Poemas Góticos de Amor
SONETO EM SILÊNCIO
Este é o azarado malfeito no amor
Que os sonhos afoga na garganta
E, solitariamente, vive no dissabor
Aos olhares outros nunca encanta
Deixado, no escuro e sem assessor
Vaga. E, ao cabo de solidão tanta
No desejo pouco coexistiu amador
E com o tempo o vazio só agiganta
Coração deserto, lágrimas e pranto
O silêncio no peito é um pesar tonto
E aos lábios frios a carência acaricia
Num beijo sem calor e sem manto
Onde está sensação é sem pesponto
E a emoção sem apaixonada poesia
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/03/2020, 06’45” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Tudo é silêncio
Tudo é silêncio à minha volta amor,
Tudo é sossego e paz, tudo parou,
Até a minha mágoa a minha dor
Cansada de chorar já se calou.
Neste silêncio atroz, esmagador,
Procuro saber em vão porque aqui estou,
Porque vim e amei com tanto ardor,
O que fui e agora já não sou.
A debater – me em mágoas e ansiedade
Pergunto: - onde está a Felicidade
O ideal que qualquer um de nós procura?
Alguém perto de mim responde então:
- Na paz da consciência e na gratidão,
Encontras o segredo da ventura.
Graça Figueiras
BOCAS
Bocas em silêncio, depois de falar de amor;
bocas que se buscam, lábios que se tocam;
bocas que acendem o fogo da paixão,
para incendiar corpo e coração.
Bocas de crianças reclamando o abandono;
bocas que insistem em clamar por Deus;
bocas sempre abertas esperando o pão,
pois a fome dói como a solidão.
Ah!... Os homens se esquecem que as bocas existem
pra sorrir, contar, falar e não pra se calar.
Ah!... Bocas que calam,
que nada falam,
mas dizem tudo.
Bocas que se abrem num sorriso de alegria;
bocas que declamam versos poesias;
bocas que transformam, com o seu cantar,
sentimento em sons, pensamento em voz.
Bocas que ordenam a matança de milhões;
bocas que se calam ante o mais forte;
boca de um arma pode ser capaz
de calar a voz e ferir a paz.
(Livro “Arcos e Frestas”, página 22)
- O poema é letra de música composta em parceria
Liberta a minha dor oh! Meu amor.
.
A chuva cai em prantos
gota a gota segue seu destino,
sem cor.
A noite lamenta e chora.
As paredes, gela.
Minha alma em sentinela
deserta, para.
Liberta a minha dor oh! Meu amor.
Ampara as minhas lágrimas.
Perdido, deságuo num rio lamacento
e não te respiro.
Doce que és oh! Meu amor.
Suspiro teu último beijo.
Tento viver!
O que a vida me fala
e nada faz sentido.
Comprimido o corpo seco
desidratado de amor me fere a bala.
Liberta a minha dor oh! Meu amor.
Estou a partir.
Viver e me ferir.
No limite de mim a vida se cala.
Se é Carnaval
#11;#11;Os blocos estão nas ruas, meu amor...#11;
Feito os sorrisos que acompanham as lágrimas#11;
ou as lágrimas que acompanham os sorrisos.#11;#11;
Se as pessoas, felizes, sambam suas amarguras#11;
é porque há muita felicidade em trânsito.#11;
E se faço silêncio, é porque hoje é carnaval.#11;#11;
Por que, meu amor, é assim que tem de ser...
#11;Amar com fantasia, fantasiando a perfeição.#11;
Como se o carnaval jamais tivesse fim.#11;#11;
E se é carnaval,
#11;vamos brincar até o dia amanhecer e a noite se cansar de nós.
#11;Depois a gente vai pra casa e se ama como se não houvesse o fim.
Silêncio de amor
"Na presença do silêncio
Uma caixinha toca,
Com saudade,
Aquilo que ninguém ouviu...
Tão alto quanto as batidas do coração da caça,
E tão discreto como a respiração daquele que dorme.
Dorme e sonha,
Sente e arrepia.
Como o calafrio que o vento trouxe
Que corre na espinha,
Que tira o fôlego,
Mas que ninguém viu...
Na presença do silêncio,
Outro som.
Previsível,
Como um disco gravado na memória.
O silêncio nunca foi tão acolhedor
E a caixinha barulhenta de dor,
Para e repara
No silêncio triste, que a pouco,
Fora a melhor das músicas."
Eu gosto dos pecados de amor
Dos reflexos do corpo
Da pele arrepiada.
Gosto de arranhões tatuados nas costas
Calor humano , e um beijo insano
Troco o silêncio,
por palavras censuradas !
O silêncio da maldade
Era madrugada na capital
Mundial do amor fraterno
O céu anunciava belo dia
De sol irradiante
Tempo assaz incandescente
Na cidade do Amor Fraterno
A sociedade adormecida
O silêncio tomava conta da noite
No Centro da cidade dupla
Evidência de maldade
E maus-tratos
O descaso desumano
Com animais sencientes
Os maus tratos humanos
Desumanos e voraz
A irresponsabilidade do
Pode Público
Adormecido na inércia
Podres poderes, enojados
As estrelas reluziam
Incompetência e desprezo
De falsos gestores que
Se afirmam e se impulsionam
Pela sede do poder
Político-econômico
Ojeriza que se alastra
Abundante e contínua
O lixo da maldade e do desamor
Alimenta a vida de animais
Inocentes, de personalidade
Jurídica sui generis
Diante do descaso de desumanos
Pobre validade de vida lotérica
Que depende do resultado do
Cilada social e sagacidade
Abjeta e cruel
Revolta-se, indigna-se
Voraz e desumana
Revela-se, firme e altaneira
Nojo dessa gente
Desumana que se alastra
Simbolizada e impregnada
Nas madrugadas da cidade
Onde o silêncio se cala
Diante do mar de impurezas
E atrocidades públicas
Gente pobre e incruenta
Tudo vai ser silêncio
Tudo vai ser silêncio
E eu não consegui te encontrar.
Jaz um amor que não teve começo
não teve meio
não teve fim
teve apenas uma longa espera
que findou-se no silêncio de mim.
19/01/14
NÓS
Não há quem imaginar possa
o amor tido, em noites infindas,
vivIdo minuto a minuto,forte
incomum verdadeiro,
Amor sentido por inteiro um querer
que se tem,de corpo e alma,que passa
paz e calma.
No silêncio grita a sua força, poucos
o sentem assim,quando um falta a saudade,
é atroz.
A esse amor vivemos,nós dois, a sós.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
Sem amor eu me sinto livre
e vazia...
pelo menos eu não preciso confessar,
que estou amando e ser punida pelo
seu silêncio.
Fazer o bem em silêncio,
é sentir toda a positividade do amor,
agindo em silêncio,
tendo boas vibrações no bem,
entrando em conexâo com o criador,
abrindo a alma, para sentir a energia do Sol,
das estrelas, Sirius, as Três Marias,
Tendo uma visão do infinito,
que o trabalho no bem não para,
continua hoje, agora e sempre.
Fazer o bem em silêncio,
sem querer nada em troca,
sem se orgulhar,
sem olhar para os lados,
Fazendo o bem pelo bem,
Abraçando almas,
enxergando o outro um irmão, irmã,
Fazendo bem em silêncio,
e sentindo a presença divina,
da inspiração do amor.
Ronnie Andrade
AMOR E OVO FRITO
Minha Mãe é culinária
Que se cala quando grito
Tolerância visionária
É receita que reflito
No pulsar das coronárias
Que não cansam e eu repito
Numa invocação ternária:
Mãe, Amor e Ovo Frito!
O amor está nos detalhes
Não é sobre palavras grandiosas, juras eternas ou gestos cinematográficos. O amor está no jeito que você segura minha mão sem perceber, no seu sorriso sincero quando conto algo bobo, no silêncio confortável que só existe entre nós. O amor nunca precisou de palco, apenas de verdade.
Melodia Inexprimível
Quando o amor se revela,
Silente, busca um olhar,
Parece dançar com ela,
Mas, nas palavras, hesitar.
Quem ousa exprimir o que sente,
Encontra o peito a pulsar,
Fala, e, por vezes, mente,
Em silêncio, pode sufocar.
Ah, se ela visse em mim,
Seu olhar me alcançar,
Soubesse que a amo assim,
Sem um som, me revelar!
Mas quem sente, cala,
Procura em vão a voz,
Fica só, com a alma opaca,
À mercê do tempo atroz.
Se pudesse enfim contar-lhe,
O que por temor não ousou falar,
Já não precisaria buscar-lhe,
Pois, em poesia, estou a lhe falar.
Um minuto de silêncio pela vida
Para o mundo em metamorfose
Um minuto para o amor ser forte
Para vencer as contidas dores.
Um minuto de silêncio
pelas diversas vidas
que se foram.
#OS #AMANTES
Era uma vez...
E isso é só um detalhe...
Algumas palavras de amor...
Algumas palavras de ódio...
Entre casos e descasos...
Entregas e posses...
Um refúgio...
Um sussuro...
Mal nos conhecemos...
E me eu coração pronto a pulsar...
Depois de um sorriso...
Estava pronto a lhe entregar...
Estranha nossa história...
Não ao erro perseguido...
Sim a verdade partilhada...
Um trabalho sem fim...
Dessa fábula encantada...
Meu corpo ao seu desejo violento...
Tantas vezes por mim desejado...
Quando a noite perdia o rosto...
Quando vivi com mais gosto...
Mas toda história tem seu fim...
E o silêncio dos amantes então se fez...
E o tempo lancinante nos esgotou...
Já não dá mais...
Tudo terminou...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#Amor não se mendiga...
#Amizade não se cobra...
#Carinho não se pede...
Guardo silêncio há demasiado tempo...
Do não dito... que deveria ser falado...
Por que me calei até agora?
Não sei explicar...
Por que motivo só agora digo?
O que antes eu deveria falar...
Digo:
Que o ontem não pode ser esquecido...
O amanhã será merecido...
Se o hoje for bem vivido...
Estou farto de esperar que muitos se libertem do silêncio...
O eco é infindável...
Vi brotarem lágrimas felizes...
De milhares de sorrisos vazios...
Estrelas que dos céus caíram...
Transformando noites tristes...
Vi amantes cantarem para a lua...
Fria, distante, nua...
Uma dor, um lamento...
Que faz a gente pensar...
Coração a palpitar...
Ser forte para amar...
Mãos que se encontram...
Beleza maior não há...
Não temo ao implacável tempo...
Não temo o sofrimento...
Nem ao vento do desconhecido que abraça num momento...
Tenho medo da escuridão...
Que a falta da luz esconde...
A verdade...
