Poemas Góticos
Quando alguém dizer palavras pra ferir e te difamar não responda.
O silêncio e a resposta de Deus,que destrói toda a inveja e podridão do coração de quem proferiu estas palavras para você.
O silêncio é a melhor resposta.
O simples toque da brisa em sua pele.
E minha saudade tocando te em silencio.
Carla Paslauski Bachmann
Minha meta
Olhares que se cruzam, sorrisos que se encontram, silencio que diz muito.
No meu ideário crio um cenário , buscando construir caminhos para o desejo sair do imaginário.
Afeto e emoção , agora toma conta do coração.
É assistindo TV, no banho, na roda de amigos, ou em qualquer lugar
Fica difícil deixar de pensar , naquela que me encantou pelo seu olhar.
Atingido pelo cúpido de amor estou caído, me percebo imbuído, em um sentimento nunca vivido.
Sabe minha meta, é que a mente arquiteta, busque uma forma concreta, e projete uma historia linda e seleta, ao lado de vc ,que neste quebra cabeça é a peça completa
Os meus quatro motivos não cabem em palavras simples:
No silêncio, é tua voz que me traz de volta.
No fracasso, teu toque reacende o que pensei ter perdido.
Na tristeza, teu beijo dissolve dores que ninguém vê.
E na vida... é o teu amor que me reconstrói, todas as vezes que me sinto em pedaços.
É por isso que, mesmo sem entender tudo, eu sei — você é o motivo de eu ainda ser.
Seu olhar é sereno, firme, mas esconde tempestades e poesia.
Há força no seu silêncio, e graça em cada gesto do dia.
Pele dourada pelo sol da alma, voz que ecoa mesmo em quietude.
Ela é arte que caminha, beleza em sua plenitude.
E mesmo nas tramas do espelho, há algo mais do que se vê. Ela é flor, é vento, é chama é o que faz o mundo crer.
Aqui no meu quarto, olhando pro teto, ouvindo uma música, querendo afeto.
O silêncio da noite é um barulho intenso (dentro de mim)
Parece o vento que vem soprando,
Poeira sem fim...
Noite escura, barulho e vento,
é tudo imenso. É o meu pensamento.
Sinto a minha alma a clamar por liberdade,
Por algo que me faça sentir especial.
E no silêncio da noite, solitário e perdido,
Encontro um pouco de paz e de solidão.
No meu íntimo há um mundo infinito de sonhos e desejos a me embalar, sinto-me um ser pequeno e limitado diante de tanta imensidão a me cercar.
Sou um fragmento de tudo o que existe, um grão de areia perdido na imensidão, mas ainda assim carrego em mim a chama da paixão que me move em direção a algo que a mim não parece são.
Então, deixe-me mergulhar no abismo, e encontrar a paz no nada, pois não há nada mais libertador do que a aniquilação de si mesmo.
Silente contemplação
Há quem me dera o silêncio,em silente contemplação.
Cujo o mais alto som que eu já quisera ouvir, fosse a minha respiração.
Silente Jeito de amar.
Há! este amor calado em meu peito,
que em silêncio achou um jeito de lhe falar.
Deveras, o amor não tem defeitos,
na cumplicidade dos olhos silentes,
se fez revelar.
O amor não se explica,
complicado fica,
quem tenta explicar.
É uma ardência no peito,
um sorriso sem jeito,
ao tentar se expressar.
É assim que te amo,
e ao passar-se os anos,
assim vou te amar.
Autor Cícero Marcos
Quatro da manhã no UR Cinco Barro, apenas silêncio,
Carregado de sonhos e cansaços.
Como navios negreiros modernos,
Transportam histórias, vidas e infernos.
Nos assentos, rostos marcados,
Pelo peso da vida e seis dias contados.
Tudo isso pra quê? Moradia e comida?
Libertos, mas vítimas, ilusões de mudança,
Presos em migalhas, sem esperança
No Silêncio da Lembrança
por Janete Galvão
Há presenças que vivem
no canto mais secreto da alma, onde o tempo não alcança, e o esquecimento não ousa tocar.
São como brisas antigas,
que voltam sem avisar,
num cheiro, numa música,
no jeito do vento passar.
Não precisam estar por perto, nem dizer palavra alguma — basta que a memória sussurre seu nome, e o coração se curva em flor.
É um sorriso que nasce por dentro, como quem encontra abrigo
num gesto invisível,
num toque ausente,
num olhar que já foi.
E nesse instante breve,
entre a saudade e o afeto,
o mundo silencia...
e a alma se aquieta.
Porque há amores que não precisam de presença, para serem eternos.
Eles vivem na lembrança, e florescem em silêncio dentro do peito.
"Há presenças que nem o tempo apaga.
Basta uma lembrança suave,
e o coração — em silêncio — sorri, como quem reencontra abrigo no toque invisível da memória."
O amor não morre.
Pode até hibernar. Pode recolher-se no silêncio, esconder-se atrás do orgulho ou perder-se no tempo. Às vezes parece distante, quase invisível, como se tivesse partido sem aviso.
Mas o amor verdadeiro não desaparece. Ele espera. Ele amadurece. Ele resiste às estações mais frias da vida.
Pode adormecer… mas nunca deixa de existir.
Porque o que é real não se apaga — apenas aprende a sobreviver.
Nos tempos atuais, optei pelo silêncio ou por um diálogo mais inteligente em vez de baixarias e intrigas. Ser muito sincero traz consequências e pode destruir relacionamentos; por isso, a paz, por mais estranha que pareça, costuma ser o melhor caminho. Às vezes dá vontade de xingar ou jogar tudo no ventilador, mas isso passa.
Vai na fé! A vida é curta.
Lúcia Iara é presença que fala no silêncio do olhar,
serenidade que sussurra segredos para o vento.
É ouro bruto, brilho que faz a alma florescer,
delicada como jasmim, toque que faz o mundo sorrir.
Ela dobra o vento no abraço, aquece o mar,
com gesto divino, transforma tempestade em calma.
Lúcia Iara carrega memórias vivas —
marcas de batalhas silenciosas, força serena e firme.
É cultura pulsante, arte que respira,
história pronta para ser escrita e eternizada.
Passado e futuro se encontram nela,
o presente floresce.
Charmosa, marcante, beleza que vem do ser,
alma que é luz, flor do jardim, brisa do mar.
Guia na noite, única, rara, singular —
um poema que não termina.
Lúcia Iara é princípio, meio e infinito.
Em um dia de lágrimas retruquei a Deus:
Pai me sinto tão só, não tenho ninguém, no silêncio daquela noite eu pude ouvir sua voz mansa e suave no pé do meu ouvido
Filha você tem a mim, então você tem tudo.
Jamais esquecerei esse dia, até então foi só subida.
Silêncio! você está vivendo e isso incomoda muito gente.
Quem não secou suas lágrimas não tem o direito de saber o motivo do seu sorriso.
Só viva e mostre seu brilho.
Hoje, escolho com calma quem senta à minha mesa
quem compartilha do meu riso, do meu silêncio, da minha leveza.
Aprendi, entre quedas e cicatrizes,
que me valorizar é o primeiro dos amores,
e que nem todo afeto merece flores.
Se um dia me feriram, foi no instante em que baixei a guarda,
acreditei, confiei e por um descuido, deixei a alma aberta, desarmada.
Mas não mais.
Quem me feriu, partiu com a última chance nas mãos.
Perdão, talvez.
Convivência, jamais.
Minha presença é templo,
minha paz, sagrada.
E ao meu redor, só permanece
quem sabe enxergar meu valor com alma delicada.
No eco do silêncio, a certeza se faz presente,
Jamais ouvirei sua voz, nunca mais suerei seu olhar cintilante,
Perdido está o encontro que um dia nos uniu,
Em um horizonte distante, desvaneceram-se os momentos a sós.
Nunca mais sentirei o toque da sua mão,
O aroma que me embriagava, já não mais virá,
Os abraços que acolhiam meu ser, agora são lembranças vãs,
E as palavras trocadas, perdidas no vento, sem direção.
O sol se põe sem sua presença ao meu lado,
A praia testemunha a ausência do seu sorriso radiante,
Tudo se transformou em um eterno "nunca mais",
E no vazio que restou, ecoa a melancolia do adeus.
