Poemas Góticos
"Um dia, o sol admitiu:
Sou apenas uma sombra,
quisera poder mostrar-te a infinita incandescência
que lançou minha imagem brilhante.
Quisera poder mostrar-te, quando você se sentir só ou na escuridão,
a surpreendente Luz do seu próprio Ser."
Eu gritei o teu nome na sombra do meu pensamento,
como quem chama a eternidade para não se perder no silêncio.
Antes que me falte memória, antes que o tempo me roube lembranças,
continuarei a pensar em ti, mulher encantadora,
dona dos meus instantes, senhora dos meus segredos.
Tu és o sopro que acende minha alma,
a chama que não se apaga mesmo na noite mais escura.
És o perfume que invade o espaço vazio,
a melodia que insiste em tocar dentro de mim.
E se o mundo me esquecer, se as horas me apagarem,
ainda assim teu nome será tatuado no meu coração,
como um verso indomável, como um grito eterno,
como a verdade que não se cala:
tu és minha poesia, meu destino,
meu amor que não conhece fim será gravado em minha mente por toda minha vida vivida.
Mesmo que eu ande pela sombra do vale
Mesmo que ande na noite mais escura
Não temerei ao medo
Eu sou a luz e sempre irei brilhar
Pelos caminhos eu andarei
E acompanhado eu irei estar!
Destino incerto
Uma casa perdida na floresta escondida pela sombra das grandes árvores,
a chaminé acesa dando a posição do nada no meio sereno da solidão,
entre as belezas e as dúvidas do silêncio o charme do barulho do pequeno rio e dos pássaros chamavam a atenção,
escurece lá fora, a lenha queima, o cheiro de chá forte é percebido e comentado pô os animais uivantes,
o frio da selva noturna chega acompanhado da saudade e pedem para se sentar,
mesmo sem plateia as lembranças de um passado próximo começam a dar um show,
olhar parado no tempo, lágrimas secadas pelos ventos, surra bem dada pelos sentimentos, a necessidade e a dor dançando juntas ao relento,
fogueira baixa, chaminé acesa, porta fechada, uma decisão é tomada,
ao amanhecer, mochila nas costas, muitas incertezas, porém muita coragem para caminhar na estrada sem destino.
Vida
Estranha vida, mistério que me veste...
Sou sombra e luz, calma e tempestade,
uma parcela dispersa no universo,
retalho invisível de uma imensidade.
Um tudo vasto, ou talvez um nada...
Sopro leve que faz a alma despertar,
um pouco de brisa rara que acaricia a tarde,
outras vezes vento que vem para tudo tirar deo lugar.
Sou chama que arde no peito inquieto,
chuva que lava os sonhos esquecidos, os telhados pela poeira enegrecidos...
Mar revolto, mar sereno, silêncio e grito,
entre dores profundas e sorrisos perdidos.
Estranha vida, entrelaço entre o caos e a paz...
mistura de tudo, um nada que num frágil sopro se desfaz...
Sou fio tênue que tece meu enredo,
Verso roubado ao tempo, mistério sem medo.
Vida, qual é de bem viver o segredo?
Geração de cavadores de poço, cegos para luz, amantes da sombra.
Somos a geração com corações invertidos e pensamentos perdidos.
Já não importa o que você sinta, nada sinto.
Foi Minha indiferença que te carregou hoje cedo para terapia?
Ou seu acumulo de desafetos que dizias que nunca te abalaria?
Reflexão: Viver sob a sombra do destino é, muitas vezes, uma forma elegante de autossabotagem. Quando dizemos "estava escrito", frequentemente estamos apenas silenciando o grito de um impulso que não tivemos coragem de decifrar.
O destino não é um roteiro pré-definido, mas a tradução malfeita dos nossos desejos inconscientes que, por falta de exame, acabam se tornando realidade.
O Espelho como Filtro:
A liberdade real começa no momento em que a opinião alheia perde sua força gravitacional.
O Ruído: O julgamento do mundo é constante, mas superficial. Ele se alimenta da nossa necessidade de validação.
O Conselheiro: Quando o espelho se torna o seu maior aliado, você deixa de buscar aprovação e passa a buscar integridade. No reflexo, não há espaço para mentiras; ali, você é confrontado com a verdade nua de quem realmente é.
A Sorte e o Medo:
Atribuir o sucesso ou o fracasso à sorte é o último refúgio da covardia. É mais confortável acreditar em forças invisíveis do que admitir que negligenciamos o autoconhecimento. Quem se conhece sabe que o que o mundo chama de "mistério" é, na verdade, a mecânica complexa das nossas escolhas.
E ponho as minhas palavras na tua boca, e te cubro com a sombra da minha mão; para plantar os céus, e para fundar a terra, e para dizer a Sião: Tu és o meu povo.
Isaías 51:16
Culpa
Cheguei cansada.
Colhi as flores
Murchas, coitadas,
Descoloridas, empoeiradas,
Pareciam mortas...
Reguei as flores,
Como sangue em carne viva,
Dilaceradas, de pétalas escorridas
No ralo da pia.
Não ressuscitaram.
Agora vão me culpar por todas as queimadas da vida.
O nosso mundo sempre
Acaba
Em
Guerra.
Nós viemos ao mundo
Com propósito
De algo
Mas na verdade
Sem propósito
Algum.
Nascemos preparados pra
Morte
A qualquer instante.
O que é morrer?
Nunca saberemos
Se não vivermos isso.
E todos os dias vivemos
Mortes
Mortes
Mortes
Mas não são as nossas.
Então como é
Morrer
Tudo acaba
Todos falam
Mas não tem como saber.
Apenas tomando uma dose
Disso pra saber.
Nosso mundo e um caos
Todos querem viver a todo custo.
Mas
No fim.
Sempre acabam mortos.
Então qual o sentido
De uma criança
Nascer.
E morrer.
Ela não tinha propósito
Nem uma misão
Como todos dizem.
Então.
Nascemos pra morte
É
Vivemos pra ela.
Ciclo da Vida
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo org*sm*! Não seria perfeito?
Nota: Tradução livre e adaptada de um texto do autor. O pensamento surge por vezes atribuído a George Carlin, George Constanza ou Woody Allen e até Charles Chaplin, mas a sua autoria foi reclamada por Sean Morey no seu site oficial.
...MaisNinguém vai chorar por você,
mas pela falta que você fará,
a companhia e a presença,
o tempo compartilhado,
os espaços preenchidos,
seu ouvido disponível,
sua voz consoladora.
A morte destrói o corpo,
não o amor que ficou,
embora em dor e saudade.
Lembrança é quase pessoa,
vagando por toda a casa,
perfume de coisas órfãs,
gemendo em cada lugar.
Se a morte deve levar-me, então que seja com toda força, numa curva, porque vejo me mal acabar a minha vida numa cadeira de rodas.
Peste, fome e guerra, morte e amor, a vida de Tereza Batista é uma história de cordel.
"- A morte é cruel. Digladia com intelectuais e os torna meninos. Debate com ateus e os transforma em tímidas crianças. Guerreia contra generais e os torna frágeis combatentes. Batalha com milionários e os sepulta na lama da miserabilidade. Duela contra celebridades e as faz beijar a lona da insignificância. A vida sempre nos dá outras oportunidades, a morte nunca."
O que chamo de morte me atrai tanto que só posso chamar de valoroso o modo como, por solidariedade com os outros, eu ainda me agarro ao que chamo de vida. Seria profundamente amoral não esperar, como os outros esperam, pela hora, seria esperteza demais a minha de avançar no tempo, e imperdoável ser mais sabida do que os outros. Por isso, apesar da intensa curiosidade, espero.
O homem, carnívoro, também é coveiro. A nossa existência é feita de morte. Tal é a lei terrífica. Somos sepulcro.
