Poemas Góticos de Amor
Voce sabe...
Entendo de perdas, da impotência ao ver o sonho ruir.
Choro em silêncio...
Alma ferida pela dor , de não ter tocado .
Despi-me de qualquer preconceito, joguei fora medos...
Só pra te ver caminhar pra mim...
Era só o que queria...
Aquele fio condutor que me levasse ou que te trouxesse ,
e me prendesses nos teus braços.
Queria a tua boca , tua mão na minha , teus beijos...
O eco dos teus passos...
Te dar meu colo, ter-te em mim, horas sem fim...
Amar com o corpo, com o pensamento , amar sem reservas.
Apenas e somente Amar.
Hoje...
Voce sabe...
A falta de você me rouba o ar.
As palavras já não fazem sentido.
No limite de cada uma delas estico as frases , e quando ultrapassa o limite, elas flutuam , como se misturadas em sentimentos, virassem poema.
Noites vazias... toques sem respostas...
Silêncios distantes e amargos.
As horas são nuvens que se desfazem ao menor vento...
Os sentimentos estão aqui , escondidos...
E como se fosse do meu sentir, a epiderme , tudo isso feriu meu coração.
Hoje vai ser assim...
A música é o silencio , a quietude,
nada mais.
As vezes o nosso coração fica agitado.
Mas Deus chega e faz silêncio, não para nos desesperar, mas para nos acalmar, é para que possamos ouvir a sua voz e sentir o seu amor.
Deus é poderoso, chega para acalmar a tempestade, parar os ventos e nos fazer aquietar, para que possamos descansar
enquanto Ele trabalha ao nosso favor.
Entre o Silêncio e a Fé, há Espera.
Na quietude do tempo, a alma cala,
E aguarda, mesmo sem saber o dia.
O coração ansioso não se exala,
Sustenta em fé o fio que o guia.
A espera dói, mas também semeia,
Ensina o passo lento a florescer.
Na terra árida, a esperança ateia,
O lume oculto que insiste em viver.
É como o mar que aguarda a maré cheia,
Ou o céu, que espera a lua aparecer.
No vão dos dias, a dor que incendeia,
Também prepara o sol para nascer.
Pois quem espera, mesmo sem razão,
Encontra em Deus o pulso da estação.
Nos braços da saudade
Acordei no meio da noite, sentindo um silêncio que pesava mais do que a escuridão.
Não era medo – ou talvez fosse, mas de um jeito diferente.
Um medo que não pede socorro, só escuta o eco do que já foi.
Fechei os olhos e vi você.
Seu abraço morava em mim, mesmo sem estar ali.
O tempo, teimoso, levou sua presença, mas não soube apagar o que ficou.
Porque amor de verdade não some, só muda de forma.
Vira cheiro no vento, calor no peito, voz na lembrança.
E mesmo quando a saudade aperta, há um consolo invisível
Que me embala como você fazia.
O passado não volta, mas sussurra.
E toda vez que a noite me encontra, eu escuto.
Fecho os olhos, respiro fundo
E me deixo levar por aquilo que nunca me deixou.
Para ela, que foi meu lar antes mesmo que eu entendesse o que era ter um.
Silêncio da Partida: Quando Só Para Mim Tinha Importância
Às vezes, chego a um ponto em que finjo estar tolerando tudo. Tenho preguiça de argumentar, de tentar explicar. Calo-me, mas não engulo. Apenas me preparo para partir. A decisão já está tomada, mesmo que a tristeza ainda me acompanhe. Porque, ao longo do caminho, percebo que aquilo que para mim tinha tanta importância, para o outro não significava nada. E isso dói. A dor não vem do afastamento em si, mas da constatação de que, mesmo quando entregamos o nosso melhor, muitas vezes somos deixados para trás.
A tristeza não é uma fraqueza, mas um reflexo de tudo o que tentamos construir, das esperanças que alimentamos, e das promessas que não se cumpriram. O que resta agora é seguir em frente, mesmo com os olhos ainda voltados para o passado. Porque, mesmo sabendo que só para mim tinha importância, há algo mais forte dentro de mim, algo que me permite seguir. A liberdade vem da escolha de ir, mesmo quando a partida se faz silenciosa, e a dor é uma lembrança do que não foi recíproco.
E, com o tempo, essa dor se transforma. Não mais como um peso, mas como a sabedoria de quem se escolhe, de quem aprende a se dar valor, mesmo que o outro não tenha visto. O fim não é o fim, mas o começo de algo que só a mim importa agora.
O SILÊNCIO
O mundo, às vezes, fica-me tão insignificativo
Como um filme que houvesse perdido de repente o som.
Vejo homens, mulheres: peixes abrindo e fechando a boca
[num aquário
Ou multidões: macacos pula-pulando nas arquibancadas dos
[estádios...
Mas o mais triste é essa tristeza toda colorida dos carnavais
Como a maquilagem das velhas prostitutas fazendo trottoir.
Ás vezes eu penso que já fui um dia um rei, imóvel no seu
[palanque,
Obrigado a ficar olhando
Intermináveis desfiles, torneios, procissões, tudo isso...
Oh! decididamente o meu reino não é deste mundo!
Nem do outro...
Basta um abraço. Nada mais que o silêncio de um abraço. Bastam uns braços. Os teus braços ao meu redor. Nada mais que a força do teu abraço em mim.
Basta um abraço. Um abraço que tudo acalma. Uns braços que nos protegem. Uns braços que nos envolvem e seguram. Que nos aquecem e acalmam.
Basta um abraço. O teu. Em mim.
Torcida contra
Eu sei exatamente o que isso significa.
Já vi de perto o silêncio calculado, o elogio não dado, a curtida evitada como se reconhecimento fosse moeda rara demais para ser oferecida.
Já percebi quem observa tudo, mas prefere não somar.
Quem acompanha, mas não apoia.
Quem admira, mas não admite.
E por muito tempo eu questionei se o problema estava em mim.
Hoje entendo que não.
Existe uma torcida contrária que não grita, ela silencia.
E o silêncio também comunica.
Mas aprendi algo precioso:
o que é verdadeiro não depende de validação pública para existir.
Quem é luz não apaga para caber no desconforto alheio.
Se há quem não suporte minha felicidade, minhas conquistas ou minha inteligência, isso já não me diminui — me revela.
E sim, pessoas assim são necessárias.
Elas me ensinaram a não ser pequena, a não competir por migalhas de reconhecimento, a não economizar aplausos quando vejo alguém brilhando.
Hoje sigo consciente:
não preciso que todos celebrem, mas também não diminuo meu brilho para caber em quem prefere a sombra.
O silêncio me olha de volta
como um espelho sem moldura.
Nele, o que cala fala mais alto:
pensamentos em desordem,
sentimentos sem abrigo,
palavras que aprenderam a sobreviver mudas.
A mente vagueia onde o corpo não foi,
repete cenas, refaz diálogos,
insiste em perguntas que não querem resposta.
E quando tudo ao redor descansa,
há um ruído íntimo e persistente
não é medo, nem dor exata,
é a alma pedindo escuta.
Talvez o silêncio não seja ausência,
mas o lugar onde a verdade
respira sem pedir permissão.
Tem dias que a gente só quer ficar
em silêncio, quetinha em um
canto pensando... é como se nossa
alma precisasse silenciar para
poder entender o que se passa
dentro e fora da gente.
Imutável
De que me adianta tanta liberdade,
Se me encontro preso,
No silêncio de um beijo.
De que me serve tantos caminhos,
Se de te,
Não consigo fugir.
De que me adianta a luz do sol,
Se sem você,
Vivo na mais completa escuridão.
De que me adianta ter todo dinheiro do mundo,
Se o que eu mais desejo,
É imutável e …...........
De que me adianta sonhar,
Se quando acordo,
Você não estar.
De que me adianta escrever,
Se você fingi não entender,
Todo amor que eu sinto por você.
De que me serve as mãos,
Se não posso tocá-la,
Nem tão pouco senti-la.
De que me adianta tantos desejos,
Se satisfaço-me com um,
Que é ter os teus beijos.
De que me adianta tanta água,
Se a minha sede é de amor.
De que me adianta ter tudo,
Se somente você,
Me faz feliz.
De nada me adianta,
Ter tudo,
Sem o teu amor.
De tanto sofrer por amor,
Já nen sinto,
Mais a minha dor.
"Quando falares comigo, cuida para que suas palavras
sejam melhores que o silêncio, pois o meu silêncio
poderá ser a resposta que não queiras ouvir"
Angústia, medo, impaciência.
SILÊNCIO, tempo que não se passa.
Situação que não muda.
Carência, saudade que permanece.
Vivo assim, simplesmente contando o tempo. Segundos, minutos, e dias.
Converso comigo mesma, me conto os meus problemas,
sonho em UM DIA ser feliz.
Um dia...
Há esse dia...
Que se apronte o mais breve possível, pois essa angústia, e esse medo
estão me tomando conta.
Lágrimas escorrem como água escorre de riacho.
Tempos que um sorriso de alegria não se forma.
Há esse dia...
Viveria cada segundo como se fosse o último de minha vida, afinal estaria feliz!
SORRIR, SORRIR E SORRIR!
Hoje vivo em um silêncio.
O que ouço é o canto dos PASSÁROS!
Esses sim, que tem a felicidade, são donos da liberdade!
Não desisto, viverei até quando agüentarei,
e agüentarei até quando viverei!
Um olhar distante... um pensamento constante.
No sossego do silêncio... dar vontade de voar!
Trazendo-me a esperança de um dia ele(a) voltar.
Silencio
De repente, um silêncio tão bem dito que não entendi mais nada. Ao contrário de outros, alguns silêncios apagam a luz.
Bendita seja a claridade das palavras também quando permitem que dúvidas sejam dissolvidas. Que equívocos não sejam alimentados. Que distâncias não cresçam. Que a confiança prevaleça. Que o afeto não se torne encabulado.
Bendita seja a claridade das palavras também quando ficamos no escuro da incompreensão, tateando as paredes deste cômodo pouco ventilado à procura de um interruptor qualquer que acenda o nosso entendimento.
Bendita seja a claridade das palavras também quando aproximam, em vez de afastar. Quando nos possibilitam o conforto da verdade, mesmo que ela desconforte. Quando simplesmente queremos saber o que está acontecendo com as pessoas que amamos simplesmente porque amamos.
Bendita seja a claridade das palavras quando ditas com o coração. Ele sabe como acender a luz.
Solitude
É um silêncio cheio de mim.
A solitude, que escolhi ou que me escolheu,
às vezes pesa mais do que liberta.
Não é ausência de gente — é ausência de encontro.
É uma quietude que não consola,
uma liberdade que não abraça.
É estranho como, mesmo cercada de paz,
sinto falta do barulho certo,
da presença que não invade, mas se encaixa.
Do olhar que atravessa sem pressa,
do toque que entende sem precisar explicar.
Minha solitude é um lugar onde me ouço alto,
mas, às vezes, só queria escutar outro coração batendo ao lado.
Porque até o que é escolhido pode doer —
e o que é bonito também cansa.
Às vezes, o peito é largo demais pra abrigar só um silêncio.
Às vezes, o eco do que falta grita mais alto que a própria dor.
A solidão da minha solitude…
não grita, mas ecoa.
O silêncio é tanta coisa que, ainda assim, escolhe apenas ser.
O silêncio carrega o peso das palavras não ditas, das pausas que guardam significados inteiros. Ele poderia ser grito, poderia ser explicação, poderia ser súplica. Mas escolhe apenas ser.
Porque há momentos em que o silêncio fala mais do que qualquer frase bem construída. Ele é o espaço entre as batidas do coração, o intervalo onde a alma respira. Ele pode ser conforto ou abismo, companhia ou ausência. Pode ser espera, pode ser resposta.
E, ainda assim, com todas as possibilidades dentro de si, ele se mantém silêncio. E me sufoca no barulho da minha mente, onde ecos de pensamentos desencontrados gritam o que a boca não ousa dizer.
O Peso de Sentir em Silêncio
É difícil lidar com a dor e, ao mesmo tempo, ter consciência dela.
Difícil lutar contra a vontade de desistir e, ao mesmo tempo, querer seguir.
Difícil segurar o próprio peso sem querer ser um peso para ninguém.
Eu sei o que carrego. Sei da minha dor, da minha luta. Sei que não sou o centro do mundo e que todos têm seus próprios problemas. Por isso, me contenho. Por isso, me silencio. Por isso, engulo as palavras antes que pareçam um pedido de socorro inconveniente.
Não quero ser fardo, não quero ser vítima, não quero estar sempre no mesmo lugar de vulnerabilidade. Eu tento. Eu busco. Eu me movimento. Mesmo quando parece impossível, eu me esforço.
Mas o que é mais difícil nisso tudo?
Talvez seja entender todo mundo enquanto ninguém me entende.
Talvez seja cuidar para não incomodar enquanto ninguém percebe o quanto dói.
Talvez seja ser forte o suficiente para lutar contra a dor, mas não o bastante para ser compreendida.
E assim sigo: entre a vontade de sumir e a necessidade de continuar. Entre o silêncio e o grito que nunca sai. Entre a consciência de tudo e a sensação de que minimizam.
Se soubessem quantas vezes ouvi palavras de onde menos esperava…
E como, em certos momentos, a vontade de morrer se torna um sussurro persistente só para que, no fim de tudo, percebam que era real – cada suspiro das palavras ditas e das que foram sufocadas dentro de mim.
A Persistência do Silêncio
Há momentos em que, apesar do peso da jornada, sigo em frente, empurrando as palavras para fora, tentando encontrar sentido naquilo que muitas vezes parece sem eco. E sigo criando, mesmo que não haja aplausos, mesmo que o retorno seja tão distante quanto a última estrela da noite. Porque eu sei que algo se constrói nesse movimento silencioso, nesse esforço que não exige reconhecimento imediato, mas sim confiança no propósito de continuar.
A minha criação não depende dos olhos dos outros, mas de algo muito mais profundo. É um ato íntimo, que pulsa dentro de mim, e que se torna mais importante que qualquer aplauso ou retribuição. Às vezes, me vejo como uma semente lançada ao vento, sem saber onde cairá, mas acreditando que, ao menos, já começou a sua jornada.
Talvez o sentido não seja a visibilidade, mas a própria criação. E se no final, os frutos que plantei ao longo desse caminho silencioso se manifestarem de forma diferente do que imaginei, estarei pronta para acolher.
Porque a criação, como a vida, é um processo contínuo. Mesmo sem saber quando, ou como, algo começará a florescer, sigo sem desistir. E esse é o verdadeiro sentido do que faço. A cada palavra, a cada imagem, a cada gesto, estou, na verdade, me deixando ir, me permitindo ser, mesmo quando tudo ao redor parece pedir para parar. Continuo porque sou movida por algo que vai além do retorno. Sou movida pelo processo de estar aqui, agora.
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Entre o Ímpeto e o Silêncio
Hoje é um daqueles dias em que as palavras querem saltar, atropelando o tempo e a razão. Elas pesam no peito, se acumulam na garganta, ansiosas para serem ditas. Mas minha mente está inquieta, desorganizada, e eu não posso confiar nelas agora.
Não quero falar no calor da emoção e depois me arrepender. Não quero que a pressa transforme sentimento em ruído ou que uma palavra mal colocada machuque quem não merece. Então, respiro fundo. Seguro o ímpeto. Não por medo de sentir, mas por respeito ao que sinto.
Às vezes, o silêncio é a pausa necessária para que a verdade se alinhe dentro de nós. Estou tentando organizar o que há em mim antes de transformar em voz.
