Poemas Góticos de Amor
Um poeta, justo e sofrido, jaz ao lado; flores enfeitam o caixão.
Sem pressa, o ar seca à sua volta. As flores, quase mortas, exalam o cheiro da tarde fúnebre.
O choro se entrega ao vazio, misturado ao álcool consumido antes do velório — tédio, dor e ódio.
Para os que ficam sentados, olhando aquela cena, não haverá mais poemas, não haverá mais questões.
Chorosa, pensativa e discreta, a amante incerta recorda os momentos de amor.
Não haverá mais beijos, nem paixão, nem ereção.
Tenebroso, rancoroso e coeso, o cobrador ileso reflete sobre a dívida que não será paga.
Não haverá pagamento, nem provento.
Ao lado do caixão, calada, os olhos da mãe se desfazem em lágrimas.
Seu pranto não é ouvido, mas sua dor apavora a solidão.
A filha, aflita, não compreende; cede ao impulso de abraçar a carne morta.
Sem consolo ou alívio, esta dor também a sufoca.
Cala-se o poeta ao som da tampa que fecha a urna que será enterrada.
Dentro dela, nada mais restará.
Muitas vezes choro sozinho
Lágrimas silenciosas, dores profundas
Ninguém vê, ninguém sabe
O peso que carrego a carga que sofro
Mas nas lágrimas encontro alívio
E na solidão, um refúgio
Choro, respiro, e sigo em frente,
E na escuridão encontro uma luz.
E essa luz tem sempre uma resposta em cada pergunta.. o seu nome..
As pessoas não precisam me adorar, mas inventar mentiras sobre mim, desnecessário.
Daí te digo como infelizmente a gente não conhece ninguém de verdade!
Triste / trágico / decepcionante.
Quando as cortinas podem se fechar
Para eu desabar meu pranto?
Onde a gente pode esconder
Aquela tristeza
Que aparece de quando em quando?
É...
Nos bastidores da vida, ninguém
É feliz todo o tempo,
Mas sorrimos, esperançosos,
Contagiando toda a gente, e...
O que queremos mesmo
É ser contagiados.
Quando as cortinas se fecham?
A culpa é toda das palavras ...
Elas me preenchem
E eu...
Eu sou todas elas.
Palavras imperfeitas,
Mas leves.
Palavras preenchidas,
Altas, veementes,
Se um dia...
Me vires sem palavras...
Estou morrendo, me ajude.
Quando criança, eu queria tanto que o amanhã chegasse logo.
Depois que cresci, ficou a saudade do ontem.
Mas isso não é tristeza — É só um lembrete de que ainda dá tempo de viver o hoje.
Reciprocidade
Reciprocidade... Algo que eu nunca vou poder experimentar. Ando me doando tanto por um "nós" que nunca existiu... Quer dizer, pelo menos para você, não. Cresci carregando fardos alheios, me culpando por coisas que não eram minha culpa, pedindo desculpas por coisas que eu não deveria pedir e, por fim, sendo deixada. Até que você chegou na minha vida, com tantas falsas promessas, dizendo que nunca iria me deixar, fazendo com que eu me sentisse suficiente, especial e genuinamente amada.
Eu sou tão burra! Como pude pensar que eu seria, pela primeira vez, suficiente pra alguém? Isso nunca vai acontecer, mesmo que eu dê o meu máximo. Afinal, olha pra mim. Eu não sou o tipo de pessoa que as pessoas querem ter por perto, mesmo que eu me esforçasse ao máximo (como eu fazia por você). Agora que você já tem tudo o que queria e que está confortável... vai me deixar mais uma vez. Me sinto enganada, burra, inútil... Uma vez pensei que as coisas negativas que eram ditas sobre mim não eram verdade... Mas acho que são e sempre foram, e eu não queria aceitar.
Assim que você chegou na minha vida, eu soube que seria a melhor coisa ou a minha maior dor. E adivinha?
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. João 10:10
"Não creio que o céu seja interessante apenas por ser eterno. Aliás, de nada adiantaria estar lá sem a companhia de Deus e de pessoas queridas. Viver de verdade envolve bons relacionamentos. Além do pecado, nada provoca mais nossa morte do que a negação de conviver em harmonia com Deus e uns com os outros. Que tal experimentar hoje estar mais próximo de Jesus e das pessoas que você ama?"
Eu penso se devo continuar tentando te ter
Ou se eu quebro um pedaço do meu coração e jogo fora
Fazendo o amor que eu tinha por você falecer
E deixar as caracteristicas que sei sobre ti ir embora
Entenda, eu não sou mais criança
O que antes era guaraná agora é cerveja
Virei um homem cheio de insegurança
Bebendo e fumando pra vê se assim eu te esqueça
Desde que te conheci eu sempre a tratei como devia ser tratada
E confesso que foi incrivel te conhecer
Mas se pra ti eu não valho nada
Fala pra mim o que eu sou pra você?...
Creio que esse seja meu último poema pra você
Se meu amor não vale nada, espero algum outro amor possa lhe valer...
Coração vazio, sentimentos sombrios.
No peito só sinto dor, angústia e temor.
Só queria não sentir toda dor que me faz sentir.
Queria poder sorrir, sem ter que fingir.
Talvez eu só seja fraco, assim como minha mente me faz sentir.
Todo dia acordo tentando sorrir.
Todos os dias eu tento ser feliz.
Há momentos em que me vejo,
não como o mundo me enxerga,
mas como sou, na essência crua.
Só, no abismo do próprio ser,
sinto minhas formas dissolvendo-se,
enquanto sombras me envolvem,
sussurrando angústias que crescem.
Luto, me debato contra o vórtice,
mas a cada golpe desferido,
afundo mais dentro de mim.
Eu vejo o vento bater na porta, vejo ela se abrindo lentamente enquanto tento encarar a dualidade da minha vida mundana, enfrentar o fato de que já não posso mais me esconder de mim mesmo, o mesmo vento que outrora soprava e empurrava cada vez mais a minha porta para que minha alma viesse uma face de desgosto e desapontamento, uma tragédia infundada da qual eu não consegui escapar por meios triviais e frívolos. Ela olhou pra mim e eu a olhei de volta... Apesar da aparência mórbida, um semblante completamente apático sobre tudo e todos, ela sorriu e um som pôde ser ouvido.
Um ranger dos músculos em sua face, abismado eu retribui o sorriso mas... Aquilo representava uma única coisa, a mim mesmo em seu estado mais insano, irreal e ilusório. Arrependido e culpado era o sentimento entretanto não durou-se muito, assim que o porta fora escancarada minha dualidade ia se esvaindo assim como um papel queimado, restando apenas cinzas e uma sensação de desconforto porém... Auto conhecimento? São coisa difíceis de serem explicadas e postas sobre a mesa, existem várias versões de você mesmo para cada pessoa, contudo somente você sabe quem realmente é e suas faces.
Melancólico eu sei
Belo talvez
Mágico? Não, mas certamente proposital.
Encontros e despedidas
Eu vou pular você
Afinal, você não me vê
Já não estou na frente
Me encaram com se fosse doente
Não alcanço sua alma
Ela escapou de mim
Perdi o juízo e a calma
Minha condição parece sem fim
Hora euforia que beira a loucura
Momentos de pura doçura
Perdendo uma luta sem oponente
Tentando trazer o passado para o presente
Mas, tudo se foi como pílulas engolidas
Como vida e morte
Como encontros que viraram despedidas.
De: Eu
Para: Mim
Que você se cure dessas dores que você engoliu, silenciou, jogou pra dentro. Desejo que você se cure de todas as vezes que disse que estava tudo bem quando na verdade não estava nada bem, das vezes que engoliu o choro, a raiva, a tristeza, a decepção e sorriu para que o mundo não visse a sua dor ou então para que o seu sorriso pudesse fazer alguém feliz. Eu desejo que você se cure dos sacrifícios que já teve que fazer, das indiferenças que recebeu, dos julgamentos alheios e dos pesos que suportou bravamente até hoje.
teu espaço
Usam-te como corpo,
descartam-te como osso.
Tocam-lhe a pele, mas sujam tua alma.
Perguntas a Deus de onde vem a tristeza,
mas não enxergas a solidão da vida vazia que levas.
Podem brincar contigo porque permites?
Quão pouco é o teu valor para não valer nada?
Quão vão é o teu próprio amor para que tua pele não queime,
e que somente o ardor sintas por quem te usa?
Não teve flores
Não teve velas
Não teve missa
Caixão também...
Foi enterrado
Junto à maré
Por operários
Mesmos do trem...
A flor de orvalho
Pendeu da nuvem
E pelo chão
Despetalou...
O céu ergueu
A hóstia do sol
E o mar em ondas
Se ajoelhou...
Cortejo lindo
Maior não houve
Do que o da morte
Desse amiguinho:
Iam vestidas
Com a lã das nuvens
Todas as almas
Dos carneirinhos!
Os gaturamos
Trinaram hinos
No altar esplêndido
Da madrugada;
E o vento brando
Desfeito em rimas
Foi badalando
Pelas estradas!
Chorar? Não consigo mais.
Meu rosto permanece impassível.
Em mim, há um grito invisível tentando escapar.
Uma dor implacável buscando cura.
Um vazio desesperado para ser preenchido.
E um desejo insistente de que a morte chegue
e leve consigo essa sensação de incapacidade.
Cartografia do vazio
Vontade de me rasgar,
abrir a pele, as costuras,
tentar desesperadamente me encontrar
aqui dentro—
sem mapas, sem sinais, sem vento.
Vontade de me encontrar,
quem sabe, na esquina onde me perdi.
Mas que rua foi?
Que curva errada me trouxe aqui?
Quando foi que fiquei assim?
Vontade de me rasgar.
Choro em nosso dia.
Choro porque sinto, choro por nós.
Choro porque sangra, mas não respingar-te.
Choro em nosso dia, como se fosse chuva.
Choro porque nada vai mudar, mas temo as mudanças.
Choro em nosso dia, como se fosse segunda-feira.
Choro porque não há mais nada a fazer.
Choro porque é o início do fim.
