Poemas e Poesias
Não há lugar que possa correr
Se seus olhos penetram a invadir-me,
Tempestades de sentimentos caem sobre mim,
Como choro, regurgitadas,
Se seu coração bombardeia a fuzilar-me,
Emoções caem inquietas sobre mim,
Como desejos, insopitáveis,
Se seu amor eclode a refugiar-me
Redoma de acalento assenta sobre mim
Como amparo, escudado,
Não há nada que possa fazer,
Não há lugar que possa correr.
O céu
Posso flutuar como uma águia
Posso flutuar como avião
Mas se não tiver asas
Tenho um céu magnífico na cabeça
Pra sonhar, pra imaginar
Pra almejar se chegar
No céu do infinito, no céu do paraíso
Sem limites, mesmo com os pés no chão
Para quem olha pra cima e sonha alto
Não há caminhos para pernas paradas
Não há esperança para mentes travadas
No céu moram os anjos para nos abençoar
O céu traz esperança pra caminhar
O céu traz o horizonte pra se enxergar
Quando suas cortinas de nuvens se abrem
Decreta um novo dia que irá começar.
Feito de tentar
Coloco cada peça
Moldada em tentativas
Percorrendo os caminhos
No quebra-cabeças da vida
Nada nasce pronto
Anda pelo processo
A experiência a cada dia
Como passos de formiga
Às vezes nos iludimos
Em frente ao castelo
Almejado com esforço
Foi fruto de um sonho
Nada acontece pronto
Nada nasce feito
Cada tijolo é um efeito
De tentivas, erros e acertos
Cada passo tem seu tempo.
Mulher de cristal
Nela a beleza é decretada
Quando se olha é água da fonte
Brilhante como o crepúsculo celestial
Fascinante como o sobrenatural
O reflexo cega os olhos
Confunde os sentidos
Tanta beleza num só mirífico
Sereia desnuda
Ornamentada pelas águas
Com vestido de cascata
Cabelos de itororós
Coroa de gálio
Desfilando na angra de cristal.
A rosa
Seus olhos brilham como rubi
Refletem os verões e os invernos
As flores verdejantes e os aromas apaixonantes
A inspiração de se entregar
Imaginações inquietas tomam formas
Espelho inteiro que reflete a beleza do jardim
Onde só há concreto
E pedaços de raizes perdidas na calçada
A pressa exarcebada dos lobistas ansiosos
Seus olhos de vinho docificam o tônus da sua face
Suas mãos calejadas ficam suaves
Como brisa que arrepia a pele
Seus olhos são reflexo
De tudo que tem romance
Você é como uma rosa que permanece
Cheia de pulcritude e perfume
Colorindo o centro da sala.
Árvore de Natal
Natal está chegando,
E minha casa irei ornamentar,
Tempo especial que marca a passagem,
A árvore de Natal me faz lembrar,
O passado dos que estiveram,
O presente dos que estão,
E o futuro dos que estarão,
O Natal é um momento mágico,
O tempo mostra que é mais que uma data,
Uma noite de junção,
Da mesa colorida,
Dos enfeites colocados com entrega,
Da casa cheia,
E com o tempo vai esvaziando,
Quando se monta a árvore,
Bate a saudade,
Dos anjinhos pendurados,
Das bolinhas balançando,
Dos piscas-piscas,
Acendendo e apagando,
Como as estrelas,
Que enfeitam lá em cima o céu,
Que também acendem e apagam,
Com o tempo quem monta árvore,
Vai entendendo o significado,
Da noite de Natal.
Perfume
Quero sentir aquela única noite,
Com as luzes vibrantes,
Que nos refletiam na parede,
Quero ter a realidade dos sonhos,
Viver o calor real,
Quando os corpos se juntam,
Passaram-se dias,
Correram-se anos,
Nunca mais nos encontramos,
E meus pensamentos voltando,
Como déjà vu de emoções,
Indescritível,
Inesperado,
Intenso,
Guardo naquela rosa,
O aroma da lembrança,
Num vidro blindado,
Um frasco de cheiro,
O perfume cuidado,
Do que restou do romance,
Sua essência,
Que se impregnou em mim.
Aquela areia do passado é desmachada pelos ventos. Nada é como antes, nada fica igual, nem os grãos.
As dunas do passado quando assombram o presente, precisam de ventos fortes pra desmanchar e
abrir os caminhos. Tudo se integra e desintegra como areia para novos começos e recomeços.
Vestida de rosas
É um pouco das cores da primavera,
É um pouco do calor do verão,
As oscilações do outono,
E um pouco do frio do inverno,
Um pouco de mulher,
Um pouco de homem,
Um pouco de gay,
Muitas vezes intuição,
Muitas vezes razão,
Muitas vezes coração,
Que quebra em pedaços,
E aprende a andar pela passarela,
O levantar do dia e o cair da noite,
Um pouco de tudo,
As várias camadas do crepúsculo no entardecer,
Os prismas do arco-íris ao chover,
Custei a observar todas as rosas,
Sentir todos os aromas,
Entender as diferenças,
Na complexidade do jardim,
Fui costurando como um vestido,
Tomando cuidado com os detalhes,
Cada rosa é uma única,
No meio de todas as outras,
Parecem iguais,
Mas quando te olhei vestida no altar,
Compreendi sua beleza singular,
Sua história particular.
Quando estamos numa guerra, ou numa pandemia, ficamos todos desnivelados. Resta o poder dos misericordiosos.
Quando só há política, o amor se perde. Não existe lugares melhores e piores. Existem pessoas
que fazem a diferença nos lugares.
Árvore de Natal 2.0
Natal está chegando,
e minha casa irei enfeitar,
Tempo breve e especial,
que marca a passagem,
Seus enfeites pendurados,
Me fazem lembrar,
O passado dos que estiveram,
O presente dos que estão,
O futuro dos que estarão,
Tudo é tão decorado,
Os detalhes com cuidado,
Natal é um momento mágico,
O passar dos anos,
Vai mostrando,
Que não é apenas uma data,
Da mesa colorida,
Dos enfeites colocados com entrega,
Da casa cheia à luz de velas,
E com o tempo vai se esvaziando,
Quando se monta a árvore,
Bate a nostalgia da saudade,
Das gargalhadas da ceia,
Dos sinos natalinos soando,
Dos anjinhos pendurados,
Das bolinhas balançando,
Dos piscas-piscas,
Acendendo e apagando,
Como estrelas,
Que enfeitam lá em cima o céu,
Que também acendem e apagam,
Com o tempo quem monta árvore,
Vai entendendo o significado,
Da noite de Natal.
Ciclo sem fim
Vem primavera, vem com suas pétalas!
Traga sonhos, deixe-os voar!
Folhas q nascem, secam, caem, surgindo novamente!
Assim como a esperança!
Tens sempre que regar!
Pra cultivá-las!
Secam, caem, brotam novamente!
Transmutando-se!
Num ciclo sem fim!
Novas vidas em novas pétalas!
Novas oportunidades em novas folhas!
Nada se repete assim como cada dia q passa!
Gotas de orvalho!
Q caem na terra!
Recicla!
Num ciclo sem fim!
Sambando na chuva da noite (versão 2)
Sou como sou e você é como é, então somos como somos, ou talvez somos dois patos alucinados a banhar amores na poça. Não exijo nada de você e nem você de mim, apenas sua eufórica e irritante grasnada.
Então vamos nos jogar na chuva, molhar nossas cabeças. esquecer nossas diferenças, nossos devaneios, nossas mesquinharias e competições do dia-a-dia, se estamos aqui, juntamos nossas penas cheias de manias e ideais, nossos dissabores do cotidiano e nossas desavenças morrem afogadas na água.
Vamos nos jogar na chuva, e molhar nossa consciência, batizar nossas idéias, esquecer nossas bobeiras e acender nossas malicias, somos apenas dois palhaços notívagos do luar querendo se divertir.
Tentando chacoalhar com nossas malicias, inquietar em nossos romances em cantigas noturnas o samba do amor. Podemos nos esquecer nesse sambar, esquecer dos barulhos do mundo até o amanhecer.
Havia uma suspeita:
O mundo não terminava onde os céus e a terra se encontravam.
A extensão não poderia terminar com a exata dimensão das coisas.
Havia o depois.
Costumava haver um lugar para o sol se pôr à noite.
Havia um abrigo para a lua durante o dia.
Meu coração jovem estava desesperado.
Eu não era um marinheiro ou um pássaro sem barco ou asa.
Um dia aprendi com a vida a decifrar letras e suas somas.
A palavra se manifestou como eu suspeitava, para permitir silêncio e diálogo.
Com as palavras, cruzei o horizonte.
O meu coração se afagava em esperança.
Ao virar a página de um livro, eu dobrava uma esquina, escalava uma montanha, transpunha uma maré. Ao passar uma folha eu frequentava o fundo dos oceanos.
Suei nos desertos e depois tornei-me hóspede em outros corações.
Pela leitura temperei minha pátria, bebi de minha cidade, enquanto, pacientemente, degustei de meus desejos e limites.
Portanto o livro passou a ser o meu porto, a minha porta, o meu cais e aminha rota.
Pelo livro soube da história e criei os avessos.
Soube do homem e seus disfarces e suas várias faces e, de tantos lugares para se olhar.
Ouro que Cega.
Ouro não vê, mas cega o olhar.
De quem, com sede, o começa a buscar.
Na ânsia de ter, o homem se engana:
pensa ganhar e a si profana.
Constrói impérios, destrói o chão.
Perde o afeto, fere o irmão.
Com sua ganância, sonha com poder.
Mas seu maior tesouro deixa de viver.
E qual é esse bem, tão puro e singelo?
É o riso do filho, o amor mais belo.
A paz no almoço, o toque na mão.
As coisas que moram no coração.
Na corrida por ouro, a alma se esvazia.
E o que era calor vira noite fria.
Pois nenhum ouro no mundo compensará.
O que, por cegueira, deixou de amar.
Tem os que passam,
como o vento discreto,
levando o tempo,
deixando o espaço.
E tem os que partem,
quebrando silêncios,
desfazendo vínculos,
partindo mais que o chão.
Mas há os que ficam,
mesmo invisíveis,
morando na ausência,
presos na memória.
E há também os que retornam,
não com os pés,
mas com o olhar que resta,
com a palavra que ecoa.
São esses que fazem morada,
não no tempo,
não no espaço…
…mas no coração
de quem os sentiu,
mesmo quando tudo
já parecia passado.
Mãe Dôra
Dôra, mãe querida,
Com um coração cheio de amor,
Você é a luz da minha vida,
O meu porto seguro, o meu calor.
Com a sua força e dedicação,
Você me ensinou a ser forte,
E em cada passo da minha jornada,
Você esteve ao meu lado, sempre suporte.
Com o seu sorriso e ternura,
Você me ensinou a ser gentil,
E em cada momento de tristeza,
Você me confortou com seu jeito sutil.
Dôra, mãe amada,
Com você aprendi o valor da vida,
E mesmo quando o caminho é difícil,
Sei que com você sempre terei guarida.
Obrigado, minha mãe querida,
Por tudo o que você já fez,
Eu amo você mais que tudo,
E para sempre serei grato e fiel.
Enzzo Miguel
Enzzo Miguel, querido filho,
Teu nome é forte e imponente,
E em teus olhos vejo brilho,
De um futuro tão reluzente.
Caminharás por novas estradas,
E descobrirás o mundo além,
Mas nunca esqueças de tuas raízes,
E da família que te quer bem.
Tu és um ser tão especial,
Cheio de amor e carinho,
E cada sorriso teu é um sinal,
De que és um presente divino.
Que a vida te traga muitas alegrias,
E que teu coração seja sempre nobre,
Que encontres amigos e companhias,
E que tua alma nunca se perca na pobreza do mundo.
Enzzo Miguel, meu querido filho,
O mundo é teu para desbravar,
E saibas que sempre estarei contigo,
A te apoiar e a te amar.
A velhice é uma estação da vida,
De rugas, sabedoria e experiência,
O tempo passa, a jornada é cumprida,
E o sábio coração enche-se de paciência.
Os cabelos brancos contam histórias,
De amor, de perdas, de batalhas vencidas,
As marcas da vida são como glórias,
E a sabedoria é a grande recompensa da vida.
Os passos podem ser mais lentos agora,
Mas a mente segue ágil e viva,
As lembranças são como tesouros,
E a vida é vista de uma perspectiva mais ampla.
A velhice é um tempo para refletir,
Sobre as escolhas feitas ao longo da jornada,
E cada ruga pode nos fazer sorrir,
Pois são marcas de uma vida bem vivida.
Que possamos respeitar e honrar,
Aqueles que já passaram por essa estrada,
E que possamos aprender a amar,
Toda a beleza e a sabedoria da velhice consagrada.
Guerreiro.
Guerreiro, forte e valente
Com sua espada afiada na mão
Ele luta, destemido e fervente
Pela honra, pela paz e pela nação
Seu olhar é firme e determinado
Não se abate perante a dor
E mesmo ferido, não é abalado
Pois a coragem habita em seu interior
Ele enfrenta o inimigo sem temor
E com bravura, defende o que ama
Sua armadura reluz no fulgor
Da batalha que ele enfrenta com alma
Guerreiro, ícone da bravura
Exemplo de força e lealdade
Que sua história perdure
E inspire a humanidade
Pois um guerreiro nunca se rende
E luta até o último suspiro
Sua memória, eterna e esplendente
Honra a todos que seguem seu caminho.
