Poemas Góticos de Amor

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⁠Quando você começa a escutar, não é o mundo que para, é o você primordial que está aflorando e silenciando o ego.

Kairo Nunes 05/04/2024.

Inserida por KairoNunes

⁠Plenitude
Estou plena
De um jeito suave
Que sussurra certezas no silêncio,
que agora sim é um silêncio audível
A intuição, essa velha conhecida,
Me apontou o caminho sem mapas,
Só com a leveza dos instantes
E o peso exato das decisões.
Escolhi minha jornada
Como quem escolhe o vento para guiar o barco
Não sei onde vai dar,
Mas sei que estou no rumo certo.
Há uma paz que nasce da coragem,
Daquela que não aparece nos grandes gestos
Mas no simples aceitar.
Aceitar que o caminho às vezes é escuro
E, mesmo assim, seguir em frente.
Estar bem é isso,
É perceber que há força em cada escolha,
Que há sentido em cada dúvida.
E que a coragem, no fundo,
É apenas um modo de estar em paz.

Inserida por Arianamanzoni

⁠Paralisia do Silêncio
O silêncio, tão denso quanto a noite, não veio pela calma, mas pelo medo. Ele se instalou nas palavras que nunca foram ditas, nas mãos que não se tocam mais, nas promessas que ficaram no ar, suspensas entre o desejo de acertar e o temor de errar. Cada olhar fugidio, cada suspiro contido, revela uma alma paralisada, sem direção, presa em um labirinto de incertezas.
O silêncio é um campo minado, onde cada passo hesitante pode desencadear uma explosão de dores veladas. Ele é o eco da insegurança, uma muralha invisível que se ergueu entre dois corações que, outrora, pulsavam em uníssono. E agora, o amor que antes era um farol se perde na escuridão, sem saber para onde ir, sem ter para onde correr.
Neste silêncio, há uma busca desesperada por segurança, por não errar mais, por não perder o que resta. Mas, ao mesmo tempo, há o receio de que, ao tentar se mover, tudo desmorone. O silêncio, então, se torna um refúgio doloroso, um esconderijo onde o coração se protege do que não pode controlar.
E assim, paralisados, permanecemos em um espaço onde o medo de perder fala mais alto do que a vontade de encontrar o caminho.

Inserida por Arianamanzoni

⁠O silêncio do eu te amo


Há um vazio onde o "eu te amo" morava,
um espaço suspenso, entre um ontem próximo
e um hoje de silêncio, onde as palavras
se desvaneceram como névoa ao sol.


Era uma certeza, doce e frequente,
o som que se repetia em cada manhã,
em cada despedida breve, cada retorno.
Agora é uma ausência, fria, que ecoa.


Às vezes parece que ainda vou ouvir,
como quem espera uma onda que nunca chega,
mas o tempo insiste em seu modo firme
de calar o que antes fluía livre e leve.


No começo, dói fundo e inesperado,
como se o peito se apertasse ao lembrar,
o que antes era simples só um "eu te amo",
agora é uma falta que grita no silêncio.


Mas a realidade se acomoda, lenta e dura,
onde antes havia promessas, constância,
agora há espaço e um eco de saudade,
um aprendizado em caminhar sem palavras.


E seguimos, na vida que insiste em calar
tantos "eu te amo" que julgávamos eternos,
aceitando o silêncio como parte de nós,
um espaço vazio, sem eco, sem voz.

Inserida por samia_lourena

⁠Pensei em palavras não ditas,
sussurradas como promessas,
momentos que o tempo apaga.

Espero por ti, em cada parte de mim,
até que o destino te traga de volta.
E me conheça, em uma lembrança eterna.

Fico na espera, até meu coração se acalmar.

Inserida por norisilva

⁠A melhor maneira de buscar respostas em Deus começa no silêncio. Nesse momento de quietude, nossos pensamentos cessam, e abrimos espaço para ouvir a voz divina. No silêncio, nos rendemos à soberania de Deus, reconhecendo que Ele tem uma agenda perfeita, que muitas vezes difere da nossa ansiedade e pressa.

Entender a agenda de Deus é um exercício de fé e paciência. Significa confiar que Ele está trabalhando, mesmo quando não vemos ou entendemos o processo. Quando ajustamos nossos passos ao tempo d’Ele, deixamos de lutar contra as circunstâncias e aprendemos a andar em harmonia com Sua vontade.

Nesse caminhar alinhado, experimentamos o verdadeiro renovo espiritual: o "vinho novo". E este vinho não pode ser derramado em odres velhos, ou seja, em corações que ainda resistem à transformação. Quando nos submetemos ao tempo e à ordem de Deus, nos tornamos odres novos, prontos para receber e sustentar a abundância daquilo que Ele quer derramar em nossas vidas.

Portanto, silêncio, entendimento e submissão ao tempo de Deus são passos essenciais para uma vida cheia de propósito e fruto eterno.

Inserida por ap_romulo_stumpo

⁠A voz das montanhas é
agora silêncio nos meus
ossos invernosos e a saudade
que não deixaste, mulher, de mármore, estátua de sal, é algo
que acompanhaeste entardecer
de água, as veias quejá não
choram por ti, nem as pedras ondeecoa incessante o teu nome incandescente.

Inserida por CordeiroClaudio

A Dádiva

Numa casa pobre,
onde o chão é frio
e a mesa tem mais remendos que pão,
uma mulher cozinha.

Não tem quase nada —
só dois filhos de olhos grandes
e um coração que lhe sobra no peito.
Então frita esse coração
como se fosse alimento.

Fá-lo sem pensar em sacrifício,
sem esperar glória,
sem procurar virtude.
Fá-lo porque é o que há a fazer.

E ao dar-se assim,
inteira,
sem palavras grandes
nem promessas de eternidade,
torna-se mais livre
do que todos os senhores do mundo.

Os filhos olham
e não sabem ainda
que assistem a um milagre:
não o da multiplicação dos pães,
mas o da multiplicação do amor.

Ela,
sem o saber,
ensinou-lhes tudo.

⁠Evolução Interior: A Verdadeira Revolução

“Vivemos na era das máquinas, mas a verdadeira grandeza ainda nasce no silêncio da alma. A tecnologia constrói pontes, mas é a sabedoria espiritual que nos ensina a atravessá-las com propósito. O progresso exterior só tem valor quando reflete uma evolução interior — pois é no coração humano que habita o poder de transformar o mundo. Que não sejamos seduzidos pela velocidade das invenções, mas inspirados pela profundidade de quem realmente somos.”

Inserida por sabedoriahistorica

⁠A Sexta-feira Santa é o dia do silêncio, da cruz e da entrega. É o momento em que Jesus, sem culpa alguma, assume sobre si o peso do pecado da humanidade e se oferece por amor.

Diante da cruz, somos convidados a parar. A olhar com profundidade. A refletir sobre o significado do sacrifício de Cristo. Não foi apenas uma morte foi a expressão máxima do amor de Deus por nós.

Hoje não se celebra a Missa. O altar está vazio, e o clima é de recolhimento. É um dia para lembrar que o verdadeiro amor vai até as últimas consequências.

Que a cruz de Cristo nos ensine a não fugir das dificuldades, mas a enfrentá-las com fé. Que ela nos ensine a amar mesmo quando o caminho for o da dor. E que, em meio ao silêncio da Sexta-feira Santa, o nosso coração se encha de esperança na vida nova que virá com a ressurreição.

Inserida por iran_amador

⁠A Cruz e o Silêncio

Na tarde que se deita sobre o mundo,
o silêncio pesa mais que a pedra do sepulcro.
Há um homem suspenso entre o céu e a terra,
e o seu corpo é a ponte entre o abismo e o eterno.

Sexta-feira, dia sem cor,
em que o sangue se torna verbo
e o madeiro, altar de um sacrifício antigo
como o tempo que nos escapa dos dedos.

Não é a dor que nos salva —
é o amor que aceita a dor
sem exigir resposta,
sem exigir justiça.

Cristo não grita contra os pregos,
não amaldiçoa os que o erguem ao vento:
olha-os como quem compreende
que só o amor cego pode ver o mundo claro.

E morre, não como quem perde,
mas como quem entrega.
Entrega-se ao Pai,
entrega-se ao silêncio,
entrega-se a nós.

A cruz, então, já não é castigo,
mas espelho:
e nele vemos o que somos
quando deixamos de fingir.

Na Sexta-feira Santa,
não se celebra a morte,
mas a entrega.
Não se chora o fim,
mas o princípio escondido na última palavra:
“Está consumado.”

E o mundo, suspenso com Ele,
aguarda o terceiro dia
em que a pedra será rolada
e o silêncio se fará luz.

⁠Enquanto Eu Morro em Silêncio

Eu sorrio…
Mas só por fora.
Por dentro, sou tempestade contida,
grito abafado,
alma que chora.

Te amo com a intensidade de um naufrágio,
me afogo no zelo,
te espero no vácuo,
e você…
mal percebe que existo.

Cuido de ti como quem cuida do último sopro,
te coloco acima,
e me abaixo,
me apago devagar
só pra ver tua luz brilhar.

Mas não há retorno.
Não há gesto, não há olhar.
Só o silêncio cortante
de quem não sabe — ou não quer — amar.

Sigo te dando tudo,
mesmo sem receber nada.
Meus “estou bem” são mentiras moldadas
pra esconder a dor
que me esmaga em cada madrugada.

Sangro…
em silêncio.
Enquanto finjo que não dói,
que não sinto,
que não estou sendo destruído
por dentro.

E o pior não é o abandono,
é ser ignorado mesmo estando ao lado,
é o amor que entrego
ser descartado
como algo sem valor, sem cuidado.

Eu existo.
Mas só eu sei.
Só eu sinto.
E talvez, um dia, você perceba…
quando já for tarde demais.

— Maycon Oliveira – O Escritor Invisível

Inserida por O_Escritor_Invisivel

⁠O Fruto da Semente: Colhemos o que Semeamos

"Plantamos mangas e reclamamos por não colher laranjas — esquecemos que a vida é fiel à semente. Nada floresce por engano: o fruto revela o que o coração semeou. Quem espalha amor, mesmo sem aplauso, será regado pela paz. A terra da existência não se compra, se cultiva — com intenção, verdade e silêncio. No fim, colhemos não o que queremos, mas o que somos."

Inserida por sabedoriahistorica

⁠Era um dia comum, todos na repartição estavam a trabalhar
O vi na sala de trabalho com um olhar de menino
Tentei disfarçar, mas acabei sorrindo
O sorriso teve consequências, pois tal ato o fez me olhar
E com a troca de sorrisos, começamos em silêncio, a nos amar.

Havia um problema, e esse era familiar
Esposa e filhos ele tinha para cuidar
Começamos então um romance escondido
E em relação a nós dois, não fazíamos nada fingido.

O amor era puro e verdadeiro, eu nunca havia sentido algo assim
Ele dizia que me amava e eu correspondia com um sim
Fizemos planos de um dia viajar e uma nova família esperar
E a Cuba Iriamos para por lá militar.

O dia triste chegou, como o dia comum que iniciou
Esposa e filhos ele decidiu priorizar
O entendi, pois ele tinha a verdadeira essência de amar e cuidar
Meu coração se despedaçou e quase não curou
Mas eu resolvi levantar e sorridente voltei a ficar.

Inserida por fefadelta

⁠Há muito que deixei de perder tempo com quem não aprendeu a crescer. Creio que descobri esse caminho antes do muro dos 50. Sim, bem antes mesmo. Obriguei-me ao recolhimento, ao silêncio e à escuta atenta do que em mim é valioso e mais precioso.
Fiz viagens e profundas escavações pelas entranhas ocultas e obscuras que obnubilavam o discernimento, a essência. Tantos pântanos e lamaçais!
Agora, basta. Quero a verdade e a dignidade. Quero a minha paz e este aperfeiçoamento da consciência. Exijo de mim uma maior e rasgada clareza de espírito para uma relação mais íntegra e sã comigo próprio, mesmo que, para essa meta, deva abandonar caminhos e pessoas que nunca, mas nunca seguirão esse trajeto evolutivo para a sabedoria e a melhor força interior que possamos realmente alcançar: O AMOR.

Inserida por JPRSANTOS

⁠Meu bem, meu pobre coração não tem medo do perigo.
É intenso e nessa imensidão toda, todos os sentimentos são bem vindos.
Desde as curvas e o punhal de um amor ferido.
Nós meus braços o perigo é não viver comigo.
Sou o calor do fogo e a fortaleza de uma montanha.
Minha fúria,
Meu corpo,
Minha sede pela vida,
Quero tudo lento pra ter tempo de me apaixonar.
Sem medo corro o risco .
Sou 8 ou 80 e eu prefiro o 80.

Inserida por Anatulio

⁠Quando você conseguir ficar calada, descobrirá que não há limites.

Kairo Nunes 13/11/2021.

Inserida por KairoNunes

Quero calar o mundo que habita em mim. Silenciar meu peito inquieto, insaciável.
Tudo que sou, nem sei...

Sou o suspiro da donzela apaixonada, mas não gosto dela.
Sou um vício, o líquido viscoso que escorre quando tudo é saciado.

Sou a calmaria que te afaga os cabelos e beija a boca.
Sou a saliva que escapole do beijo querendo encontrar o mar...

Mar molhado de vontade e revolto de quereres insaciados.
Sou a culpa, a cura, o arco-íris nos teus dias sombrios.

Sou o teu pecado mais oculto e a tua salvação exposta.
Sou o vinho derramando em teus seios que arrepiam com o gotejar.

Sou minha,
Mas deixei-me pertencer só a ti.

-Quero silenciar o mundo.

Inserida por CarlaRamires

o som mais gritante é o silêncio

⁠falando das coisas do coração
Não há nada o que dizer
Existe apenas um vácuo escuro
Um vasto mar de desprazer

Já cansei de estar cansado
Odeio amar a solidão
Mas almejando estar calado
Falo as coisas do coração

A alegria ou a tristeza
Nulidade em seu esplendor
Apenas tolas vaidades
De um coração sem amor

Anda o cego aos tropeços
Absorto em trevas densas
Jaz o morto sem o fôlego
Corpo inerte que não pensa

No fim de tudo o coração
Já enfadou-se de estar só
Mas longe ouve-se a canção
Esperança em sol maior.

Inserida por Derfel

⁠Seu silêncio grita,
Seu silêncio chora,
Seu ⁠silêncio dói.
Só porque meu coração ama,
Só porque meu coração pede,
Meu coração clama,
seu silêncio o sangra.

Inserida por LestatChevalier