Poemas famosos de Loucura
É difícil seguir o coração
E dar ouvidos a aquele sentimento,
Que nos faz perder toda a razão
E fazer coisas sem nenhum cabimento.
É impressionante quão grande nossa facilidade
Em transformar todo o mundo a nossa volta,
Tudo te lembra aquela pessoa
E cada segundo do dia te traz uma boa memória.
É assim que nós ficamos bobos,
Só falta começarmos a babar,
E mesmo agindo como verdadeiros tolos,
Não nos arrependemos de amar.
Bah, eu quero pirar, dançar, beber, fumar, me aventurar, correr risco, sair viva.
Quero viver loucamente sem ter hora pra voltar...
Pelo mais que já tenha vivido, sempre me falta algo, aquele frio na barriga, aquela sensação, aquela vontade, mas só me restam dúvidas do que eu quero... Por isso vou me alienando em dúvidas.
Boa noite com muitas palavras boas
Boa noite com aquelas coisas simples da vida
Seja bem o sonho essa noite
Isso eu desejo porque quero está nele
Sonha comigo todos os dias
Eu vou me esforçar pra te dá alegria
Minha amizade te dou com gratidão
Entrego até meu dias bons pra roubar um sorrisão
Vamos nos alegrar com o que temos agora
Não vai embora sem dizer que me adora
Gosto de você mais que torta de amoras
Esses dias vou dizer bem alto que te amo
Vou até o alaska fazer um grafitt no gelo
Vou escrever pra você "amor verdadeiro"
Quando voltar quero seu abraço e seus beijos
Pra me aquecer do frio e matar saudades do seu carinho
Só existe um caminho pra felicidade e o amor
E encontrei quando vi seu sorriso lindo
Seu cheiro é mais que preciso
O que preciso tem seu nome inscrito
Minha força fica ai do lado da sua alegria
Vamos ser mais que um e uma
Vamos ser loucos e doidos que se amam.
Sol, lua, utopia, sonho,
ilusão, mistério e realidade.
Tudo, todos e ao todo
se funde e se confunde.
Nós ficamos aos trapos,
nas sobras da virtude,
paixão, beleza, loucura e Amor.
Não tenho o que reclamar.
Se alguém te ver em casa assistindo uma injustiça na TV, é normal.
Mas, se tu descruza os braços e vai lutar pelos direitos do cidadão, tu estás ficando louco.
Se alguém te ver na festa dançando no meio da multidão, é normal.
Mas, se te pegam dançando em casa sozinho, tu estás ficando louco.
Se alguém te ver dialogando, é normal.
Mas, se te pegam monologando, tu estás ficando louco.
Se alguém te ver correndo da chuva, é normal.
Mas, se te ver aceitando ser molhado por ela, tu estás ficando louco.
Se alguém te ver encantado com um aparelho eletrônico, é normal.
Mas, se te ver encantado com uma árvore comum, tu estás ficando louco.
Se alguém te ver falando, vestindo, andando, fazendo, agindo...como todo mundo, tu és normal.
Mas, se tu escolhe ser você mesmo, independente de qualquer coisa, tu estás ficando louco.
Por que? Porque "Manda quem pode, obedece quem tem juízo."
Usar o próprio poder virou sinônimo de insanidade.
O Sistema cria a sociedade robótica, aperta o play, os robôs seguem subordinados, e os humanos
que ainda levam a fama de estarem com os "parafusos a menos". O Sistema só não os deram o privilégio de parafusos
a mais (aos robôs) , por que se os dessem eles mesmos apertariam os botões e não haveria um controle opressor.
Ser escravo é ser normal, ser livre é ser louco. Me da licença, que eu vou voar...Por favor, mais uma dose
de loucura! Por que eu não preciso de mentiras disfarçadas para poder viver...!
Lealdade
Leão, juba, rugido. Madeira, ferpa, rangido da porta.
A árvore quando cai. O estrondo da queda.
Traição é loucura.
Batida na parede, um som reproduz.
O som é leal a batida; o rugido ao leão.
Desejar o contrário é loucura - palavras de Albert Einstein.
Ir contra a lealdade das coisas é loucura.
A traição é uma loucura.
Só uma menina
Sou apenas uma menina
Fingindo ser adulta no meio de adultos desvairados
Permitindo a si mesmos ser o que ninguém deveria ser
Cada um corre pra alcançar o vento
Vivem como se ser adulto fosse deixar a vida passar
E eu, em silêncio só observo
E os anos passam
Pelos olhos dos outros já completei a maior idade
Mas pra mim, ainda sou aquela menina descobrindo o universo
Grande parte gélido e sombrio, que vida adulta desinteressante têm
Outra parte quente, efervescente, a parte adulta que quero bem
Fujo de infantilidades que me cercam
Mas no fim, sei que em direção a elas eu corro bem depressa
Porque quero fugir do que a vida adulta reserva
Olho no espelho e vejo uma menina ficando velha
E que estranha é essa sensação!
Sinto o peso do tempo, mas ainda estou próxima das meninices que não abri mão
A verdade é que acho ser estranha por não poder explicar
Mas no meio dessa complicação na minha mente
Basta a mim ser uma criança diferente, uma adulta infantil até demais!
Eu dei voltas a mim e ao meu coração para saber e inquirir, e buscar sabedoria e cálculo, e para saber: iniquidade é estultice, e a sandice, loucura.
Ec 7: 25 (Apud Haroldo de Campos)
PRESO NO LIMBO
Longe de ser quem fui, agora sou somente um livre questionador de minhas próprias idéias, idéias inseridas, idéias criadas, idéias herdadas. Esperando que os relâmpagos que vejo no horizonte desta noite traga uma tempestade que leve minha condição de enxurrada, se é que ela virá.
Por enquanto, só me deixem, deixem-me questionar toda gama de aspectos que permeiam minha vida, mesmo sabendo que não haverá respostas. Será que a expressão "preso no limbo" ainda é suficiente para descrever meu estado mental, emocional e psicológico?
CAIXA DE PANDORA
Às vezes fico encucado a pensar,
se nossas mentes não são como uma caixa de Pandora,
se não deixamos escapar outrora
os males que afligem a humanidade
Males que não podem ser desfeitos
por falta de vontade
o bem e o mal
o bom e o mau
de que lado estaremos
no fim da linha tênue
Lucidez e loucura
sem mácula
sem cura
sem culpa
Só nos resta a esperança
que está trancada,
lacrada e em segurança
na caixa de Pandora.
Nunca fui daquelas que fazem sentido.
Vejo um horizonte que poucos enxergam, tenho motivos que muitos não compreendem, o meu normal é loucura para muitos.
Passo mas não permaneço, estou mas já fui. Nunca paro!
Sempre em busca, em busca de encontrar verdadeira essência em meio a humanidade programada e robotizada.
Estamos vivendo ou funcionando?!
Me sacrifico pelo amor, já fiz e faço renuncias em nome dele. Não, não me julgue.Sou indefinida, alguns espaços não defino. São incontantes e travessos.
Existem varios caminhos, sempre me fiz livre em escolhas.
Como disse Nietzsche: "Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."
naquela noite
despi-te o luar
que vestias no olhar
dei sombra ao sol
que escondias no regaço
pronto para amar
ah esta loucura
que me faz escrever-te
me faz estremecer
a caneta na palma da mão
perceber que nada é em vão
este amor
qual cavalo selvagem
galopando nos vales
que se quebram nas dunas
perto do mar
não te quero sempre..
quero que me tragas o amor
antes da hora que ameaça
a chegada do amanhã
que tudo não seja mais
que uma esperança vã..
Minha alma escuta
No ritmo surfo
No som me solto
Meu coração acompanha
cada compasso
e cada vibração desperta uma emoção
Que percorre de um braço ao outro
Como um choque eletrico
Cada atómo meu deseja mais
Uma festa interna
Que vaga pela terra
A cada pessoa
que se entrega
Caminhos leves me trouxe até àquela manhã.
A brisa que batia me convidava para um passeio, não neguei seu chamado, fui impassivo e me rendi.
A coragem e loucura realmente andam lado a lado.
Que eu nunca deixe de ter coragem de ir atrás desse chamado, pois a loucura mesmo seria ter recusado!
Louca
Dizem que era louca
que caminhava descalça e falava sozinha,
que, por vezes, gritava e deixava de comer,
que se esquecia de si mesma...
Dizem que passou pela vida dividida
entre quem descobriu algo e esqueceu
e ficou presa na amargura das perdas,
com o coração em sobressalto no peito
pelas fragilidades da vida.
Louca, talvez! Mas o que será a normalidade?
Vivermos sem consciência de de que nada temos
a não ser a perceção de nós próprios,
lemo-nos no que nos rodeia, no outro,
e o que saberemos do que realmente somos?
Passamos pela vida como um grão de areia
que o vento transporta para a imensidão,
que ao sabor da maré oscila rumo ao indefinido
consigo próprio que é o único que pode realmente levar,
o resto são memórias, abraços, sorrisos,
Sentimentos dispersos
que agora correm nas veias daqueles que nos recordam
Dizem que era louca por sentir de mais
por amar toda a vida o mar num olhar,
por amar um beijo sincero e cintilante
por amar um primeiro sorriso e uma primeira palavra,
por amar o silêncio...
Dizem que era louca,
podia ser,
mas foi uma louca que
amou e que se deu,
uma louca que simplesmente
na sombra da vida
desapareceu...
UM ARTISTA
Eu acho lindo a arte do diálogo, conseguir dialogar não é apenas uma habilidade, é um dom.
Aquele que tem o talento de persuadir através de palavras, é como um pizzaiolo, sabe sovar e manusear a massa da pizza para que ela não fique muito fina ou muito expressa.
Van Gogh só se tornou Van Gogh por que conseguiu colocar sua loucura em uma tela através de tintas.
Eu coloco minha loucura em poemas, o que não me distância de Van Gogh, a arte é relativa. Interpretamos a arte através de nossa percepção e julgamento, se eu colocar uma cadeira em um museu de arte, milhares de pessoas que olharem para essa cadeira terão uma interpretação diferente.
Ou seja, mesmo que pareça ser apenas uma cadeira, assim que alguém julga-lá, ela se tornará arte.
Sou sobrinha-neta da Ilusão, tenho marcada em meu sangue a marca amarga da ferradura agalopada do solene marchar da carruagem de meus sonhos, ébrios de tentação. Sou a cria amarga do roubo esperançoso de minhas racionalidades fatais, que enganam, deturpam e profanam a doçura antes presente em meus sonhos. Sou o devaneio solto pelas ruas, a loucura a planar sobre os campos férteis da solidão, sou o resultado infame da mistura sórdida de meus antepassados de terra e vão.
Sou tantas e de tantos, sou tato e pranto, sou cólera e acalanto, não sou nada, nada, mas ainda assim, canto. Canto as lamúrias através de pena e cetim, debruço-me sobre meu viver torpe e vomito palavras pobres em versos e prosas em carmim.
Não domino a poesia, mas a poesia domina-me a mim, quebro meus pudores em mil pedaços de taco, ligo meus temores um a um em mil laços, reconstruo minhas convicções em mais mil espaços e ao final, sobrando-me apenas a dor e o cansaço, enfim me desfaço.
Às vezes eu fujo de mim. Me escondo.
Às vezes parece necessidade. Sair daqui e ir pra lá.
Vir de lá pra cá.
Não quero ir pra lugar algum, e nem quero ficar.
Que maluquice.
Eu engoli as palavras
Na minha barriga fez um nó
Se eu não nasci para isso, não sei quem foi
Olha, eu vejo bem esses olhos
Sei que estão chegando ao fim
Olha eu não sou daqui, também não sei de onde vim
Consegui uma casa, um trabalho, um amor
E posso me orgulhar
Mas minha alma, mesmo grata, as noites quer voar
Eu amo você, não teria para onde de ir
Além de onde a mente pode me levar
E a loucura que é viver a vida
Como um do sonho
Por um sonho
Eu vi em cada poro a gota de suor
Eu senti nas curvas do seu rosto cada milagre
Mas não há nada que se possa provar
Como eu não vou enlouquecer?
Como eu não vou enlouquecer?
Me dê forças ao menos para parecer normal
Pois já demoli os muros do que pode ser real
Não tenho mais nada que se possa provar
Eu não sou nada que se possa provar
Nem mesmo minha fé, nem mesmo eu
Eu nem sei o que sou
Ou se existo
Nem sei o gosto do meu lábio
Eu só sei que vou seguir em frente
Custe o que custar
E camuflar minha loucura
Que me consome
Que me mata e me dá vida
Enquanto eu respirar.
