Poemas Góticos

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Poema-Carta Secreta


Guardei comigo um mapa inacabado,
um traço faltando,
um silêncio pesado.


No tempo que fugiu,
não te dei a flor prometida.
Deixei-a murchar no bolso da covardia,
mas nunca a perdi.


Você foi farol e ausência,
caminho e desvio,
mar que chamava sem resposta.


Hoje não trago a mais rara das flores,
trago a que sobreviveu no deserto dos anos,
a que resistiu às estações
e ainda guarda teu nome nos espinhos.


Entrego-a não para voltar ao início,
mas para selar o destino.
Cumpro, enfim, o que ficou suspenso,
e te digo:
se a vida não nos der outra temporada,
no papel já nos dei uma eternidade,
uma versão melhor de ti e de mim.

“Não se deixe ferir pelo peso das vozes negativas.
O silêncio, a serenidade e a leveza podem ser sua resposta —
e, nesse gesto, você se torna maior do que aquilo que tenta te diminuir.”

(Os`Cálmi)

🗞️ ARMAGEDDON
por Purificação




Quando o silêncio vira o fim do mundo dentro da gente.


Eu sei… parece desinteresse.
Parece frieza.
Mas não é.
É só o corpo cansado demais pra explicar o que sente.
É a alma lutando pra não desabar.


Tem dias que eu olho pro nada e penso:
“Por que eu estrago tudo?”
Não sei onde começa o erro —
só percebo quando o que era presença vira ausência,
quando o que era diálogo vira silêncio.


As pessoas acham que a gente se afasta por escolha.
Não entendem que, às vezes, é o peso que afasta.
Que o silêncio é um tipo de grito.
Que quando a mente adoece, o coração fala baixo,
e o mundo parece um lugar onde a gente não cabe.


Tem uma voz aqui dentro — sempre tem.
Ela diz: “Para. Para de sentir tanto. Para de pensar tanto.”
Mas não para.
Nunca para.


E vem outra:
“Não tá cansado das pessoas falando mal de você?”
Tô.
Mas o que eu posso fazer se o mundo só sabe apontar?
Mesmo cansado, eu ainda tento ser bom.
E isso dói mais do que qualquer palavra dita contra mim.


Eu mando mensagem e fico olhando o tempo passar.
Dois dias. Três.
Nada.
E a mente inventa histórias — todas tristes.
Talvez ele tenha cansado.
Talvez eu seja mesmo difícil demais de amar.
Talvez o problema seja existir sentindo tudo o tempo todo.


Chamam isso de drama.
Mas não é drama.
É desespero mudo.
É o corpo presente com a alma desligada.
É tentar viver enquanto o coração se apaga aos poucos.


E o mundo?
O mundo só entende quem sorri.
Ninguém entende o que é lutar pra continuar
quando tudo dentro da gente já quer parar.


ARMAGEDDON não é o fim dos tempos lá fora.
É o fim do que a gente era por dentro —
quando o amor vira eco,
e o silêncio é o único som que sobra.




🕯️ — Purificação

“Escrever com alma é deixar que as palavras respirem o invisível, transformando silêncio em sentido e emoção em eternidade.”


Roberto Ikeda - livros

Tem oração que você faz chorando,
e acha que Deus ficou em silêncio.
Mas Ele não ficou.
Ele só estava acalmando aquilo que você nem conseguiu explicar.
Deus responde até o que você não conseguiu falar.

Permaneço em silêncio e meditação, protegendo minha sensibilidade das interferências externas.
A reflexão recolhe os pensamentos dispersos, guiando-me com delicadeza rumo a um novo ciclo de reabilitação.
Não é saudade, tampouco sofrimento — é a força que brota da própria essência, operando em silêncio para restaurar o que precisa recomeçar...

As vezes
O silêncio se faz necessário
Para se demonstrar...
O valor das palavras.

À noite me fascina
Ela é linda
Eu flutuo nessa magia
Sinto-o
Você observa-me
Silencio!
Seu silêncio abraça-me todos os dias
Estamos unidos pelos nossos silêncios.
Penso em ti
Você pensa em mim
Você é meu silêncio que fala.
Nosso silêncio em corpos se faz
Em um só se amam em silêncio
E no grito do amor amado se satisfaz
Num laço e no compasso eu me refaço
Eu me calo
E novamente o seu silêncio impera.
Rastreia minha mente
Eu em vidro fico!
Tu em minha mente estás
Controlando meus pensamentos
Silencioso no fluido do prazer
E nessas ondas de sensações eu desfaleço
Em meu sono abraçado
Com a noite eu permaneço

Agosto chega sem anúncio,
com os olhos fundos de quem andou muito
e o silêncio de quem cansou de esperar.
Traz o pó da estrada nos ombros
e o vento seco que varre as certezas.
Não promete primavera,
mas também não carrega mais o peso do inverno.
É um intervalo estranho entre a dúvida e a decisão.
Entre o que não foi e o que ainda pode ser.
Os dias se arrastam lentos,
como quem procura no calendário
um motivo pra continuar.
Enquanto isso, no sertão,
a terra racha,
mas os ipês florescem como milagres amarelos.
Porque a esperança, às vezes,
é uma flor que nasce no impossível.
E então a pergunta:
— Que vida você vive: a gosto ou a contragosto?
É o mês dos que pensam em desistir,
mas ainda esperam um sinal.
É o tempo dos que choram calados,
dos que ainda seguram o mundo no peito,
mesmo cansados, mesmo em silêncio.
E fica na boca aquele gosto —
um gosto que ninguém sabe se é de fim ou de recomeço.
Mas é agosto.
E agosto nunca passa em branco,
só passa… a gosto.

Há coisas que só o tempo é capaz de colocar no lugar.
Nem o grito resolve,
nem o silêncio cura.
O tempo, esse velho artista invisível, molda, alinha, apaga, ensina.

O que a boca não ousa dizer,
a vontade grita em silêncio,
um fogo que não pede licença,
um desejo atrevido, irreverente,
que rasga o espaço entre nós.


Não há amarras, não há frescura,
só a fúria doce da entrega,
um vendaval de pele e alma,
que nos arrasta para a felicidade
sem pedir permissão ao mundo.


É ousadia que se faz poesia,
é verdade que se veste de romance,
é o instante em que tudo se cala
para que nós sejamos apenas nós.

Se um dia o silêncio cobrir minha voz,
que o sopro da tua presença seja meu idioma.
Pois amar-te não é lembrança,
é chama que não se apaga,
é raiz que se prende ao infinito.
Não há esquecimento capaz de apagar teu nome,
pois ele pulsa em cada batida,
como segredo gravado na eternidade da pele.
És mais que lembrança, és eternidade,
és o destino que me escolheu
quando o universo ainda aprendia a respirar.
E se o tempo ousar me roubar a razão,
que reste apenas o coração,
gritando em silêncio:
eu te amo, além da memória, além de mim.

A oração do casal


De mãos dadas, o silêncio fala,
quando o mundo pesa e a fé se cala.
Nossos olhos se encontram no mesmo céu, e a prece nasce simples, eu e você, e Deus.


Que o amor seja abrigo nos dias de vento, e paciência, quando faltar o tempo.
Que o perdão aprenda a chegar primeiro, e o orgulho descanse no travesseiro.


Abençoa nossos passos, mesmo em desacordo, que a verdade seja ponte, não um corte.
Que a alegria more nas pequenas coisas, no café partilhado, nas risadas soltas.


Guarda-nos na noite, fortalece a manhã, faz do hoje um “sempre” que se refaz.
E se a dor bater à porta sem avisar,
que a esperança saiba nos levantar.


Assim, em coro, pedimos sem pressa:
menos medo, mais ternura e promessa.
Que o amor seja nossa oração diária— amém no beijo, amém na caminhada.

Eduarda,
teu nome já chega suave,
como quem pede silêncio
para não assustar o sentimento.


Em ti, o tempo desacelera,
o mundo aprende a ser calmo,
e meu coração encontra
um lugar onde pousar.


Teus olhos dizem coisas
que a boca não precisa repetir,
e teu sorriso acende em mim
uma esperança mansa, verdadeira.


Eduarda, se eu te chamo de destino
não é pressa, é reconhecimento.


É porque algumas almas
se encontram antes mesmo do toque.
Se um dia o vento soprar dúvidas,
prometo ser abrigo.


Se a noite for longa,
prometo ser luz.


E se me permitires ficar,
não te prometo perfeição,
apenas presença, cuidado
e um amor que aprende contigo todos os dias.

Escrever foi o meu modo de sobreviver ao que não cabia em palavras
de um silêncio que precisei transformar em som para continuar existindo.


Entre feridas e flores, encontrei um lugar de cura: o espaço entre o que me quebrou e o que me fez renascer.

O dia esta calmo, ando pelas ruas, cidades vazias,
apenas eu e meu silencio a vagar na imensidão
do teu olhar. Encontro um aqui outro ali. Sensação
de solidão e frio.
Eu sou um Lobo solitário, pois gosto da solidão,
ela me ajuda a pensar, fico a maior parte do dia
em plena solidão esperando ansiosamente a
chegada da minha amada Lua.

Permita se viver plenamente cada segundo de sua vida...
Permita se achegar perto do silencio da noite...
Liberte sua mente do cativeiro, das armadilhas de vingança,
do ressentimento, do rancor. Liberte se de toda especie de raiva
e rancor. Busque a felicidade de um olhar, a pureza de um abraço,
o calor de um desejo, a mansidão de um beijo, permita se olhar
o por do Sol e o chegar da Lua. Eles se permitem todos os dias...

Meu tipo de homem? Rsrsrs

(...) Tem que ser Lobo, gostar do silêncio da noite
falar baixinho no pé do ouvido, tem que tocar a alma,
tenho que me sentir protegida em seus braços, tem
que ter calor, carinho e pegada, tem que olhar nos olhos,
tem que ser forte para me domar e ser maduro para me
fazer ficar. Tem que ser romântico e saber me amar.

"Gosto do silêncio no escuro da noite... O silencio da Lua...
O vento passando sobre meu corpo, um choque, um arrepio,
um desejo. Não quero pensar, apenas sentir este momento.
Vontade de sair correndo, não sei bem para onde, mais sinto
que tenho que correr. O silêncio é apenas da Noite, pois dentro
de mim ha uma tempestade... Alguém procura por mim... Não
sei bem quem, estou apenas correndo sendo atraído pela Lua.
Corro ao encontro de minha Liberdade".

"Quando você se encontrar num profundo
silêncio, não se agite, não se desespere,
apenas escute o som deste silêncio. Saiba
que todas as suas perguntas será respondida
se souberes escutar".