Poemas Góticos
Para sempre vou te amar
no cantinho do meu coração
vou te amar
com a estrada que fiz para você passar
bem como eu durmo e sonho
nesse trecho de estrada voou sonhar,
entre as linhas do celular vou cantar,
bem ou mau vou chorar minha musica
um dia vai tocar como hino no teu coração,
vou sonhar entre o céu a lua
o mar e horizonte vou cantar
e sentir as estrelas dos céus
vou te amar caladinho,
vendo por do sol
vendendo o amor que comprei
quando te vi pela primeira vez,
dança como uma menina que sempre amei
no cantinho do céu,
vou indo e esperando o momento passar
para vou te amar.
coração sanguinário
perpétuo sentimentos,
entre todos sinto sua carne,
a noite está deliciosa...
arrasto seu corpo
e anoite fica mais linda...
quero gritar e depois cantar,
matando minha fome.
o gelo do teu coração,
transpõe as fonteiras
da solidão como um sonho,
até terror do sentimento perdido,
em sentimento pesado em lagrimas,
expostas por momentos que desdem
a vontade de morrer por mais um dia,
nada parece ser compreensível,
noite passa entre as paredes
desse mundo cruel apenas
sonhos que se vão nas profundezas
A Procura da Paz
Deitado eu estou
Viajando na minha imaginação
Criando um novo mundo
Onde eu posso encontra-la.
Do nada e de repente
Tudo começa a desmoronar
Minha visão perfeita se torna obscura
Um ódio toma conta de mim
O sol já não brilha mais
Á nuvens escuras em toda parte
Rios de sangue.
Eu tento me livra desse pesadelo
Mas não consigo
Algo bloqueia minha passagem para o mundo real.
Não tem jeito
O mundo era perfeito com você
Mas o ódio veio e acabou com tudo.
Então me levanto
Caminho ate o ultimo andar
Olho ao meu redor
Não sinto mais o ar suave como antes
Vejo poluição em todo canto.
Á barulho em todo lugar.
Você me deixou
Não ha mais motivo para vive nesse mundo
Onde não te encontro.
Esqueço-me de tudo e vou
Enquanto estou caindo
Passa por mim
Cada momento da vida
O porquê disso tudo.
Olho para baixo
Uns vinte metros para morte
Peço a Deus pela ultima vez
Senhor acabe com essa guerra,
Tire o ódio do coração das pessoas
E traga de volta a paz.
Então fecho meus olhos
E sinto paz pela última vez.
Soturno como o amenizar da alvorada
Jaz moribundo em meu quarto
As volúpias que me enfeitiçava as ideias
Sem ter mais seus lábios vaporosos!
Cismando em meu consciente pesaroso,as estrelas!
Até minhas d' alvas não brilham em meu coração.
O que me resta? A penumbra para mim é mais bela
Leviano pelos próprios pensamentos.
Ignoto,ah! Como sou, malfadado não sabes nada
Sou uma pluma sem penas um sol sem raiar
No alto do céu há uma colcha prata
Nem mesmo ela brilha para mim, o que me restas?
Me restas ti, mas venha logo para diante de mim!
Para que eu possa aterrissar minha fronte em teu sorriso
Para que minha alma escura vire penumbra
Alma pura! Não demore mais, venha para perto de mim!
Beleza Mórbida
Tortura-me muito a vê a pútrida mente se acendendo cada vez mais, na podridão do âmago dos humanos, essa hereditária, sádica e nefasta que eu e você temos de deixar... Os frutos do amanhã.
Sou um louco? Talvez. Mas prefiro ser esse louco do quê mais um receptáculo abastado de ignorância e com um cérebro provido de uma visão anuviada; que só ver com os olhos. Prefiro vagar na treva e viver ao desalento com minha consciência conturbada.
Eu prefiro o mórbido farfalhar das folhas orvalhadas das árvores melancólicas que decoram o ermo e olvidado cemitério que visito... Nele, sinto-me menos atormentado... Seu silêncio me encanta, como uma melodia sonâmbula...
E às vezes, pareço ouvir o eco do sussurro feral da morte permeando aquele vale sepulcral coroado pela névoa lúgubre. Mas além desse estranho e soturno eu, que tanto resmunga, há uma amiga aprofundada na tristeza mais abissal.
Ela, sim, compreende-me, e mesmo possuindo uma beleza fantasmagórica e estando remota, ela me entende. Estou sempre de preto por luto a ela. Ela está lá, solitária, em meio ao negrito da rainha noite.
Pálida, taciturna, fria e quieta como uma lápide velha...
Sempre espreitando nas noites sombrias; imponente e inspiradora com sua beleza nua.
Como eu, nos ocultamos quando a noite moribunda dá seu último suspiro.
Sempre que a noite ressuscita, ela emana seu encanto opaco, e lá fica perscrutando o mundo impregnado de seres depravados...
Sua imagem pura e deprimente sempre vai me encantar... Porém, sinto que seu brilho nada mais é que lagrimas por testemunhar à horrenda raça humana espalhar sua insanidade. Ela está sempre lá em cima, vista por tudo e por todos sob ela...
Não usa traje, todavia parece está em volta de uma mortalha.
E talvez somente a pálida lua nas trevas da noite, saiba o destino que nos reserva.
Para o mundo que brilha sombriamente
Em comunhão com a escuridão
Onde a intemporalidade gera tranquilidade;
E eu na sarcástica petulância
De fugir do meu receio...
Confinando-me a esta cela
De estranhezas e desprezo
Contra essas paredes
De uma realidade há muito tempo fraturada,
e que sangra-me a carne já mortificada...
Que enferruja-me as entranhas de meu cerne
E aprisiona-me neste ergástulo de memórias nevoentas...
O brilho opaco de névoas urdidas por almas já olvidadas...
E os uivos agonizantes de um páramo murchando
Envolto em decadência...
Minha solidão grita em versos depressivos...
Ansiando arranhar esse refúgio até se fender
Ou colapsar, como tecidos frágeis.
Sinto-me engaiolado, sibilando uma canção para o tédio;
Ele que dilacera o espírito; fruto pútrido dessa Quarentena.
E eu olho para os olhos brilhantes desse loop...
Que semeia sofrimento ainda mais desenfreado
Rasgando-me... Mais sou apenas mais uma planta neste cenário sombrio.
Amor, decepções...
Amor, minha tristeza,
esquecimento um belo sorriso,
fora angústia, sonho derradeiro...
sempre tão forasteiro,
de amor lacrado em tantos dias,
mágoas cheias de dores de sonhos.
Entre o caminho dos mortos
Anúbis caminha ate seu reino,
Reis descansam seu sono imortal,
rainhas aguardam o renascimento em seu útero,
contemplando a noite e lua cheia
quando o chacal uiva o sinal,
entre lapides de reis e faraós
retornem a vida pelo encantos que tempo deixou
sendo foice que determina involuntariamente do carma
ressuscitem no poço das almas
entre no rio daqueles que ainda não foram jugados,
saboreando o primor da força de Orion o cinturão de estrelas,
caminho da criação inóspito ser de luz que vem cada dia nos vangloriar deus sol que vida sois eterna ilumina
caminho para que aqueles já viveram volte a vida,
no enterros de piramide seja seu portal
que sua voz seja o portal que teu coração bata de novo,
dentro dos reis entre reis e monarcas que definharam
entre seus despojos de muitos para pouco a herança das estrelas,
seu conhecimento reata forças de tais como vida,
nos rios profundos dos pesadelos que tem são sonhos
para quem deve falar com poder daqueles que ja viveram,
para aqueles que morreram no momento que nunca tiveram
um lugar ao sol de muitas eras.
aonde estou?
estou flutuando para sempre,
inerte aos meus sentimentos,
tentei lutar contra um destino,
senti que minhas lagrimas...
nunca fizeram diferença,
num mundo que nunca compreendi
tudo está cheio de chamas,
que pensei não existir mais,
dentro do meu peito ainda sangra,
em momentos que nunca vou esquecer,
nessas paredes que me cerca,
nada parece mudar para sempre...
tentei gritar para todos que a amo,
mais sou um vampiro,
para os mortos sou mais que te amou,
dentro da eternidade estou sozinho,
levando a cada luar a morte,
sou monstro que vive na escuridão,
compreenda que o amor me deixou,
simplesmente por te amar.
sonhos dentro de pesadelos,
a mais loucura quanto amamos,
seus demônios estranhamente são anjos,
derrubo minha insanidade um copo e a bebo,
grito ainda te vejo numa miragem ou sonho,
porque te amo?
tento chorar mas minha mente está delirando...
tua voz viaja num cosmo de confusões...
meus monstros são reais, em tantos prazeres,
que desconheço o mundo que vive em minha alienação...
Prisão
Nos momentos mais escuros
A dúvida vela minha visão
E só consigo ver muros
Não sei o que é real...
Mas minha interna prisão... é muito real.
Olho para a minhas memorias
Mas eu não consigo ver nada
A não ser todos aqueles que se foram...
E só restou meu trono... num império de melancolia.
É que nesses dias minh’alma
Encontra-se tão atormentada
Cheia de pensamentos quebrados.
As noites são mais escuras
Os dias, bem, são tão reais quanto à porta de saída deste... loop do tempo.
As vezes penso que não passa de um pesadelo
E é por isso que me machuco, a dor será sempre real.
o amor profano,
e assim delicioso tocar cada parte do seu corpo,
deleitando sobre tudo as gostas de desejo,
alem do amor a dor do desejos secretos,
na magia do teu corpo, muitos gemidos,
sentimentos impuros, devoram a alma
até que a morte seja único destino.
Gelo da alma.
sentimento pois assim,
dor de repente,
notória...
ainda assim te amaria,
que foste escuro,
triste meu coração,
alma sem fundamento,
pelos ares de mundo,
tudo estranhamente
austero nas profundeza,
o que sou do além,
ao mesmo no terror,
sendo frio ou racional
bem obscuro minha alma,
derradeiramente,
somente tentei ver seu mundo,
por um estante, entre outros
senti que sou, mesmo assim...
o frio que domina este espírito livre,
indomável, desvendo as fronteiras do destino
me deparo com minha verdadeira essência...
será um patamar de meus pensamentos,
sinto a evolução num deserto, primordial
terror podia ser docemente o nível do ador...
mesmo assim sento me deslocado...
pois deixei o teor opaco,
no palco elemental,
de um ser de outra dimensão,
transcendendo o pensamento,
não sendo puramente algo simplório...
num estágio aonde um devaneio
é espontaneamente relapso
num mundo de farpas e lagrimas,
não há uma importância verdadeira,
tento para si o que é real?
no colapso tudo pode ser vulgar,
no paradigma poucos se pode
e muito se deixa entre muitos valores
o materialismo , impuro
entretanto linhas desta vida
tudo soa abstrato,
em ilusões e atos insanos...
magoas de momento irreal,
trevor, de mãos tremo las;
diga me que destino passou,
para um desejo virtual
a tenha buscado um mundo,
para o qual pertencia...
dores e lagrimas.
Nessa noite irei encontrar meu destino
Apenas um pouco de luz para poder sonhar
Tentarei libertar minha alma,não desejo ficar preso para sempre neste lugar
Minhas memórias ficarão e acharam meu caminho
Então deixe ir minhas memórias para elas desvanecer se na pouca luz que me resta
Nesse exato momento prezo para escolher meu destino antes do mundo cair
AO INFERNO
O que eu farei com estes dias escorregadios?
Desfalecem pelas falanges dos meus dedos
Calejados pelas lutas, socos. Pelos medos!
Tempos de dores. Traições. Amores vadios...
Os que comiam meu pão hoje são meus algozes
Devoraram minha carne e chuparam meus ossos
De mim sobrará?_ Não sei. Deles?_ Destroços!
Suas palavras são doces; seus atos tão ferozes...
Tempos traiçoeiros, vis, maus e inclementes
Cheios de fel, intentam envenenar à mim
Mas tenho o olho do corvo e da serpente...
E das horas de agora, pois, o que ei de fazer?
Nada farei. O que faria eu, inocente enfim?
Ao inferno com o hoje. É o que tenho à dizer!
Anna Corvo
Pseudônimo de Elisa Salles
@Direitos autorais reservados
