Poemas e Poesias
Retiro-me em descanso ,
e acaso me abraçe ,
te durmo em meu abraço ,
em sonhos te alimentas em um
(ser)mos ...côncavo e convexo.
Bom dia vida,
Bom dia querida!
Me enfeite de flores
de cores,
Me encontre a saída
cicatrize a ferida , me deixe ir
e te prometo sorrir.
Depois
Depois de amanhã, talvez...
me explique.
Depois do susto ,
Depois do medo ,
Depois de amar , quem sabe eu fique...
a ver o sol pintar o céu em sua janela ,
Depois um café , um cafuné de sorriso solto...
Depois resolvemos , depois...
Depois, talvez Justifiquemos um ao outro.
Partes de mim
Ficar só, é saborear o silêncio da sua própria canção. Deixar fluir, imaginar seus "tudos"
sem ouvir os porquês de todo mundo.
É concordar ou simplesmente se calar,
depois de você, ainda será sua vez e poderá discordar...
Pode escrever, soluçar ou sorrir, sentir vontade de ir , mas ficar também é partir...
Viver é arte, ser feliz faz parte.
E de cores vou vivendo o som da vida a orquestrar.
do canto passarinheiro, vento ao sol de janeiro.
O tombo das ondas nas praias,
do choro inocente às gargalhadas
te arrancam aplausos ou vaias.
Mas viver sempre foi uma arte, já dizem grandes poetas em todo canto, toda parte...com início meio e fim, já até escreveram prá mim um poema que diz assim; "Se eu pudesse escolher oque ser quando crescer, seria um botão de rosa perfumada como você, com sabor de pele molhada e nas manhãs ensolaradas em teus braços me prender"
...E não vimos , nem tatear pudemos ,
no compasso o tempo aspirou lentamente como o sol tímido no horizonte, sem percebermos
que as cores do esquecimento pintaram-se de memória, e adormecemos ...
Quero apanhar nas estradas,
todo amor que entornou de você
O falar no silêncio de Deus
Que a trouxe a plantar-me segredos
Na luxúria dos meus medos.
De tanto amor não me cansei
De tanto amar me reinventei
Por tanto te amar
Ainda não me sufoquei
e, seja como for
por quanto tempo nescessário for,
me amarei sempre,
sempre que houver em meus olhos
o brilho por amar você.
É cedo demais pra mim, cedo demais...
Cedo demais pra desistir das flores,
Cedo demais pra renúncia das dores.
É cedo pra eu sentir medo,
cedo demais pra desistir,
ainda é muito cedo pra saberes que você,
por toda vida, é meu doce segredo...
É cedo, e assim sendo,
Como as palavras do poeta,
Sim, ainda é cedo demais pra mim.
Muitas vezes ...
fico olhando para o céu
querendo alcançar as estrelas,
quem sabe ...
elas também ficam olhando
para mim ...
querendo caminhar sobre a areia da praia
e mergulhar nas águas do mar ...
Momentos difíceis existem para nos tornar
de rocha ou de ferro, de fogo ou de aço
alicerces ou ruínas ...
Eu me torno raíz de reflexões,
caule de versos e pétalas de poesia.
Desde de que me lembro por gente
sempre fui meio assim
prefiro a companhia do MAR
do que a de ninguém.
E mesmo quando longe DELE ...
ELE sempre está dentro de mim.
Eu acredito que em toda mulher,
mesmo na mais anciã,
permanece sempre no fundo da alma
aquela composição menina
escrita e gravada com as letras sentimentos
para a Poesia Pai.
Toda vez que o meu coração a declama
meus olhos jorram sobre o meu rosto
a mais sentida e profunda lembrança.
*Lembro do meu pai brincando e catando tatuí comigo
na Praia de Itaipu.
Habita uma paz imensa
nas trilhas benditas
da minha terra natal
e tudo à minha volta
se traduz poesia
na paisagem do meu ser.
Eu me podei
e agora
eu só quero germinar
minhas sementes profundas
e reflorescer cada vez mais
folhas, gomos e pétalas de poesia.
Eu vivo à flor da pele
os sentidos da alma
em profunda incisão
toda a imensidão
que a caneta
entre os meus dedos
jamais poderá viver.
Eu vibro intensamente
nas veias do pulsar
da minha inspiração
e sou vulcão
eructando letras
sem nem mesmo
saber escrevê las.
Existe uma paz infinita
na imensidão da alma
abandonada na vastidão
do silencio que me espreme
me derrama
me sangra
me arde
me coagula
me sutura
e me funde poesia.
Sem nada saber
cheguei ao mundo em versos e alma
descascando palavras do meu ser
como se a vida fosse
fatias e gomos de poesia
mas sei que vou partir
desfolhando-me sementes de saudade
sem saber por certo
se eu me escrevo ...
me leio ...
ou se sou analfabeta.
Ah! Se eu fosse corajosa ...
escreveria meus pensamentos e versos nos muros, nos postes, nas barcas, nos ônibus, nas esquinas,
nas praças gastronômicas dos shoppings centers, nos botecos, nas trilhas, nas lagoas e praias da minha Niterói ,
sem me importar com a zombaria, a indiferença ou o possível interesse dos passantes ... eu queria ser grafiteira da poesia !
Os pensadores e poetas atuais deveriam ter essa coragem de tentar chegar lá onde a poesia e a leitura já não chegam tão facilmente... no nosso povo tão sofrido e oprimido.
*O meu pão e vício de cada dia
Não sei nadar
sem pescar folhas perfumadas de menta fresca
nas ondas saborosas da minha Via Láctea...
Não sei pular ondas
sem pintar faíscas coloridas como os vagalumes
na húmida penumbra dos campos floridos no meu Verão...
Não sei cantar sem pronunciar o doce eco da cantiga serena da alma nas alturas silenciosas do meu Himalaya...
Não sei escrever
sem manchar as brancas folhas mortas
com o batom vermelho da minha espada/caneta sanguinante...
Não sei existir na veia da palavra
sem ser o sangue da poesia...
Não sei me escrever Poesia sem me ler Alma.
