complexidade dessa experiência.
O compartilhamento excessivo de figurinhas de pessoas com deformidades, de negros, de mulheres e gays em situações jocosas nos grupos de whatsapps.
Demonstram que nossa população continua extremamente racista, machista, homofóbica e preconceituosa.
De um lado:
Um crescimento expressivo de mulheres tomando as rédeas do mercado de trabalho
Do outro lado:
Homens acomodados sem trabalho, vivendo às custas de mulheres.
Após a entrada das mulheres no mercado de trabalho.
Alguns homens se acomodaram e tiraram o pé do acelerador.
Sempre é bem vindo as pautas televisivas sobre racismo, machismo, violência contra mulher, homofobia...
Entretanto, acho muito superficiais, demonstram muita mais preocupação com audiência do que com aumento de consciência na população.
No país do faz de conta:
De um lado clamamos "Sou Mulher Quero Respeito"
Do outro lado cantamos e dançamos músicas que reproduzem o machismo e a violência contra a mulher.
A inserção da mulher no mercado de trabalho aos poucos vem modificando as representações familiares de muitos casais:
Os homens estão exercendo funções de "donos de lares".
E as mulheres estão exercendo funções de "provedoras dos lares".
De um lado:
"a tirania masculina não suporta mulheres fortes e independentes"
Do outro lado:
"a tirania feminina não suporta homens fracos e dependentes"
A pressão social imposta às mulheres no cuidado dos filhos e nas tarefas domésticas frequentemente as impede de se permitirem momentos de descanso, ao contrário dos maridos, que lidam com essas responsabilidades de maneira mais despreocupada, em grande parte devido à menor cobrança da sociedade sobre eles.
De modo geral, mesmo quando os maridos compartilham as tarefas, as mulheres tendem a estar mais sobrecarregadas.
Muitas mulheres atribuem à apreciação masculina uma importância fundamental em termos de sua força, valor, realização e identidade, o que as leva a competir umas com as outras em busca desse reconhecimento.
Essa dinâmica frequentemente envolve uma mistura de promoção pessoal, visando aprimorar sua atratividade aos olhos masculinos, e difamação das "rivais", com o intuito de se destacar como a escolha preferida.
Mulheres Meio Ananda
Nós, mulheres meio Ananda,
queremos ser sentidas, não apenas vistas.
Queremos alguém que decifre nossos silêncios,
que ouse atravessar o mistério por trás do olhar,
e encontre, ali dentro,
a vastidão de um universo que pulsa.
Falamos da vida — sim, falamos —
mas não nos resumimos a palavras.
Há em nós um canto que nem mesmo sabemos entoar.
Um desejo sem nome,
uma sede de viver com leveza e fúria,
com beleza e verdade,
tocando com os olhos, os dedos, a alma,
as maravilhas que o mundo esconde.
Nós, mulheres meio Ananda,
aprendemos a nos amar com o mesmo cuidado
que um dia esperamos receber.
Nos amamos no espelho e no silêncio,
nos cuidamos como se fossemos jardim —
flores e espinhos, sol e sombra.
Desejamos ser amadas assim:
sem podas, sem medo, inteiras.
Nossos sonhos — mesmo os mais banais —
carregam o peso doce do coração.
Somos de instantes e de eternidades.
Queremos o alto de um prédio em Nova York,
e também um chalé rústico,
banhado pelo pôr do sol,
ao lado do mar,
com um cabrito chamado Tobias
e um golden de olhar fiel.
E ainda que não leiamos sempre,
amamos a ideia de uma biblioteca —
não pelas palavras, mas pela beleza quieta que ela carrega.
Afinal, o que queremos, nós, mulheres meio Ananda?
Queremos viver com sentido,
rir com o corpo inteiro,
colecionar momentos que fiquem na pele.
Queremos lembrar por que estamos vivas,
ser compreendidas sem precisarmos nos explicar.
Queremos — apenas isso —
ser felizes.
A dinâmica do amor para a mulher é marcada por um profundo desejo de alcançar a plenitude da vida, que frequentemente a leva a atos de autossacrifício.
Ela percebe o amor como um projeto de existência racional, transcendendo meras reações emocionais e servindo como um meio de realização pessoal.
Enquanto isso, os homens tendem a adotar uma visão mais romântica do amor.
Para as mulheres, encontrar seu lugar no mundo, cumprir sua missão e elaborar um plano de vida equilibrado, frequentemente ligado à maternidade, são prioridades.
Essa perspectiva ajuda a entender por que as mulheres são mais inclinadas a buscar o divórcio, enquanto os homens muitas vezes o fazem por causa de um novo amor.
A dicotomia entre o espaço privado das mulheres e o espaço público dos homens é um tema recorrente na análise das dinâmicas de poder e gênero ao longo da história.
No contexto das antigas sociedades monárquicas, as mulheres eram frequentemente relegadas ao espaço privado, limitadas aos domínios do lar e da família, enquanto os homens ocupavam o espaço público, engajando-se em atividades políticas, econômicas e sociais.
Um exemplo emblemático desse paradigma é observado nos objetivos das princesas dos contos de fadas, cujo principal objetivo era ser escolhidas por um príncipe.
Esta narrativa simbolicamente reforça a noção de que a realização feminina estava atrelada à aprovação masculina, representada pela metáfora do sapatinho de cristal.
Após o príncipe passar por um teste de aptidão, que envolvia a prova do sapato, todas as mulheres eram submetidas a esse mesmo critério de escolha, e apenas uma seria privilegiada.
Esse estado de submissão e falta de autonomia é simbolizado pelo sapatinho de cristal, que além de representar a castidade, também reforça a ideia de que a validação social e a consideração como indivíduo dependem da escolha por um parceiro masculino.
O ideal de amor romântico, difundido ao longo dos séculos, consolidou esse modelo, colocando as mulheres em uma posição de subordinação e limitando sua autonomia.
Qualquer tentativa de separação ou independência era muitas vezes vista como um desvio do ideal socialmente aceito, um pecado contra a ordem estabelecida.
Assim, a análise crítica desses temas revela não apenas a construção histórica e cultural das relações de gênero, mas também os impactos duradouros do ideal de amor romântico na configuração das identidades femininas e masculinas, perpetuando padrões de submissão e limitação da autonomia feminina que ainda ressoam nos dias de hoje.
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