Poemas Góticos de Amor

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Sou da noite a triste lágrima da solidão,
Que em silêncio se oculta na insensibilidade do simples existir,
Pois tudo que sou já não faz sentido nesse mundo...

Nos momentos de tristeza
o silêncio é tão intenso
que a solidão, com certeza,
escuta tudo o que eu penso...

Quando tu partiu, deixou no meu coração tua sombra.
E no silêncio da noite de minha saudade,
eu faço nela o teu contorno.

"À sombra de um tempo que já não me alcança,
Guardo o silêncio de quem tanto esperou;
Sou o eco de uma vã e antiga esperança,
Que o vento da vida, aos poucos, levou."

"Se, amar-te, pecado for,
pecador pra sempre serei..
Se não, oh! Deus me dizeis...
Pois quero morrer de amor.

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Do livro: Vaga-lumes que choram

⁠Hoje choveu.
No silêncio do quarto choveu. Choveu como nunca havia chovido antes.
Apenas choveu.
As nuvens já estavam carregadas há um tempo.
Temporal.
Torrentes de água.
Levou-me.
Lavou-me.
Vendaval em meu quarto.
Enquanto o sol brilhava lá fora.

Mandamentos do Amor

01- Me Amar como eu te amo.
02- Não desconfiar de mim.
03- Não me provocar.
04- Guardar-me no coração para sempre.
05- Ser sincero comigo, em todos os sentidos.
06- Ter muito carinho.
07- Estar sempre disposto aos meus desempenhos.
08- Não negar coisas simples que eu pedir.
09- Saber perdoar e me ouvir sempre.
10- Dar um beijo provando sua sinceridade.

Amor foi feito para amar
Perdão foi feito pra se dar
Não semeie pra colher depois, o tal ressentimento.

Prefiro o doce silêncio da minha mente barulhenta ao barulho de bocas cheias, mas de mentes completamente vazias.

MERGULHO

Almejo mergulhar
na solidão e no silêncio,
para encontrar-me
e despojar-me de mim,
até que a Eterna Presença
seja a minha plenitude.

Helena Kolody
Sempre palavra

Na face do silêncio, janelas da alma,
olhos que choram, olhos que falam,
pensamentos que revelam,
sentimentos que acalmam...

O Silêncio Que Fala

Existe algo divino nas palavras silenciosas que habitam a fala do olhar.
Um idioma que não se aprende nos livros, mas no sentir.

É preciso que haja um acordo sutil entre quem vê e quem transmite,
um pacto invisível onde a verdade não pode se esconder.

Assim como moldamos nossa fala e afiamos nossa escrita,
deveríamos ter em mãos a cartilha da linguagem das almas: o olhar.
Olhar que acolhe, que desnuda, que grita em silêncio.

Há olhares que embalam, há os que ferem,
há os que são porto seguro, e os que são tempestade.
Alguns são abismos, outros, pontes.

Mas poucos sabem realmente escutar o que os olhos dizem.
Poucos compreendem que, antes da palavra,
foi o olhar que desenhou o primeiro poema do mundo.

⁠Olhar que Ecoa no Tempo

A fotografia é o silêncio que fala do tempo, congelando o que escapa ao olhar e preservando o que a memória se recusa a perder. Um olhar que ecoa no tempo, ressoando o passado e eternizando o presente.

" só é verdadeiro aquilo que não se diz... só o silÊncio é verdadeiro... é preciso ouviro silêcio não como surdo, mas com um cego..."


Fernando Sabino

Solidão
da madrugada
no silêncio noturno
pensamentos
vagueiam
na lua de Saturno
no labirinto do coração
pelos porões obscuros
acende a luz da alma
num lampião de lembranças
um souvenir de esperança
e tu para e pensa
calma alma...
nada mais importa
agora...
já não faz mais diferença...
As coisas têm um tempo certo pra ser...
E nem sempre depende de você.

É o medo e o desejo
É a desconfiança e a esperança
É o grito e o silêncio
É o gelo derretendo o fogo
Eu e você frente a frente é sempre tendo que me confrontar
Encarar os meus erros e meus acertos
As minhas verdades, as minhas ilusões o meu poder e a minha impotência
As minhas liberdades e meus limites
Quando estou na sua frente eu sinto toda minha dor, mas só na tua frente eu posso sentir todo o meu “AMOR”

Ouvir os sussurros do coração

Quando você está em silêncio, seu potencial fala com você, sussurra-lhe no ouvido. E esses sussurros são absolutamente categóricos — não há "se" nem "mas".

O coração não conhece "se" e "mas". Ele simplesmente diz que este é o seu destino: tornar-se pintor ou poeta ou escultor ou dançarino ou músico. Ele simplesmente diz que é assim que você se realizará. Ele começa a direcioná-lo.

A função do mestre é ajudar você a estar em silêncio para ouvir os sussurros internos, então sua vida começa a ser guiada por uma disciplina interior. Por isso, não lhe dou nenhuma disciplina exterior, mas o ajudo a descobrir o seu insight. Você então será livre, andará em liberdade.

Sannyas, portanto, não é um cativeiro, não é um culto, não é um credo — é uma declaração de liberdade, é uma declaração de individualidade, é uma declaração de amor e criatividade.

Osho

Nota: Meditações para a Noite

Suicídio, O Silencio
S.O.S
Olhos divinos, o que você vê não pode se acreditar.
Você não e um deles não se taque do décimo andar.
Abra as portas e as janelas, deixe a luz entra.
Isso te faz ter solidão?
Me, diga como posso ajudar-la?
Se você tem tanto amor, por que ainda fica assim?
Não basta ser amada?
Ou toda menina tem esse sentimento?
Não pule contra o vento que não te segura!
Meus braços estão leves.
Onde está você?
Precisa ficar sozinha?
Mas, desejo acompanhá-la.
Reclamas tanto de solidão
Por que não posso ficar aqui
A minha insistência a incomoda?
Pos bem, estou indo embora, mas não esqueça de me ligar!
Hoje leio noticia de acontecimento do dia de ontem.
E não entendo por que não me ligou.

O Peso do Silêncio de Quem Importa




Quando tudo parece distante, e o mundo vai se apagando aos poucos, ainda restam algumas poucas presenças que nos fazem tentar.
Poucas pessoas que, sem saber, se tornam o último fio entre a gente e o resto do mundo.
Aquelas com quem ainda conseguimos falar, mesmo que pouco, mesmo que sem força.
Aquelas que acham que são só mais uma, e não imaginam que são as únicas.


É doloroso quando o silêncio vem justamente delas.
Quando você cria coragem pra aparecer, pra responder, pra tentar existir de novo — e o retorno não vem.
Dói como se o universo confirmasse o que a mente cansada já sussurra: que talvez você não faça falta alguma.


Mas o que elas não sabem é que aquele “oi” que não veio, aquela resposta que não chegou, pesam.
Porque não era só uma mensagem — era um pedido de presença, um pedido de vida.


E então a gente se recolhe outra vez.
Não por desinteresse, mas por proteção.
Porque continuar tentando onde o silêncio ecoa é como insistir em respirar debaixo d’água.


Algumas conexões salvam.
Outras, quando se calam, deixam a alma sem ar.

Da calma e do silêncio


Quando eu morder
a palavra,
por favor,
não me apressem,
quero mascar,
rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano
do verbo,
para assim versejar
o âmago das coisas.

Quando meu olhar
se perder no nada,
por favor,
não me despertem,
quero reter,
no adentro da íris,
a menor sombra,
do ínfimo movimento.

Quando meus pés
abrandarem na marcha,
por favor,
não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar,
deixem-me quieta,
na aparente inércia.
Nem todo viandante
anda estradas,
há mundos submersos,
que só o silêncio
da poesia penetra.