Poemas Góticos
São só sorrisos.
Eu gosto do meu sorriso bonito,
gosto do meu sorriso sangrento
que de madrugada no escuro
é que resolve sorrir.
O sorriso cortado
que por instantes anestesiantes
me tira de mim mesmo
e me trás o sonho que eu sonho depois de sorrir.
E se eu não sorrir a noite
eu passo o dia
pensando na noite.
E quando chega a noite
eu abro mais outros sorrisos
que me aliviam até voltar o dia.
<>Mais umas vez estou sozinho ouvindo tua voz de fundo<>
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<>Marcas tão profundas no meu coração<>
<> tantos sentimentos mortos para o mundo<>
<>com tantas trevas tua voz reluz minha solidão<>
<> não tamanho vazio na simplicidade da vida<>
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<><>O teor magico é apenas a vaidade do coração<>
<> sentimentos tão perdidos na minha alma poética<>
<><>Que fonema a uma extração de cada parte do meu corpo<><>
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<><>Nos estágios de sanidade tento ter a clareza de um louco<><>
<>Ao nada compreendo este muito meramente vazio<>
<>na clareiras da solidão derramo pequenas gotas amargas<>
<> abraço o vazio no entretanto revivo parte do mel que bebi<>
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<>Quais são razões desta vida que já vivi no entanto ainda clamo<>
<> As vezes acordo no meio da noite respiro profundo<>
<> de um jeito ninguém compreende....<> O vazio<>
<>sentimento abandonado pelas farpas da minha alma<>
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<>Busco sentido onde nunca houve um teor para viver<>
<><>Dramático mesmo nas amplitudes<><>simplesmente<>
<>um sonho deixado por deuses que nunca mais voltaram aos céus<>
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<><><><>por Celso Roberto Nadilo<><><><>
____________________________________________________________<><><><>fronteiras desconhecidas<><><><>
sedução mulher que amo tanto,
mulher que deixei por amar demais.
mulher que vou amar para sempre,
em todos momentos da minha vida,
o fogo que queima meu peito,
estremece minha alma em momentos
passados no terror em tantos estantes de solidão...
a dor de viver apenas por viver,
e acha que esteja feliz por estar com outro,
que se vá levando minha vida e meu amor.
o inferno do meu coração se expressa com a dor,
nos excrementos da sociedade meu ódio floresce,
nas trevas da minha alma perdida pelo pecado de te amar.
As dores da alma são profundas,
Sem sentido, Apenas vagam,
Porque terror é tão frio,
Amargo... teor porque sou assim,
Meus sonhos por mais e mais,
Sentimentos num imenso vazio.
Florzinha do coração...
Felicidades sobre minha alma...
Devoto teu coração...
Simplicidade tua vida...
Benevolente na minha vida...
Plenamente no meu coração...
Amizade longa de amigo...
Para toda vida...
Indagativa sobre estradas
A beleza do coração...
Semeados tantos momentos
Nas linhas longas da estradas...
Companheiras como as estrelas...
Que se encontra aos passos da eternidade...
Tantos problemas passamos...
Distância em atribulações...
Repentes de viola a calma...
Sobriedade da saudades...
Clama coração...
Desafino pneus da estrada...
Canção bonita...
Passando pelo trecho...
Deixado o tempo...
Ser um tesouro...
Suave cheiro da solidão....
O vento vai levando consigo
Tão bem quanto as asas do coração.
EPITÁFIO
Abstraindo de minhas memórias moribundas
No enlutado da cripta cinzenta à imagem de um sonho remoto... mas essa ablepsia faminta turva meus anseios.
Essa mortalha mortiça que se debruça sobre mim;
Restando apenas esse sonâmbulo do crepúsculo
Neste vil cenário ornado de obras mortas'
'Eis-me mais um enfeite tumular enfeitando estre antro depravado...
Nas nuanças da desolação... perambulando pela noite nimbosa
Olvidado das lembranças, restando apenas a sombra de uma esperança...
Como um corvo velho fadado a murmurar seu impreco...
Sussurros nefastos jorrando aos ventos, apenas lamentos da língua de um moribundo'
'E aqui inerte na frialdade da necrópole...
Neste túmulo orvalhado qual urde a morte me anseia
Deixo inscrito o epitáfio “Ceifeiro”.
Corvo
Pelo fúnebre âmago e mortiço, exalo pela língua bifurcada de um enfermo, resmungos amargos de um moribundo idiota... Apenas flagelos de uma mente turva e onusta de angústia e um olhar agourento, desprovido do alento que se diluiu em desalento, gotas mornas transbordam os umbrais de minhas janelas... deixando minhas pálpebras orvalhadas, apenas um momento, mórbido e melancólico, enuviado de alusão... o que foi embora... e olhar nefasto do corvo, tão sagaz e lúgubre, já me espreita sem demora, na ânsia de me libertar e no pesar me devora.
(Inspirado no poema de Poe; O Corvo)
Trágico ainda te amo,
reflito em passado distante
trágico te amo
sou um vampiro sem sentimentos
um demônio sem alma,
vago sem um coração,
me alimento da suas emoções,
pode chorar pois ainda te amo.
Crepúsculo
Suas mãos pálidas deslizam em minha cintura bronzeada
Meus pensamentos navegam entre tudo e nada
Como seria esse encontro
O silêncio da noite e a luz do dia
As estrelas brilham em pura magia
Estrelas essas como a que sou
Que iluminam sua escuridão
Fincam adagas em meu coração
Minha pele morena como que presa a sua pessoa
E a lua como que sonetos entoa
A paixão é nossa harmatia
O sol já começa a surgir
Eu não quero mas te deixo ir
Assim o que temos pra fazer é continuar e sorrir
Temos pensamentos obscuros, mas não vidas melancólicas, não vidas góticas, mas sim, uma vida normal que quase ninguém tem, somos roqueiras e não metaleiras ou punks mas nada melhor que nós, somos o que fazemos e sim somos nós mesmos.
Que a lua continue a me espiar enquanto sigo as trilhas sombrias da vida, que seu brilho enigmático e pálido jorre nas trevas gélidas que me cercam; ou serei mais uma melancólica alma perdida nas sombras!
Tem dias que dá vontade de caber nas gotículas de orvalho. Dessas que molham o campo e a vida de quem madruga. E lá ficar protegida do mundo.
O Gótico tem uma vantagem sobre nós. Eles nunca enfrentam aquele dilema: Hoje vou usar azul ou amarelo???
Solidão gótica.
Sois apenas uma pequena palavra perdida para o vazio do tempo.
Por mais que tudo seja uma sombra dentro de tais sentimentos.
O profundo esquecimento sempre será uma grande paixão.
Sendo vendido por causa do incêndio ainda queima dentro do peito.
Lagrimas perdidas pelo ador reluzente desta vida perdida.
Chuva
gotículas de água
de uma tempestade passageira
um sol que esta por vir
Um sorriso inocente
de uma risada a explodir
dançando sem musica
nas poças de água
Olha para o céu, para o infinito
respira fundo que consegue
consegue seguir,seguir em frente
"Para o infinito e além!"
Ainda olhando para o alto
uma mão segura a sua
"você não está só"
seu sorriso só aumentou
Naquele instante eles eram infinitos.
"A aventura da Alma Gótica – Parte V de um dueto com o Músico Petrificado":
Claro! Não sabias que Alma pode voar?
Através dos pássaros da imaginação
Colheu a flor da boca do penhasco
Mas não plantou com as margaridas...
Para flor tão especial, uma missão especial:
Homenagear o músico petrificado...
E para devolver-lhe a vida
Plantou a flor no violino.
Agora pétalas de notas musicais
E ecos de notas florais
Exalam do magnífico instrumento.
Não fiques triste pelo nobre sacrifício da flor!
Segredo: a música faz brotar jardins em almas.
E a nobre rosa vive num jardim musical...
"A aventura da Alma Gótica – Parte III de um dueto com o Músico Petrificado":
E após reconfortar-se nas águas geladas
Alma continua seu passeio pelo jardim sereno.
No antigo tronco oco, de uma árvore ressequida,
Oculta suas antigas angústias.
Ora bem sabes: muito tempo guardadas viram veneno.
Tão triste e solitário jardim sereno!
Mas por sorte ou por desejo forte
Vem intenso e impassível: o vento!
Sopra sem piedade e varre num lampejo
O pouco que lhe resta da melancolia.
Não murcham mais as margaridas de seu pensamento!
É sempre belo e pleno, suave jardim sereno.
Não, neste lugar a noite nunca dormia...
Sob o véu do luar a Alma protegida
Vislumbra brilhos de estrelas escondidas.
Tão claro e precioso jardim sereno!
A aventura da Alma Gótica – Parte III de um dueto com o Músico Petrificado
"A aventura da Alma Gótica – Parte IV de um dueto com o Músico Petrificado":
Em seu contínuo e incerto caminhar
Não encontra nem o fim, nem o início.
Quando se depara então, com um precipício.
Lança sobre tamanha imensidão seu olhar
Vasto lugar para a música voar!
Preencher cada espaço vazio e inerte
Fazer ressoar sobre si cada eco em notas
Iluminar com canções este caminhar
Imaginação liberta encontra diversas rotas.
Oh, doce Alma delicie-se em seu belo jardim sereno!
