Poemas e Poesias
Essa noite eu não dormi muito bem
Meus pensamentos são constantes, só que hoje foi além.
Lembrei da ira, orei pedi serenidade
Mesmo no mundo onde impera a insanidade
O GIGANTE SENTIMENTO
(Renata Guimarães Lima e Edson Nelson Soares Botelho)
Amor a magia que nos faz sonhar
Uma heroica flecha lançada para o nada
Ou a mais certeira das flechas disparada para a alma
Então sigo na caminhada rumo a maturidade
Com a chave do estreito caminho da felicidade
Na privacidade do espelho esperando a receptividade
Na busca incansável para alcançar minha alma gêmea
Na infindável trajetória de um caminho absurdo
Do ato de ser cega ao resvalar dos espinhos
E o perdão da vida no abraço dos anjos
A atitude de amar a vida e subir feito um raio
Na transparência de todos os sentimentos alcançados
Pela força do destino fazendo a silhueta da lua
Na última flecha lançada de uma batalha perdida
SOU UMA GIGANTE
(Renata Guimarães Lima e Flavia Siqueira)
Um dia percebi que sou gigante
Pensei que fosse um sonho
Só me convenci de tudo
Quando a noite chegou
Uma estrela esquivando-se dos astros
Iluminou-me completamente
Dizendo tu és uma gigante
Sabes realmente fazer de tudo
Principalmente no amor
Que não deixa poeira escura atrapalhar
Quebrando todas as barreiras
És gigante porque sabes amar
Do espaço entre duas estrelas
É o tamanho do teu amor
Eu te amo
Gélido como as paredes de um hospital
Vazio como o estômago de um homem faminto
Cinza como a carne de um cadáver
A margem é rasa
Eu te amo
Sem fervura
Sem ansiedade
Ou desespero
- Não é amor
SAMUEL
Acorde Samuel! abre os olhos e veja tudo ao seu redor. Olhe para as pessoas como elas são, veja-as caminhando e fazendo coisas pelos valores em que acreditam, e tu Samuel, porquê ainda continua a dormir?
Alguns foram famosos por espalhar amor e bondade pelo mundo, derramaram sangue pelo amor e sentaram agora de lado esquerdo no trono e são reis do reino, e tu Samuel, a que lugar pertence?
Observe as diferenças e saiba compreende-las atenciosamente e depois olhe para o horizonte, para ver o nascer do sol, tente descobrir a direção deste mar, para que saibas surfar nestas ondas.
Samuel, viver não significa deixar de olhar para os dois lados desde á direita para a esquerda, antes do comboio passar e existir é uma conquista Samuel.
Muita clareza se rebela e ambas as rotas começam aqui, no presente e apesar destes dois lugares estarem no futuro, nem tudo é inferno.
Preste muita atenção, há quem encontra conforto nas coisas mais simples da vida, como... num abraço matinal, ame as pessoas Samuel, elas carecem do amor faz tempo.
A beleza inerente da vida em constante mudança, convida a humanidade a lutar constantemente pelo inatingível e nem sei a que propósito serviria o paraíso sem tal esforço.
Na ausência de alguma outra existência intencional, o amanhecer não tem valor e sem aspirações, o simples ato de respirar perde o seu significado numa vida desprovida de novas possibilidades.
E na ausência de uma existência significativa, torna o amanhecer desprovido de significado e se as ambições de alguém se revelam infrutíferas, o ato de respirar perde o seu propósito numa vida que carece de novas oportunidades.
Despertar sem outra vida para viver simplesmente, não vale a pena samuel, tentemos não fugir a regra. Não vale a pena acordar se não há mais vida a viver.
Poema de Rosário Bissueque
Samuel
Que a poesia continue a ser um meio de libertação
Fernanda, teu nome ecoa com doçura,
Na dança das sílabas, és uma pintura,
Mulher de encanto, de brilho e graça,
Neste poema, exalto tua forte raça.
Teus olhos iluminam a escuridão,
Mostram caminhos, trazem inspiração,
Uma chama inapagável queima aí dentro
Deixando o mais malandro dos homens, tenso.
Teu sorriso é o abraço que aquece o frio,
De sua boca, suspiros causam arrepio
Fernanda, és a força que não se quebra,
Sei que é louca pra conhecer Genebra.
E te digo, isso tá pra rolar.
Viajante corajosa, ousa navegar.
Donzela de sonhos e desejos a realizar,
No teu ser, a esperança nunca há de faltar
Fernandinha, Fê, Fefê, Nanda,
Neste verso, reconheço que é você quem manda
Que tua vida seja repleta de harmonia,
Um grande beijo do Legado de Sabedoria.
(FELIPE REIS)
Helena, serena, teu nome carrega luz
Em versos te digo o quanto você reluz
Numa noite estrelada, Helena nasceu
Como uma tocha, iluminou o breu.
Olhando sempre pra dentro, seu olhos brilhantes .
Refletem a lua, em noites angustiantes.
És filha de Zeus e de Leda
Em ti encontro paz e leveza.
Teus passos, suaves como o vento,
Deixam um rastro de encanto no tempo.
Helena, tua voz é uma canção,
Um suspiro doce, uma celebração.
Quando você aparece
Minha tristeza se desvanece
Você me aquece, vê se não esquece
Você sempre nos enriquece
Lena, Nita, Lenita, Lelê
Que a vida te faça ver
O quão grande é seu coração
Receba esses versos feitos com emoção.
(FELIPE REIS)
Tentei escrever sobre você
Nada pareceu suficiente
Parece bobeira escrever sobre você
Tentar expressar o que sinto
Em uma simples folha de papel
Ja Te dediquei Diamonds
E você não percebeu
Te sinto nas coisas simples da vida
No vento
Na praia
No ar
Nos poemas
Tudo me volta a você
Penso em ti na minha vida
Na minha formatura
Você sorrindo me olhando
Orgulhoso pensando
Ela realmente conseguiu
Espero que um dia você me veja
Como eu te vejo
Odeio esse sentimento
Odeio querer te esquecer e não poder
Por que sempre tão difícil?
Sábio é quem sabe respeitar
E vive com sabedoria
Aquele que não julga o outro
E enxerga-nos com empatia
O que alimenta você?
Ver o seu ódio crescer?
Não seja uma mente vazia
A vida já é muito dura
Espalhe luz e amor
Ajude alguém a sorrir
Não compartilhe mais dor
Leia para uma criança
Espalhe bondade e esperança
Seja você um regador
Molhe a semente do bem
Ajude o mundo a pensar
No quanto seria mais leve
Se todos soubessem abraçar
Abraçar todas as diferenças
Respeitando as deficiências
Incentivando o mundo a voar
Espinho
Sou definitivamente o espinho da rosa.
Aquele que machuca,
aquele que enoja.
Alguns, afasto por minha aparência.
Outros, por minhas perfurações.
A realidade é uma só:
Escondo, sob meus espinhos, minha rosa interior.
Não se aproxime ou sairá machucado.
Dúvidas
Em noites como esta eu penso sobre a vida.
Será que sou uma boa pessoa?
Um bom amigo?
Será que sou suficiente?
Alguém conta comigo?
Sentirão minha falta caso eu partisse amanhã?
Muitas e muitas perguntas sem respostas.
Preciso dormir antes que me consumam por inteiro.
A MULHER
(A C…)
A mulher sem amor é como o inverno,
Como a luz das antélias no deserto,
Como espinheiro de isoladas fragas,
Como das ondas o caminho incerto.
A mulher sem amor é mancenilha
Das ermas plagas sobre o chão crescida,
Basta-lhe à sombra repousar um’hora
Que seu veneno nos corrompe a vida.
De eivado seio no profundo abismo
Paixões repousam num sudário eterno…
Não há canto nem flor, não há perfumes,
A mulher sem amor é como o inverno.
Su’alma é um alaúde desmontado
Onde embalde o cantor procura um hino;
Flor sem aromas, sensitiva morta,
Batel nas ondas a vagar sem tino.
Mas, se um raio do sol tremendo deixa
Do céu nublado a condensada treva,
A mulher amorosa é mais que um anjo,
É um sopro de Deus que tudo eleva!
Como o árabe ardente e sequioso
Que a tenda deixa pela noite escura
E vai no seio de orvalhado lírio
Lamber a medo a divinal frescura,
O poeta a venera no silêncio,
Bebe o pranto celeste que ela chora,
Ouve-lhe os cantos, lhe perfuma a vida…
– A mulher amorosa é como a aurora.
S. Paulo – 1861
TRISTEZA
Minh’alma é como o deserto
De dúbia areia coberto,
Batido pelo tufão;
É como a rocha isolada,
Pelas espumas banhada,
Dos mares na solidão.
Nem uma luz de esperança,
Nem um sopro de bonança
Na fronte sinto passar!
Os invernos me despiram
E as ilusões que fugiram
Nunca mais hão de voltar!
Roem-me atrozes idéias,
A febre me queima as veias;
A vertigem me tortura!…
Oh! por Deus! quero dormir,
Deixem-me os braços abrir
Ao sono da sepultura!
Despem-se as matas frondosas,
Caem as flores mimosas
Da morte na palidez,
Tudo, tudo vai passando…
Mas eu pergunto chorando:
Quando virá minha vez?
Vem, oh virgem descorada,
Com a fronte pálida ornada
De cipreste funerário,
Vem! oh! quero nos meus braços
Cerrar-te em meigos abraços
Sobre o leito mortuário!
Vem, oh morte! a turba imunda
Em sua miséria profunda
Te odeia, te calunia…
– Pobre noiva tão formosa
Que nos espera amorosa
No termo da romaria.
Quero morrer, que este mundo
Com seu sarcasmo profundo
Manchou-me de lodo e fel,
Porque meu seio gastou-se,
Meu talento evaporou-se
Dos martírios ao tropel!
Quero morrer: não é crime
O fardo que me comprime
Dos ombros lançar ao chão,
Do pó desprender-me rindo
E as asas brancas abrindo
Lançar-me pela amplidão!
Oh! quantas louras crianças
Coroadas de esperanças
Descem da campa à friez!…
Os vivos vão repousando;
Mas eu pergunto chorando:
– Quando virá minha vez?
Minh’alma é triste, pendida,
Como a palmeira batida
Pela fúria do tufão.
É como a praia que alveja,
Como a planta que viceja
Nos muros de uma prisão!
S. Paulo – 1861.
VOZ DO POETA
Perdão, Senhor meu Deus! Busco-te embalde
Na natureza inteira! O dia, a noite,
O tempo, as estações mudos sucedem-se,
Mas eu sinto-te o sopro dentro dalma!
Da consciência ao fundo te contemplo!
E movo-me por ti, por ti respiro,
Ouço-te a voz que o cérebro me anima,
E em ti me alegro, e canto, e penso!
Da natureza inteira que aviventas
Todos os elos a teu ser se prendem,
Tudo parte de ti e a ti se volta;
Presente em toda a parte, e em parte alguma,
Íntima fibra, espírito infinito,
Moves potente a criação inteira!
Dás a vida e a morte, o olvido e a glória!
Se não posso adorar-te face a face,
Oh! basta-me sentir-te sempre, e sempre!
Eu creio em ti! eu sofro, e o sofrimento
Como ligeira nuvem se esvaece
Quando murmuro teu sagrado nome!
Eu creio em ti! e vejo além dos mundos,
Minha essência imortal brilhante e livre,
Longe dos erros, perto da verdade,
Branca dessa brancura imaculada
Que os gênios inspirados nesta vida
Em vão tentaram descobrir no mármore!
Para com essa mania de querer me mudar
De querer que eu seja quem você quer
Ah,tem que parar de comer carne, começar a meditar,
Tome chá ao invés de café.
Você faz muito isso, pouco aquilo
Por que não vai na igreja também?
Quem tá tensa é você, eu tô tranquilo.
Cada um tem o seu tipo de amém.
Pô, eu sou como sou, vai de você me aceitar
Com minhas escolhas, com a minha fé.
Não precisa insistir, ninguém vai me mudar,
Se tá tão incomoda, se manda, dê no pé.
Não quero chá, eu amo café,
Você reclama de andar, eu gosto de andar a pé.
Sou carnívoro, isso é o que me satisfaz,
Eu escolho o meu caminho, minha paz.
Não leve a mal, não é rebeldia,
É só a minha forma de viver cada dia,
Respeito o seu jeito, sua filosofia,
Mas entenda que o meu é o que me guia.
Cada um tem seu próprio ritmo, seu ideal, Não há um caminho único, afinal,
Então, vamos aceitar, ser tolerante,
Cada um tem o seu tipo de amante.
Eu te aceito desse jeitinho assim
Tirando toda parte que reclama de mim.
Mas se somos incompatíveis, é melhor desatar ...
Antes que a dor nos faça chorar.
(FELIPE REIS)
Querido diário
É estranho pensar que seus dias estão contados, e o resto da vida cortada como o pulso, por uma navalha.
É difícil saber que cê tem poucos dias, e você escolhe estar a cada momento com alguém importante, para que cada segundo valha.
É espantoso perceber que você não realizará seus sonhos, que não vai ficar ao lado de quem ama, a vida não aceita falha.
Eu prometo tentar por todos os dias ser forte, e aproveitar o máximo possível contigo, mesmo que eu não vença essa batalha.
A vida é um jogo de dardos, mas não porto ele nas mãos, eu sou o próprio alvo, a bola vermelha esperando ser atingida.
Espero que a morte erre, para que eu me faça dardo, e mesmo cego, enxergar e aceitar o centro da vida.
É tão triste perceber que você só quer viver quando sabe que está no último momento, e todo o restante de vida que você pensou que tinha não será vivida.
Me perco nos meus próprios versos,
próprios pensamentos, na minha própria cabeça, tudo parece ir ladeira à baixo, em uma grande descida.
Então decida, qual caminho quer trilhar pois nesse meio caminho da vida, pouco tempo há, e se você viver o passado vai se ancorar, e o pouco tempo restado se esgotará.
