Poemas Lya Luft fim de Semana
Tu és sedutora,
bagunças a minha mente
com a tua maneira
insana e encantadora
bastante envolvente,
tens uma maldade prazerosa
que traz o paraíso até mim,
uma mulher avassaladora
a princípio e a fim.
Um fim, apesar de indesejado
após tanto tempo investido
e vários momentos vivenciados,
também pode surpreender
quando se consegue compreender
que foi necessário
e que não há motivo para entristecer
e culpar a si ou apontar o culpado,
um feito difícil de se alcançar
e ainda há os fins que são tristes
mais difíceis de se aceitar,
Entretanto, com todos eles,
pode-se aprender e deve-se enfrentar
como uma fênix que precisa morrer,
em cinzas se tornar
para renascere voltar a voar.
No fim da noite anterior,
senti um repentino desânimo,
sem um motivo específico,
e no corpo, um desconforto,
pra mim, não fez sentido,
apesar de não ser
a primeira vez
que isso acontece comigo
e pra ser sincero,
ainda estou sentindo.
Estranhos de mundos paralelos,
insatisfeitos com amargos resultados,
decidirem passear pelo tempo
pra tentarem transformar seus erros
em certos,
seus destinos, então se cruzaram,
mas ambos perceberam que estavam desperdiçando seus esforços
que tudo ocorreu como deveria ter ocorrido, que só estavam prolongando suas dores e que tudo estava conectado num ciclo vicioso
onde o fim era o começo
e o começo era o fim,
portanto, foram libertos
quando deixaram de resistir
e passaram a aceitar o fato
de que o que aconteceu
não deve ser mudado
pra que o equilíbrio seja mantido
entre as perdas e os aprendizados.
As nebulosas são mesmo fascinantes,
surgem de explosões de estrelas
com uma exuberância de cores,
são começos resultantes de fins,
há uma grande beleza nos seus pormenores, um deleite intenso
para os olhos,
uma sutileza divina pra lembrar
que não se deve facilmente desistir,
pois o fim de algo de muito valor
pode ser o início de algo grandioso
no porvir.
Amor?
- Não, creio que não há mais.
Raiva?
- Também já passou.
O sentimento em questão não há definição, já que decepção é pouco, pois, não consigo reconhecer as atitudes em alguém que dormia ao meu lado e jurava conhecer. Chego a ficar enjoada, em me deparar com os atos inacreditáveis daquele que comigo jurou amor eterno, coisa que para mim era verdade, mas pra ele, distração.
Repulsa?
- provavelmente, atos narcisistas, comportamentos abusivos, vícios depravados.
Acho que a decepção, a dor, o sofrimento diante de tantas constatações reveladoras, surpreendentes, no final é um só; ALÍVIO.
Esse ser, que um dia vai chorar lágrimas de sangue de arrependimento por tudo que me fez passar, nunca me mereceu.
Meu Deus não me deixaria padecer mais nenhum dia naquele maldito paraíso, onde fui feliz enquanto tinha escamas nos ollhos, depois que cairam continuei por rebeldia por falta de discernimento e ovediencia.
Foi então que vivi a prisão de um amor que me maltratava emocionalmente, me violentava psicologicamente, um narcisista disfarçado de tudo e qualquer coisa, menos de caráter.
A Luz pode no fim do túnel surgir
Quando, em meio a Escuridão,
se consegue Sorrir,
Sendo prudente de um entendimento Lembrar,
Que o Sorriso não é por ausência de sofrimento e sim para
um Despertar.
Momento raro e apaixonante,
admirar uma bela paisagem
na praia num fim de tarde
ao som de um saxofone.
Qual a diferença entre voar num céu infinito, ou cair num abismo sem fundo?
Podemos achar que voar é mais simbólico, do que apenas cair, mas no fim, ambas são indistinguíveis.
como nadar na mesma direção que a correnteza, ou simplesmente ser levado por ela.
Pouco a pouco, tudo o que existe entre nós vai morrendo.
Já sabemos que tudo acaba mesmo...
Mas não deixa de ser triste ver nossas almas se evitando.
E você preocupado em ser nada depois do fim.
Não faz sentido ser nada depois de tudo isso.
Ser nada é muito pouco perto de tudo isso!
Que fim?
Num mundo de incertezas e aflições,
Deixo minhas palavras como canções,
Estilhaços de um coração inquieto,
Que busca nos versos seu alento um teto.
Não sei até quando a vida vai seguir,
Se poderei sorrir ou partir,
Mas deixo aqui minhas poesias sinceras,
Fragmentos de uma alma e uma vida singela.
A dúvida me assusta ao ouvir.
Se existirei ou se irei partir,
Assim, nas rimas deposito meu ser,
Buscando na poesia um jeito de conseguir viver.
Que as palavras aqui deixadas sigam,
Como luzes brilhantes que abrigam,
A esperança de que, mesmo na dor,
A poesia seja nosso eterno amor.
É O FIM
Tudo que inicia
Se finda.
Tudo que é como
Se fosse
Não é.
São palavras bem covardes
Que agradam os Mané.
Nem o céu
Nem o inferno.
É apropriado a mim.
Não tenho nada de santo
Do diabo um pouquim.
Mas rezo todos os dias
Pra Deus ter pena de mim.
Se não for tanto trabalho
Me indique o atalho
Que me incurte o caminho.
Livrai- me de todos males
Pode ser devagarzim.
Me desvie dos demônios
Que miram contra mim.
A desgraça alheia minha
Resplandece os corações.
Pai eterno meu Senhor
Me livre de tais tentações.
Arrumai pra aí
Um cantinho
Com carim.
Pois aqui
Estou sozim...
Mesmo em meio à multidões!
280924
No fim, tudo se transforma. O perfume é mais suave, e/ ou intenso, conforme a vontade do objeto transformado. O amor floresce, o ódio desaparece e resplandece a mansidão.
211024
Só há dois períodos na qual as pessoas se unem em suma consonância: às tragédias e as datas comemorativas!
231224
"Nunca é o Fim"
Ainda me sobram palavras não ditas
e caminhos que não explorei...
Não sou a soma dos meus tropeços...
mas da fé que nunca abandonei.
Os dias me curaram com doçura,
mesmo quando doeram demais...
E entendi que o tempo não julga,
apenas espera que voltemos em paz.
Nada está perdido enquanto se sente,
nada se apaga se ainda há calor...
Nunca é o fim para quem entende
que a vida recomeça onde há amor.
Insistência
Há dias...
em que o mundo atravessa...
não com força, mas com desgaste.
com cansaços antigos que não se explicam.
E ainda assim...
Desaba em mim um peso antigo que não consigo decifrar...
mas carrego.
Algo em mim permanece em estado de vigília.
Não é milagre.
Nem fé de vitrine.
É um senso íntimo de direção que se recusa a recuar.
É a escolha silenciosa de continuar
mesmo sem plateia...
é o gesto miúdo de existir quando ninguém nota.
Não aprendi a vencer com medalhas.
Aprendi a prosseguir sem aplausos.
Aprendi a resisti em silêncio.
Aprendi a ser pensamento onde só se aceita barulho.
Meu corpo recua...
mas minha consciência não.
Meu cansaço pesa...
mas não me desliga da busca.
Guardo questões que não se calam...
e mesmo sem respostas, sigo.
Porque viver, ás vezes, é apenas isso:
manter acessa a centelha que o mundo tenta apagar.
A sede persiste, insaciável em mim, oh Deus eterno. Somente em Ti encontro alegria sem fim. Nas voltas dos Teus braços, encontro o fim. A alegria em mim transborda, imensa. Nenhuma palavra traduz essa presença.
Em Teus abraços, como peixe na maré. Sem Tua proximidade, falta-me o porquê. Longe de Ti, meu rumo se perde. A esperança só em Teus braços verde.
Alegria é sentir-Te nos instantes, em Teus braços. Como peixe na correnteza, sem Teu calor, perco-me, sem razão, sem ardor.
Em Teus braços, descubro a calmaria. A alegria que em palavras se esvazia. Nenhum motivo, exceto Tua presença. Só em Teus braços, encontro a essência.
"Não teve início o começo mas já testemunho o início do fim.
Sem ti estou sempre só, sem ti estou sem mim.
Infelizmente é assim.
Sua ausência, dói em mim.
É árduo sobreviver assim.
Se eu já desisti?
Pode se dizer que sim.
Mas desistir de ti é desistir de mim.
Esse sofrimento não tem fim.
Mas minha'alegria, na sua ausência, fim..."
"Já não sei porquê ainda recorro à ti.
Reflito sobre nós e me pego envolto em 'por ques' e 'ses'.
Nem eu sei o que eu fiz.
O que eu sei? Só quero você aqui.
Será que um dia voltará pra mim?
Uma hora vou abdicar das verdades e começar a mentir.
As mentiras que contarei? Já te esqueci.
Posso viver sem ti.
Já não me preocupo tanto assim.
Mentiras que, importam menos pra você do que pra mim.
Mentiras que, não conto pra você mas conto pra mim.
Infelizmente é assim.
Abro mão de todos os inícios para não ver o início do nosso fim.
Após todas as tempestades, como calmaria, estarei aqui.
Por ti.
Por nós, por mim.
Infelizmente, para o meu desgosto, é assim..."
