Poemas e Poesias
Desencontrados,
O mar e a ventania,
Carregando as areias,
Esculpindo as dunas,
Celebrando o tempo,
Aqui na capitania.
Assim é a ampulheta,
Não te esqueça:
O tempo é um cometa.
A ventania e o mar,
Harmonizados,
De mãos dadas,
Criaturas e criação,
Fazendo da existência,
Uma vera celebração.
O barrasulensse é generoso,
Ele sabe ser alegria,
Carregando toda a poesia.
O nosso mar é paixão,
- e toda a prece
Exaltando as dunas em gratidão,
Porque elas tornam a vida segura
Fazendo-a ainda mais tremenda,
E fortalecendo as nossas terras.
Desencontrados,
O mar e a ventania,
Carregando as areias,
Esculpindo as dunas,
Celebrando o tempo,
Aqui na capitania.
Assim é a ampulheta,
Não te esqueça:
O tempo é um cometa.
A ventania e o mar,
Harmonizados,
De mãos dadas,
Criaturas e criação,
Fazendo da existência,
Uma vera celebração.
O barrasulensse é generoso,
Ele sabe ser alegria,
Carregando toda a poesia.
O nosso mar é paixão,
- e toda a prece
Exaltando as dunas em gratidão,
Porque elas tornam a vida segura
Fazendo-a ainda mais tremenda,
E fortalecendo as nossas terras.
Paira a noite em Balneário,
Acendem as luzes da ribalta,
As estrelas saúdam o céu,
Pincelado por Pedro Américo,
Olhos de Rosana
– topázios- cor-de-verde-mar
E das magias estrelares,
-riscando a tela
Com cores orantes,
Trazidas de lugares distantes,
Que percorreram trajetos,
- lugares jamais antes conhecidos
Ousaram desertos e Compostela.
Cores nascidas dos silêncios,
Das mil e uma noites,
Dos mistérios – sentinelas,
Que não se intimidaram
Nem por anos e nem por guerras.
Linhas sinuosas e premeditadas,
Que riscaram as ditaduras,
E sorriram para as repressões,
Linhas que enfrentaram o trem da morte
– e irmãs da sorte.
Cores que enfeitiçaram as realezas,
Tecelãs de mil sutilezas,
E que com toda essa bagagem pairam,
Na leveza de ser da noite,
E levantam com a gala da alvorada.
I
Você prendeu
No meu cabelo
Somei Yoshino,
Sob a luz da Lua,
Você me fez tua.
Cinco pétalas...
II
No caminho enfeitado
Por rastros de Ichiyo,
Em plena Lua Azul,
Sou tua de Norte a Sul.
Vinte pétalas...
III
Cobriu-me de amor
E de Kikuzakura,
Sempre serei tua,
Muito além da Lua.
Cem pétalas...
I
A Lua pegou
a cor-de-rosa
emprestada
da Kanzan,
E eu que roubei
um beijo
sabor hortelã.
Flores da árvore...
II
Flores amarelas
da Ukon são gotas
que escorreram
da Lua-de-Mel
de um romance
entre ela é o céu.
Árvore e suas flores...
III
Gyoikou-zakura
têm flores verdes,
Como o céu tem Lua;
E estão para nascer
de um amor que
tem como prever.
Árvore com flores...
Venho em igual
período orbital
de Vênus em anos
em sigilo de amor
no meu peito,
à espera por
um alguém com
estrelas nos ombros,
Neste momento
que o mundo
anda todo virado
ando pensando
como há de ser
daqui para frente:
Sinto-me assim
te esperando
na próxima alvorada,
pois destino não
concedeu a graça
do amor fazer
no coração morada;
Não tivemos tempo
de nos conhecer,
e isso tem me dado
um receio danado;
os teus olhos feitos
de meteorito raro.
Bem mais brilhosa
depois de ter ido
conhecer de perto
a Lua e com ela
quase nos confundem
porque esta poesia
quando surge
sempre se parece,
seguindo além como
quem ajoelha todas
as noites em prece:
Reverencio todo o dia
o Universo para que
o caminho se abra
sob a luz inefável
da próxima madrugada
de estrela Vésper,
assim tens me inspirado
os teus cálidos(cópios)
e pensamento forte
como o mais ilustre
cidadão do meu éter.
Cruzando as florestas
boreais e estradas,
a vida sobre rodas
de cada caminhão
trazendo uma solução,
para este mundo,...
Acredito que te vi
num engarrafamento
com o teu carro Éris
recém-comprado
entre modelos
Plutão e Disnomia;
Cruzando as florestas
boreais e estradas,
a vida não pôde
parar nesta noite
de imenso luar,
e um dia a gente
vai se encontrar,...
Acredito que tudo
o quê tiver de ser,
cedo ou tarde,
assim será,
independente
do mau momento
e do contratempo.
Visto-me com a tua pele,
Não estou mais nua,
No ambiente fúcsia,
Só a tua voz amaina,
A nossa rima se insinua;
A luxúria não enrubesce,
Sou inteiramente tua,
A carícia amacia,
Emana a fantasia,
A fragrância de ternura.
O teu domínio aquece,
A noite é uma criança,
A brincadeira atiça,
Somos uma prece profana,
Carinhosos numa só volúpia,
A chama que não se esquece,
Sinfonia que se sussurra,
A tua virilidade, estimula;
No ar a fragrância que excita,
Urgente em plena fervura,
Nada nos fenece,
Nos teus contornos submersa,
O Sol se entrega à Lua,
Num baile de fúria mágica,
O teu charme comanda, manipula.
Quando existe amor, nada perece,
O nosso toque é perene, enfeitiça,
A tua presença eriça;
O nosso giramundo, doce primícia.
O nosso amor enobrece,
Tomados por nossa lúcida loucura,
A nossa aspiração é nada contida,
A nossa ginga passa da hora,
Eroticamente corretos
- nada mais nos importa.
A liberdade de expressão existe,
Alegre, muda, falante ou triste;
Ela é como uma rua que resiste.
A liberdade de expressão resiste
Em passos 'salsos' - ela insiste,
De tanto dançar - ela persiste.
A liberdade de expressão vive
No peito que bate altissonante,
Dono de uma fé que não desiste.
A liberdade de expressão persiste,
Ela no teu peito reside,
Sempre ela dá um jeito
- ela [sobrevive].
A liberdade de expressão reside,
No coração de quem intensamente vive;
É sinal fecundo de tudo nesta terra
- tu [construíste].
Ainda ouço o teu arfar,
- a tua respiração
Não mais me ouves
- apenas me sentes
Consigo ver em teu olhos
(silentes),
Não menos ausentes,
- ainda tenho o teu amar
Inconstante como o mar,
mas tenho; hei de te esperar.
Contigo eu hei de viajar até
Havana,
Conheceremos Cuba e a sua
natureza insular,
Nessas águas que serão tuas
e minhas,
A paixão também há de
adentrar,
Seremos dos ciboneis uma
música a cantar,
A herança indígena jamais irá
se apagar,
O nosso amor em Havana há de
aportar...!
Eu sinto que você irá se aproximar,
- estou orando para San Cristóbal
E a minha promessa irei pagar,
- por esse amor que não há de acabar
Você é um homem nobre,
- e eu apenas sou uma camponesa,
Que deverá ser iniciada nas boas 'artes';
- e nas boas métricas e com toda a sutileza
Assim juntos acertaremos as diferenças
no passo da salsa dessa Cuba que nos toca
no profundo de nossas almas.
Ainda tentam a lógica da Economia enganar,
Mentem, mentem, mentem que o Brasil da
revolução econômica não irá precisar...
Dá até para enxergar a desfaçatez lá
do Rochedo de Gibraltar,
Todo mundo a vê, por mais quanto
tempo eles vão continuar a nos enganar?
Podem tentar segurar, evitar e sufocar,
Será inevitável - a revolução ninguém
irá sufocar; - segurar...!
A revolução chegará em passos silenciosos,
ágeis e precisos... e o Brasil irá melhorar...!
O povo não se engana mais, ele apenas está
cansado de tanto ser por eles enganado!...
O azul do mar se confunde
com o do [firmamento,
- ambos esmaltados -
formam um grande [convite.
Existe uma história para ser
escrita com a leveza da
espuma do mar,
- a nossa história de amor.
Abençoada pelas águas da
Praia de Salinas a nossa
história está
escrita no Universo;
e ninguém há de apagar.
Não há mais como evitar,
E muito menos relutar:
aqui é o nosso lugar.
Balneário Barra do Sul
provoca um [sentimento
indescritível que pode
até ter gente que
não [explique.
Mas também quem chega
aqui não volta atrás,
Resolve se entregar,
E dar o grande salto
para o mergulho de amor.
Porque aqui se respira
uma liberdade que não
se questiona - e nenhum
século há de [ocultar.
O tempo por aqui passa
carinhoso como em
Saintes-Maries-de-la-Mer.
Existe até uma artista que
sempre faz a comparação
que Balneário Barra do Sul
traz a lembrança desse lugar
que fica na França.
Instigante delícia para o
homem convidar a mulher
para os dois caminharem
de mãos dadas sobre
as areias [monazíticas.
As noites estreladas por
aqui são um paraíso de [carícias,
porque temos maresia, conchas
e mil auras [místicas...
Aprendemos a ser amor
com as correntes do mar,
Elas são ora quentes e ora frias,
E mesmo assim não deixam
de se encontrar;
Somos dois eternos amantes
- a se [amar].
Não importa se está
nublado ou se está sol,
As noites ao teu lado
são de luar,
E o teu corpo estelar:
é a constelação
a nos iluminar.
Aprendemos ser amor
no dia a dia,
Até Salinas se torna
um rio de água doce,
Na sua boa companhia,
Somos dois eternos
amantes da [poesia].
Aprendemos a viver
com as correntes do mar,
Elas são mansas e ora bravias,
e mesmo assim não se deixam jamais;
São correntes que se unem,
e vivem a se [cortejar].
Deixa eu chegar pertinho de você?
Porque não canso de escrever.
Me leva pro 'Assustado' da [Ruth?
Porque agarrado na minha cintura,
[Eu vou te ter...
De sacudir até os coqueiros,
Aqui do Cabo Branco,
Vão batendo os corações
[paraibanos],
Dançando até o amanhecer...
Quero ver o que você irá fazer?
Só no 'Assustado' eu vou saber,
Você me quer, e eu quero você,
Vamos bailar no bom gingado
Ao sabor do nosso bem querer...
Eu nunca fui à um baile [assim,
Você é o xodó que nasceu para mim,
Vamos dançar no 'Assustado' da [Ruth,
O nosso chamego e essa doce paixão,
O nosso amor que não tem mais [fim...
Estas linhas eternizadas
São pedaços de nós em fruição.
Por onde andas?... bem sei...
Não tem problema;
Acabarás caindo
Na palma da minha mão.
Olhe para dentro,
Não adianta escapar,
Sou a alazã vontade,
Batendo no teu peito;
Sou o teu maior sentimento,
Não apago nem com o [tempo]...
Sou o teu doce tormento,
A inquietude acariciando,
Você foi embora,
Mas acabará voltando,
Sou o teu absinto,
O mais doce veneno,
Que te coloca em rebento...
Você está brincando de amar,
Cuidado!...
Quem brinca sempre
Acaba machucado,
Amor é como o fogo:
É preciso tomar cuidado.
Cuide bem do meu coração
Por ti apaixonado...
Na escalada poética
Até o alto da Torre Eiffel,
Trago uma bagagem [leve].
Trago o amor que passeia pelo tempo,
Porque os meus flancos,
Tu bem os [conhece],
Sou um poema que sorri,
e te [aquece]...
Estrelada ou não,
A noite é sempre [licenciosa],
É isso que a faz rainha,
E a torna [majestosa].
Melhor ainda se vier
Acompanhada do teu prazer,
Tornando-a ainda mais [saborosa],
Porque dela retiro a doce carícia amorosa.
Entre versos entreabertos
Escritos com [mel],
Agarro-me à ti para tocarmos o céu,
Coreografando com as estrelas
Para enfeitar a noite pequenina,
[para desmistificar] tudo o quê vier,
E incendiar o nosso [bordel]...
Chame de bordel, chame do que quiser...
Chame até de cabaret!...
Desde que me chame só para você,
E do jeito que eu vier... degusta-me!...
Porque em letras tudo pode, nada é pecado.
Somos livres, criativos e sabemos,
Que o corpo humano não nasceu
Para ser vendido, e nem comprado.
O corpo humano nasceu para ser dado,
E amado... ele é sagrado!...
Amada serei um dia talvez,
E do jeito que me [apetece],
- emanarei o aroma que te enlouquece
Conheço a cantiga que te [adormece],
- e o balanço que te [enternece]
Sou o amor que jamais se [esquece].
Mergulho no auge da noite,
Voo em altitude,
Vou plainando feito uma pluma
No teu corpo,
Amar você é salto,
E também é altura,
Porque requer manha,
E nenhum esforço.
Sei de tudo, e mais um pouco,
Lembro de cada minuto precioso,
Ainda tenho na minha boca:
O teu divino e saboroso gosto.
Caoba divino confessor
falo contigo por enquanto
não tenho o meu amor
para caminhar comigo
No silêncio dessa noite
busco entender o porquê
ainda não chegou a hora
dele estar no mesmo caminho
Há entre nós tudo em comum
e que um sem o outro
na vida não irá a lugar nenhum
O encontro está próximo
porque dos Hemisférios
somos o inevitável desígnio.
Ainda desejo saber como é o seu
Rosto e qual é o seu nome
Reina na minha mente absoluto
Único nas palavras e no silêncio
Latinamente você assim me mantém
Loucamente curiosa o tempo todo
O quê me resta é esperar...
Somente desejo
Amar sem me saciar
Com você sem nos preocupar
Imparavelmente porque
Absolutamente percebo que
Revolucionariamente combinamos
