Poemas e Poesias

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⁠**Ponta Porã, Princesinha dos Ervais**

*por Yhulds Bueno*

Na linha sutil de um mapa sem muro,
Onde o Brasil e o Paraguai se dão as mãos,
Nasce Ponta Porã, em abraço maduro,
Terra de ervais, de cheiros e canções.

Princesinha cercada de verde e neblina,
Com a alma gelada do vento europeu,
Nos dias frios, o céu se inclina
E acaricia o mate que alguém aqueceu.

Aqui, o tereré canta em roda de amigos,
Fronteira sem porteira, só coração,
Mistura de línguas, de risos antigos,
De lendas que cruzam o chão do sertão.

Brasileiros e paraguaios se encontram,
Sem barreiras, sem pressa, sem porquê,
As histórias se fundem, os olhos se contam,
E a cultura floresce onde a paz quer viver.

Ó cidade das neblinas e do chimarrão,
Dos mitos que dançam no campo molhado,
És poesia na palma da minha mão,
Ponta Porã, meu canto encantado.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Doce veneno D'alma
*
*
Sem rumo, o homem pôs-se a caminhos
Já saindo pro mundo, entreviu aqui-acola'.
Certamente que nem faria tanta diferença!
Pois de mala e cuia, sem crenças 'a tornar.
*
O mundo 'e terra de ninguém, disseram-no
Ainda que o ferissem, ao juízo não voltaria.
Transtornado com a vida, a surtar o espirito!
De tal forma o mesmo homem não aceitaria.
*
O mundo parece mesmo lugar inapropriado
Quem tanto falava bem, não vivia ao desdém.
Aos poucos e aos prantos; corajoso, valente!
Conseguia o quebrantamento da mente-refém.
*
Ao final de uma alma velha, com boas feridas
O espirito já não sucumbe a tão fácil ardor.
Agora tolerante, o coração da' vez 'a sabedoria.
Doravante... quem comanda 'e o pleno amor.
poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

Sorvete de sol

Olha o sorvete! A orla começando a caminhar...
Vento leve da brisa, pés no chão... ah! como é tão, tão...
Olha o sorvete!; ...devaneios, delírios-delirantes...
Como pode existir um sorvete de sol?!..
Agora?! Ainda com este frio?! Sorvete, sol, intrigantes!..

Com quem eu reclamo?!.. Como pode? Aqui é praia!..
Como se lá' não pudesse frio estar!
Louco, loucura, a quem contestar?!..
Tudo que peço 'e um pouco de SOL, tão, tão...

Olha o ônibus!...
Preciso ir ao trabalho! Seco os pés, mas não esqueço!..
Compromisso comigo mesmo; a praia, sol, sorvete...

Inserida por andre_gomes_6

⁠
"Se deveras penso; e' porque devo ser.
A meu ausente; presente meu silencio."

Inserida por andre_gomes_6

⁠VIDA REFLEXAO


E' aniversario... e' vida...
Ponho-me a refletir...
Pensar sobre esta
Passagem, vida,
Reflexões...
São tantos os
Questionamentos...

***
Minha historia Deus
Criou com o pincel do
Amor.
Em versos e rimas a
Mais linda poesia.
Um belo quadro de
Vida pelo mais nobre
Autor.

***
No autor da minha vida

Vejo significado pra
Existir.
Entrego-me ao criador
Por mais uma vez em
Orações.
Gratidão e' só o que
Sinto, o resto são só
pensamentos.

Inserida por andre_gomes_6

⁠O Barco (haicai)

Vai dar tudo certo,
Deus está na ventania.
O barco andará.

Inserida por andre_gomes_6

⁠Borboleta (haicai)


Borboleta azul,
Voando não é mais casulo.
Final de inverno.

Inserida por andre_gomes_6

⁠Picolé ( haicai)


Lambe o picolé
Menino veja lá o sol.
Lindo entardecer!

Inserida por andre_gomes_6

⁠Passarinho ( haicai)

Um Dia chuvoso
Um pardal levantou voo.
Uma pena cai.

Inserida por andre_gomes_6

⁠ ⁠Folha ( haicai)

Vi pela janela
Gotículas de orvalho.
Uma folha se move.

Inserida por andre_gomes_6

⁠Inseto ( haicai)

Inseto noturno,
fala-me qual o seu nome.
Bate asas e some.

Inserida por andre_gomes_6

⁠HAIKAI

O haicai fez moda:
Agasalhe seu coração_
Desnude sua alma.

Inserida por andre_gomes_6

VAGALUME ( haicai)

⁠Veio com o vento
Assentou-se no tapume.
Diz ser vagalume.

Inserida por andre_gomes_6

PERNILONGOS ( haicai)

⁠Na luz ofuscada
Pernilongos dançarinos.
Finda a leitura...

Inserida por andre_gomes_6

AMOR ( haicai)

⁠Pra falar de amor
A vergonha desvanece_
Canto pras estrelas.

Inserida por andre_gomes_6

Paixão ( haicai)

⁠Bate o coração!
'A primeira vista gela_
Amor sentinela.

Inserida por andre_gomes_6

Fim de verão
( haicai )

Mato cansanção
Aloe vera - um adeus.
Alô outonal!

Inserida por andre_gomes_6

⁠MINHA AMENDOEIRA

Um dia fui até que [ por demais feliz],
Lembro-me de uma velha castanheira.
Embaixo dela brincava no tempo de minha
Infância.
Chamava-a pelo nome de castanheira, mas,
O que se comia era a amêndoa [ o fruto].
Certo dia dessas distrações de criança,
Pus-me a brincar num balanço improvisado.
De maneira meio solta e leve com a vida, como
A quem não deve nada e não sabe de nada.
Comecei numa pressa de viver o momento
Que só e' peculiar 'as crianças.
Na primeira balançada foi um vai e vem
Esplêndido, e na segunda vez foi uma atirada
Um pouco mais ousada,

Inserida por andre_gomes_6

DA VAIDADE DO HOMEM

Que belo seria o mundo
Se não existisse a maldade
Ódio, ganância e avareza
E ainda tem a falsidade
De um ser insensato
Mergulhado na vaidade.

Um mundo capitalista
Onde o valor está em "ter"
Não importando o preço
Vivendo como se não fosse morrer
Parece o fim dos tempos
Não há para onde correr.

Oh homem, pobrezinho homem!
Já dizia o poema
Parece até especialista
Em corromper sistema
Vive dando jeitinho
Golpes, trapaça e esquema.

É triste a realidade
De onde vem o lamento
O homem de tão mesquinho
Não reparte o alimento
É como se levasse o dinheiro
No dia do sepultamento.

Mas esta é a realidade
De um ser sem valor
Que mata o semelhante
Se preciso for
Pela ganância e olho gordo
Fazendo da terra um horror.

Em meio a este absurdo
Fica a indagação
Onde estão os deuses
Com toda a resolução
Colocar este ser tão cruel
Rumo a aniquilação
Eu até sofro com isso
Mas creio, é a solução!

Inserida por thiago_rosa_cezar

MACAQUINHO CURIOSO

Papai, que bicho é esse?
Tão parecido comigo
Eu acho até estranho
Que ele não tenha amigo
Mata o seu semelhante
Só pensa no seu umbigo.

Papai, disseste que ele é primo
Quase da mesma raça
Eu até me assusto
Vive de arruaça
Pobre dos seus iguais
É só maldade e trapaça.

Papai, queria entender
Por que ele nos prende?
Num mundo tão grande
E o pior é que nos vende
Seria especismo puro
Do primo que não entende.

Papai, ele não aceita
A nossa parentagem
Diz que veio do pó
Veja quanta bobagem
Acredita em céu e inferno
Vive numa viagem.

Papai, eu acho curioso
Como o primo se sente
É como se fosse o melhor
O mais inteligente
No fundo eu não queria
Que ele fosse parente
Por ser um simples primata
Que se chama de "gente"
Mergulhado na ignorância
Que furta, mata e mente.

Thiago Rosa Cézar

Inserida por thiago_rosa_cezar