Poemas Góticos de Amor
Eduardo Meirelles, o príncipe perfeito
Que a vida talhou com carinho e respeito.
Nos gestos gentis, a nobreza se vê,
No brilho dos olhos, um mundo a acolher.
Tua voz é poesia, um canto sereno,
Um porto seguro, abraço ameno.
Caminhas na vida com firmeza e luz,
Teu coração grande, a todos seduz.
Tens a força de um rei, mas a alma de um sábio,
Na simplicidade, um amor tão notável.
És farol nas tempestades, consolo e calor,
Em teu reino, só reina o mais puro amor.
Eduardo, que nome tão doce de ouvir,
Teu jeito transforma o mais simples em rir.
Príncipe perfeito, és sonho e verdade,
Reflexo do amor em sua plenitude e bondade.
Que o tempo te abrace com toda ternura,
Que a vida te cubra de paz e ventura.
És inspiração, és história sem fim,
Eduardo Meirelles, o príncipe em mim.
poeta: ivan guedes black junior
Rio para navegar.
Rio de felicidade.
Rio para disfarçar.
Rio por amar.
Rio de mim.
Rio de você.
Rio enfim.
Rio por ser.
Observar, questionar, procurar respostas.
Torno-me poeta de histórias verídicas.
Contos de drama, capítulos de um livro ou uma coletânea gigantesca sobre depressão e decepção.
Ouve-se falar sobre felicidade mas, quando ela realmente chegará?
Em plena profundidade, afogo-me lentamente. Não só de lágrimas é feito este mar, mas do mal de amar.
O amor que espera retorno é comércio; o que permanece, mesmo em silêncio, é semente de eternidade. Só ama incondicionalmente quem já morreu para o orgulho. O amor sem condições não busca se completar no outro, mas transbordar dele.
Depus as máscaras. Vesti-me a memoria a meio tom nas luzes das manhãs. Nessa incerteza nem a sombra encontrei beleza no crepúsculo de viver.
Eu amava o silêncio. Mesmo que às vezes ele me fizesse pensar em coisas tristes.
De repente, não mais que de repente um enorme e triste silêncio se fez entre a gente. E este mesmo silêncio invadiu todo o nosso lar... E então de repente, não mais que de repente a gente já não conseguiu mais se olhar. E o silêncio se fez tanto entre nós que eu já nem me lembro mais como é a tua voz. De repente, não mais que de repente parece que tudo fica assim tão sem graça,o sol triste e pálido desaparece, o dia escurece, a hora torna-se lenta e não passa... E a solidão vem e nos abraça.... De repente, não mais que de repente... Um silêncio enorme e sem fim parece querer gritar dentro de você e dentro de mim. E de repente, não mais que de repente nos tornamos duas pessoas sozinhas que ainda moram juntas na mesma casa. . E o silêncio e a solidão é tão presente que de repente, não mais que de repente parece que surge um abismo entre a gente!... De repente, não mais que de repente... percebemos quase sem querer que somos apenas dois anjos perdidos e sem asas com vontade de voar... Então de repente, não mais que de repente o silêncio se quebra entre a gente e começamos a falar coisas absurdas e em tons diferentes até que cada um vai para o seu lugar ! ... E de repente, não mais que de repente sabemos que infelizmente já não existe mais amor entre a gente... Mas quem sabe de repente, não mais que de repente um dia o amor possa renascer entre a gente e então felizes poderemos nos reencontrar?!... Quem sabe de repente?!...
“Na hora da vingança, ame. Na hora da tristeza, sorria. Na hora de gritar, faça silêncio. Na hora de destruir, construa. Na hora da inconsciência, medite; E na hora de meditar, conscientize-se.”
Tenho me afastado de muitas pessoas e o bom nisso é que muitos são ingênuos a ponto de dar dó. Gosto de amizades que adicionam algo e não que façam eu me sentir vazio. Odeio quem é indeciso e te procura somente quando está perdido nessas crises de solidão. Amigos não são somente para finais de semana. São tristezas, apoios e sorrisos diários que permanecem sinceros, até o dia que der. Já fiz tantos testes com essas amizades, que eu poderia criar uma bomba de verdades. Mas em vez disso eu fico só, fico calado. Silêncio é o pior tipo de desapego que se pode dar a alguém. Não confie em quem te procura de vez em quando, é carregar cisco nos olhos sem precisão. Se for assim, prefiro me agachar num canto do meu quarto e chamar isso de lar. Tenho muitas amizades por aí, mas estou começando a chamá-las de engano.
Eu já aceitei teus silêncios e até estou me acostumando. No começo, toda essa saudade parecia ser uma arma de autodestruição, pronta para me reduzir a migalhas. Mas veja bem, não me espere ver deitado com a cara nos trilhos, as notas e os rabiscos que eu deixei afirmavam claramente que quem estava descarrilhando era você.
Se me faltarem as palavras, que me sobre a fé... Pois até mesmo em silêncio o coração chora, sorri, aprende e continua.
Nem sempre palavras ditas significam um sentimento em uma discussão calorosa
Nem sempre o silêncio significa que não há nada a dizer...
É solidão se fazendo presente nas seis prateleiras da minha estante. É dor de viver, é cansaço. É o estalar de ossos ecoando na alma. É prazer de morrer, é agonia angustiante. Distância pra nada, pra tudo. É o medo de andar, de falar, é um vale silencioso. É abandono e saudade, é culpa. É sol, é chuva, é mar de lágrimas desesperadas. É amizade enterrada. É um nó enlaçado. É música não tocada. É o peso da madrugada. É a tristeza batendo na porta dos fundos. É uma rachadura em meio a testa da nuvem, é sangrante e dói. Ela fugiu e nunca foi encontrada... É o esconderijo mais secreto. É o olho roxo e cortado, vermelho e inchado, morto e pálido. Nos lençóis manchados de preguiça, é o desagrado. Para não mais correr por entre as águas. Para deixar de lado as mágoas. É indiferença, é o grunhido que gasta meus ouvidos. É uma queda ao abismo sem fim que termina bem ali. É temor aos passos mais leves. É horror à multidões em cima da cama. Há monstros detrás da geladeira, é mentira. É rancor, é crime escondido em um caderno de anotações. É desesperança. É cuidado somado à várias taças de vinho. É uma vida, duas, três, nenhuma. É complicado. Creio só, não creio. É displicência. É eu, não sou. Era eu, não é mais. Ainda vai ser. É besteira...
Minha vida está no silêncio. Não tenho problema algum em falar com pessoas ou ouvir músicas com letras agitadas, mas eu sei que em determinado momento a faixa perde a graça e a humanidade torna-se um grande poço de chatice. Quero estar só, sem ninguém para me perturbar. O sol só se esconde de verdade quando eu o transformo numa sombra.
