Poemas Góticos de Amor
" Não gosto do cinza
prefiro o azul
nem das lágrimas
quando não há sol
nem da tristeza
ou da partida
prefiro chegadas
corações apaixonados
madrugadas...
ESTE FOI UM ÓTIMO ANO!
"No ano de mortes, estou VIVA.
No ano de doenças, estou SAUDÁVEL.
No ano de escassez, fui abençoada COM PÃO no nunca faltou na minha mesa e creio que em muitas Deus proveu e proverá.
No ano da queda, estamos de PÉ.
No ano do medo, com Cristo estamos CONFIANTE.
Um ano de desastres, temos SEGURANÇA...(salmos 91)
Sendo assim, afirmo sem medo de errar, este foi um ÓTIMO ANO. Ano de reflexão. Ano de meditar e saber o que é de fato essencial e primordial em nossas vidas.
Eu tenho um GRANDE DEUS.
Quando o mundo inteiro parece estar à deriva, nosso barco está a caminho e não afundou, e não foi por nossa força, mas apenas por Seu amor, misericórdia e Sua Graça.
Agradeço a Deus porque neste ano estou ou melhor estamos aqui, de pé, saudáveis com toda a Fé que vamos seguir em frente rumo a vitória em Cristo Jesus.
Ótimo restinho de horas deste ano pra você e sua família e um grande e abençoado 2021(ANO DO QUEBRANTAMENTO ) para todos nós."🙌🏻(adaptação)
—By Coelhinha
"Ninguém tem medo de dizer TE AMO, o medo é da resposta. Assim como ninguém tem medo da MORTE, tem medo é de morrer."
—By Coelhinha
Ontem eu tive medo
Medo das consequências da alta glicêmica
Pensei na morte e em tudo que eu perderia por ser tão inconsequente comigo mesma;
Pensei na cegueira,
De não conseguir enxergar
No talvez de nunca mais ver teus olhos
Ou perder minhas pernas e não conseguir um dia andar lado a lado com você novamente
Pensamentos que só posso guardar pra mim, pois apenas pra mim tem algum valor. Minha bad, meus medos, meus traumas, guardo-os todos pra mim.
E assim sigo sendo uma pessoa tranquila aos olhos distraídos.
Felicidade Constante
Que a Felicidade
Esteja sempre presente,
Superando a tristeza,
Contornando as decepções.
Que seja luz permanente
Que deixe o amor enclausurar,
Que deixe o amor perpetuar
Intensamente constante.
NASCER É COMEÇAR A MORRER
A morte nos atormenta, nos aterroriza, porque nos deixa na fronteira de nossas ilusões, pois,esquecemos que já nascemos morrendo.
Pobre coração
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Pobre coração, qual sombra vagando em profunda escuridão...
Impelido por amor não correspondido,
Miserável indivíduo desiludido,
Por profunda depressão abatido,
Engolido por um mar de solidão;
Remetido a insano desejo de apaziguar tamanha dor
numa taça de veneno indolor...
Miserável criatura, pobre coração sem amor.
Hariel é meu beijo de boa noite e minha esperança de bom dia.
Meu sorriso nos momentos de tristeza e minha lagrima de felicidade.
Minha força para viver e minha fragilidade de amar.
Hariel me faz ser mais a cada momento que me sinto menos,
me ensina o quanto sou frágil diante da sua força inocente
c/ Hariel aprendi que um sorriso de criança é capaz de desarmar um exército de grande potência.
Hariel é mais que uma criança, é uma fortuna incálculável. é o brilho do sol a cada dia que se anuncia.
É o orvalho que dá vida ao dia a cada manhã.
a chuva que inunda o deserto de felicidades
por tudo isto Hariel é meu Anjo Dourado.
- Dedicado a Minha amada filha Thaís Hariel
19/01/2001
Por você, eu
Seria capaz de fingir estar feliz mesmo estando triste
Por você, eu
Seria capaz de fingir ser forte mesmo estando machucado
Eu queria que o amor fosse perfeito por si só
Queria que todas minhas fraquezas pudessem ser escondidas
Eu plantei uma flor que não pode florescer
Em um sonho que não pode se tornar real
…
Eu estou tão cansado desse
Amor falso, amor falso, amor falso
Eu sinto muito, mas é um
Amor falso, amor falso, amor falso
Melancolia
O frio da madrugada.
A escuridão que não me deixa ver nada.
Partiste e sozinha me deixaste.
Contigo toda a minha paz e alegria levaste.
Escrevo agora minha última poesia.
Sem rimas... sem métrica... sem nenhuma melodia.
Só uma nota triste que em toda ela persiste: a mais corrosiva melancolia.
Do que me resta
Da noite … as sombras.
Da chuva… o rio.
Do inverno… o frio.
Do vento… a brisa.
Do céu… um sol sombrio.
Do que me resta…
Do pouco que a vida me empresta…
Na janela uma fresta.
Do que me resta: esperar acabar a festa.
Uma tristeza tão grande
Fecho lentamente meus olhos.
Trago pra bem perto as lembranças...
Saudades daquele tempo
Em que viver era tão leve... era como ser eterna criança.
O aroma do perfume.
Nos lábios do mel o sabor.
Emoções à flor da pele...
Tão lindo esse meu primeiro amor.
Hoje uma vontade imensa de para trás ir...
Pra dentro de um forte abraço
Meu primeiro amor trazer...
Olhar em seus olhos... sorrir um eterno sorrir.
Fecho os olhos.
Não quero ver ao que ao meu redor agora está.
É uma tristeza tão grande...
Pouco a pouco se diverte ela em me matar.
Salgueiro
Eu e o velho salgueiro,
No repouso destas sombras, sóbrio.
Ondas que se quebram na solidão
Sol poente ao findo horizonte pensamentos...
Quem dela cuida ser a minha última ilusão
Sabe bem que o fim é sempre um recomeço,
Nem para a última, nem a primeira...
Mas sempre á ela que é a única.
No velho salgueiro do horizonte poente,
Meu repouso, meu contento pensamento.
Das muitas formas que te amei
Em todas elas, me desejei em ti...
Nesse tempo, que em mim você não passa,
Eu te vejo nos teus olhos de menina,
Quando moça,
No horizonte, se fez mulher...
Edney Valentim Araújo
Flash
Tudo passa
E quando passa
Um pouco mata,
Traz saudade
Em tristeza transformada,
Dura o tempo
De um sorriso
Numa lágrima
Em pensamentos.
Fica o flash
De uma vida
Num segundo transcorrida.
Sentir saudade
Saudade é a sombra que nos cercam
tentando sempre apagar
momentos que nos são inesquecíveis.
Quisera eu ver atendido um pedido...
Eu pediria pra ter você sempre comigo.
Se o tempo ou a saudade pudesse te apagar
a solidão me faria enlouquecer.
Às vezes o destino afasta e não separa
corações que sempre batem em um só.
É impossível esquecer pessoas,
especialmente aquelas
que por algum motivo
nos fizeram tão felizes.
A saudade é só o misto de uma dor
deixada por alguém que se vai
sem nunca imaginar
a falta que partindo nos fará...
Você é tudo para mim,
mas contentou me ser saudade.
Talvez eu tenha me perdido
no caminho que busquei
pra encontrar o seu amor.
Fiquei distante dos teus olhos,
e exilado desse amor...
Mas sempre te encontro em pensamento
no caminho que lhe deu meu coração.
Eu sempre vou te amar,
de eternidade a eternidade vou te amar...
E se a saudade é uma sombra desta dor
de ser em parte só metade deste amor,
serei incompleto sem você,
só não deixarei de ser metade deste amor...
Sentir saudade é lembrar sem esquecer
de tudo que eu sinto com você
mesmo que no corpo eu não venha te tocar,
no coração nada vai nos separar...
tenho o teu cheiro, teu olhar, teu caminhar,
tudo que no mundo ou noutro mundo
em outro alguém eu não consigo encontrar...
Por toda minha vida
é só você que eu ei de amar.
Edney Valentim Araújo
1994...
Dividido por você
Sempre penso em você.
Às vezes combalido pela paixão,
Outrora, melancólico de amor...
Sentindo a ausência da tua companhia.
Ainda que eu possa quebrar as algemas da paixão
Jamais conseguirei romper os laços do amor.
A paixão maltrata o meu corpo na solidão,
Mas o amor devora a minha alma em meio à multidão.
Mergulha-me na angústia de esperar você em nossas vidas.
Não vejo mais ninguém além de você.
Meus olhos abriram meu coração
Para que eu veja somente você.
Ah! Se eu pudesse desprezar o amor.
Que subitamente em um olhar
Revelou-me toda a tua beleza interior.
Eu me apaixonaria por qualquer outra.
Por um lindo corpo... um belo sorriso... olhos bonitos...
Só para ficar com alguém.
Eu então te esqueceria...
Mas o amor nunca morre.
Ele padece e sofre.
Mas de algum jeito,
Ele permanece lá.
Solidão
Vivo um vazio sem você.
Lembranças e sonhos enganam a solidão
Abrandando a tristeza do meu coração.
Alimento-me a tua imagem refletida na memória,
Onde inefáveis sonhos revelam meus sentimentos
Negando por mais um instante a razão.
Efêmero sentimento
Na sinestesia desta emoção.
O que me sobra é de novo a solidão.
Edney Valentim Araújo
NA INTIMIDADE DA SOMBRA QUE RESTA.
"A rejeição se tornou amiga da solidão."
E assim, sem anúncio, sem ruptura visível, duas presenças tornaram-se desiguais dentro do mesmo abismo. Um ama como quem se entrega à lâmina. O outro permanece como quem apenas toca a superfície da ferida sem jamais habitá-la.
"Arrasto da amada a sua veste que se despe em tom sem prisma e em mortalha, sepultando em cova rasa a razão que preste, mas num toque suave beija o pulso, e para dentro do abismo dá-se impulso, no mesmo lábio que dá seu ósculo ao fio da navalha."
Há, nesse gesto, uma contradição que dilacera. Amar mais é cair primeiro. É sentir antes. É permanecer depois. Enquanto o outro, talvez sem culpa consciente, apenas transita. Não se fixa. Não se perde. Não se entrega ao ponto de dissolver-se.
Na escuridão íntima, tudo conduz à mesma presença ausente. Cada memória não consola, apenas reafirma. Cada silêncio não apazigua, apenas amplia. Tudo traz. Tudo leva. Como se o próprio sentir fosse uma corrente invisível que ora devolve o rosto amado, ora o arranca com violência inaudita.
E aquele que ama mais não possui refúgio. Porque mesmo quando tenta afastar-se, leva consigo o que deseja esquecer. E mesmo quando deseja esquecer, recorda com uma precisão cruel.
A rejeição, então, não fere apenas pelo afastamento. Ela fere porque revela a medida desigual do sentir. Um abismo entre dois. Um que cai. Outro que observa.
E no fundo desse abismo, não há encontro. Apenas a permanência de quem caiu primeiro e nunca mais encontrou o chão.
O Porão Onde Florescem as Sombras.
Parte II.
(por: Joseph Bevouir , com evocação de Camille Marie Monfort).
Camille Monfort caminhava entre as frestas do tempo, onde as sombras ainda tinham perfume de primavera. Seu rosto era um véu de silêncio, e nos olhos trazia a vertigem do que já não podia ser dito.
No porão da consciência aquele lugar onde a memória se torna eco floresciam suas dores, tênues e luminosas como astros mortos.
Primavera de solidão ainda…
Não te ocultes, Camille.
Tu és o espectro ferido que caminha entre palavras caladas, entre os nomes que não ousas pronunciar, entre os sonhos que se dissipam antes do amanhecer.
És, ao mesmo tempo, o que foge e o que acusa.
És o reflexo e o estilhaço.
És o outro sempre o outro quando julgas não ver a tua própria pálida nudez.
Mas ainda assim te vês, refletida nos cacos do espelho que quebras todos os dias com teus próprios dedos.
E nesse gesto de quebrar o espelho há uma prece muda, uma súplica às fronteiras do infinito mental. Camille não temia o abismo, pois era nele que repousava sua lucidez. Tocava o indizível com a mesma delicadeza com que se toca o rosto de um anjo moribundo.
O tempo, para ela, não era uma linha era uma espiral. E em cada volta dessa espiral, ela renascia mais perto da verdade e mais distante de si mesma.
O amor, para Camille, era uma ruína sagrada; um templo onde só os que sangram podem entrar descalços.
Assim, no silêncio que antecede o último pensamento, ela compreendia:
que toda luz é filha das sombras,
que todo encontro é também uma despedida,
e que a alma — oh, a alma! — só floresce quando se aceita o escuro porque é dela se sentir melhor assim.
Camille Monfort, a que tocava o invisível, a que habitava o porão onde florescem as sombras,
sabia que o infinito não está nos céus mas no espelho trincado da mente humana fora e em si.
