Poemas famosos de Loucura
Páginas amarelas
Amareladas,enegrecidas
Cores parafinadas das velas
Jazidas no tempo, esquecidas
Um escrito documento no tempo parado
Estabilizado pela fagulha do cosmo intempestiva
Borbulhando constante agitado
As cordas velhas da antiga festiva!
E escreves por aquele antigo pecado
Lamentável erro do passado
De quem fora o vilão responsável
Pelo castigo indecifrável
Eu,louco das ruas poeta
A afogar-me em distante loucura
Com alma bastante inquieta
Deitado nos braços da nobre figura!
Distração
Eu observo a pintura dela em outros quadros, vejo o seu rosto em outras pessoas e até temo olhar-me no espelho com a impressão de que ela aparecerá ali. Me distraia. Me perturbe. Me enlouqueça.
Não leve ela tão a sério
Não considere tudo o que ela fala
Preciso te contar que ela
Viciou-se em intensidades
Anda de mãos dadas com o desgoverno
Acostumou-se a impermanência
E que, por hora, já não a reconheço mais.
Minha luta é dura...
Olhos cansados por verem a terra que não muda...
Porque o melhor de meu mal está todo no cuidado...
Do que foi-me tomado...
E a noite que se avizinha...
Mostrando-me a face obscura...
Faz-me juras...
Mordendo o fruto das manhãs proibidas...
Um sossego como se nada existisse....
Assim o tempo escoa...
Me perco a pensar o que isto significa...
Que importa!
Ninguém sabe...
Dá-me um estranho ar de loucura...
Um vazio...
Inesgotável procura...
Mistério mais audaz da minha vida...
Em que todos os venenos estão contados...
Meu prêmio e meu castigo...
Anseio delirante...
De intensa saudade...
Que tanto sinto...
Ah...
Ilusão sombria...
Amor sem fruto...
Do pensar na vida...
Fuga perpétua...
Despedaçar...
Emendar...
A pressa contida...
Só para mim, que vou comigo...
Quero nesta noite...
E nas noites vizinhas...
Que enfim as estrelas...
Dêem-me suas graças infindas...
E assim...
Deixando de ser tão escura...
Já não me pesem...
O cansaço de meu olhar...
Sob juras...
Sandro Paschoal Nogueira
O amor chega sem avisar...
É um desejo ardente...
Que não se admite...
Não se faz por esperar...
É uma magia...
Que abre a concha da vida...
Faz a vida ser mais sentida...
Toma conta de nosso coração...
E repousa em nossa alma...
De forma que não se imagina...
Em insistência permanece....
E nos joga em redemoinho...
Faz de cada nascer do dia...
Caleidoscópio de sedução...
Um convite a viver...
Loucura, alegria...
— em Conservatória Pousada Chic Chic Casa do
o simples cuidado,
o indispensável respeito,
o sensível carinho,
a recíproca atenção,
a irreverente loucura,
vivida repetidas vezes,
chama-se ZELO!
É notório o ardor da tua essência,
pois a tua beleza é avassaladora,
tens um olhar impetuoso
que reflete o amor ardente
que aquece todo o teu corpo
e deixa o teu jeito
serbastente sedutor
com um pouco de doçura,
dessarte, uma mulher de muita vitalidade, uma dosagem excitante
de sanidade e loucura
capaz de tirar da monotonia da realidade
e fazer da vida, uma emocionante aventura.
É exuberante a tua formosura,
nas curvas do teu corpo,
um trajeto sem volta,
aceleraras os batimentos
do meu coração,
és uma tentadora loucura,
uma mulher maravilhosa,
digna da minha apreciação.
DESCOBRI
Descobri que uma das coisas que mais gosto de fazer nesta vida é escrever. Mesmo que o que escrevo seja desordenado e desalinhado para uns, uma loucura ou uma idiotice para outros. Que as frases sejam sem nexo e sem uma direção certa. Não importa. Só sei que escrever me alimenta. Alimenta e relaxa meu coração poético.
Queria escrever algo banal, tranquilo que apenas me levasse a fugir deste corre-corre da vida. Não sei o que eu quero com isso. Talvez atingir o cume da montanha mais alta. Não sei.
Talvez me perguntem, por que a montanha? Talvez pudesse ser a mata, ou o deserto, ou o mar, quem sabe o céu. O que importa quando não sabemos se a direção é certa ou incerta como o tempo?
Escrever atinge o ilimitado. É como a vida, ilimitada, sem uma coordenação. Quero atingir todos os limites, o cume, o ápice, a adrenalina constante.
Estou ainda tentando escrever algo sereno, algo que deixasse um pouco de lado meu apogeu. Mas não encontro. Na verdade nem quero encontrar, quero continuar buscando cada vez mais.
A outra coisa que gosto de fazer é amar. Amar quer dizer algo? Amar nunca foi algo. Amar é tudo. Eu gosto de amar as pessoas, amar me deixa feliz. Saber que as pessoas estão felizes me deixa extremamente feliz.
Meu instinto de mulher quando amo fica tão estável que eu poderia descrever detalhes que talvez inundasse esta pagina com palavras de amor...mas o que importa isso tudo se ninguém se importa mais com o amor.
Amar é tão vasto que eu poderia me perder amando. Escrever e amar são uma junção que combinam. Em meus versos escrevo amando sem uma noção certa do que quero deixar na página, apenas amo escrevendo e escrevo amando.
UM PONTO
Tudo, aliás, é um ponto.
Um ponto incerto.
Um ponto sem nó.
Um ponto de interrogação.
Um nó atravessado.
Uma incerteza dentro da outra.
Uma exclamação.
A vida
A morte
Meu norte
Meu nada
Meu tudo
Verticalizado
Nas ruas desertas.
Assim, aliás, é o meu mundo,
Enigmatizado,
Energizado,
Sem uma pretensão,
Apenas uma razão
E uma loucura.
O amor metafísico, o maior devaneio
A certeza que existe nas incertezas
A dialética entre inteligência e beleza
O meio termo entre sanidade e loucura
Sendo a destruição e também a cura
A capacidade de ser intensa em todos instantes
Habita minha mente mesmo distante
Me mostra o mundo, os fatores resultantes
Em conseguir lhe compreender sem nada saber
É o amor em crescimento exponencial
É o fenômeno raro, a felicidade constante
Um número infinito de incógnitas no seu ser
Todas motivos para delírio, motivos sólidos
Nem o maior gênio consegue refutar
Em tudo o que você é, só resta o prazer de te amar.
DESCONEXO
Sinto o gosto do abraço
O afago do beijo
Ouço a conversa dos olhares
Descobri:
Viver não precisa fazer sentido.
Sou um pouco louco
com relação à minha sanidade,
mas muito lúcido
quando se trata de meus devaneios.
Fuga insana
Parada por um instante
Virei um amante
Da mais pura solidão
Que me deixou em vão
Nos braços da escuridão.
Não lembrava da verdade
Somente da força
Em que todos moravam ali
Em plena idade
Eu quebrei a insanidade
Algo satisfatório
Insatisfeito
Porém perfeito.
Outroeu,
Desnecessário
De uma observação
Foi esse o sussurro,
Fugaz
Para a percepção.
Através de um viajar,
Impetuoso,
Logo após a união
Algo se tornou glorioso
Com as almas que dançaram
Sob a luz do ar
Acompanhando o fogo que as queimavam.
Já me viram louco como Nero
Nunca ateei fogo em Roma.
Mas a sociedade já me colocou em coma.
Assim como delirante Nero.
Sou um louco que não quero.
Parece até fantasia estre trecho singular.
Mas muitos vive uma loucura particular.
Pela coragem ou ousadia.
Vida febril todo dia.
Louco e apaixonado.
Sincero e acanhado.
Um violão que não toca.
Um poema arranhado.
É que o mundo me ofertou a glória.
O mundo desprezou meu dom.
Na verdade eu toquei sem o tom.
Não pude comemorar a vitória.
É sem sentido o fundamento da memória.
Minha loucura é sucumbida pela timidez.
Negligencio o anseio da partilha.
Talvez eu seja dono da cartilha.
Logo venho ser louco outro vez.
Na poesia procuro voz e vez, quem sabe talvez.
Giovane Silva Santos
Seu cheiro na minha cama e alguns fios de cabelo.
Suas marcas em meu corpo, Estou rindo frente ao espelho.
Ainda nem acredito, que loucura surreal.
Quero uns milhões de beijos desse amor marginal.
E aquele senhor poeta
Que anda bêbado na rua,
(...) Contenta-se com tão pouco
Porque diz, bêbado e rouco
Que os seus poemas de louco
Poderão salvar o mundo!
O que eu não faria pra esse amor vencer?
Que louco eu seria de perder você?
Sem o seu carinho eu não sou ninguém
Você me faz tão bem, você me faz tão bem
O amor está me matando por dentro, consumindo cada célula viva que eu ainda tenho.
Está acabando com as minhas noites, destruindo meus encontros e me tornando uma louca.
Sim, uma louca.
>>>Sim, amor
O amor é estranho, porque você vai perceber ele na primeira vez que você sentir e vai se perguntar: "o que foi isso?!". É loucura. É isso. Você sabe que ouviu, e não tem como tampar os ouvidos e fingir que não ouviu os badalos dos sinos, eles soaram, finalmente soaram! Foi uma combinação perfeita nas quais os martelos vibraram na mesma sintonia que apenas os dois sentiram, é impossível negar o fato, mas afinal, por que negar esse fenômeno da natureza que é tão belo, cujo sons acalentam com tanto conforto e enche de paz o coração?
