Poemas e Poesias
HETEROEROTISMO * ANTONIO CABRAL FILHO - RJ
*
POEMINHO ESTAVA
TODO ENCAFIFADO
DIANTE DA POEMINHA,
SEM ENTENDER
DAS PECULIARIDADES DE GÊNERO.
AÍ PERGUNTOU:
- QUAL A NOSSA
DIFERENÇA POEMINHA?
E A POEMINHA,
TODA LIBERTINA,
RESPONDEU:
É SÓ A PERNINHA,
QUE SAI DE VOCÊ
E PENETRA EM MIM....
*
Desenhar pedacinhos de amanhã.
Vamos libertar as palavras ancoradas no medo.
Criar partituras sem código, sem segredo.
E sobre seu corpo faremos poesia.
Sobre sua pele desenharemos alegria.
Vamos pintar no amanhã,
Confortos para cada hora.
Vestir-nos da força,
Que faz nascer à aurora.
Não é preciso ferir o hoje,
Com o punhal da vingança.
Agoniza-se já o agora,
E para o amanhã a esperança se aflora.
Vamos fazer flores de arvores perdidas.
Vamos gritar por cima da vida.
Vamos desnudar o nosso interior.
Vamos seguir o que nós ensinou,
O nosso Senhor
Vamos...?
Nós temos a tinta,
Nos, somos a tinta.
O nosso irmão,
É o nosso talismã.
É o papel do nosso amanhã.
Enide Santos 31/07/14
"Hei de haver"
Houveram noites em que não dormi.
Dias em que não sorri.
Artistas que não ouvi.
Livros que jamais li.
Caminhos que não trilhei.
Sonhos que não sonhei.
Pessoas que eu nunca gostei.
Amores que eu também não amei.
Lugares que eu não vi.
Aventuras que não vivi.
Piadas que não ri.
Problemas que não resolvi.
Batalhas que não enfrentei.
Mistérios que não desvendei.
Medos que não superei.
Comidas que nunca provei.
Fantasias que não realizei.
Dores que eu não senti.
Verdades que nunca omiti.
Mentiras que eu descobri.
Viagens em que não parti.
Cigarros que não fumei.
Drogas que jamais provei.
Cartas que não enviei.
Bocas que eu nunca beijei.
Vinhos que eu não bebi.
Filmes que não assisti.
Frutos que eu não colhi.
Portas em que não bati.
Pedras que não atirei.
Segredos que nunca contei.
Vidas que não viverei.
Houveram.
Ouvi dizer que seus pais iriam se mudar e que pra muito longe seria.
Não quero parecer fraco, mas não sei se conseguiria.
Viver sem ti, sem teu sorriso, sem teu olhar, viver sem tudo.
Se acaso fores, sei que pra te encontrar, daria a volta ao mundo.
Crescemos juntos, na mesma rua, no mesmo balanço, no parquinho que tinha na praça.
Difícil de aceitar, mas como dizia o ditado, "tudo na vida passa".
O tempo foi passando, e logo fora chegando o dia da mudança.
E eu me tranquei no quarto, chorando, soluçando feito criança.
Estava perdendo a garota, com quem aprendi a ser quem sou.
Me sentindo derrotado, derrotado como quem nem sequer tentou.
Não tinha mais jeito, ela de Leão e eu sou de Áries.
Eu sempre no meu mundo, e ela sempre a procura de novos ares.
Escondi dela e de todos, toda a falta que ela me faria.
Mas quando vi o carro de seus pais indo embora, percebi que jamais voltaria.
Eu perdido, novamente desabei em lágrimas.
Gotas que hoje sobre o que escrevo, enrugam-me todas as páginas.
Cada vez que sonho, ainda vejo o sorriso dela.
Ainda acordo todos os dias, e olho pela fenda da janela.
Dai eu paro e penso:
- Ah que saudade dela.
Não espero que um dia ela leia todos os poemas que escrevi pensando nela.
Mas só quero que ela volte e eu continuarei na janela.
Aquela.
Esperando a mais bela.
Menina, tu sabe.
Que a vida é difícil.
Mas pra viver esse amor, por você eu faço um sacrifício.
Eu me guardo em livros e me tranco no quarto.
Dia desses eu acordo, e de tédio eu me mato.
Me encontro escrevendo aquele que talvez seja o último poema.
O borrão causado pelas lágrimas a essa altura já não é problema.
Te amei, ainda amo, esse sentimento é tão forte.
Mas como eu sou fraco, não resisti e preferi a morte.
Me entenda, menina, não rasgue este papel.
Atrás dele dizia: "Amor, te encontro no céu".
No fim do namoro
Desiludido e com dor
O rapaz teve uma ideia brilhante
Fez de sua aliança um abridor.
setembro:
O vento sopra e a brisa cai,
O ceu e escuro e a solidão e tristeza.
tudo se transformara quando Setembro trazer de volta a minha princesa.
A chuva já foi mais calma,
O vento agora so traz tempestade.
Tudo se transformara quando Setembro trazer de volta a minha felicidade.
Ho doce vento...
Ho amargo tempo!
Destino devolva o que me roubou,
HO Setembro.... Traz de volta o meu amor.
Imprevisto
Aconteceu o imprevisto
E dele foi criado à surpresa
E nasceu a ansiedade
...do conhecer
E no encantamento
Deu-se a insônia
E na madrugada fria
Houve a reciprocidade
...da coincidência
...do pensar
...do imaginar
Faltou o sono
Encampando a fadiga
E na iminência de amar
Veio à esperança,
...de um curto encontrar.
Julho/2014
Ora, você que inventou a beleza
Tenha a nobreza
De se redimir
Me deixe achar algo feio
Pois tudo, tudo que rodeio
Acho beleza, me faz sorrir
Tanta beleza
Também faz sofrer
No ato de ver
Preciso sentir
Preciso morrer
Vejo poesia em cada canto
No meu sorriso
No meu pranto
No espaço livre
No papel em branco
Esse papel em branco
Me incomoda
Cato filosofia e poesia
Tudo que tenho em volta
Essa beleza perturbadora
Me faz cuspir poesia
Limpa como tua camisa
E suja como uma vassoura.
Primavera dos anjos
Fecho os olhos vejo luz
Mas se abro se reduz
Escoa do rebento
Aura etérea que traduz
São tão belos seus jardins
Anjo , arcanjo,serafins
Nos seus átrios vê florais
Colorido nos vitrais
Que seu ritmo acompanho
Pastoreando seus rebanhos
Em verdes campos de verão
Com seus brotos coloridos
Esbaldando refloridos
No refolho da estação
Sopra o vento estuante
Que um pronuncio se faria
Sua voz só quer cantar
Neste canto recitar
As mais belas poesias
Na luta aprendemos dois golpes fundamentais, o "Jab" e o "Direto".
O Jab é um golpe que mede distância, já o direto é aquele golpe que vem pra arrebentar com tudo.
Na vida tem pessoas que inventam golpes "indiretos", mas esses eu desconheço e não me preocupo, não consigo ver ameaça alguma neles.
Se quer me derrubar venha com golpes "diretos", mas cuidado a vida me ensinou a esquivar e contra atacar.
Já Tudo Fui…Hoje Sou Poeta!
Já fui fada!
Já fui bruxa.
já fiz magia…
Escrevo sonhos,
invento poesias!
Já te mandei sonhos…
Já te salvei da solidão.
Já fiz poemas…
que te tocou o coração.
Já te dei emoções!
Já fui princesa.
Bailarina.
Criança.
Fadinha.
Já fui inspiração…
Já fui desejo
e sedução.
Já fui segredos.
Versos…
Canção!
Quem escreve sonhos,
experimenta
todas essas emoções!
E só volta para a vida real…
se os versos permitirem.
Caso não… Fico poeta!
Eu o larguei Deus;
mas obrigado por nunca ter me largado, não sei oque seria de
mim sem Ti Ó Pai;
Tudo de mim em resposta tudo de Deus.
Mulher
Na realidade no frio és o sol
No calor és o lençol
Teu sorriso é o crisol
Que madruga feito anzol
Buscando vidas no ecol
Parabéns e muito obrigado
Pois tens sido inspiração
À vida de respiração
Depende do teu bom grado
Continue trémule e ténue
Continue ténue e trémule
Ser de frágil viver
Rasga no mover
A barreira fingida de €ule
MULHER
Ser mulher é ser mãe
É ser pães
É oferecer proporção
No bolso da memória esconder
Os regressos do passado
E não se render
Não se vender ao pecado
Mulher é o que homens querem
Irmã, mãe e esposas que não ferem
Refreiam os beiços
Calculam seus descansos
P’ros trabalhosos ter mulher é ter descanso
P’ros aleijados é ter braços
Armam-te laços
E aquietam-te no abraço
Meu viver é sem ser
Vivo o envelhecer
As vasilhas que enxuto
São minha mesa no luto
Abrigo sem teto
Vivo num céu aberto
Condenado a viver com cães
Com eles disputo os pães
Que com sacrifício encontro nos contentores
Resto de Amores
Um frio nu
Cobre meu ser na madrugada
A chuva me abraça
me pede pra ser seu brada
Não sou vijú nesse dejavú
Feridas lambidas
Do esgoto saem bebidas
As vezes fico de piquete
Sem tempo pra preparar o banquete
Imploro sua atenção
Olha-me com visão
Assim nasce um irmão
A palavra sem espinho
A palavra sem espinho
abre mansa o seu caminho
sem a casca dura da perversidade
ela acarícia a alma e brota
suas raízes sem esporas
A palavra sem espinho
entra pelos olhos e permanece
juntando troncos correntes
aprisionando o sentimento
mas não o deflora
A palavra sem espinho
cheira a flor do campo e frutas cítricas
e sua tez suave umedece a face
daqueles que a ouvem perto
daqueles que a leem longe
A palavra sem espinho
reivindica entrelaça absorve
conta a minha e a sua história
e quando arranha a pele fina
é para dizer que aquilo que começa
um dia termina
A palavra sem espinho
revigora nos lábios da criança
que titubeia mas a pronuncia
permeando-a de simplicidade
e sutil melodia
Faço trocas,
Troco uma coisa por outra,
substituo, as lágrimas pelo riso,
inverto posições.
Troco o medo pela coragem.
Mudo do velho para o novo.
Visto o que melhor me agrada.
visto-me do sol.
...
Na noite passada se retratava em meu sonho.
O teu lindo retrato, o brilho dos teus lindos olhos
Refletiu nas estrelas iluminando meu quarto
Acabei perdendo o sono
Mas ganhei a inspiração pra escrever esse pequeno verso !
Nenhuma outra.
Teus lábios tem um doce sabor
Minha pele se arrepia
Só de te imaginar
A acariciar minha pele
Meu coração frágil
Alvo fácil dessa sutileza
Esplendorosa beleza
Que completa meu coração
De encanto e de paixão
Me desespéro
Mesmo que segundos
Separam eu e você
Preciso te dar o recado
Que tenho ensaiado a dizer a lua
Que beleza igual a tua
Nenhuma outra mulher tem!
