Poemas Góticos de Amor
a solidão nos deixa triste, e no mesmo tempo confortável.
Pois não sabemos, quando estamos só.
Ou simplesmente acompanhado da solidão.
Viver salvo
Para os países em que há pena de Morte! Eu estou orando pelos sentencionados! Que haja vida e não morte! Jesus manda-nos visitar os presos! Estou a me lembrar dos cristãos, que foram e são condenados à morte! Devemos visitar os que pudermos! Nos países onde estamos, devemos nos lembrar destes nossos irmãos na fé: Irão e outros países onde há a pena de morte. Se nós, ficarmos na atitude de deixa andar, podemos mesmo vir a perder a salvação. Como cristãos, a nossa atitude deve ser os outros.
Não podemos ficar impassíveis. Temos que agir ao menos na oração, em relação a todos os que sofrem. Deus nos chamou não para, recebermos bênçãos espirituais ou materiais, mas para darmos a nossa vida pelos outros.
Ser cristão e viver morrendo, pelos outros. Pois foi isto que Jesus fez. Em. Cada dia ia morrendo, nas suas atitudes a favor dos outros. Por fim deu toda a sua vida, por todos.
Ser cristão não é ter boas casas, conta bancária, carro e saúde. Ser cristão é ao contrário, não termos estas coisas. Mas é sofrer, por não termos estas coisas.
Um dia, muitos de nós, vamos ouvir um "Não" de Jesus Cristo ao vermos que o nosso nome, não está escrito no livro da vida. Isto é um facto. Muitos cristãos vão perder a salvação! Que ninguém tenha dúvidas.
Só os santos vão para o céu e não simplesmente os religiosos. Que a igreja pense nisto; que a igreja, não pense que é só dizermos, que somos salvos. O cristão não deve ter a certeza da salvação! O cristão deve viver a salvação de Jesus Cristo!
OVELA PERDIDA
Era uma triste ovelha, longe do redil,
Eu vivia triste neste mundo tão cruel e vil.
Mas Teu olhar me achou,
Tua graça me alcançou,
E com amor me redimiu.
Hoje sou feliz com meu Salvador,
Tenho alegria e perfeito amor.
Já não ando ao léu, perdido na escuridão,
Cristo guia os meus passos pela Sua mão.
Caminhando, eu sigo alegre a cantar,
Para o lindo céu, meu eterno lar.
Quando eu estava sozinho, sem direção,
Tu me acolheste, Senhor, com perdão e compaixão.
Transformaste o meu viver,
Fizeste a esperança renascer,
E agora vivo para Te louvar.
Hoje sou feliz com meu Salvador,
Tenho alegria e perfeito amor.
Já não ando ao léu, perdido na escuridão,
Cristo guia os meus passos pela Sua mão.
Caminhando, eu sigo alegre a cantar,
Para o lindo céu, meu eterno lar.
Se antes eu chorava sem saber onde ir,
Hoje tenho a certeza de que vou prosseguir.
Pois o Bom Pastor me encontrou,
Com Seu sangue me comprou,
E para sempre ao Seu lado quero estar.
Hoje sou feliz com meu Salvador,
Tenho alegria e perfeito amor.
Já não ando ao léu, caminhando pela fé,
Vou seguindo para a glória, firme e de pé.
Caminhando, eu sigo alegre a cantar,
Para o lindo céu, meu eterno lar.
Cícero Marcos
Não temo a morte, apenas como irei morrer.
Faz parte da vida ir embora, mas perder as coisas boas que ela te dá, isso sim causa medo.
As noites trazem a luz do luar
E o frio hálito da morte.
Anseio por ela a cada segundo,
Enquanto busco abrigo em teus seios, ó minha amada.
Nem os anjos dos céus,
Nem os demônios dos mares mais sombrios
Seriam capazes de separar nossas almas.
Tua beleza, invejada pelos anjos,
Atrai a própria morte,
Ó minha doce companheira.
E é neste sepulcro silencioso
Que nossos corpos se encontram,
Unidos para além da vida,
Sob o eterno véu da eternidade.
O Mendigo de Afeto
Era o mestre do pranto, o servo do medo,
Guardando no peito um triste segredo.
Expulso de casa, jogado ao relento,
Vivia o calvário de cada momento.
Ela gritava com voz de trovão,
Fazendo do homem o pó do seu chão.
Batia na porta de um velho parente,
Com o corpo cansado e o olhar de doente.
Pedia um canto, um prato, um favor,
Curando a ferida de um falso amor.
Mas ela chamava, querendo humilhar,
E ele, cativo, aceitava voltar.
Porém, o destino teceu nova trama,
Longe das cinzas daquela chama.
Um dia o silêncio foi sua resposta,
Ele virou de uma vez as costas.
Não houve conversa, nem houve partida,
Apenas o passo pra uma nova vida.
Agora o cenário mudou de lugar,
Não há mais ninguém para ela mandar.
O teto que sobra é o teto que isola,
A sua soberba agora é esmola.
Caiu em depressão, no fundo do poço,
Sentindo no peito um amargo nó na garganta, um esforço.
Perdeu quem servia, perdeu quem amava,
Aquele que ela sempre esmagava.
Ele está livre, em paz, no caminho,
Ela está presa no próprio espinho.
O tempo ensinou, com o seu rigor,
Que quem planta o ódio não colhe o amor.
Ainda aqui
por Sariel Oliveira
Eu já vi a morte levar gente demais de mim.
Gente que eu amava, que eu queria perto,
gente que eu achava que ainda tinha tempo.
E não teve.
A morte não dá aviso,
não dá chance de preparar o coração.
Ela só vem… e tira.
E depois disso, alguma coisa muda dentro da gente.
Hoje, eu prefiro que as pessoas se afastem.
Prefiro ver de longe, mesmo que doa.
Prefiro saber que estão vivendo, sorrindo, seguindo a vida…
mesmo que não seja comigo.
Porque a distância machuca,
mas não destrói do jeito que a morte destrói.
A morte não deixa escolha.
Não deixa caminho de volta.
Não deixa nem um “e se”.
Então, se for pra perder…
que seja pra vida.
Que seja vendo de longe,
que seja em silêncio,
mas sabendo que ainda estão aqui,
em algum lugar do mundo.
Porque no fundo…
o que mais dói não é a distância.
É a certeza de que nunca mais vai existir nem a chance de estar perto de novo.
O Olhar de Deus
Somente Ele vê além das sombras,
onde o homem tropeça em sua própria fraqueza.
Somente Ele guarda o segredo dos dias,
e conhece o nascer e o pôr da esperança.
O poder humano é vento passageiro,
mas o sopro divino é eterno e verdadeiro.
Quando o mal se ergue em vaidade e dor,
Deus prepara o triunfo da justiça e do amor.
No fim dos tempos, quando o mundo se calar,
a trombeta ecoará, e ninguém poderá negar:
a glória pertence ao Altíssimo,
e o mal será varrido pelo Seu juízo.
Van Gogh dizia que a tristeza duraria para sempre.
Eu digo que ela pode durar, mas não precisa vencer.
A tristeza tenta ser eterna, mas a alma que luta também é.
Quando a tristeza pesar, não tome decisões.
Quando a alegria transbordar, não faça promessas.
O coração exagera — tanto na dor quanto no sorriso.
Poema sobre a morte
A morte é um mistério profundo,
um enigma sem solução.
Ela vem sem aviso prévio,
sem convite ou permissão.
A morte é como uma sombra,
que nos segue por toda a vida.
Ela nos leva para o desconhecido,
sem deixar pistas ou saídas.
E quando a morte chega,
ela leva tudo o que temos.
Deixando apenas lembranças,
e um vazio que não podemos preencher.
Mas talvez a morte não seja o fim,
apenas uma transformação.
Uma passagem para outro lugar,
um renascimento para a eternidade.
Então, não tenha medo da morte,
ela é apenas uma parte da vida.
Abrace-a com coragem e dignidade,
e viva cada momento com intensidade.
Olho para aquela sombra desgastada, magoada e falhada, que outrora tinha um mundo pela frente. Faço o esforço para sorrir para ela como se uma parte de mim pudesse alcançar a sua essência. Sei que em breve não estarei aqui para proclamar os factos da minha história, por isso sinto um dever de contar com a minha memória.
Escura, opaca, vazia era como me descrevia, deste modo as pessoas saberiam o que fazer. Procurar ajuda? Não! Erguer a cabeça e pensar, lembrar e memorizar.
O espaço à minha volta estava a ficar escuro e o que anteriormente era uma amiga agora desvaneceu-se na minha própria amargura. Seria este mais um castigo? – pensei eu sem razão para retirar esta conclusão.
Lá estava ela, pequena, tremida e esvanecida, procurei demonstrar preocupação, mas esta fintou os meus olhos com opressão. Era-me familiar este olhar, sentira-lo no momento em que me aproximei de um grande espelho junto à cómoda do meu quarto. Que confusão! – Constatei eu… afinal aquela sombra não era mais que a minha revolução.
Música: Poeta Apaixonado
Compositor: Dênisson Hélder Dinéh
Pra tristeza, mando abraço; alegria, volte sempre; agonia, paciência. Toda dor que o amor sente, no futuro, mandarei presente; para o passado, deixei recado, informando a existência de um poeta apaixonado.
Ah, ah! O poeta apaixonado faz a terra virar mar.
Oh, oh! Basta a tinta no papel para o céu ser maior.
Para a luta, um descanso; o barulho, atenção; para o trabalho, sobrevivência; liberdade de expressão. Do poema empoeirado, nasceu o pensador, disfarçado de ignorante pra despertar o dom do amor.
Ah, ah! O poeta apaixonado faz a terra virar mar.
Oh, oh! Basta a tinta no papel para o céu ser maior.
POETA É FINGIDOR
Poeta é fingidor,
finge alegria na tristeza
e até um largo sorriso em meio à dor.
É que, fingindo assim,
ninguém sabe o que realmente ele sente.
É melhor não mostrar a verdadeira felicidade
do que viver uma felicidade só aparente.
Cícero Marcos
O Escudo da Fé
A sombra do desalento é vácuo que devora,
Apaga o brilho da alma e a paz manda embora.
Desbota os dias em tons de cinza e solidão,
Sendo o freio do espírito e o peso na evolução.
Não deixe que o breu alheio em seu porto faça morada,
Afaste-se de quem apaga a luz da sua caminhada.
Eleve o pensamento ao Sagrado, em total devoção,
Fazendo da prece o seu escudo e a sua proteção.
Que a fé seja o pincel, a força que te guia e renova,
Devolvendo as cores à jornada em cada nova prova.
Ass: Roseli Ribeiro
Que a manhã venha mas que demore
Para que a lua ainda nos abrace
E a melancólica flor do disfarce
O orvalho na relva molhe.
Sabedoria
A ruga não é tristeza,
Nem sinal de despedida;
É a marca da experiência
Nas páginas da vida.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
E quando penso em te esquecer
a mente recorda o quanto gosto de você,
o coração aperta de tristeza em te perder
Os olhos choram com saudades de você.
O problema não é a morte, mas a dor
A dor de quem fica
A dor de quem vai
A dúvida que nos consome
A saudade que acompanha quem ficou.
Quem se foi, daqui não mais será
Donde está, colhe seus frutos
Mas quem ficou,
A falta machuca
A saudade espanca
A negação maltrata
Por fim, o fim chegou
Levando um personagem
Deixando um quadro escrito a giz
O tempo dá conta do resto
Mas o que de fato ficou?
O Problema não é a Morte
O mal não é o fim da estrada,
O problema é a agonia;
A dor da alma apartada,
Que o corpo já não sustenta,
E a dúvida que nos guia,
Nesta dor que nos sedenta.
A dor de quem se despede,
A dor de quem viu partir;
A saudade que intercede,
No peito de quem ficou,
Na dúvida a nos consumir,
No rastro que se apagou.
Quem se foi, já não é mais,
Deste mundo se ausentou;
Colhe os frutos ancestrais,
No lugar onde habitar.
Mas o peso que restou,
Faz a falta machucar.
A saudade, enfim, espanca,
A negação nos maltrata;
Uma dor que não se estanca,
Pois o fim, enfim, chegou;
A morte, em sua mão exata,
Um personagem levou.
Deixou o quadro escrito a giz,
Que o tempo logo consome;
Desta história, o que se diz?
O que de fato ficou?
Resta apenas o sobrenome,
Ou o que o amor preservou?
