Poemas e Poesias
Poema da Travessia Interior
Sonhei que corria
pela antiga Estação das Barcas,
enquanto portas se fechavam atrás de mim como capítulos que enfim se cumpriram.
A barca já partia,
mas meu coração — inquieto e fiel —
ainda acreditava no salto.
Alcancei a poupa, subi as escadas,
busquei o convés…
e a porta fechada me fitou como um oráculo silencioso.
Havia um mistério ali:
o passado se encerrando em sombras brandas,
o futuro chamando com luz de manhã,
e eu, suspenso entre dois mundos,
sentindo que algo em mim renascia.
Talvez fosse amor,
talvez coragem,
talvez apenas o tempo dizendo:
“Vai. Atravessa.”
Porque a nova fase já pulsa nos pés,
mas a verdadeira passagem
não está no casco nem na água —
está na porta invisível que cada um precisa abrir por dentro.
E quando essa porta se abre, não é só o futuro que chega:
é a alma que finalmente
encontra o seu próprio rumo.
Escrito por Clayton Leite, inspirado em um sonho.
Poema- teu corpo, meu destino
Te quero agora, sem relógio, sem tempo,
sem medo, sem dúvida, sem freio...
Te quero inteira, quente e entregue,
como o sol deseja o mar ao fim do dia.
Teus lábios são fogo que acende meu peito,
teu cheiro, meu vício, minha perdição.
Teu gemido é música que guia meus
passos,
e teu corpo... a estrada onde me perco sem
volta.
Cada curva tua é um segredo que desvendo,
com a ponta dos dedos, com a sede da
boca,
e a cada suspiro que roubo de ti,
mais eu sei... és meu tudo, minha louca.
Me deixa te amar sem medidas, sem pressa,
faz de mim tua casa, abrigo, teu céu,
te quero em suspiros, gritos e sussurros,
teu corpo no meu, um poema cruel.
Cruel porque nos devoramos,
porque não há amanhã, só agora,
porque cada toque é fogo na pele,
e cada beijo é promessa que implora.
Te amar não é escolha, é destino,
é desejo que me queima sem fim.
E se o amor tem nome, tem rosto, tem pele...
ele mora em ti.
Te quero sem pressa, sem medo, sem fim,
como se amar-te fosse a única verdade em mim.
Teu corpo é poesia escrita nos traços do tempo,
um mistério que meus dedos desvendam,
uma estrada onde meu coração caminha
e nunca deseja voltar.
Teu cheiro é brisa que embriaga meus sentidos,
teus lábios, doces como o mel mais puro,
tua pele, um santuário que minha alma busca,
onde cada toque é prece, e cada beijo, cura.
Quero perder-me no brilho dos teus olhos,
encontrar refúgio no calor dos teus abraços,
escutar tua voz baixinho, bem perto,
sussurrando meu nome como um segredo sagrado.
Não és apenas desejo… és encanto,
és ternura, és febre, és paz.
És tudo o que um homem pode sonhar,
tudo o que o amor pode ser.
E se ainda duvidas do que sinto,
fecha os olhos e sente meu toque,
pois nele, encontrarás tua resposta…
sou teu, sou teu… e sempre serei.
Poema-Estrela Morena
Nos céus da noite, brilha uma estrela,
morena, intensa, de luz tão bela.
Seu riso é chama, ardente e pura,
voz que embala, doce e segura.
Seu caminhar, um vento leve,
que sopra sonhos, que tudo escreve.
Seus olhos brilham, são faróis,
guiando mundos, rompendo sóis.
Na tempestade da intolerância,
ela caminha com esperança.
Mesmo que sombras tentem calar,
sua luz segue a iluminar.
Oh, ventos tristes, calem-se agora!
Nada apaga quem brilha e aflora.
Feita de luta, feita de cor,
é resistência, é puro amor.
Se soubesse o que ela inspira,
se entendesse o que ela ensina...
Oh, estrela que o céu guarda em si,
Se um dia ouvir, sorria pra mim.
Morena, brilhante, impossível de olhar.
Seu riso acende o céu mais nublado,
sua voz é um vento que vem me embalar.
Eu, perdido no tempo e no espaço,
morando no nada, cercado de chão…
Mas quando ela fala, o mundo se cala,
e eu me esqueço da minha prisão.
Ah, se ela soubesse o que causa em mim,
se um dia notasse meu jeito de olhar…
Talvez entenderia que tudo que eu sinto
é mais que um sonho, é um mar a transbordar.
Mas ela segue, imensa e distante,
feita de luta, coragem e cor.
E eu fico aqui, entre versos e sombras,
sussurrando baixinho esse imenso amor.
Se um dia a vida brincar com o tempo,
e eu cruzar seu caminho por um instante…
Não direi nada, deixo as lágrimas falarem,
pois tudo em mim já grita: "é você" desde antes.
Poema- Ela é um segredo
Quando Deus quis mostrar o que é amor, ele não escreveu um livro, não pintou um céu, nem acendeu uma estrela. Ele pegou uma lágrima e uma centelha da própria alma e moldou a mulher.
Ela não veio do pó da estrada. Veio do lado da costela. Porque Deus não queria que ela fosse menor, nem maior, mas feita para andar com o homem, lado a lado, na vida, na dor, na aquarela.
O homem foi feito para o campo, para a lida, para a força. Mas a mulher. Ah, a mulher foi feita para o céu. Para gerar esperança, curar feridas, multiplicar o que é bom e calar o que é cruel.
Ela escuta com o coração. Chora com os olhos da alma. Ela sangra em silêncio, mas ainda assim canta. Ainda assim ora. Ainda assim acalma.
Ela tem o dom que só Deus tinha: criar vidas dentro de si. E enquanto o mundo gira sem rumo, ela planta o futuro mesmo quando está por um fio.
Ela é a que educa, sustenta e resiste. É a mãe sozinha na periferia, a mulher do campo com mãos calejadas, a preta guerreira ignorada, a menina que sonha em ser livre, mesmo sendo silenciada.
O segredo que Deus escondeu do mundo está ali, na simplicidade dela. Os homens olham, mas não veem. Porque o segredo não está na forma mas no que ela contém.
Ela não é só carne. Ela é poesia em movimento. Ela é oração sem palavras. Ela é o amor no seu estado mais puro. Ela é o céu no chão. E é por isso que, quando Deus quis explicar tudo que faz sentido, Ele simplesmente criou a mulher.
Poema- Canção da mata
Por entre as veredas longas onde o vento se deita, ergue-se o dia lento, qual velho camponês curvado, e a terra, vermelha e viva, abre o peito ressequido para acolher o suor do homem que nela põe seu fado.
Nas brenhas que o sol coroa, canta o sabiá sereno as folhas, de tão antigas, guardam segredos do tempo, e o rio, que nunca apressa, leva em suas águas mansas
as dores de quem labuta e o amor de quem é atento.
Eu, filho destes sertões, que o mato abraça e consome, carrego o peso da enxada como quem carrega o nome.
Mas quando a tarde desmaia num tom de ouro e púrpura, meu peito se firma e canta — pois é em ti que a alma pulsa.
Ó minha doce senhora, flor que Deus plantou na sombra, teu olhar é brisa leve sobre o rosto de quem sofre;
e teu riso, fonte clara onde até a saudade dorme, é consolo para o homem que vive entre céu e os rochedos.
Aqui, onde o chumbo das nuvens ameaça as madrugadas e o trovão, senhor antigo, açoita o rancho de barro, amo-te com força brava, tal qual o vento das matas que rasga folhas e troncos, mas nunca perde o passo.
Se a vida, por vezes, pesa — qual saco cheio de milho — tu és o alívio doce que ponho sobre o ombro.
És o canto que me guia pelas sendas do destino, és o lume da esperança quando o mundo fica assombro.
E juro, diante da lua, testemunha das distâncias, que hei de te amar, minha bela, enquanto o campo florir,
enquanto houver rio que corra, e o sabiá tenha canto, e o roçar da noite antiga lembrar-me de te sentir.
Pois ainda que o tempo passe, e a roça tome meus dias, teu nome, qual prece antiga, minha alma há de repetir.
E quando o sol, já cansado, encerrar minha jornada, serás tu, minha morena, meu derradeiro sorrir.
Eu escrevi esse poema para você, para você não esquecer.
Eu escrevi esse poema para você, para você não esquecer quem é.
Para você se olhar no espelho e ver como é grande essa mulher.
Eu escrevi esse poema para você, para quando você pensar em desistir,
em sair do caminho que teve que chegar até aqui.
Eu escrevi esse poema para você, eu vim só para te dizer.
Em meio a prosa, poesia, em versos curtos, brancos,
sejam eles de que forma são, ou foram, ou serão,
eu escrevi esse poema para você,
para você nunca se esquecer que você é amor. É coração.
Nildinha Freitas
Toda mulher é um poema...
Toda mulher é um poema que a vida nos oferece
A sorte tem o poeta! Quando na rima enriquece
O olhar de sua deusa transforma sua rima em prece
E olhando nos seus olhos a poesia se escreves...
Algumas são poemas! Que o poeta nunca termina
Por que um poeta só na sua vida não fez rimas
Amando segue a paixão que no peito se examina
Tem coração de poesia que o poema nunca rima...
Pode ser que o poeta não soube valorizar
Às vezes por coisa boba fez sua alma chorar
A mulher que é poema! Em sua alma estás
Ou chora este poeta ou faz sua poesia rimar...
A mulher tem poesia até no jeito de andar
No balançar do seu corpo vê se o poeta embalar
Quando chora esta deusa! Esta nos homens a mandar
Do riso de uma poesia. Poeta eu já vi chorar...
Desta poesia! A vida. De mulher posso eu chamar
Toda mulher é um poema que fazem homens rimar
Quem desconhece a poesia. Poema nunca as terá
Eu a vejo como um sonho! Se de poeta me chamar...
(Zildo de Oliveira Barros)19/10/12 17h00minh
Minha poesia anda meio triste
Vagando nos espinhos
Nadando in relentos
Alimentando-se de desvarios
Clamando por um leito
de amor e de carinho
Pedindo aos céus um canto
de repouso
por onde o vazio não
me seja encanto.
Por onde andam os girassóis
que um dia colhi no jardim
despido de mim?
Tu és a sintonia que embala meus dias,
a inspiração que transforma cada instante em poesia,
meu amor, minha razão de sonhar.
Desejo você em cada amanhecer,
em cada noite estrelada,
em cada sopro de vento que me toca.
Você é a deusa do amor que ilumina meu caminho,
a chama que aquece minha alma,
o sorriso que me faz acreditar que a vida é feita de milagres.
Não há distância que me afaste de ti,
nem tempo que apague o que sinto.
Você é eternidade em meu peito,
melodia que nunca se cala,
verso que nunca se perde.
E assim, em silêncio,
eu te amo — intensamente, infinitamente,
como quem encontrou na vida
a mais bela razão para existir.
Se eu pudesse transformar o tempo em poesia, cada mês seria um verso dedicado a você. Vou parcelar o meu amor, não por falta de entrega, mas para ter sempre um motivo bonito de cruzar o seu caminho, de sentir sua presença, de renovar em prestações suaves a eternidade que mora em nós.
A cada encontro, pago com sorrisos, juros de saudade e dividendos de ternura. E mesmo que o calendário tente nos separar em dias e semanas, eu insisto em fazer da rotina um ritual sagrado: o de te ver, te ouvir, te sentir.
Você é o crédito infinito da minha alma, a fatura que nunca pesa, o investimento que sempre rende felicidade. E se o amor é dívida, que seja eterna, porque não quero quitá-la jamais.
Assim, mês após mês, parcela após parcela, vou te entregando pedaços de mim — até que um dia perceba que já não há parcelas, porque o amor inteiro já se fez morada em você.
Meu amor me ouve
eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Ouço Barulho de trovoada, coriscos em profusão
A chuva caindo em cascata na terra fofa do chão
Virando a poeira em lama! Torrão.
Sinto o cheiro da chuva.
Sinto o cheiro da sua pele
Do seu rosto de menina rosado
Antes de morrer espero
Cantar em versos minha alma.
E mandarei buscar orquídeas e buquê e com vc casarei.
Mas nunca terminarão o amor louco (nosso) , esse resistente a todas tempestade e enxurradas !!!
Será para sempre.
Paz e amor !
Poemas para meus primos
Como a vida e efêmera.
O Tesouro que Fica
Da vida, na verdade,
Bem material se esvai
Não há nada que fique
Quando o último dia cai.
Carros, ouro e prédios,
Roupas e todo saber,
São leves como a neblina
Que o sol faz desaparecer.
Mas há um tesouro escondido,
Que a traça não pode roer,
Que o tempo apenas aprimora
E nos faz florescer:
O Amor, chama acesa,
O abraço que nos guia,
A força que nos sustenta
Em cada novo dia.
O Perdão, bálsamo leve,
Que a alma pode curar,
Liberta quem o oferece
E quem pode aceitar.
A Compaixão, olhar amigo,
Que o sofrimento vê,
Estender a mão ao próximo
É o maior dos prazeres.
E a União, laço sagrado,
Que tece a nossa história,
Juntos somos mais fortes
Na tristeza e na vitória.
Que levemos, então, conosco,
O que a eternidade acolhe:
O rastro de carinho e luz
Que o nosso coração espalha e colhe.
Paz e amor!!!
Autor desconhecido
MULHER
Mulher é mistura de poema, verso e melodia
As veses uma canção de amor
Ou uma paisagem que a alma amplia.
Se fosse um anjo toda mulher teria três asas
Duas para voar livremente
Outra para n'amor abanar as brasas.
Mas graças A Deus que Deus a fez mulher
No íntimo crianca e gigante Valente
Nas horas difíceis, usa a arma da fé
E quem consegue explicar esse ser excelente?
Crônica sobre a Literatura Portuguesa
Herdaram o mito a poesia e o drama, são todas às experiências da humanidade, que se transformaram em literaturas curriculares ou grandes livros que são difundidos na forma do criacionismo. As experiências da humanidade são materiais da cultura dos povos, por meios descritos ou imaginários. Assim se fez o homem, a memória a fé a crença e as experiências até a morte. A morte leva o homem ao sufoco pelo clarão do fogo ou pela coroa d’água, mas não pelo entendimento. Não existindo a presunção da morte nem a passagem dela existe; o que existe é apenas o imaginário do inicio e fim e o “Meio”. Para a criação da carne existiu um diário imaginário contido em prazeres ilimitados com as experiências contadas em prosas e versos, poesias e dramas. Deus desfila a carne nas entrelinhas do imaginário anseio do homem, do êxtase o diabo, construído pelas circunstâncias naturais dos ciclos das vidas. Como pode o resto de eu compreender o a idade o meio e o fim de tudo! Como pudera eu morrer sem compreender as promessas das liquidações das contas! Como pudera...
Se pudesse conversar com teu eu mais íntimo, diria as poesias mais sinceras, apenas para ver tua feição descansar e a ausência encontrar lugar no teu pensamento.
Não me afastes dessa porta, não sou o perigo, nem o espinho que te perturba.
Sou teu amor, como a água que deseja matar a sede da tua rosa.
A poesia, todavia,
traz alegria e tristeza,
se o sentimento
expressa o momento, com a certeza do tempo.
Acontecimentos
marcam, com lápis e canetas,
nos papéis da vida —
essa jamais obsoleta —
tratando de histórias vividas.
Fundi com a Poesia
Face única
Natureza da minha intensidade
Condução das minhas palavras
Horizonte do meu existir
Singularidade dos instantes
Abraços dos atos conectados.
