Poemas e Poesias

Cerca de 59830 poemas poesias Poemas e Poesias

⁠Altar dos casórios,
Palco dos escritores,
Símbolo supremo dos escritórios.

Inserida por michelfm

⁠Vendida, comprada,
Doada, lixada, pintada,
Montada, desmontada, desdenhada,
Compensada, carunchada.

Inserida por michelfm

⁠Suporte supostamente sociável,
Atura copos, pratos, panelas, jarras de suco,
Cartas de baralho e murros de truco !

Inserida por michelfm

⁠Agüenta as facas e suas pontas,
Agüenta contas, pregos e cola,
Livros, álcool, mimeógrafo, carbono e sola.

Inserida por michelfm

⁠Coração de Mesa Riscado a Grafite

Inanimada, mimada, maltratada.
Estudantes a usufruem,
Tratantes a confundem.

Altar dos casórios,
Palco dos escritores,
Símbolo supremo dos escritórios.

Vendida, comprada,
Doada, lixada, pintada,
Montada, desmontada, desdenhada,
Compensada, carunchada.

Suporte supostamente sociável,
Atura copos, pratos, panelas, jarras de suco,
Cartas de baralho e murros de truco !

Agüenta as facas e suas pontas,
Agüenta contas, pregos e cola,
Livros, álcool, mimeógrafo, carbono e sola.

Suporta-nos !
Eu, a letra “e”, Ela.

Distanciados pela injuntável falta de apetite,
Fusionados num coração de mesa riscado a grafite.

Inserida por michelfm

Conversa genealógica sobre a experiência alheia

⁠⁠15 anos grávida, casou-se rapidamente, para reparar um erro com outro. Errar é totalmente humano, o humano é totalmente errado. Teve 2 filhos, se divorciou aos 19, hoje com 36 está desquitada a 17. Conheceu um subgerente de 24 numa festa beneficente, estão casados há 3 anos, tem uma filha de 8 meses, do segundo relacionamento firmado juridicamente. Seu primogênito está com 21 e deu-lhe um netinho a 1 ano e meio; a filha do meio fez 18 e não pretende se casar. A família se reúne rigorosamente aos sábados à tarde, para churrascos no quintal ou agradáveis piqueniques no parque.

Ela, o atual marido, o ex-marido, os 2 filhos do primeiro casório, o neto, a filha do segundo, a esposa do ex, os três filhos dela com o primeiro esposo, mais o filho do marido, com a segunda esposa dele e o pequenino filho da empregada, que insistiram em trazer. Sem comentar os 2 cães labradores, do pai da esposa de seu primeiro cônjuge e as sogras, sogros, tios, tias, sobrinhos, primos, avós e afilhados. Quando guardavam os utensílios, depois do piquenique da semana retrasada, confessou para a recente esposa de seu ex, que a relação dela com o atual amante não vai lá muito bem, o casamento há algum tempo está em crise.

Inserida por michelfm

Em cada flor um perfume colorido,
Em cada estrela um brilho com intensidade única.
Em um olhar que brilha admirando a beleza de uma flor que exala um suave perfume, ao guanto num olhar que reflete o brilho das constelações numa noite linda e romântica...

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Neste caminho observamos os fatos, a vida alheia, as paisagens; quando percebemos que ali mesmo estávamos construindo a nossa própria história. O tempo do agora é o que importa, tudo o que passou não voltará, não temos o futuro, somos o que somos.

Ao final da vida percebemos que o arrependimento se deu por aquilo que não fizemos, pelo que deixamos de realizar pelo medo da crítica, do insucesso. Os nossos passos devem ser firmes, deixando marcas para a eternidade, calcados em nossa essência. Os passos mais firmes são aqueles do presente, quando o vivemos intensamente, em total consciência.

Prefácio do Livro Passos Reflexivos, Memórias Eternas - Poemas.

Inserida por jose_netto_1

⁠Se o sol fosse à noite
o que a lua é ao dia
não seria necessário
esta estranha afasia
não seria nem prudente
pensar na estadia
não seria permitida
esta boba poesia!
Nem mesmo o sol
deixaria
a porta aberta do cais
o tempo tão logo
entraria
na solidão dos haicais
eu, em grande assombro,
diria
as rimas em nada falam
além das tais fantasias
além dos além do mais!
Se o sol fosse à noite
o que a lua é ao dia
não seria necessário
esta estranha afasia
não seria nem prudente
pensar na estadia
não seria permitida
esta louca poesia!

Inserida por noi_soul

⁠en-Caixa
entre cápsulas e comprimidos
são tantos planos forjados
são sonhos arrependidos
são veias acinzentadas
entre cápsulas e comprimidos
são penas e assinaturas
são perdas e tecituras
são aquarelas desbotadas
entre cápsulas e comprimidos
o relógio perde o tempo
o velho morre ao relento
eu continuo a estrada
entre cápsulas e comprimidos
o sinal toca na escola
o sapato perde a sola
meu tudo vira um nada
entre comprimidos e cápsulas...

Inserida por noi_soul

⁠dimensão do tempo profundo
alargado pelo início do mundo
mostra apenas a direção de ida
numa dança sem saída
descreve a rota do meio
sem tese e sem rodeio
acende a luz da experiência
num átimo da existência
corre mão até o infinito
desperta em forte grito
traz do nada o mesmo pó
numa onda traça o nó
dimensão do tempo profundo
alargado pelo início do mundo
descreve o ritmo do pulso
num instante do seu curso

Inserida por noi_soul

⁠“Fazer uso da palavra”
expressão carregada de signos
e significados
usar não apenas
– fazer uso –
um verbo seguido do substantivo quase verbal
ação sobre quase-ação
somada ou multiplicada?
Pedir licença à palavra
ou a quem vai escutá-las
estar no comando da fala
ou capitular diante delas
as palavras
vilãs ou heroínas
sagradas ou assassinas
tomadas de empréstimo por alguém
“fazer” necessita de complemento
não existe solto e só
a boca prende as letras
transforma-as em sentidos
apenas para quem as entende
surpresas
borbulham
à língua que se rende
a fazer uso da palavra
outra vez
baila e sente
o movimento
a intenção
o despertar
a ilusão
das pretensiosas mentes.

Inserida por noi_soul

⁠vaguei pelas sombras alheias
até descobrir o meu verso
viver imersa em arte
é meu lugar no Uni-verso

Inserida por noi_soul

⁠gasto tanto tempo
lendo os olhos alheios
esqueço que tenho olhos também
não me leio se não me vejo
mas me vejo apenas se leio
os olhos de outro alguém...

Inserida por noi_soul

⁠Minas Gerais, meu coração
Minas Gerais, minha paixão
Sou mineiro com muito orgulho
E te transformo em Canção

Inserida por Zuccarato

⁠⁠Eu nasci entre ouros e diamantes
Onde a história se faz presente
Em cada rua, em cada instante
Minas Gerais, minha terra contente

Orgulho de ter nascido aqui
Onde as montanhas tocam o céu
Onde a poesia me faz dormir
E a cultura enche meu coração de mel

Brinquei perto do céu nas montanhas
Em cachoeiras, em matas verdejantes
Onde a natureza é minha companha
E os pássaros me fazem diamantes

Ouvia poemas para dormir
Recitados com muito carinho
Onde a palavra é um dom a se fruir
E a literatura é um tesouro em meu caminho

E eu deoccaratolamo para o mundo ouvir
Com orgulho e com amor no peito
Tudo que Minas tem a oferecer
Em cada canto, em cada jeito

Minas Gerais, minha terra amada
Com tanta beleza e diversidade
Com sua cultura tão valorizada
Minas Gerais, minha felicidade.

Inserida por Zuccarato

⁠Declaração
Minha vida é bendita,
Como a beleza da flor,
Junto as virtudes desse amor
Sem a dor das noites frias!
Quando a dor me corroía
Na soledade sem magia
De um intenso desamor!
Com você não sinto as velhas feridas,
Pois o seu alento de vida
Simplesmente me completou!

Inserida por freitasjuniorpoeta

⁠Solidão no mar de incertezas

Socorro!
Não consigo respirar
Neste mar de incertezas
Cheio de monstros
E há poucos marinheiros confiáveis.

Sou só eu em meu barco
Navegando por onde o vento me levar
Explorando ilhas desconhecidas
Experimentando novos sabores
Lutando contra monstros
Mas no final, estou sempre só
Enfrentando o vazio sozinha
E ele está me consumindo
Logo, não serei mais eu.

Uma tempestade se aproxima
Não há como escapar
Eu encaro a tempestade
E com bravura continuo
Não tenho mais nada a perder
Além da minha vida.
As enormes ondas vem
Destruindo e engolindo tudo
Sinto a força do mar sobre mim
Me empurrando
Enchendo meus pulmões de água
Inutilmente luto para voltar a superfície
Meus braços e pernas exaustos
Não tenho mais forças
Estou me afogando
Em minha mente eu rezo
E clamo por socorro.

Haverá um deus para me salvar?
Um bom marinheiro?
Eu fecho os olhos e aceito meu destino.

Inserida por JuniorOliveiraRJ

⁠Sinto medo da coragem que tenho

Me movia em meus pensamentos durante o tempo que me mantive estático.

O silêncio falava comigo, na noite daquele dia.

Expressei calmamente meu nervosismo o falei sem dizer nada.

Enfrentei os gigantes que eram pequenos diante da imensidão de meus pensamentos.

Venci, sem ter lutar, escapei, sem precisar fugir, pulei para baixo e alcancei o topo do desafio que me era impossível.

Encontrei coisas que não procurava sem perder o que já havia achado.

Me deparei com um lugar fechado que não havia paredes, onde a escuridão era a maior fonte de luz.

Então um abrigo descoberto, onde o fogo se encontrava apagado, percebi que o óbvio não fazia sentido, e a lógica era irracional, no mundo de coisas contrárias onde se acha o que nunca foi perdido.

Neste momento tive medo da minha coragem, de continuar percorrendo sem sair do lugar.

Um desassossego trazia paz, já que a guerra portava bandeira branca, e os inimigos eram meus aliados.

fui embora, mesmo permanecendo lá por momentos que me pareciam eternos.

Tive a coragem de sentir medo para saber a hora de recuar, e atacando fiz o caminho de volta a um lugar desconhecido, então senti medo da minha coragem de enfrentar tudo de novo, sem repetir o que já fora feito.

Voltei a ter vida, sem ter enfrentando a morte, lutei com ela em pensamentos e me esquivei antes que a visse.

Por isso tive medo da coragem, mas permanci vivo ao matar esse medo.

E hoje conto a história do futuro que passou em minha mente.

ENDENTEU TDUO?

Inserida por JuniorOliveiraRJ

Expressões idiomáticas

João era casado com Maria, e tinham três filhos. Todos os dias, Maria deixava sua casa um brinco, mas quando ela saia, parecia a casa da mãe Joana, pois eles pintavam o sete.

Quando ela chegava, era João que pagava o Pato, e então saia para afogar as mágoas com José, o amigo da onça, que foi expulso de casa por pular a cerca.

Nesse dia encontraram Antônio, o Santo do pau oco, que adorava rodar a baiana quando era provocado, e foi salvo pelo gongo, pois chegaram na hora aga, para evitar a briga com seu irmão , que era a ovelha negra da família, que veio de lá onde vento faz a curva, encontrar um bode expiatório para curar sua dor de cotovelo.

De repente apareceu Maria, Cuspindo marimbondo, e alguns vizinhos dizendo: hoje ela está com a macaca.

Maria fez um maior barraco, seus filhos dizinham, mãe você tá pagando mico, mas ela fazendo ouvido de mercador, chutou o pau da barraca.

João, que era gato escaldado colocou o galho dentro, com medo de ir para cidade de pés juntos.

O caldo entornou para José também, mas Antônio sabia que sua batata estava assando, fugiu de fininho antes da casa cair pro seu lado.

A mãe de Maria soube da história e ficou com coração na mão. Pois sabia que a filha era pavio curto.

O padre tentou acalmar, mas deu com os burros na água.

A multidão queria ver o circo pegar fogo, mas tudo acabou em pizza, quebrando a cara de todos que apostaram na briga.

Eu que sou cobra criada, sei que cão que late não morde. Além do que, cada macaco no seu galho.

Na verdade, não ponho a mão no fogo por nenhum deles, pois onde a fumaça há fogo, mas roupa suja, se lava em casa.

Inserida por JuniorOliveiraRJ