Poemas eu To aqui para te Ajudar
EU ME NEGO À MALDADE
Não vejo um palmo diante do meu nariz,
Porque a minha visão eu refiz.
Escureci para esse mundo que não quis
Desfazer-se da agonia
De fazer o mal todo dia.
Eu me nego à maldade,
Ao egoísmo ou à falsidade.
Me nego ao que me incomoda,
Mas que a tantos engorda:
Regozijar-se sobre quem
Vive sem um vintém;
Sobre quem é fraco de verdade
Porque é vítima da crueldade.
Eu enxergo distante.
Enxergo longe.
Enxergo grande.
Busco o amor que se esconde
No coração de quem
Só pensa em fazer o bem,
Sem mesmo olhar a quem.
Espero pela cumplicidade
De quem só quer a igualdade.
Acredito na bondade,
Na partilha e na irmandade.
Acredito nas almas boas
Que habitam em algumas pessoas.
Acredito no que duvido:
Que não haja amor entre os humanos
E que todos os homens são tiranos.
O mundo só é mau para quem se nega
A amar uns aos outros sem distinção
E sem fazer sobreposição.
O mundo pode o bem dividir,
Se cada um, que sabe de si,
Reconhecer que amando o outro
É que se pode ser feliz.
Nara Minervino
Dilema do eu
As vezes ela tem vontade de olhar no fundo de seus olhos e dizer: ei, eu não desistir de vc, eu não desistir de nós eu não desistir da gente, sabe pq? Quem ama não desiste, quem ama luta até o fim!
Mas ela não pode, afinal ela sabe sei que quem ama um dia cansa! Cansa de tentar fazer dar certo, cansa de lutar, quem ama também desiste.
Suplico a Morte
Menos uma noite
De mais dias que
Viram sem eu perceber
Como o por do sol ou entardecer
Em minutos se passaram horas
Eu levanto mais ainda estou
Dormindo,mas eu queria dormir
E sentir meu corpo ser esvaindo
Não sinto,não sei se sinto
Se sinto não sei,não faz mas
Sentido,a tempos me perco
Nesse imensurável labirinto
Eu suplico por ela sempre
Mas ela nunca me atender
Não sei ser aguentarei esperar
Vê a morte na minha frente
Eu nem sei o que é amor,
Acho que deve ser mais um objeto que vende no mercado,
Ou então uma comida nova que inventaram,e só encontra no restaurante mais caro...
Nem sei! Mas todo mundo fala dele,preciso ter uma experiência pra falar também...
Espero que seja algo bom,e que eu me sinta bem...
Esse tau de amor,já vi pessoas morrer por causa dele...
Pessoas com depressão...
Já ouvi até eu te amo de pessoas falando pra outra,
Sendo q a outra nem dava seu atenção...
Tenso!
E eu sei,mas essa é a Realidade
Você dá tudo por alguém,mas recebi só a metade...
Tem gente que diz eu te amo,como se fosse um bom dia,
Tem cara que diz eu te amo pra várias Mina...
Acha q isso é bonito? não é não! Iludir é prós fracos,os fortes assume e pega na mão
POR QUE ESCREVO?
Eu não escrevo a esmo,
sem motivo ou sem razão.
Escrevo porque tenho desejos,
fantasias, inspiração.
Escrevo porque tenho planos
que não cabem no coração.
Nara Minervino
EU
Não me aborreço facilmente,
mas a raiva que me alcança
eu domino fácil demais,
porque meu coração,
que é amor,
não abre precedentes
pro rancor.
Nara Minervino
Iury
Eu acho incrível, como apesar de Tudo, você consegue ter controle sobre a minha vida
Sei que isso é culpa minha, pois fui eu que dei poder sobre mim
Mesmo não estando juntos
Você continua sendo grande parte da minha vida, não consigo sair da sua teia, continuo sendo a sua presa....
Não consigo fugir de você, sempre estou aqui....
Você é uma constante Decepção na minha Vida
Sinto que ainda não acabou, por pior que pareça
Nossos sentimentos continuam intactos
O problema é que você é muito idiota pra perceber, que não temos escolhas, nossos destinos foram traçados, pertencemos um ao outro.
Pode correr o quanto quiser, tente fugir, você e eu sabemos que você vai se arrepender e vai voltar pra mim
Outubro de 2017
Iury
Sabe o que é Foda, me sinto tão Fudida agora
Porque era eu a troxa que andava de ônibus com você
Quando você estava desempregado, era eu que estava com você
Perdi 10 anos da minha vida com você
E agora, que você tem um carro novo, ganha bem, está com uma menina de 20 anos
E a idiota tá aqui, sofrendo, chorando e sozinha
Me sinto tão rebaixada, humilhada e ridícula...
E minha situação financeira nem se fala
Não tenho ninguém pra competir com você
Isso é uma Merda, não é justo
Outubro de 2017
Término.
Com ele foi diferente, sabe?
Não foi como uma facada.
Talvez porque foi eu quem decidiu o fim.
Mas na conversa foi uma decisão mútua.
Na verdade não.
Eu decidi terminar,
Mas quem tinha deixado de amar não tinha sido eu.
Foi eu quem percebeu, claro
Também foi eu quem resolveu tomar uma iniciativa sobre esse fim iminente.
Talvez tenha sido sua decisão.
Afinal foi você quem resolveu deixar de dizer.
Você dizia tantas vezes, mesmo quando eu ainda não estava pronta para dizer de volta.
Você dizia sem hesitar.
Você me esperou.
Eu me joguei rápido demais com medo de você se cansar.
Mas acho que esse acabou sendo meu erro.
Queria entender por que você parou de dizer.
É óbvio que é porque parou de sentir, mas...
Por que parou de sentir?
Eu só queria ouvir mais uma vez, antes de me permitir chorar e seguir em frente.
Só mais uma vez você dizer, que me ama.
MUDANÇAS
Não me importa saber
que vou mudar as coisas.
Importa-me saber
que eu tento mudá-las.
Nara Minervino
MAPA-MUNDI
Certas coisas eu aprendo
Uma espanta, outra confunde
Não localizo um paraíso
Nesse imenso mapa-mundi
Quero ser de qualquer país
Quero que o amor inunde
Onde houver corações hostis.
A paz vencendo onde haja guerra
Um rei que crie uma lei que diz:
"Pra ser um lar basta ser terra."
Mais flores que armas nas mãos
Mais sorrisos que carrancas
Ser irmão para nossos irmãos
E uma só bandeira toda branca.
Nosofobia
Vê se você para e pensa
Ter ciúme é uma doença
E eu sofro de nosofobia
Sua descrença é uma dor intensa
Uma incurável alergia.
Nosso amor caiu em crises
Sem cairmos em deslizes
Ficas de bico, só porque passei da hora
De papo e chope eu não abdico
Passa o tempo, lá eu fico
E isso assim demora.
Como é que eu posso, me diz
Ao lado teu ser feliz
Se teu ciúme, é demais, demais!
De tudo você se queixa
Mas nem lucrando me deixa
E ainda leva minha paz. A minha paz!
Vê se você para e pensa
Ter ciúme é uma doença
E eu sofro de nosofobia
Sua descrença é uma dor intensa
Uma incurável alergia.
Quem ama, em seu bem confia
Qual um cego no seu guia
Não fantasia que o outro pula a cerca
Não dou motivo para ser tratado assim
Se você gosta de mim
Se encontre e não me perca.
Como é que eu posso, me diz
Ao lado teu ser feliz
Se teu ciúme, é demais, demais!
De tudo você se queixa
Mas nem lucrando me deixa
E ainda leva minha paz. A minha paz!
Não quero homenagens e monumentos à minha pessoa quando eu tiver partido.
Como todo artista, em toda minha vida fui um homem menor que minha obra.
E minha obra literária não é, assim, algo excepcional. Longe disso. É um arremedo de poesia que tem lá alguma melodia em seus versos. Traduza para outro idioma e perde até isso.
Do que fiz, só importa que repassem adiante aquilo que tem profundidade ou que toca os corações. O mais pode ir pro lixo da história junto comigo, que tenho sido vil, sempre vil, todo vil, no sentido mais amplo da vileza.
ESTIAGEM NUM SONETO
Eu grito por chuva, intensa e forte
pra encharcar o cerrado ressequido
tão sofrido, que clama num alarido
por gota d'Água, num altivo porte
Eu vozeio pelo vento desmedido
soprando humidade num suporte
pra este chão carente e sem sorte
chovendo vida, e o vivo permitido
Também a natureza uiva de morte
aos céus, que acabe o sofrer infindo
tombando a chuva sem ter recorte
O sol regente do sertão, intervindo
se faz ufano, intenso, num aporte...
E a chuva, ah! Essa, não vai caindo!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano
Nublado
Será só porque o dia está nublado
É que eu não sinto vontade de viver?
Será por eu eu ver os camaradas
Partirem sem saber para onde, nem porquê?
Será por eu descobrir a inutilidade
Do fazer ou não fazer?
De onde é que vem
Essa falta de vontade de viver?
Carlos Galdino – São Paulo 31.10.2019
SONETO COM CHARME
Moço, se no tempo, velho eu não fosse
Onde a dor da saudade a apoderar-me
As recordações a virarem um tal carme
E a lentidão em mim se tornarem posse
Ah! Aquelas vontades já me são adarme
O que outrora me era tão suave e doce
Num gosto acre o meu olhar tornou-se
O espelho, um revérbero, a desolar-me
O meu espírito a tudo acha tão precoce
Já o corpo, cansado, soa em um alarme
Na indagação a juventude que o endosse
Da utopia ao caos dum tão triste arme
Envelhecer, como se não fosse atroce
Então, vetusto, tenhas arrojo e charme!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2016, 18 de novembro
Cerrado goiano
Se pra me amar você não serve
Pra beber deixa que eu me sirvo
Cerveja quente e mulher que não ferve
Não indico pra nenhum ser vivo.
No meu copo quero espuma
Loira suada, gelada a zero grau
Porque se não a cobra fuma
Eu faço um fusuê no carnaval.
Seja no copo, na latinha ou no gargalo
A cerveja vai pro ralo
A boca beija, eu deito e rolo
Na quarta feira
Depois do cantar do galo
Aí é que eu quero colo.
Ave Maria
Quando a noite vem e, cerra o dia
como se trincasse entre os dentes
eu, desfolho em reza a Ave Maria
na fé dos preceitos transparentes
Onde se tem somente primaveras
a fleuma do entardece, poentes
e a elevação de todas as esperas...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano
