Poemas Góticos de Amor
Não importa quantas vezes eu leia Morte e Vida Severina, em todas elas eu me emociono. Morte e Vida Severina para mim é quase uma oração. João Cabral de Melo Neto foi brilhante quando reconstruiu os altos medievais retratando de forma tão clara e inteligente a vida dos nordestinos. Com metáforas pesadas e inquietantes o autor trouxe para o imaginário do leitor o antagonismo vida-morte e transformou em poesia a vida sofrida desse povo.
Eu estava no topo do mundo. Fracasso? Não era uma opção, eu nem considerava até rolar. A morte agora parece real - talvez a única coisa.
É muito triste quando sentimos que a nossa paixão se esvaiu. O mundo fica menos platônico, menos bonito. Desolador perceber que uma das nossas mais fortes emoções tem o mesmo prazo de validade de um shampoo.
Porque é que o medo me persegue?
É como a morte, persegue-me por todo o lado. Mas não tenho medo de morrer. Isso não (…) tenho medo da solidão (…) da solidão também não. Mas, afinal do que tens medo? Tenho medo que os gatos não voltem dos seus passeios pelos telhados.
A Pacha Mama é aquela bela velha bruxa senhora, que hoje na vida te alimenta, e amanhã na morte te devora.
- Uma vez me perguntaram se eu tinha medo da morte.
- Acho que para alguém que o coração parou a tanto tempo não faz diferença.
Indivíduos diagnosticados com traumas, complexos e frustrações tentam compensar suas melancolias e ressentimentos na convivência social, certamente estes indivíduos vão exigir na fase adulta o que lhe foi negado na infância.
Saudade não precisa ser triste...
Saudade de um abraço apertado, de um beijo demorado. Dá até saudade de sentir saudade.
Cheguei a triste conclusão de que a calma não é minha amiga. Justo nas situações em que mais precisei dela fui abandonada.
Eu já estive triste, Eu já fui feliz quando eu era criança porque não compreendia as coisas ainda se tem uma coisa que eu aprendi nesses últimos anos é que você faça as coisas perfeitas ou imperfeita você sempre será criticado pelas pessoas que estão a sua volta até as que está ao seu redor e ao derredor
Eu tenho tristezas profundas que ninguém nunca soube, tenho algumas que alguns já souberam e algumas até que diminuíram, fizeram piadas e chacotas. E elas doem, demais até... Mas eu estou sempre tentando fazer as pessoas rirem e sorrirem, assim eu consigo ficar contente e essa foi a forma de conseguir esconder as minhas dores e os meus temores. É por isso que vivo contando piada, rindo e cantarolando por aí e quem sabe um dia, de tanto as esconder, elas acabem sumindo.
Às vezes fico pensando sobre o que tem depois da morte, se existir outros mundos e o critério que determina se iremos para outro melhor ou pior é a bondade: é lógico que iremos para o pior, pois se nem aqui ninguém cuida da natureza, imagina o que fariam no paraíso, não faz sentido. Caso não exista seria a única chance de não sofrermos e aqueles que se privam de viver para viver depois teriam sigo enganados.
Se não existir vida após morte nada faz sentido, principalmente viver no sofrimento, sem fazer justiça com as próprias mãos: na esperança de um amanhã melhor.
A coisa mais assustadora que a morte e o tempo, pois ele faz os mas fortes fracos e os mais tolos fortes.
Eu queria expor minhas dores, esbravejar as minhas tristezas e deixar claro para todos o quanto estava doendo continuar existindo. Mas eu sabia que ninguém ligaria pra isso, então eu me calei e me isolei. Passei a fingir que minha existência é nula, até que não sobre mais nada por aqui que dê indícios de que um dia eu existi.
"Sem sombra de dúvidas, não temos problemas tecnológicos com as nossas URNAS, temos problemas ideológicos com elas"
