Poemas famosos de Silêncio
O AVESSO DO DIZER
(O Verbo que o Silêncio Esconde)
Assim, vou vivendo entre sonho e realidade,
essa ilusão é como a bruma que borda o amanhecer,
e vivo assim em passos lentos caminhando sem saber...
tropeçando em letras para juntar o que não consigo dizer.
Se no meu silêncio mora a poesia desconexa,
aí eu pergunto:
— Palavras pra quê?
Lu Lena / 2026
A SINFONIA DO LABIRINTO ATÍPICO
(O canto da cigarra e o silêncio da exaustão)
Entro nas redes sociais e a pergunta de praxe no feed: "Quais as novidades hoje?". Fico pensando... Pois então, são essas as novidades que não tenho. Por mais que eu tente buscá-las, elas evaporam em frações de segundo e tudo volta ao ponto de partida. É como caminhar por um labirinto de círculos ébrios, vazios de cor e de emoção — um percurso onde as olheiras cinzas e profundas moldam o caminho, marcas de noites de insônia e da exaustão de ver meu filho desregulado.
Nesta tarde de sol escaldante de março, que parece sorrir ironicamente desse meu vazio existencial, sigo com as pernas estendidas no pufe da sala. No intervalo onde o autismo tira uma folga e o sono finalmente o venceu, fico atenta aos murmurinhos inaudíveis do mundo externo. Mas o que realmente preenche a sala é o zumbido na audição que insiste em parecer uma cigarra cantando.
Essa é a minha única novidade. Não só hoje, mas todos os dias a cigarra insiste em cantar. Ela é o meu mantra de uma rotina atípica que não encontra início, meio ou fim. É o som do meu silêncio possível, o eco de uma exaustão que já faz parte da mobília. É nesse ínterim que a novidade acorda e sai do quarto; a cigarra se despede, o sol acena. As cortinas do palco se fecham e a rotina se abre.
Lu Lena / 2026
O HORIZONTE DA INÉRCIA
(Entre o bater de asas e o silêncio da gaiola)
A vida é tão complexa e, ao mesmo tempo, simples e natural como o pássaro que voa... O diferencial é que o pássaro pode não ser mais visto, ou pode ficar preso na gaiola por não saber voar, condicionado a essa prisão.
Assim como as circunstâncias de nossa existência, que não se explicam: a gente observa e as deixa apenas voar, ou elas ficam aprisionadas por nosso comodismo.
Lu Lena / 2026
O PALCO DO SILÊNCIO
(Quando a maturidade dispensa a plateia)
Às vezes, o despertar da maturidade se esconde atrás de um ruído que só tua alma escuta. E, nessa evolução, o teatro está vazio: apenas as luzes da ribalta acesas e as cortinas fechadas, para que esse barulho interno que ressoa no anonimato seja como aplausos no palco de tua existência.
O espetáculo não precisa começar, pois a peça já estava escrita.
Lu Lena / 2026
A ARQUITETURA DO TEMPO
(Encontrando-se no silêncio do agora)
Nem sempre o que não deu certo antes é o fim da linha. Muitas vezes, é a culpa do passado que dita nossa perspectiva de vida e alimenta a ansiedade de hoje. O antes e o depois estão mais conectados do que imaginamos, pois essa incerteza é o que nos torna vulneráveis na expectativa do amanhã.
Vivemos habituados ao isolamento da ausência de ontem e nos acostumamos com nossa própria presença, que se reconhece no silêncio do agora.
Lu Lena | 2026
O SILÊNCIO QUE ACENA 🌬️✨
(sempre quando olho para o céu)
Mãe...
Queria escrever algo, mas acordei com o pensamento solto e disperso de mim. Quando sinto esse silêncio fugidio, não consigo escrever nada, fico oca por dentro e bate um vazio.
É sempre assim. Em especial neste dia que, lá do céu, acenas para mim... 🕊️🤍
Lu Lena / 2026
NÓ NA GARGANTA
(A tradução do indizível)
Às vezes o silêncio grita, a voz trava nas cordas vocais... e o que resta é um suspiro profundo.
Lu Lena / 2026
LUZES DA ALMA
(O silêncio das lágrimas que não caíram.)
O brilho nos olhos nem sempre é sinal de felicidade, também pode ser lágrimas represadas indicando uma perda ou rompimento de algum laço afetivo ou um luto de ente querido...
Lu Lena / 2026
-A Mulher Que Sobreviveu ao Silêncio-
Nunca duvide da mulher que você é,
mesmo quando a dor fizer o peito perder a fé.
Porque ninguém conhece o peso da tua caminhada,
nem as lágrimas que caem na madrugada calada.
Você sorri enquanto a alma aprende a sobreviver,
mesmo cansada da vida insistindo em doer.
Carrega o mundo no peito sem deixar transparecer,
e ainda encontra forças para permanecer.
Quantas vezes pensou em parar no meio da estrada,
sentindo a esperança fraca, quase apagada.
Mas algo dentro de você jamais se rendeu,
porque até no caos teu coração permaneceu.
Você é tempestade, mas também imensidão,
é cicatriz aberta buscando reconstrução.
E mesmo quando o medo tenta te consumir,
há uma força divina mandando você seguir.
Nunca duvide da tua capacidade de vencer,
porque só quem já caiu entende o peso de erguer.
Você não é feita apenas de dor e solidão…
você é renascimento pulsando dentro do coração.
— Jordeane Lemes
Um dia alguém vai notar quando foi seu último grito em silêncio!
Um dia alguém vai entender o quanto é importante dar valor a cada segundo...
Um dia, ah, um dia talvez será tarde demais!
Junho chega manso, quase em silêncio, acendendo fogueiras e aquecendo corações. Entre bandeirinhas coloridas e estrelas no céu, ele pinta a alma com uma alegria simples e verdadeira. É o perfume do milho cozido no ar, o som envolvente da sanfona, o aconchego de um abraço apertado.
No frio de junho, a gente descobre que o calor mais bonito não vem do fogo, mas do coração. É poesia vestida de festa, iluminada por chamas dançantes e sorrisos sinceros. O amor entra na roda, dança quadrilha sem pressa e encontra sempre um motivo para ficar.
Junho é tempo de raízes, de reencontro com o que realmente importa. Um convite suave para voltar ao simples, valorizar o essencial e celebrar a vida em sua forma mais pura.
Que este mês te presenteie com noites iluminadas e dias cheios de esperança. Porque o verdadeiro som de junho não vem apenas da sanfona, mas da alegria de estar vivo. E assim, ele nos ensina, com delicadeza, que mesmo no frio, a vida pode ser quente, vibrante e cheia de cor.
O que eram apenas resquícios…
tuas águas ainda fluem no meu peito.
Guardadas no silêncio das profundezas do oceano,
podes ouvir a minha voz,
pois sou onde o mar deságua os teus pensamentos.
Manifesto da Raiva
Não é a raiva histérica que me move,
mas a que nasce do abuso,
do silêncio imposto aos que ainda têm alma.
Raiva de ver os bons engolidos
por um sistema que premia a mentira,
que coroa o disfarce,
que veste a hipocrisia como traje de gala.
A indignação é meu sangue,
me desperta, me obriga a escrever.
Não busco paz interior,
não preciso de frases que anestesiam.
Escrevo para rasgar,
para devolver em fogo
o que tentaram me enfiar goela abaixo.
Minha arte não é gentil,
é necessária.
Porque se eu calar,
se eu aceitar,
se eu sorrir junto,
aí sim estarei perdido.
A raiva me lembra que existo.
A indignação me prova que ainda sinto.
E enquanto isso durar,
ninguém, nunca,
vai me domesticar.
CLARIDADE DO INDIZÍVEL
Tua alma é um pátio antigo onde o silêncio respira,
e por onde passam figuras que não sabemos nomear,
ecos de vidas que ficaram presas na memória,
sussurros que dançam entre luz e penumbra.
Ali, o homem que és se desfaz do mundo,
larga o peso, a pressa, o roteiro imposto,
e caminha como quem toca na própria sombra
com a delicadeza de quem sabe que tudo pode ruir.
O vento te ensina gestos que esqueceste,
a chuva te devolve a inocência da água,
e a noite te veste com a claridade que não fere,
essa luz que não ilumina, mas revela.
E no fundo desse jardim escondido,
onde nenhum ruído do mundo te alcança,
há uma fonte que insiste em murmurar verdades —
verdades que não se dizem,
mas que o teu silêncio entende.
É ali que te reencontras:
entre o eco do que foste
e o lampejo do que ainda virá,
sob o luar que não consola,
mas que te devolve a ti mesmo.
Eu precisei fingir que estava tudo bem,
enquanto uma parte minha
morria em silêncio.
Porque ninguém percebe
o tamanho da dor
de perder alguém aos poucos.
Primeiro acabam as conversas.
Depois os cuidados.
Depois a presença.
E quando você percebe,
só restou a lembrança
do que um dia foi amor.
Ainda dói.
Mesmo depois do orgulho,
do silêncio
e das tentativas de seguir em frente.
Porque certos amores
não acabam de verdade.
Eles apenas aprendem
a morar escondidos dentro da gente,
em um lugar onde ninguém vê,
mas onde tudo ainda pulsa.
Em alguns dias, o coração aperta e a saudade aparece sem aviso. O silêncio se torna barulhento. A menina ora baixinho, pedindo apenas força, paz e a presença invisível que consola. Ela não busca respostas rápidas, apenas um sinal de que Deus está ouvindo.
E ele está!
- Edna de Andrade
Carrego em mim o silêncio do outono,
onde cada folha que cai, me ensina a deixar ir.
Sou feita de pausas, de raízes e de
renascimentos.
- Edna de Andrade
Confio no tempo de Deus.
Mesmo quando não entendo,
mesmo quando tudo parece silêncio…
Porque sei que Ele cuida
até do que eu ainda nem sei pedir.
E nisso, eu descanso.
Com fé. Com leveza.
Com o coração em paz.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Boa noite!
Senhor, gratidão pelo dia que passou
e por tudo o que foi cuidado em silêncio.
Entrego a Ti o que pesa,
o que não entendo,
e o que só o tempo pode curar.
Abençoa meu descanso, meu lar,
minha família e meus planos.
Que Tua paz nos envolva
até o novo amanhecer.
Amém.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
