Poemas Góticos de Amor
"Todo infeliz é ingrato. E todo ingrato é infeliz.
Pode parecer falta de lógica. Mais onde a ingratidão chega a infelicidade faz morada. E o resto desse raciocínio já está claro aonde vai dar."
—By Coelhinha
“Feliz Domingo abençoado pra você. Que Deus encha sua vida de alegria, e esvazie os momentos de tristezas.”
—By Coelhinha
Eu sempre faço tudo pra ajudar alguém
Mesmo com minha alma gritando socorro
Eu digo: faça o bem que o bem sempre vem
Eu faço o bem mesmo sabendo que eu vou sofrer de novo
Hoje eu já nem sei quem sou
Procuro dar uma direção a minha alma perdida
Eu penso num instante o que passou passou
Mas não consigo trazer isso para minha vida
Eu não me encontro
Me desencontro
Me sinto zonzo
Quase caindo, sigo andando sem olhar pros lados
Nos desencontros
Eu só encontro
As dores que um dia tentei deixar no passado
Buscarei uma direção
Pra muitos é incorreto
Faça o certo, seja certo
"Crises de um mundo moderno"
São incorretos pensamentos
Num instante
Que leva alguém pra longe
Se entregam sem revanche
Eu sei que o tempo não vai parar
Quanto tempo já passou
Dores marcaram mil momentos
Tudo em mim mudou
Sei que maus pensamentos atrai
Coisas confusas demais
As vezes não da pra voltar atrás
Abro a mente pra poder escutar:
"Não se jogue, sem asas
Ainda não pode voar!"
Não assim, do jeito que está pensando
Mesmo tão perto do fim
Eu permaneço andando
Assim como o Sol,
O teu sorriso ilumina
com um brilho radiante
que facilmente cativa
Deixando a tristeza distante
Diante de uma essência de vida.
Se eu pudesse,
estaria num lugar lindo e pacífico,
sentindo um raro sentimento de leveza
com a brisa do mar invadindo,
levando embora qualquer conflito
ou tristeza,
enquanto o vai e vem das ondas
numa dança suave e intensa
e o céu estaria deslumbrante
com a arte do sol e suas cores fortes
com uma divina essência,
espero que não demore pra que assim aconteça.
Nem todos conseguem compreender, mas devido a certas circunstâncias,
precisou ser a ovelha negra
pra ser mais forte e tentar sobreviver,
antes, era mais vulnerável a morte
de tudo aquilo que lhe era importante,
muitas vezes chegou a se perder,
hoje, continua com sua imperfeição,
todavia, agora é diferente,
graças a Deus, consegue,
de formamais frequente,
unir o sentimento à razão
e de vítima passou a ser sobrevivente.
"Moço, eu não morri não!
Eu apenas saí de cena.
Quando menos esperar estou de volta com meu dengo, meu banzo e meu Eu."
☆Haredita Angel -11.6.17 -.11.08h
Se pensarmos bem, nossos amigos, parentes, familiares... nem sempre estão presentes em nossas vidas.
Vivemos o tempo todo entre ausências e presenças.
Nosso desespero vem da ausência definitiva trazida pela morte.
Infelizmente, não tivemos o poder de escolher nascer ou não, nem tampouco o lugar onde nascer.
Uns nascem em berço de ouro, outros em berço de couro.
Cabe a cada um de nós escolher como viver antes de morrer
Prisão
Nos momentos mais escuros
A dúvida vela minha visão
E só consigo ver muros
Não sei o que é real...
Mas minha interna prisão... é muito real.
Olho para a minhas memorias
Mas eu não consigo ver nada
A não ser todos aqueles que se foram...
E só restou meu trono... num império de melancolia.
É que nesses dias minh’alma
Encontra-se tão atormentada
Cheia de pensamentos quebrados.
As noites são mais escuras
Os dias, bem, são tão reais quanto à porta de saída deste... loop do tempo.
As vezes penso que não passa de um pesadelo
E é por isso que me machuco, a dor será sempre real.
Beleza Mórbida
Tortura-me muito a vê a pútrida mente se acendendo cada vez mais, na podridão do âmago dos humanos, essa hereditária, sádica e nefasta que eu e você temos de deixar... Os frutos do amanhã.
Sou um louco? Talvez. Mas prefiro ser esse louco do quê mais um receptáculo abastado de ignorância e com um cérebro provido de uma visão anuviada; que só ver com os olhos. Prefiro vagar na treva e viver ao desalento com minha consciência conturbada.
Eu prefiro o mórbido farfalhar das folhas orvalhadas das árvores melancólicas que decoram o ermo e olvidado cemitério que visito... Nele, sinto-me menos atormentado... Seu silêncio me encanta, como uma melodia sonâmbula...
E às vezes, pareço ouvir o eco do sussurro feral da morte permeando aquele vale sepulcral coroado pela névoa lúgubre. Mas além desse estranho e soturno eu, que tanto resmunga, há uma amiga aprofundada na tristeza mais abissal.
Ela, sim, compreende-me, e mesmo possuindo uma beleza fantasmagórica e estando remota, ela me entende. Estou sempre de preto por luto a ela. Ela está lá, solitária, em meio ao negrito da rainha noite.
Pálida, taciturna, fria e quieta como uma lápide velha...
Sempre espreitando nas noites sombrias; imponente e inspiradora com sua beleza nua.
Como eu, nos ocultamos quando a noite moribunda dá seu último suspiro.
Sempre que a noite ressuscita, ela emana seu encanto opaco, e lá fica perscrutando o mundo impregnado de seres depravados...
Sua imagem pura e deprimente sempre vai me encantar... Porém, sinto que seu brilho nada mais é que lagrimas por testemunhar à horrenda raça humana espalhar sua insanidade. Ela está sempre lá em cima, vista por tudo e por todos sob ela...
Não usa traje, todavia parece está em volta de uma mortalha.
E talvez somente a pálida lua nas trevas da noite, saiba o destino que nos reserva.
Para o mundo que brilha sombriamente
Em comunhão com a escuridão
Onde a intemporalidade gera tranquilidade;
E eu na sarcástica petulância
De fugir do meu receio...
Confinando-me a esta cela
De estranhezas e desprezo
Contra essas paredes
De uma realidade há muito tempo fraturada,
e que sangra-me a carne já mortificada...
Que enferruja-me as entranhas de meu cerne
E aprisiona-me neste ergástulo de memórias nevoentas...
O brilho opaco de névoas urdidas por almas já olvidadas...
E os uivos agonizantes de um páramo murchando
Envolto em decadência...
Minha solidão grita em versos depressivos...
Ansiando arranhar esse refúgio até se fender
Ou colapsar, como tecidos frágeis.
Sinto-me engaiolado, sibilando uma canção para o tédio;
Ele que dilacera o espírito; fruto pútrido dessa Quarentena.
E eu olho para os olhos brilhantes desse loop...
Que semeia sofrimento ainda mais desenfreado
Rasgando-me... Mais sou apenas mais uma planta neste cenário sombrio.
Sim a vida é dura, nem tudo o que se quer se tem.
Temos que batalhar pelo que queremos, e muitas vezes não se obtém o sucesso desejado.
Muitos desistem de seus sonhos, acredito que por pura idiotice. Estamos carecas de saber que a vida não é fácil, e se você não aguenta o "tranco", cai fora que você esta no lugar errado.
Viver não é para os fracos baby.
CHUVA (soneto)
Chove lá fora. O meu peito também chora
São suspiros de velhos e eternos pesares
Da alma que desapegando quer ir embora
Uma tristura que diviso, repleta de azares
Chove... Que agonia se percebe de outrora
Ah! Quem falou pro agrado voar pelos ares
Em preces de ira, com o chicote e a espora
Deixando as venturas laçadas pelos alares...
Chove lá fora. Minh’alma também aflora
E eu sinto o que o cerrado também sente
O pingo quente, e abafada a aflição afora
E esta tal melancolia que no temporal uiva
Tão impiedoso e ruidosa, que vorazmente
Tem a sensação: - choro! E chove chuva!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
A complacência de deixar, é a vereda da que mais fere
O desgosto das palavras é o egoísmo de não falar
Um ato desmancha tudo juntamente com a frieza
O não querer saber é muito sutil
Sutil só quando não é uma mágoa
Por vezes tentei falar, mas por vezes não consegui
Não é o que você está pensando
Mas sim o que eu senti
Um "por que" não foi perguntado
Só pensamentos foram criados
Pensamentos que estão errados
Mas ainda sim não houve um "por que" perguntado
