Poemas e Poesias

Cerca de 59705 poemas poesias Poemas e Poesias

⁠No ecoar do tempo ergue-se a fronteira, a Princesinha dos ervais, cheia de histórias as memórias de seus ancestrais.
Onde bravos pioneiros depois de lutas e sacrifícios fincaram bandeira.
No pós-guerra, sem medo, sem freio,
Exploraram riquezas neste vasto rincão

Na terra bendita, erva-mate brotava,
E o aroma da madeira a selva perfumava.
Rios e riachos cortavam o chão,
Cercados por campos, por vida, por emoção.

Dois povos, uma história entrelaçada,
Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades irmãs de jornada.
Laguna Porã refletindo no seu espelho d'água seu laço,
Um portal do tempo, um eterno abraço.

Aqui nesta fronteira se misturam culturas e raças,
O chimarrão aquece, o tereré refresca.
Polca, vanera, vanerão a ecoar,
O churrasco na brasa a todos juntar.

Acolhedora, vibrante, sem divisão,
Recebe o mundo com alma e paixão.
Brasileiros e paraguaios, filhos do chão,
Na fronteira, um só coração.

Inserida por yhuldsbueno

Fronteira: linha traçada.

⁠Na fronteira onde a história se entrelaça,
Tropeiros marcham, guerreiros Guaranis em caça.
Lendas vivas, memórias sem fim,
Ponta Porã e Pedro Juan, juntas assim.

O povo fronteiriço, forte e aguerrido,
Sua cultura vibrante, jamais esquecido.
A erva mate que a terra gerou,
Tereré refrescante, tradição que ficou.

Chipa dourada, sabor sem igual,
Comidas típicas, herança cultural.
Chimarrão que aquece, mate a brotar,
Dessas folhas que um dia iam pelo ar.

Beleza de vida nessa linha traçada,
Conquistas e dores, estrada moldada.
Divisão imaginária que nunca impediu,
Mistura de povos, união que nos uniu.

Passado, presente e futuro a tecer,
Duas cidades, um só viver.
No sul de Mato Grosso do Sul a brilhar,
Histórias que seguem e vão se contar.

Que essa poesia celebre a fronteira que pulsa e respira, onde culturas se abraçam e o tempo constrói sua própria melodia.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Instante de Felicidade

É quando o tempo esquece do tempo,
e tudo cabe num suspiro leve:
o riso solto sem nenhum lamento,
o agora inteiro que nunca se atreve
a prometer mais do que entrega.

Felicidade não grita, sussurra.
É cheiro de pão na manhã que escura
vai se rendendo à luz que se achega.
É o toque breve, quase distraído,
mas que acende em nós o sentido.

Talvez more num olhar que entende,
num silêncio que acolhe e não fere,
numa lembrança que sempre se rende
a voltar como se nunca partisse.

É fração do dia, fragmento de tudo,
um átimo de paz no meio do mundo.
E, mesmo quando vai embora,
fica escondida na memória.

Inserida por yhuldsbueno

⁠**Ponta Porã, Princesinha dos Ervais**

*por Yhulds Bueno*

Na linha sutil de um mapa sem muro,
Onde o Brasil e o Paraguai se dão as mãos,
Nasce Ponta Porã, em abraço maduro,
Terra de ervais, de cheiros e canções.

Princesinha cercada de verde e neblina,
Com a alma gelada do vento europeu,
Nos dias frios, o céu se inclina
E acaricia o mate que alguém aqueceu.

Aqui, o tereré canta em roda de amigos,
Fronteira sem porteira, só coração,
Mistura de línguas, de risos antigos,
De lendas que cruzam o chão do sertão.

Brasileiros e paraguaios se encontram,
Sem barreiras, sem pressa, sem porquê,
As histórias se fundem, os olhos se contam,
E a cultura floresce onde a paz quer viver.

Ó cidade das neblinas e do chimarrão,
Dos mitos que dançam no campo molhado,
És poesia na palma da minha mão,
Ponta Porã, meu canto encantado.

Inserida por yhuldsbueno

⁠No caderno de um poeta, se encontram linhas e páginas, com versos e orações.

As guais expressam sentimentos e emoções.

Dias de alegrias, vontades e fantasias.

Tristezas, ou talvez profundas nostalgias.

Inserida por RobinsonMarques

⁠⁠Havia uma suspeita:

O mundo não terminava onde os céus e a terra se encontravam.
A extensão não poderia terminar com a exata dimensão das coisas.
Havia o depois.
Costumava haver um lugar para o sol se pôr à noite.
Havia um abrigo para a lua durante o dia.
Meu coração jovem estava desesperado.
Eu não era um marinheiro ou um pássaro sem barco ou asa.
Um dia aprendi com a vida a decifrar letras e suas somas.
A palavra se manifestou como eu suspeitava, para permitir silêncio e diálogo.
Com as palavras, cruzei o horizonte.
O meu coração se afagava em esperança.
Ao virar a página de um livro, eu dobrava uma esquina, escalava uma montanha, transpunha uma maré. Ao passar uma folha eu frequentava o fundo dos oceanos.
Suei nos desertos e depois tornei-me hóspede em outros corações.
Pela leitura temperei minha pátria, bebi de minha cidade, enquanto, pacientemente, degustei de meus desejos e limites.
Portanto o livro passou a ser o meu porto, a minha porta, o meu cais e aminha rota.
Pelo livro soube da história e criei os avessos.
Soube do homem e seus disfarces e suas várias faces e, de tantos lugares para se olhar.

Inserida por JoaoDaniel

⁠Ouro que Cega.

Ouro não vê, mas cega o olhar.
De quem, com sede, o começa a buscar.
Na ânsia de ter, o homem se engana:
pensa ganhar e a si profana.

Constrói impérios, destrói o chão.
Perde o afeto, fere o irmão.
Com sua ganância, sonha com poder.
Mas seu maior tesouro deixa de viver.

E qual é esse bem, tão puro e singelo?
É o riso do filho, o amor mais belo.
A paz no almoço, o toque na mão.
As coisas que moram no coração.

Na corrida por ouro, a alma se esvazia.
E o que era calor vira noite fria.
Pois nenhum ouro no mundo compensará.
O que, por cegueira, deixou de amar.

Inserida por JoaoDaniel

⁠Tem os que passam,
como o vento discreto,
levando o tempo,
deixando o espaço.

E tem os que partem,
quebrando silêncios,
desfazendo vínculos,
partindo mais que o chão.

Mas há os que ficam,
mesmo invisíveis,
morando na ausência,
presos na memória.

E há também os que retornam,
não com os pés,
mas com o olhar que resta,
com a palavra que ecoa.

São esses que fazem morada,
não no tempo,
não no espaço…

…mas no coração
de quem os sentiu,
mesmo quando tudo
já parecia passado.

Inserida por JoaoDaniel

⁠Doce veneno D'alma
*
*
Sem rumo, o homem pôs-se a caminhos
Já saindo pro mundo, entreviu aqui-acola'.
Certamente que nem faria tanta diferença!
Pois de mala e cuia, sem crenças 'a tornar.
*
O mundo 'e terra de ninguém, disseram-no
Ainda que o ferissem, ao juízo não voltaria.
Transtornado com a vida, a surtar o espirito!
De tal forma o mesmo homem não aceitaria.
*
O mundo parece mesmo lugar inapropriado
Quem tanto falava bem, não vivia ao desdém.
Aos poucos e aos prantos; corajoso, valente!
Conseguia o quebrantamento da mente-refém.
*
Ao final de uma alma velha, com boas feridas
O espirito já não sucumbe a tão fácil ardor.
Agora tolerante, o coração da' vez 'a sabedoria.
Doravante... quem comanda 'e o pleno amor.
poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

Sorvete de sol

Olha o sorvete! A orla começando a caminhar...
Vento leve da brisa, pés no chão... ah! como é tão, tão...
Olha o sorvete!; ...devaneios, delírios-delirantes...
Como pode existir um sorvete de sol?!..
Agora?! Ainda com este frio?! Sorvete, sol, intrigantes!..

Com quem eu reclamo?!.. Como pode? Aqui é praia!..
Como se lá' não pudesse frio estar!
Louco, loucura, a quem contestar?!..
Tudo que peço 'e um pouco de SOL, tão, tão...

Olha o ônibus!...
Preciso ir ao trabalho! Seco os pés, mas não esqueço!..
Compromisso comigo mesmo; a praia, sol, sorvete...

Inserida por andre_gomes_6


"Se deveras penso; e' porque devo ser.
A meu ausente; presente meu silencio."

Inserida por andre_gomes_6

⁠VIDA REFLEXAO


E' aniversario... e' vida...
Ponho-me a refletir...
Pensar sobre esta
Passagem, vida,
Reflexões...
São tantos os
Questionamentos...

***
Minha historia Deus
Criou com o pincel do
Amor.
Em versos e rimas a
Mais linda poesia.
Um belo quadro de
Vida pelo mais nobre
Autor.

***
No autor da minha vida

Vejo significado pra
Existir.
Entrego-me ao criador
Por mais uma vez em
Orações.
Gratidão e' só o que
Sinto, o resto são só
pensamentos.

Inserida por andre_gomes_6

⁠O Barco (haicai)

Vai dar tudo certo,
Deus está na ventania.
O barco andará.

Inserida por andre_gomes_6

⁠Borboleta (haicai)


Borboleta azul,
Voando não é mais casulo.
Final de inverno.

Inserida por andre_gomes_6

⁠Picolé ( haicai)


Lambe o picolé
Menino veja lá o sol.
Lindo entardecer!

Inserida por andre_gomes_6

⁠Passarinho ( haicai)

Um Dia chuvoso
Um pardal levantou voo.
Uma pena cai.

Inserida por andre_gomes_6

⁠ ⁠Folha ( haicai)

Vi pela janela
Gotículas de orvalho.
Uma folha se move.

Inserida por andre_gomes_6

⁠Inseto ( haicai)

Inseto noturno,
fala-me qual o seu nome.
Bate asas e some.

Inserida por andre_gomes_6

⁠HAIKAI

O haicai fez moda:
Agasalhe seu coração_
Desnude sua alma.

Inserida por andre_gomes_6

VAGALUME ( haicai)

⁠Veio com o vento
Assentou-se no tapume.
Diz ser vagalume.

Inserida por andre_gomes_6